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André Lara Rezende

Nassif: O dia em que André Lara descobriu os cabeças de planilha

Finalmente, no livro "Juros, moeda e ortodoxia: Teorias monetárias e controvérsias políticas -  André Lara Rezende - um dos dois pais do Real - descobriu os cabeças de planilha, a imensa legião de economistas que, armados de slogans e planilhas, sem conhecimento de história, de política, até dos princípios fundamentais de uma economia liberal. .

Ao seu conhecimento e criatividade na política monetária - que resultou na fórmula engenhosa do Real -, o companheiro André inclui agora condimentos de história econômica, preocupações com os impactos políticos das medidas monetárias e outros elementos essenciais nas formulações econômicas, deixando de lado os bordões simplistas com os quais eles, os economistas do Real, conquistaram o jornalismo econômico, abandonado veleidades de análise de realidades complexas.

Não é à toa as expressões de surpresa de Mirian Leitão, na entrevista feita na Globonews. André só faltou falar em problemas estruturais da economia (bordão dos desenvolvimentistas), ao lado dos problemas institucionais (bordão dos liberais), para um certo pensamento econômico que só sabe seguir o manual de frases feitas: se a inflação sobe, é porque os juros estão altos; se o dólar cai, é porque a reforma da Previdência vai ser aprovada; se sobe, é porque não se sabe se a reforma da Previdência será aprovada.

Quando juntar as duas pontas, se terá, finalmente, um diagnóstico preciso de país, por enquanto nublado por uma polarização fundamentalmente emburrecedora. E André poderá ser alçado ao restrito panteão dos grandes pensadores econômicos, ocupado hoje exclusivamente por Delfim Neto.

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Economistas descobrem o óbvio sobre os juros altos, por Fernando Nogueira da Costa

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Do Brasil Debate
 
 
Provocados por artigo de Lara Resende, os economistas ortodoxos estão percebendo que o juro alto não só agrava o desequilíbrio fiscal, como no longo prazo acompanha a inflação alta e atinge todos os setores produtivos
 
por Fernando Nogueira da Costa
 
Quem lê e relê sempre os mesmos autores acaba por sofrer um retardamento mental em perceber ideias novas. Quando isso ocorre, crê ter feito uma descoberta. Mas é a descoberta do óbvio, ou seja, é uma redescoberta de fenômenos que os heterodoxos conheciam há muito tempo e se pasmavam de que os ortodoxos não soubessem deles.
 
Estes cometem o viés heurístico da auto validação: a tendência do observador de procurar ou interpretar informações de forma que estas apenas confirmem preconcepções próprias. Eles preferem informações que confirmem suas crenças ou hipóteses, independentemente de serem ou não verdadeiras. Praticam o contrário do método científico de buscar falsear hipóteses.

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De Rui Barbosa a André Lara, o papel dos cabeças de planilha

Para entender o papel de André Lara Rezende na campanha de Marina Silva, sugiro a leitura do primeiro capítulo de meu livro “Os Cabeças de Planilha”, lançado em 2005.

Nele, comparo a situação do Brasil no período do Encilhamento (início da República) e no Plano Real. Vale para o pós-plano Real, visto que mantiveram-se as condições de apropriação das políticas públicas pelo mercado.

Identifico os principais personagens desse jogo: o rentista, o banqueiro, o economista e o político. O rentista é agente passivo, que entrega a carta branca ao banqueiro. Este faz o meio campo com o político. Oferece ao político recursos e ideias. O agente das ideias é o economista, que estudou fora e é apresentado como o portador das boas novas. No poder, o economista prepara a política econômica mais adequada aos interesses de seus padrinhos.

“Encilhamento” e Real: oportunidades perdidas Leia mais »

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