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Com fim de prazo para Lula, quanto tempo até a sentença de Moro sobre o triplex?

Quando há petistas sentados no banco dos réus, Sergio Moro costuma dar a sentença condenatória em menos de 2 semanas

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - Termina nesta terça (20) o prazo para a defesa de Lula apresentar as alegações finais sobre o caso triplex. Há uma expectativa em torno de quanto tempo levará até que o juiz Sergio Moro emita decisão condenando ou absolvendo o ex-presidente. Levantamento do GGN mostra que, quando há petista sentado no banco dos reús, o magistrado de Curitiba costuma decidir em menos de 2 semanas. De 10 sentenças analisadas, seis enquadram-se nesse intervalo. Disputado por eventos empresariais, acadêmicos e político-partidários, Moro sempre leva em consideração se há prisão preventiva dos denunciados para acelerar o processo.

O ex-tesoureiro João Vaccari Neto foi um dos que recebeu a punição - 8 anos de encarceramento - rapidamente. Entre o fim do prazo para as alegações finais e o momento em que Moro recebeu os autos conclusos para decisão, passaram-se apenas 3 dias. Na mesma sentença, de 227 páginas, o juiz condenou também Renato Duque, considerado o operador do PT dentro da Petrobras, a 20 anos de prisão.

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A derrota silenciosa de Sergio Moro no Supremo Tribunal Federal

 
Jornal GGN - Não teve alarde na grande mídia, mas Sergio Moro foi derrotado duas vezes em um só dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal, que mandou soltar, na terça (25), o pecuarista José Carlos Bumlai e João Carlos Genu, ex-tesoureiro do PP - com direito a críticas sobre a banalização da prisão preventiva pela Lava Jato.
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Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares foi condenado injustamente, afirma Altman


Pela ordem: Delúbio Soares, Ronan Maria Pinto e Enivaldo Quadrado
 
Jornal GGN – Absolvido por Sérgio Moro, na operação Carbono 14, um desdobramento da Lava Jato, o jornalista Breno Altman alerta que outros três réus, no mesmo processo que respondeu, foram injustiçados no inquérito aberto em meados do ano passado por uma denúncia do Ministério Público Federal. São eles o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e os empresários Ronan Maria Pinto e Enivaldo Quadrado, todos condenados a cinco anos de prisão por suposta lavagem de dinheiro. 
 
Em entrevista a Luis Nassif, no programa Sala de visitas, Altman apontou as principais incoerências no processo que nasceu de denúncias feitas pelo publicitário Marcos Valério, como contrapartida de um acordo de delação premiada, que ele propôs em troca de redução da pena que cumpre por participação no esquema do mensalão. Valério afirmou ao Ministério Público Federal ter informações que poderiam ligar o Petrolão ao assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. 
 
Porém, após um ano de investigações a justiça de Curitiba encontrou pontos desconexos nas informações relatadas pelo publicitário, uma delas envolvendo Breno Altman, que acabou sendo absolvido por Sérgio Moro. No final das contas, a Carbono 14 resultou em um processo de apenas 36 páginas, onde o assunto Celso Daniel desapareceu por falta de provas consistentes, restando apenas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro que determinaram as condenações de Delúbio Soares, Enivaldo Quadrado e Ronan Maria Pinto, além de outros réus arrolados no processo. 
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Bumlai joga mais vinagre nas acusações sem provas de Delcídio contra Lula

Jornal GGN - Mais uma testemunha convocada pela Justiça de Brasília para falar sobre a suposta tentativa de obstrução da Lava Jato por meio da compra do silêncio do delator Nestor Cerveró reforça a tese, antecipada pelo GGN, de que foi o ex-senador Delcídio do Amaral quem tentou evitar uma colaboração do ex-diretor da Petrobras, não o ex-presidente Lula.

Preso a reboque das investigações da Lava Jato, Delcídio aceitou fazer uma colaboração premiada na qual acusou Lula de ter sido o mentor do esquema em que o senador cassado aparece como o responsável, de fafot, por pagamentos feitos a Cerveró.  

