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A curiosa história de Paulo Rabello de Castro, por Luis Nassif

É no mínimo curiosa a biografia de Paulo Rabello de Castro. Ele entrou no debate econômico no início dos anos 90, como um dos discípulos de Roberto Campos, ao lado de Paulo Guedes e outros.

Desde o início, mostrava ser o mais político (no sentido amplo) e de visão mais elaborada sobre desenvolvimento e ferramentas institucionais. Ao contrário dos colegas, não se fixava exclusivamente nas discussões sobre política monetária e fiscal.

Desenvolveu uma boa sensibilidade de mercado para trabalhar em cima de ajustes patrimoniais, comparações entre fluxos e estoques, com soluções criativas capazes de serem aplicadas por gestores mais ousados.

No início dos anos 90, encampei uma de suas propostas, o encontro de contas no setor público, acoplado a um modelo de privatização através dos chamados fundos sociais – reconhecendo os passivos históricos da União, estados e municípios com os fundos sociais.

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A inesquecível Olga Benario, por sua filha Anita Leocadia

Olga, a ativista vítima do nazismo, é apresentada por sua filha em uma narrativa biográfica, que será lançada em maio, após 75 anos de sua morte

Jornal GGN - Após a Alemanha disponibilizar os arquivos da Gestapo, polícia secreta do Nazismo, a historiadora Anita Leocadia Prestes dedicou-se ao estudo de 2 mil páginas sobre sua mãe, Olga Benario Prestes. Como resultado deste trabalho Anita Leocadia nos brinda com biografia completa com documentos e informações inéditas sobre a resistência e luta política de Olga, vítima do nazismo. O lançamento da obra será ainda este mês, pela Boitempo Editorial.

A narrativa, feita de forma cronológica, vai desde a inserção da ativista na busca de seus ideais políticos até sua morte, na câmara de gás do campo de concentração de Bernburg, na Alemanha, em abril de 1942. Esposa do líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes, de quem engravidou, Olga foi afastada de sua filha ainda muito cedo.

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Belchior, uma morte anunciada, por Jorge Hélio Chaves de Oliveira

Foto: Gustavo Pellizzon/ Rádio Verdes Mares 810

Morreu, aos 70 anos e meio, o cantor e compositor cearense Belchior, o mais complexo letrista da MPB. E o corpo do autor de “Coração selvagem” cumpre um estranho ritual de volta. Sai de Santa Cruz do Sul, no interior dos Pampas, para a Sobral de sua infância, na região norte do seu Ceará natal. Faz o caminho inverso daquele que as charqueadas empreenderam no final do século XVIII, quando um certo Pinto Martins tangeu suas últimas cabeças de gado rumo às campinas do extremo sul da então colônia portuguesa. Foram, ele e seu gado, os precursores da BR-116.

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Cem horas com Fidel, por Ignácio Ramonet

 
Jornal GGN - Escrito pelas mãos do próprio comandante Fidel Castro, ao lado do reconhecido jornalista espanhol Ignácio Ramonet, a biografia de Fidel foi publicada em 2006 pela Boitempo, com a edição que recebeu prefácio do jornalista Fernando Morais e a tradução de Emir Sader. 
 
Em celebração ao sucesso da tiragem esgotada, a editora divulgou a introdução da obra, chamada "Cem horas com Fidel" e assinada por Ignácio Ramonet. Para Fernando Morais, o livro é "indispensável" para aqueles que querem entender a história do comandante e da própria Revolução Cubana.
 
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Luiz Bernardo Pericás é eleito intelectual do ano

Historiador, indicado pela biografia de Caio Prado Jr, fala da contribuição do pensador no debate político atual
 
Vídeo: Pedro Garbellini
 
Jornal GGN – O escritor e historiador Luiz Bernardo Pericás recebeu o Troféu Juca Pato, da União Brasileira de Escritores (UBE), concedido ao Intelectual do Ano. O professor de História Contemporânea da Universidade de São Paulo foi indicado pelo livro Caio Prado Júnior: uma biografia política (Boitempo). Outras obras fazem parte do seu currículo, entre elas: Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica, pela qual recebeu, em 2012, menção honrosa do Prêmio Casa de las Americas, e Che Guevara Y el debate económico em Cuba, que o levou a ganhar, em 2014, o Prêmio Ezequiel Martinez Estrada. 
 
