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Angela Davis

Angela Davis na Bahia

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Os Panteras Negras no Sesc – III, por Walnice Nogueira Galvão

Os Panteras Negras no Sesc – III

por Walnice Nogueira Galvão

Os Panteras Negras representaram a fração mais radical e mais extremista do tsunami da reivindicação negra que então se levantou nos Estados Unidos. Mas havia outras vertentes, e da maior relevância.

Uma delas foi o movimento pelo registro eleitoral dos negros do Sul, que não votavam. A campanha veio do Norte, trazida por estudantes universitários brancos, os Freedom Riders, que viajavam de ônibus e enfrentaram todo tipo de brutalidade. Alguns lá deixaram a vida.

Tiveram forte papel em tudo isso as igrejas protestantes, foco de coesão da população negra: Martin Luther King era pastor de uma delas. Defensor da não-violência, ganharia o prêmio Nobel da Paz e morreria assassinado por um branco.

Outra campanha implicou em transgredir as linhas de segregação em ônibus, restaurantes e escolas. O boicote dos ônibus começou quando Rosa Parks se recusou a ceder seu assento a um branco, em Montgomery (Alabama). Claro que a polícia a prendeu, mas foi um primeiro passo.

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"Libertem Ângela Davis”, dando face ao poder negro

Sugerido por Mara L. Baraúna

Por Cloves Geraldo

Do Portal Vermelho

Filme da cineasta estadunidense Shola Lynch refaz nesta cinebiografia a luta da ativista Ângela Davis contra a segregação racial nos anos 60 e 70

Existe uma salutar construção narrativa no documentário “Libertem Ângela Davis”,agora em DVD. Sua diretora-roteirista, a estadunidense Shola Lynch, dá-lhe a estrutura de um thriller-político, cheio de mistério e suspense, começando-o pelo final. Embora se conheça o desfecho da história da professora e ativista Ângela Ivonne Davis (26/01/1944), ele só se desenvolve na terceira parte do filme. E se trata de técnica ficcional, pois, embora real, é organizado para gerar tensão e levar à apoteose.

Mas hoje documentários como os de Eduardo Coutinho (Edifício Master, 2002), são estruturados como entrevistas de cine-verdade. Mesclam o real com a construção narrativa para desvendar o “personagem”. E em sua obra, Lynch constrói uma espécie de trama concentrada nos seis anos (1966/1972), que sintetizam o início e o ápice do ativismo de Ângela Davis.

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