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Carbono 14: do escândalo midiático à falta de provas reconhecida por Moro

Por algum motivo não questionado aos procuradores da Lava Jato, a Carbono 14 foi parar nas mãos de Moro já sem interesse nenhum em cumprir a promessa de revelar os "segredos obscuros" da morte de Celso Daniel. Usaram o caso para atrair mídia às vésperas do impeachment e, depois, trataram-no como "irrelevante" 

Jornal GGN - Carbono 14 é um elemento de vida longa, que resiste à ação do tempo e, por isso, a Polícia Federal achou que seria uma grande sacada nomear assim uma operação da Lava Jato que se propunha, em abril de 2016, às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff, a apurar os "detalhes obscuros" da morte de Celso Daniel, o eterno fantasma do PT. 

Mas quem criou expectativas deve ter ficado decepcionado com a sentença de Sergio Moro, proferida nesta quinta (2), no âmbito da Carbono 14. O juiz de Curitiba teve de admitir que a força-tarefa da Lava Jato não encontrou nenhuma prova que sustente a teoria de que o empresário Ronan Maria Pinto teria recebido quase R$ 6 milhões a mando do PT para ficar calado sobre o assassinato de 2002.

Aliás, o Ministério Público Federal sequer apresentou denúncia de extorsão contra Maria Pinto. O que Moro julgou foi o crime de lavagem de dinheiro envolvendo um empréstimo que José Carlos Bumlai tomou junto ao banco Schahin, em 2004, no total de R$ 12 milhões. Em troca, anos depois, o Grupo Schahin foi compensado com um contrato bilionário com a Petrobras.

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Bumlai silencia para não se prejudicar em ações que o envolvem na Lava Jato

 
Jornal GGN - O empresário José Carlos Bumlai foi convocado como testemunha pelos investigadores da Operação Lava Jato, sob o comando de Sérgio Moro, na ação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bumlai decidiu usar seu direito de permanecer em silêncio. Mas não por ser "amigo de Lula", como divulgaram os jornais. O motivo é que o pecuarista é alvo de outras duas ações penais, juntamente com Lulla, o que poderia interferir nas investigações contra a própria testemunha.
 
Apesar de não ser denunciado na ação penal no caso do triplex, no Guarujá, os procuradores da República apontam que Lula obteve três tipos de benefícios junto ao esquema da Petrobras: junto a três contratos da OAS com a estatal, sobre a suposta "lavagem de parte milionária" de dinheiro no triplex no litoral paulista e sobre os bens pessoais de Lula armazenados com suposto "contrato falso".
 
 
"A denúncia diz expressamente que meu cliente José Carlos Bumlai fazia parte de um esquema criminoso capitaneado pelo ex-presidente Lula", afirmou a advogada Daniella Meggiolaro, que atua na defesa de Bumlai.
 
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Lula será ouvido hoje por Moro, mas como testemunha de ação contra Cunha

Jornal GGN - O ex-presidente Lula deve depor, pela primeira vez, diante do juiz Sergio Moro, mas no processo que diz respeito ao deputado cassado Eduardo Cunha. Ele será ouvido por teleconferência, a partir de sua cidade, São Bernardo do Campo. A previsão é de que isso aconteça no final da tarde desta quarta (30).

Antes de Lula, Moro deve ouvir o pecuarista José Carlos Bumlai, por volta das 17h, segundo informações do G1. Este será, contudo, o segundo depoimento de Bumlai no mesmo dia. Antes, ele deve participar de uma audiência do caso triplex, em que Lula é acusado de receber propina da OAS na forma de um apartamento no Guarujá, entre outras vantagens indevidas.

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Teori contraria Moro e autoriza domiciliar a Bumlai por situação de saúde

 
Jornal GGN - Após a sequência de polêmicas com a determinação do juiz Sérgio Moro de retornar à prisão o réu da Lava Jato José Carlos Bumlai, por sua situação delicada de saúde, aos 71 anos com um tumor na bexiga e submetido a cirurgias cardíacas desde que foi preso, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o cumprimento da prisão domiciliar.
 
