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Lava Jato cancela novo acordo com Andrade por falta de acusações contra Lula

Por outro lado, força-tarefa de Curitiba e de Brasília não quiseram saber de acusações da empreiteira contra Aécio Neves e o trensalão tucano
 

Foto: Lula Marques - Agência PT
 
Jornal GGN - Além da OAS, também se vê ameaçada a delação da Andrade Gutierrez. Mas além da falta de tempo suficiente para que o caso seja conduzido sob a gestão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, o motivo é maior: os executivos da empreiteira negaram ter acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
A Andrade Gutierrez já fechou um acordo de delação com a Lava Jato em 2015, pagando uma multa de R$ 1 bilhão. Entretanto, novas delações de outras empresas levantaram que a empreiteira escondeu dos investigadores outros fatos, relacionados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e sobre o chamado trensalão tucano.
 
A empresa originalmente mineira, que carrega em seu histórico relações com Aécio, teria perdido a confiança dos investigadores quando, a partir de outras delações, como da Odebrecht, por exemplo, soube-se que a Andrade omitiu pagamento de propina a Aécio Neves relacionada às obras na Cidade Administrativa.
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Gilmar induz que Dilma pode ser responsável por corrupção nas contas de Temer

"Na verdade, a campanha presidencial é feita em conjunto", disse o ministro sobre R$ 1 milhão da Andrade nas contas de Temer. "Mas é claro que os recursos são captados em nome da candidatura à presidência", no caso, à Dilma, afirmou Gilmar
 
 
Jornal GGN - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, reavivou a tentativa de separação da responsabilidade de Michel Temer nas irregularidades da campanha da chapa de 2014, disputada com a então presidente Dilma Rousseff. Nesta quarta-feira (16), Gilmar afirmou que o TSE buscará saber se "a responsabilidade eventualmente atribuída a presidente seria também de ser compartilhada pelo vice".
 
O anúncio é mais um passo nas estratégias elaboradas pelo próprio alvo da possível cassação, Michel Temer, de ver o seu mandato encurtado com a criminalização das contas de campanha, diante das delações a andamento das investigações da Lava Jato, agora a nível da Corte eleitoral.
 
Na última semana, o GGN mostrou que, diante da tentativa da defesa do peemedebista, os advogados de Dilma apresentaram ao Tribunal que, se a sua campanha contou com recursos de desvios da Petrobras, parte dela veio pelas contas de Michel Temer.
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Documentos comprovam que propina da Andrade entrou nas contas de Temer

Comprovantes contradizem o próprio depoimento prestado ao TSE pelo ex-presidente da Andrade de que o repasse de R$ 1 milhão foi para as contas do Diretório Nacional do PT
 
 
Jornal GGN - Menos por uma defesa contra a cassação da chapa presidencial de 2014 e mais como sustentação contra a separação dos processos entre Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - estratégia do presidente para isolar Dilma na responsabilização da campanha -, a defesa da ex-presidente comprovou que R$ 1 milhão doado pela Andrade Gutierrez à sua campanha entrou pelas contas de Temer.
 
O repasse é comprovado em documentos anexos ao processo que tramita no Tribunal contra Dilma e Temer. Apesar de ambos defenderem que as contas foram limpas, pagas com recursos lícitos de doações eleitorais, o racha entre Dilma e Temer motivou os advogados a se defenderem de outra tratativa do peemedebista, ainda que dentro do mesmo processo.
 
Isso porque, desde que o impeachment contra Dilma foi concretizado pelo Senado, no dia 31 de agosto deste ano, além de uma desaceleração no processo de cassação solicitado pelo PSDB - hoje um dos principais aliados do governo no Congresso -, sob a liderança de Gilmar Mendes em articulações junto a ministros do TSE, como revelou o GGN em outubro, outra frente iniciada por Temer é a de tentativa de isolar Dilma como a única responsável pelos ilícitos de arrecadação na campanha eleitoral.
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Mário de Andrade, o poeta futurista

Por Tamára Baranov

“Quando eu morrer quero ficar, não contem aos meus inimigos, sepultado em minha cidade, saudade. Meus pés enterrem na rua Aurora, no Paiçandu deixem meu sexo, na Lopes Chaves a cabeça esqueçam. No Pátio do Colégio afundem o meu coração paulistano: um coração vivo e um defunto bem juntos. Escondam no Correio o ouvido direito, o esquerdo nos Telégrafos, quero saber da vida alheia, sereia. O nariz guardem nos rosais, a língua no alto do Ipiranga para cantar a liberdade. Saudade…Os olhos lá no Jaraguá assistirão ao que há de vir, o joelho na Universidade, saudade…As mãos atirem por aí, que desvivam como viveram, as tripas atirem pro Diabo, que o espírito será de Deus. Adeus.”

Mário de Andrade (Mário Raul de Morais Andrade)
(São Paulo, 09 de outubro de 1893 - São Paulo, 25 de fevereiro de 1945)

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