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EUA são contra suspensão da Venezuela na OEA

Jornal GGN – Enquanto o Itamaraty se afasta dos países do Mercosul, os Estados Unidos buscam dialogar com a Venezuela e evitar sua suspensão na OEA (Organização dos Estados Americanos).

No final de maio, o secretário-geral da Organização, Luis Alamagro, invocou o uso da Carta Democrática Interamericana contra o governo de Nicolás Maduro. O Conselho Permanente da OEA deve decidir ainda este mês a questão.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse que o país não apoia o processo. Depois de um encontro com a ministra venezuelana do Exterior, Delcy Rodríguez, Kerry anunciou ainda que a Venezuela e os Estados Unidos iniciaram conversas para diminuir as tensões.

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O assassinato em massa dos povos indígenas americanos

Do Informação Incorrecta

O genocídio dos povos indígenas dos Estados Unidos - Parte I

Como de costume, no dia 27 de Janeiro de cada ano é celebrado o Dia da Memória para comemorar os judeus deportados e mortos pelo regime nazista.

Facto curioso: é o único "Dia da Memória", apesar dos não poucos exemplos de genocídio ao longo da História. Os meios de comunicação realçam pontualmente o martírio do povo judeu, acusando de anti-semitismo e racismo qualquer pessoa que simplesmente coloque não dúvidas mas perguntas, por exemplo acerca da legitimidade das acções de israel ou da ideologia sionista.

Pelo contrário, outros e mais extensos genocídios foram completamente removidos da consciência comum, ou, pior ainda, justificados de várias maneiras. Para tamanho e método de execução, não é minimamente possível comparar o genocídio dos judeus com aquele dos nativos americanos: apesar das dificuldades em obter números certos, não há dúvidas que desde a chegada dos primeiros europeus até o final do séc. XIX, 50 milhões de nativos morreram por causa das guerras, perda do ambiente onde viviam, mudanças no estilo de vida, doenças. Mas outros estudos apontam para 100 ou até 114 milhões de vítimas.

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Na Argentina, Obama fala sobre crise no Brasil

Jornal GGN – Ontem, quarta-feira (23), o presidente americano Barack Obama fez sua primeira visita oficial à Argentina. Entre elogios às reformas econômicas capitaneadas por Maurício Macri e a promessa de ajudar o país a recuperar o protagonismo, o mandatário dos Estados Unidos fez comentário sobre a crise brasileira.

"O Brasil é um país grande, é amigo dos nossos dois países”, disse. “A boa notícia é que a democracia está madura. Acho que os sistemas de leis e estruturas são fortes o suficiente para que isso seja resolvido de forma que o Brasil prospere e seja o líder mundial que é".

Macri falou, então, sobre a importância, para a Argentina, da parceria com o Brasil. "Estamos convencidos de que o Brasil vai sair fortalecido dessa crise e esperamos que saiam o antes possível. O que acontece no Brasil afeta nosso país".

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O TPP é favorável para a América?, por Simon Johnson

Jornal GGN - A Parceria Trans-Pacífico (TPP, na sigla em inglês), o acordo de comércio e de investimentos de longo alcance que os Estados Unidos negociou com outros 11 países, incluindo Canadá, México, Japão, Malásia, Austrália e Vietnã, está agora em debate. Para entrar em vigor, o Congresso norte-americano deve aprovar a TPP, que não é algo provável de ocorrer até que os total de membros suficiente delibere sobre o mérito do caso.

Então, o que o acordo representa para os eleitores norte-americanos, agora e no futuro? Em artigo publicado no site Project Syndicate, o ex-economista chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Simon Johnson, diz que inicialmente seria mais provável a parceria gerar algum ganho global para a economia norte-americano, apurado via PIB (Produto Interno Bruto) e rendimentos das pessoas, mas esse ganho será mais restrito e por meio das exportações - através da redução tarifária e não-tarifária e das barreiras de outros países. Algumas importações também ficariam mais acessíveis, o que favorece o consumidor.

"Em um trabalho analítico facilitado pelo governo do presidente Barack Obama, as projeções sugerem que a aprovação do TPP poderia fazer com que o tamanho total da economia dos EUA seja 0,5% maior em 2030 do que seria de outra forma. Note que esta estimativa é do efeito do TPP sobre o nível de renda agregada, após 15 anos, não do seu impacto sobre a taxa de crescimento anual", diz o articulista. "Tendo em conta que esta avaliação é ajustada pelos partidários do TPP, parece razoável supor que ela representa o ponto mais alto do que eles consideram plausível (...) Infelizmente, os modelos utilizados neste campo não geram margens de erro ou intervalos de confiança. Na verdade, dada a complexidade do acordo de comércio - incluindo a ênfase em barreiras não-tarifárias difíceis de quantificar - estas estimativas são susceptíveis de ser altamente imprecisas".

