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Chile avança no fim da descriminalização do aborto

De Santiago, Chile
 

Foto: Centro Regional de Derechos Humanos y Justicia de Genero / Chile
 
Jornal GGN - Após uma longa discussão iniciada em 2015 e uma sessão de mais de dez horas no Senado do Chile, a maioria dos parlamentares deu um importante passo para tirar o país da lista dos que proíbem o aborto, aprovando o projeto de descriminalização do ato por riscos de vida à mulher, inviabilidade do feto e estupro. 
 
Concluída às 1h da madrugada desta terça-feira (18) no Senado, a matéria ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, mas já se calcula um veredito positivo aos apoiadores da descriminalização do aborto, incluindo os governistas, fazendo virar lei o projeto impulsionado pela própria presidente do Chile, Michelle Bachelet.
 
O resultado foi um sinal claro de que a batalha, pelo menos em temas de direitos humanos, não está ganha para a oposição, que leva este ano o ex-presidente Sebastián Piñera (2010-2014), do partido Chile Vamos, com 40% das intenções de votos à Presidência, sobre 23% de Beatriz Sanchez, da Frente Ampla, a candidata que melhor representa a voz das mulheres no pleito deste ano.
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Abusiva, prisão de Humala pode atrapalhar Lava Jato no Peru, alerta jornalista

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Ollanta Humala foi o primeiro ex-presidente a ser preso na investigação da Lava Jato no continente. Foto: Presidência do Peru

Da Agência Pública

Prisão de Humala é abusiva e pode prejudicar a Lava Jato no Peru, diz jornalista

por Natalia Viana

Diretor de site investigativo avalia que ex-presidente peruano corre o risco de ser bode expiatório

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Cuba é cortina de fumaça: o alvo é a Venezuela, por Fernando Morais

Por Fernando Moraes

Do NOCAUTE

O presidente Donald Trump anunciou hoje à tarde em Miami que vai anular os acordos assinados pelos presidentes Barack Obama e Raul Castro. O Trump falava para uma plateia em Miami que eu conheço bem. Para escrever o livro sobre os cinco cubanos que estavam presos nos Estados Unidos, eu passei dois anos viajando para Miami, fui umas quinze vezes para entrevistar essa gente, esse submundo. É uma máfia de traficantes de drogas, armas. E usam a alavanca, a gazua da contrarrevolução para sobreviver.

É grave o que o Trump anunciou, mas ele não anulou integralmente o que foi assinado entre Obama e Raúl. Por exemplo, os dois países mantêm relações diplomáticas e os familiares de cubanos que vivem nos Estados Unidos vão poder continuar viajando para Cuba. Mas há ameaças gravíssimas, por exemplo, suspender as viagens de cidadãos norte-americanos, que ainda eram limitadas. Para se ter uma ideia no passado inteiro, quase trezentos mil norte-americanos foram a Cuba. Este ano os trezentos mil estão chegando agora, no meio do ano. Então, a tendência é que isso fosse dobrar.

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A crise na Venezuela sem as fake news

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Foto: Manuel Rueda/Agência Pública

Da Agência Pública

 
Esqueça muito do que você leu por aí: não há catástrofe humanitária nem Maduro está para cair; mas há manifestantes quase todos os dias nas ruas, e eles não são “terroristas”, como dizem os apoiadores do governo
 
por Natália Viana

Na segunda-feira, 5 de junho, a Venezuela amanheceu com o mesmo presidente, Nicolas Maduro, como vem acontecendo desde que ele sucedeu Hugo Chávez, em 2013. Mais uma decepção para muitos dos manifestantes que têm lotado as ruas de diversas cidades do país nos últimos dois meses. Corriam boatos, de alcance multiplicado por correntes de WhatsApp, de que Maduro iria fugir do país no dia anterior. Até uma conhecida vidente previra sua fuga, dizia uma das mensagens. Era dito e certo.

Assim como nesse episódio, tudo o que acontece na Venezuela é cercado de desinformação e enevoado pelas fake news espalhadas por apoiadores do governo e da oposição. Na política venezuelana, tudo é espetáculo. Por isso, esqueça muito do que você leu por aí: a Venezuela não está vivendo uma catástrofe humanitária pela falta generalizada de alimentos; o governo de Nicolás Maduro não vai cair amanhã; a polícia nacional não está massacrando manifestantes a rodo nas ruas. Mas também não é verdade que tudo está bem e que as manifestações e a violência em torno delas são fruto de “terroristas” armados, como dizem os apoiadores do governo.