O GGN participou da coletiva concedida por Pericás na última quinta-feira (06), pouco antes da cerimônia, realizada na Academia Paulista de Letras, onde o professor falou da obra, curiosidades que aconteceram durante a criação do projeto e, ainda, a importância de Caio Prado e de outros pensadores da época para o debate político atual. 
 
Pericás é um intelectual avesso às redes sociais. Não tem página no Facebook, não usa Whatsapp e nunca se preocupou em ter celular. Simpático, brincou com um jornalista que chegou pouco antes do início da coletiva e o cumprimentou sem reconhece-lo. “Isso sempre acontece comigo. As pessoas não me reconhecem”, arrematou comentando, em seguida, sobre outra ocasião em que era um dos convidados especiais do evento e um jovem se aproximou dele falando a respeito de Pericás, sem saber que o próprio estava na sua frente. 
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“Frei Tito: vida, paixão e morte” chega em São Paulo

A montagem, do Grupo Formosura de Teatro, será apresentada nos dias 22, 23 e 24 de julho, no Club Noir

Jornal GGN – No fim de semana, nos dias 22, 23 e 24 de julho, o Club Noir recebe o Grupo Formosura, de Fortaleza (CE), para o espetáculo “Frei Tito: Vida, Paixão e Morte”, em São Paulo. A partir das 19h, o público confere a biografia de um dos maiores símbolos de resistência na luta contra o regime militar, que em 2015 completaria 70 anos de vida.

O espetáculo, é uma reedição da peça escrita no final dos anos 80 e, desde 2013, é apresentado pelo Grupo Formosura. Em cena, quatro atores e um multi-instrumentista dão vida ao texto do ator, diretor e dramaturgo Ricardo Guilherme, com a direção artística da atriz Graça Freitas e direção musical de Rami Freitas.

O grupo tem por objetivo circular com o espetáculo nos locais em que Frei Tito passou em vida, antes de ir para o exílio. A peça já passou pelo Teatro Apolo de Recife-PE; no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília; no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte; e agora chega a São Paulo, encerrando o circuito do projeto premiado pela Funarte Myrian Muniz/2014 para circulação da montagem.

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Uma biografia das raízes escravistas do Brasil

 
UMA BIOGRAFIA DE NOSSAS RAIZES - O traficante de escravos Arsénio Pompeu de Carpo e um pano de fundo de nossas raízes econômicas e politicas a partir de um dos maiores negreiros do Século XIX, uma biografia de romance noir. 
 
Arsénio Pompílio Pompeu de Carpo: um percurso negreiro no século XIX
 
Por João Pedro Marques, do Centro de Estudos Africanos e Asiáticos (IICT)
 
Os homens que dominaram o odioso comércio a partir de 1820 eram, na sua maioria, recém-chegados que não tinham desempenhado qualquer papel relevante na época do tráfico legal. Leia mais »
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Biografia restaura trajetória política de Luiz Carlos Prestes

Por Thais Barreto

Da CartaCapital

Após mergulhar por 32 anos em documentos e relatos, a historiadora Anita Leocádia Prestes concluiu a biografia do pai. A autora de Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro (Boitempo Editorial, R$ 48) afirma que a obra não é definitiva. São, contudo, mais de 500 páginas de rigorosa apuração sobre a trajetória de um dos mais destacados políticos brasileiros que aderiu ao comunismo. A preocupação de Anita foi apresentar para as novas gerações a história de um personagem que “foi sempre caluniado ou silenciado pelos donos do poder”.