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Obama diz que EUA “não vão ceder” no combate ao terrorismo

Jornal GGN – Em viagem à Malásia, pouco antes de voltar para Washington, o presidente norte-americano Barack Obama falou sobre a crise no Oriente Médio envolvendo o Estado Islâmico. Ele disse que ataques contra civis não serão aceitos e que os países aliados “não vão ceder” na luta contra os terroristas.

Obama ainda comentou a intensificação da participação russa no conflito, lembrando que o grupo terrorista é acusado de ter derrubado um avião russo. “Tem que perseguir as pessoas que mataram cidadãos russos”, disse.

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Cuba encara seu maior desafio

Em três anos, Raul Castro deixará o poder. Qual o futuro da ilha, em meio a promessa de mudança constitucional, reformas econômicas e reatamento com EUA? 

Do Outras Palavras

Reportagem de Janette Habel, do Le Monde Diplomatique

Tradução: Inês Castilho ! Imagem: Levi Maaia

Em 2018 Raul Castro, que terá 87 anos, não vai assumir novo mandato presidencial. Em três anos, portanto, a geração de Sierra Maestra terá deixado o poder. Três anos é pouco para reformar a economia, adotar uma nova Constituição e dirigir a normalização das relações com Washington, apresentada no encontro dos presidentes de Cuba e dos EUA na Cúpula das Américas, em abril. O regime sobreviverá ao desaparecimento de sua direção histórica?

O Partido Comunista Cubano (PCC) já designou um sucessor: o premiê vice-presidente Miguel Díaz-Canel. Mas os desafios permanecem. Para enfrentá-los, Castro conta com as Forças Armadas Revolucionárias (FAR), o exército nacional, que chefiou por meio século; o PCC e a Igreja Católica, que está no centro das negociações com Washington (1). Num cenário em que as reformas econômicas aprofundaram as desigualdades, (2) a incerteza sobre o futuro do país é generalizada. O PCC tenta responder com o lançamento de consultas públicas no período anterior a seus congressos. Raul Castro afirmou que isso ocorreria novamente no sétimo, previsto para Abril de 2016. Mas o debate já começou entre os intelectuais, membros e não-membros do partido, especialmente na web — apesar do acesso limitado à Internet.

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Chimérica, a integração industrial entre China e América

Enviado por Pedro Penido dos Anjos

Do blog Cidadania & Cultura

Chimérica contrapartida da Chisil

por Fernando Nogueira da Costa

Chimérica

David Kupfer é professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Indústria e Competitividade (GIC-IE/UFRJ). Obtive em um artigo dele os dados acima, talvez os mais expressivos, em termos sintéticos, do que se denomina de “Chimérica“: a integração industrial entre a China e a América. Através de IDE (Investimento Direto Estrangeiro) norte-americano na China, condicionado à transferência de tecnologia, criou-se uma nova divisão internacional do trabalho: a China produz, os EUA consomem — e recebem financiamento chinês que lá aplica parte de suas imensas reservas cambiais. Nesse contexto, grosso modo, os BRIC emergiram, sendo o Brasil “a fazenda do mundo”, a Rússia “a usina do mundo”, a Índia “o escritório do mundo”, e a China “a fábrica do mundo”!

Evidentemente, isso é uma caricatura metafórica, pois todos esses grandes países emergentes têm uma economia multidiversificada com todos as atividades.

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Diplomacia americana volta a se aproximar do Brasil

Jornal GGN – Ontem, sexta-feira (27), o conselheiro do Departamento de Estado americano, Thomas Shannon, falou sobre a relação dos Estados Unidos com o Brasil e disse que o país tem uma aposta de longo prazo para nós.

“Nós acreditamos que o Brasil é não apenas o país do futuro, mas do presente, que será um grande ator no século XXI”, afirmou Shannon, ao explicar motivo da viagem do vice-presidente Joe Biden ao Brasil.

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O quintal dos EUA não é a América Latina, é a Europa

Enviado por Almeida

Roy Chaderton: “O quintal dos EUA já não é a América Latina; é a Europa”

Por Bruno Sgarzini, da Comunidad Saker Latinoamérica

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu, para a Rede Castor Photo

O embaixador venezuelano na Organização dos Estados Americanos - OEA, Roy Chaderton, ajuda‒nos a apartar do liberalismo dominante e a desconstruir a narrativa com a qual o anglo-sionismo construiu sua dominação global e deseja perpetuá-la.