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Chilenos querem desprivatizar a Previdência Social, por Kjeld Jakobsen

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Foto: Sociedade Civil/Facebook

Da Fundação Perseu Abramo

Chilenos querem desprivatizar a Previdência Social

por Kjeld Jakobsen, consultor em cooperação e relações internacionais

Em 1981, em plena ditadura militar no Chile, o governo Pinochet, por orientação dos monetaristas norte-americanos que o assessoravam, privatizou a Previdência Social. O sistema existente era parecido com o brasileiro, baseado na repartição e sustentado pelas contribuições de trabalhadores e empregadores, administrado pelo Estado.

Quem preferisse, poderia permanecer no sistema existente, como a maioria dos contribuintes fez, mas os recém ingressos no mercado de trabalho foram obrigados a aceitar o novo sistema privado. Este era composto por fundos individuais reunidos em diferentes “Administradoras de Fondos de Pensiones” (AFPs), aos quais os trabalhadores aderiam e contribuíam com 10% de seus salários.

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Chile mobiliza milhões nas ruas contra a Previdência privada

Miles de chilenos marcharon este domingo en Valparaíso en una gigantesca manifestación convocada en rechazo al sistema privado de pensiones que se mantiene como herencia de la dictadura de Augusto Pinochet.
 
Jornal GGN - Manifestações contra o sistema de Previdência privada no Chile tomaram conta das ruas do país, neste domingo (26). Desde as 11h da manhã, a população protestou contra os fundos de pensão, as chamadas AFP, que desde a ditadura do general Pinochet está nas mãos de empresas privadas e que se alimenta de, pelo menos, metade das arrecadações.
 
O protesto foi convocado pelo movimento Coordenação Não+AFP e mobilizou no mínimo 2 milhões de manifestantes, segundo as estimativas oficiais. Na capital chilena, Santiago, o protesto reuniu diferentes públicos, entre militantes, cidadãos comuns e famílias nas ruas da cidade, desde a manhã de domingo.
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Após escândalo, Bachelet pede para imprensa deixar sua filha em paz

Michelle Bachelet
 
Jornal GGN - Michelle Bachelet, presidente do Chile, pediu para que jornalistas deixassem sua filha em paz após a divulgação de um escândalo imobiliário em sua família estaria envolvida. No último domingo, o jornal “La Tercera” afirmou que Sofía Henríque Bachelet, de 21 anos, adquiriu um terreno de 5 mil metros quadrados na cidade de La Higuera.
 
O lote fica no norte do país e próximo a uma área que deve acolher um projeto de mineração chamado de “Dominga” e que foi embargado há duas semanas pela comissão de avaliação ambiental. 
 
Natalia Compagnon, nora da presidente, teria diversos terrenos na proximidade do lote de Sofia. Em sua defesa, Bachelet afirmou que “há algo acontecendo no Chile que transforma coisas normais em delitos”.

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Com Macri, onda anti-imigração chega na Argentina

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Da Agência Pública

 
Comunidades latino-americanas estão assustadas com o endurecimento de regras para imigrantes promovido por Macri, o amigo empresário de Trump
 
por Lucas Ferraz

Johnny vivia na Argentina havia 20 anos, tinha filhos nascidos no país, uma pequena empresa de mudanças e também uma condenação por tráfico de drogas que lhe rendeu quatro anos de prisão. Em 2016, uma década depois do cumprimento da pena, o registro criminal foi extinto conforme as regras argentinas. No último dia 19, no entanto, ele foi abordado por policiais no lugar onde trabalhava em Buenos Aires. Levado para prestar esclarecimentos, foi encaminhado no dia seguinte para o aeroporto de Ezeiza e, sem ter tido acesso a um advogado, foi despachado num avião para o Peru, seu país natal.

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No Equador, Lenín Moreno vence primeiro turno das eleições, por Luana Forlini

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Da Fundação Perseu Abramo

Equador: Lenín Moreno vence o primeiro turno

por Luana Forlini

No último domingo (19) ocorreram as eleições gerais no Equador para Presidência e Assembleia Nacional. Lenín Moreno, o candidato do governo e representante do Movimento Alianza-PAIS, venceu com 39,3% dos votos válidos. O banqueiro Guillermo Lasso, do CREO-SUMA, ficou em segundo, com 28,1%. Entretanto, para ganhar em primeiro turno, as leis eleitorais impõem que o candidato em primeiro lugar deva ter pelo menos 40%, contanto que obtenha 10% a mais do que o segundo colocado. Portanto, haverá segundo turno em 2 de abril.

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Macri é acusado de tráfico de influência por beneficiar empresa aérea

Jornal GGN - Mauricio Macri, presidente da Argentina, está sendo acusado por um procurador de tráfico de influência e formação de quadrilha por beneficiar a empresa aérea Avianca, ligada a seu pai, o empresário Franco Macri.