Filho de militares, Prestes foi criado pela mãe – o pai faleceu cedo, quando tinha 10 anos. Estudou em escola militar e, em 1920, aos 22 anos, tornou-se segundo-tenente e foi servir no subúrbio do Rio de Janeiro. Foi quando teve a primeira imagem do povo brasileiro, segundo a autora. Via rapazes de 18 anos chegarem ao exército analfabetos, e acompanhava a rotina de humilhações que os superiores impunham aos mais novos. Prestes dedicou 70 anos à vida política e viveu até os 92 anos. Leia os principais trechos da entrevista com Anita Leocádia Prestes, filha de Prestes e Olga Benário:

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Marta, o Steve Jobs brasileiro

Sugerido por Anarquista Sério

Jornal GGN - Fazendo as malas para sair do PT, a senadora Marta Suplicy publicou um artigo na Folha deste sábado (25) refletindo sobre a leitura da biografia de Steve Jobs, e acabou por fazer uma auto-comparação com os ensinamentos deixados pelo criador da Apple. Marta disse que se identifica com a trajetória de Jobs, principalmente sobre a sugestão de não temer mudanças, olhar para o futuro e ser paciente em relação as coisas que, hoje, não fazem sentido.

"Com esses ensinamentos, me identifico muito. Não gasto energia no que não tem jeito. Viro a página da vida e olho pra frente com esperança. Acredito na minha intuição. Às vezes ela dá trabalho e preciso coragem", escreveu a petista.

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A falsificação da história por um historiador, Por Anita Leocadia Prestes

A falsificação da história por um historiador

Por Anita Leocadia Prestes

Do Observatório da Imprensa

Estamos diante de um livro, escrito por um historiador [REIS, Daniel Aarão. Luís Carlos Prestes. Um revolucionário entre dois mundos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014], que poderia ser usado em sala de aula de um curso de História como modelo para os estudantes do que não deve ser um trabalho de historiador. Para E. Hobsbawm [HOBSBAWM, Eric. Sobre a História; ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.286-287], o historiador deve ter um compromisso com a evidência e, portanto, escrever uma História não só apoiada em documentos como também baseada na comparação do maior número possível de fontes documentais que lhe permitam obter os elementos necessários para uma aproximação confiável dessa evidência. Caso contrário, o historiador ficará sujeito a reproduzir e difundir informações falsas, assim como interpretações errôneas e parciais da realidade que pretende retratar.

Nada disso é considerado por D. A. Reis. No seu livro, não se apresentam as fontes documentais das afirmações veiculadas. Em notas, presentes no final da obra, são citados livros ou arquivos de maneira genérica (por exemplo, “Fundo PCB no Arquivo da Internacional Comunista”, no qual existem milhares de documentos), deixando, portanto, o leitor privado da possibilidade de consultar o documento ao qual o autor se refere. Dessa forma, o leitor é induzido a aceitar como verdades indiscutíveis afirmações cuja origem dificilmente poderia ser comprovada.

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As variadas cores da vida política de San Tiago Dantas, por Oscar Pilagallo

do Valor

As variadas cores da vida política de San Tiago Dantas

Por Oscar Pilagallo

San Tiago Dantas: associou a defesa da liberdade política interna e o combate ao totalitarismo nazista e fascista

O primeiro de dois volumes da biografia de Francisco Clementino de San Tiago Dantas (1911-1964) apresenta o personagem antes do seu protagonismo na política brasileira, que se deu sobretudo durante a primeira metade dos turbulentos anos 60.

Líder parlamentar e jurista de talento reconhecido, Dantas esteve por trás de alguns dos grandes acontecimentos de sua época. Em agosto de 1961, na crise institucional aberta pela renúncia de Jânio Quadros, o deputado pelo PTB integrou a comissão que redigiu o projeto instituindo o parlamentarismo - a solução encontrada para contornar o impasse político provocado pelo veto militar à posse do vice-presidente, João Goulart.

Na sequência, ao assumir o Ministério das Relações Exteriores, Dantas executou uma política externa independente, baseada na autodeterminação dos povos e na ampliação do mercado brasileiro. Durante sua gestão, o Brasil reatou relações com a União Soviética, que haviam sido rompidas em 1947, no início da Guerra Fria.