Segundo essas novas coordenadas, Chaderton reconstrói o relato a partir de sua experiência como chanceler e diplomata de carreira na Grã-Bretanha, França e Estados Unidos, dentre outros países. O que se segue é uma entrevista que é preciso ler.

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Os centros comerciais mortos da América

Jornal GGN - No sábado, o Estadão Economia publicou um artido de James Greiff sobre os "dead malls", centros comerciais mortos. Unidades que a América coleciona aos milhares, com destaque para os Estados Unidos. O autor lembra que 2007 foi o primeiro ano em quatro décadas em que o país de Barack Obama não ergueu nenhum centro comercial de grande porte. Desde lá, só em 2012 um shopping center foi construído na região. O GGN reproduz abaixo a tese de Greiff.

Do Estadão

O desinteresse americano por shopping

Na semana passada o Slate publicou fotos de enormes shopping centers decadentes, vazios, que fazem parte de um novo livro, Autópsia da América.

As imagens são impressionantes e o momento não podia ser melhor. Os grandes centros comerciais erigidos nas áreas suburbanas e hoje abandonados estão na moda. Um grupo do Facebook, The Dead Malls Enthusiasts (Os entusiastas dos centros comerciais defuntos) conta com 14.000 membros. Uma pesquisa no Google sobre os “dead malls” (centros comerciais mortos) produz 5,7 milhões de resultados. E os interiores desolados dessas mecas do varejo continuam a aparecer nos thrillers e filmes de terror.

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A América não mete mais medo?

 
 
Aliados dos Estados Unidos estão tensos. Com a Rússia angariando territórios, China intimidando seus vizinhos e a Síria assassinando seu povo, muitos estão perguntando: “onde está Globocop? Em que circunstâncias a América deve agir para deter arruaceiros? O que, em última instância, faria a América lutar?”
 
A resposta a esta questão é importante: Estados párias se comportarão de forma mais maliciosa se duvidarem da vontade de América de detê-los. Como um ex-chefe da inteligência saudita disse recentemente, sobre a apropriação de terras de Vladimir Putin na Ucrânia: "Enquanto o lobo come a ovelha, não há pastor para seu resgate."
 
Não foram supreendentes as perguntas feitas a Barack Obama, em cada parada durante sua viagem por quatro países asiáticos, recentemente: como o chefe de Estado americano pretende exercer seu poder? Como responderia se a China buscasse expandir suas fronteiras marítimas pela força? Leia mais »
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Futuro do pretérito

Ou o "sonho" nos anos 1970

Do Diário de Notícias de Lisboa

Capitães de Abril: esperança nos anos 70

por MÁRIO DUJISIN, JORNALISTA CHILENO 6 de abril 2014

A América Latina acordou incrédula há 40 anos, quando as rádios anunciaram que o Exército português tinham derrubado a mais antiga ditadura europeia. O inédito do golpe, em Lisboa, foi o primeiro na história da humanidade em que militares se levantaram em armas não para acabar com liberdade mas para impor a democracia.

Para um continente que, nos anos de 1970, vivia um dos piores pesadelos da sua história, com ditaduras militares de extrema-direita que pareciam inamovíveis devido ao apoio dos EUA, matando e fazendo "desaparecer" milhares de pessoas, a gesta militar portuguesa, levada a cabo por capitães, mostrava que podiam existir outros exércitos, o que criou esperança entre populações reprimidas pelos seus próprios soldados. Leia mais »

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Confederações da indústria de oito países fecham agenda da Cúpula das Américas

Jornal GGN - A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a americana US Chamber e as confederações de indústrias do México, Canadá, Panamá, Colômbia, Equador e Argentina discutiram, nesta quarta-feira (26), uma agenda concreta para superar obstáculos ao desenvolvimento e à cooperação na região. A ideia é fechar uma agenda concreta que será apresentada aos chefes de Estado na Cúpula das Américas, no Panamá, em 2015.

A reunião servirá ainda para apresentar as prioridades da região para o banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Para isso, os empresários vão traçar estratégias para aumentar a competitividade internacional, trabalhar pela integração e cooperação regional, além de regulamentar e promover o desenvolvimento dos negócios.

Uma das pautas defendidas pela CNI é uma maior participação das empresas brasileiras nas cadeiras globais de valor. Atualmente, o Brasil ainda está à margem das principais economias emergentes. Outros pontos levantados pelo Brasil são: acordos para o fim da bitributação; medidas de facilitação de comércio; acordos de investimentos e de serviços, e a assinatura de acordos de reconhecimento mútuo. Leia mais »

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