Jorge Di Lello, da Procuradoria Criminal e Correcional Federal, pediu que Macri, seu pai, funcionários do governo, membros da Avianca e empresários do setor aéreo sejam investigados por supostos crimes na concessão de rotas aéreas na Argentina.

Em 2016, a empresa colombiana comprou a companhia aérea Macair Jato, de propriedade do conglomerado liderado pelo pai do presidente argentino.

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Mujica: 'Vale a pena lutar pelo republicanismo'

Ex-presidente uruguaio defende necessidade de resgatar sentimento republicano no Cone Sul
 
Jornal GGN - O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, chama a atenção para a importância de a América Latina resgatar o sentimento republicano, lembrando que as revoluções que acabaram com o feudalismo e monarquias absolutistas na Europa, deram origem ao conceito utópico de igualdade, fraternidade, desenvolvimento e liberdade. 
 

"Semelhante utopia criou as bases de um mundo material tremendo, desatou a inteligência, domesticou a ciência, para criar tecnologia e multiplicar a produtividade. E contribuiu para criar a base material deste mundo contemporâneo que entre muitas outras coisas positivas, nos deu em média mais 30 ou 40 anos de vida", declarou em sua última videocoluna no DW. 
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Procurador pede que Macri seja investigado por acordo de dívida de empresa de sua família

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Jornal GGN - Nesta terça-feira (14), o procurador argentino Juan Pedro Zoni pediu que Mauricio Macri, presidente da Argentina, seja investigado por um acordo de dívida entre o Estado e uma empresa da família Macri. O acordo foi realizado em 2016 e o governo nega conflito de interesses.

A dívida era do Grupo Socma, presidido por Franco Macri, pai do presidente. A empresa era responsável por administrar o correio oficial entre 1997 e 2003, quando foi estatizado.

Em uma sentença divulgada na semana passada, Gabriela Boquín, procuradora-geral perante o Tribunal Nacional de Apelações Comerciais, considerou que pode ter existido conflito de interesses no acordo.

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Qual o tamanho da fortuna de Pinochet

Jornal GGN - Segundo a Justiça do Chile, o ditador Augusto Pinochet acumulou uma fortuna de US$ 21,3 milhões enquanto esteve no poder, a maior parte conseguida de maneira ilegal.

Entretanto, investigações apontam que o valor real é muito maior. Segundo os jornalistas do Ciper Chile, o patrimônio imobiliário adquirido ilicitamente por Pinochet e herdado por sua família chega em a cerca de US$ 28 milhões.

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Justiça italiana condena militares e ex-presidentes da Operação Condor

Operação Condor
 
Jornal GGN - A Justiça italiana condenou oito ex-presidentes e militares da América do Sul que atuaram na Operação Condor à prisão perpétua por assassinatos durante as ditaduras. É a primeira sentença de um país europeu contra a frente erguida entre os regimes militares sul-americanos.
 
Entre os condenados estão o ex-presidente da Bolívia Luis García Meda Tejada (1980-1981), o general boliviano Luis Arce Gómez, o ex-chanceler uruguaio Juan Carlos Blanco, o ex-presidente do Peru Francisco Rafael Bermúdez Cerruti (1975-1980), o ex-chefe dos serviços secretos peruano Luis Figueroa e o coronel peruano Pedro Richter Prada, o comandante militar do Chile Hernán Jerónimo Ramirez e o ex-oficial da artilharia chileno Rafael Ahumada Valderrama.
 
A ação partiu de familiares dos opositores políticos, vítimas dos sequestros, assassinatos e desaparecimentos. Diante da falta de respostas nos países da América do Sul, essas famílias levaram o caso à Roma, há 17 anos. A medida foi justificada porque parte dessas vítimas tinham dupla nacionalidade, então cidadãos italianos.
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Brasil crescerá menos da metade do que a América Latina e Caribe, diz ONU

Montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - Estimativas do relatório da Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2017 da ONU apontam para que o Brasil apresentará uma alta de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, o que representa menos da metade da expansão da América Latina e do Caribe (1,3%).
 
Os dados da Organização das Nações Unidas apresentados nesta terça-feira (17), em Nova York, também indicam que no ano de 2016 houve uma expectativa de redução de 1% na América Latina, enquanto que no Brasil a retração foi de 3,2% do PIB. 
 
Já para o ano de 2018, a ONU prevê uma retomada de 2,1% do Produto Interno Bruto nos países latinoamericanos, exceto o Brasil, que terá um aumento um pouco menor, de 1,6%. 
 
Os dados positivos têm como base o aumento nos preços das commodities, os produtos primários com peso na demanda externa, e por uma política menos restritiva na América do Sul, ocasionando uma redução da inflação.
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