Revista GGN

Assine

Argelina Figueiredo

Quem avança primeiro, Dilma ou os apoiadores do impeachment?

Para a cientista política Argelina Figueiredo, falta uma oposição com coragem de pedir a saída da presidente. E à Dilma, diálogo para evitar a queda

Jornal GGN – Enquanto Dilma Rousseff patina na comunicação das ações de seu segundo mandato, o cenário para o impeachment se constrói paulatinamente. Pelo menos, é nisso que aposta a oposição ao governo Dilma. Economia mal das pernas, queda na taxa de popularidade, casos de corrupção reportados por uma mídia comprometida em martelar diariamente o partido da presidente, crise com os aliados no Congresso e um escândalo do tamanho da Petrobras para ser gerido. São as manchetes diárias.

Se a deposição vai ou não acontecer, não é possível afirmar ainda. “Por enquanto, é só boato”, avalia a cientista política Argelina Cheibub Figueiredo, da UERJ, que acha "difícil" que o golpe realmente aconteça. Mas a inércia de Dilma preocupa, especialmente porque algumas das condições para o impeachment estão aí. “Tem uma conjuntura, mas não para na economia, na pesquisa sobre popularidade ou na relação com o Congresso. Para as coisas caminharem, falta alguém da oposição assumir publicamente esse pedido. Ninguém pede impeachment abertamente, mas, para acontecer, bastam fatos novos.”

Leia mais »

Média: 2.5 (19 votos)

Brasilianas.org: Brasil tem ambiente favorável às reformas política e tributária

 
O Brasil vive um momento favorável às reformas política e tributária, de acordo com especialistas que participaram segunda (27) do programa Brasilianas.org da TV Brasil. Para eles, principalmente na reforma política, a mobilização e a politização da sociedade serão fundamentais.
 
"A reforma do sistema político se fará essencialmente no quadro das instituições existentes, mas só poderá avançar se houver uma intensa participação da sociedade. E como a sociedade manifestou-se pela reforma, mesmo que não apoiando a presidenta Dilma, acredito que poderá ter um avanço considerável", disse o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
 
Para o doutor em sociologia e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Each-USP), Wagner Iglecias, "será difícil [a reforma política] passar apenas com o Congresso, vai precisar da sociedade civil, de muita gente mobilizada". Segundo ele, a reforma deve pensar em uma redução no número de partidos, para cerca de cinco a sete, de médio e grande porte, que representem a maioria dos brasileiros. Atualmente, são 32 partidos em atividade no país. Nestas eleições, 28 elegeram parlamentares.
 
 
Média: 4.4 (7 votos)