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Suicídio de Getúlio Vargas adiou golpe militar por 10 anos, diz Lira Neto

Jornal GGN - No último 24 de agosto, o suicídio de Getúlio Vargas completou 60 anos. Com a data, ganhou os holofotes da mídia Lira Neto, que escreveu "Getúlio - Dos anos de formação à conquista do poder (1882-1954)". O biógrafo concedeu uma entrevista à jornalista Cynara Menezes (CartaCapital), publicada no blog Socialista Morena, falando sobre um ponto específico: o atraso, por 10 anos, do golpe militar de 1964, após e em função da morte de Vargas.

Para o escritor, a hipótese, aceita, já é alvo de estudo para diversos especialistas. "Basta dizer que os almirantes, brigadeiros e generais que assinaram os três célebres manifestos militares exigindo o afastamento de Getúlio do poder em agosto de 1954 foram os mesmos que derrubaram João Goulart em 1964. Até o pretexto de que Getúlio planejava instaurar uma república sindicalista se repetiu na deposição de Jango."

Leia a entrevista completa, abaixo:

Biógrafo Lira Neto: ao se matar, Getúlio Vargas adiou o golpe militar por dez anos

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena

Já passava das 11 horas da noite do dia 7 de setembro de 1979, na praça Maurício Loureiro, centro de São Borja (RS), quando Leonel Brizola (1922-2004) subiu no palanque para fazer seu primeiro discurso em território brasileiro após voltar dos 15 anos de exílio que lhe foram impostos pela ditadura militar. Diante de 1500 pessoas, o trabalhista Brizola fez questão de destacar uma teoria que muitos ainda hoje ignoram ou rejeitam: o suicídio de Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954 foi capaz de deter por dez anos o golpe que se abateria sobre o Brasil em abril de 1964.

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Humberto Teixeira, Asa Branca e o Nordeste

Enviado por jns

 

O Homem Que Engarrafava Nuvens

 

Se o Nordeste fosse um país, o hino nacional seria 'Asa Branca' – Bráulio Tavares

Humberto Teixeira - O doutor do Baião

"Quando o verde dos teus óio se espaiar na prantação, eu te asseguro, não chore não, viu?, que eu vortarei, viu?, meu coração1 - Estes são alguns dos versos mais belos que já foram criados na língua portuguesa" – Sérgio Vaz Leia mais »

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Rubens Paiva, uma biografia

Jornal GGN - Empossado como deputado federal em 1963, Rubens Paiva ficou apenas um ano no cargo. Ele foi cassado logo no início do período ditatorial, em 1964, pelo AI-1. Para as forças de repressão, o parlamentar tinha ligações com grupos da esqueda armada contra o regime militar. Até hoje, o corpo de Rubens Paiva, morto após ser preso por militares, não foi encontrado.

A história de uma das figuras mais marcantes da ditadura é contada no livro Rubens Paiva, escrito por Jason Tércio para a série Perfis Parlamentares, da Câmara Federal. A obra foi lançada no dia 1º de abril, como parte das atividades programadas para marcar os 50 anos do golpe de 1964. O projeto está disponível para download (clique aqui).

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Documentário A Arte do Renascimento conta trajetória de Silvio Tendler

Sugerido por MiriamL

Da Carta Maior

Sílvio Tendler: "Eu quero ser visto: copie e distribua"

Exuberante, caloroso, expansivo e ágil na percepção das coisas ao redor, Silvio conversou com Carta Maior em seu apartamento em Copacabana, Rio.

Léa Maria Aarão Reis     

Henrique Fornazimv

Há cerca de um mês, numa sessão do 46 Festival do Cinema Brasileiro, na capital federal, a plateia superlotada aplaudiu de pé, durante alguns minutos, o documentário de Noilton Nunes, A arte do renascimento -uma cinebiografia de Silvio Tendler. O cineasta carioca é autor de 40 produções de longa e curta-metragens, de séries para a televisão, e já foi premiado com dezenas de prêmios – entre eles seis Kikitos em Gramado, dois Candangos em Brasília, quatro Margaridas de Prata com que a CNBB o distinguiu.

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