Bumlai foi preso em novembro do ano passado, acusado de crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens na 21ª fase da Operação Lava Jato. Investigado no empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin, a supeita dos procuradores da República e delegados da Polícia Federal é que o empresário operou financeiramente para repassar a gastos do PT.
 
A força-tarefa da Operação também apura a atuação de Bumlai junto a um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras para a aquisição de um navio sonda. A suspeita é de que o Grupo Schahin tenha recebido o contrato como compensação da dívida assumida pelo empresário sobre o empréstimo.
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Usado para atrair mídia, caso Celso Daniel virou "irrelevante" para a Lava Jato

Em abril, procuradores da Lava Jato prometiam descobrir por que Ronan Maria Pinto teria sido beneficiado com R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento, intermediado por figuras ligadas ao PT. Às vésperas do impeachment, a imprensa festejou. "(...) os investigadores chegam perto de esclarecer o mistério que mais assombra o PT: afinal, quem matou Celso Daniel?", publicou a Veja. Agora, a Lava Jato diz que o caso é "irrelevante" porque não encontrou provas de extorsão

Jornal GGN - Há anos, a imprensa ventila a versão de que Ronan Maria Pinto, empresário do setor de transporte e dono do jornal Diário do Grande ABC, teria extorquido a cúpula do PT - incluindo Lula - com ameaças envolvendo a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Em abril, a Lava Jato decidiu surfar publicamente nessa onda e desenterrar o caso na operação Carbono 14, às vésperas da votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara.

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Nova fase da Lava Jato quer incriminar Palocci, Instituto e advogado de Lula

 
Jornal GGN - Tentando chegar cada vez mais próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para reiterar a teoria do domínio do fato que sustenta a denúncia da Lava Jato, a 35ª fase da Operação Lava Jato que já prendeu o ex-ministro Antonio Palocci também quer encurralar o Instituto Lula. A tese, agora, é que os supostos subornos pagos pela Odebrecht também teriam envolvido a tentativa de aquisição de um terreno para a nova sede do Instituto Lula.
 
Palocci, neste caso, seria a peça-chave para conectar a teoria dos procuradores da República. Em coletiva de imprensa, informaram que o ex-ministro teria "participado efetivamente" do processo de compra deste terreno. Isso com base em uma planilha - não aquela primeira superplanilha que traz o nome de 229 políticos de 24 partidos e não inclui, para a surpresa dos investigadores, o nome de Lula ou de Dilma Rousseff.
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Sentença de Moro com 160 páginas saiu dois minutos após defesa final de Bumlai

Jornal GGN - O jurista Lênio Streck publicou em sua página no Facebook, neste sábado (24), um pequeno texto que demonstra, em sua visão, que a defesa de José Carlos Bumlai na Lava Jato não foi respeitada pelo juiz federal Sergio Moro.

Segundo Streck, o acompanhamento processual da ação envolvendo Bumlai mostra que a sentença pela condenação proferida por Moro, com 160 páginas, saiu dois minutos após a defesa juntar as alegações finais.

Para o jurista, o "Estado Democrático de Direito está em risco. Exceção em cima de exceção. Tudo em nome de argumentos finalisticos. A moral predou o direito. E com apoio de grande parte da comunidade jurídica. Os juristas estão canibalizando o direito! Isso não vai terminar bem!"

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Empresário nega chantagem e diz que os R$ 6 milhões não vieram do PT

 
Jornal GGN - O empresário dono do Diário do Grande ABC, Ronan Maria Pinto, acusado de receber os R$ 6 milhões de empréstimo do pecuarista José Carlos Bumlai junto ao banco Schahin, admitiu que tomou o empréstimo, mas disse que o valor não veio nem de Bumlai, nem do PT.
 
Em depoimento ao juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, Ronan disse que a quantia foi emprestada da empresa ViaInvest e acusou os procuradores da força-tarefa da Lava Jato de terem se equivocado.
 
"Entendo que o Ministério Público se equivocou. Na verdade, (o empréstimo) não tem nada a ver com o PT, não tenho nem essa relação, não faria algo relacionado ao PT ou a outros partidos. Meu negócio (empresas de ônibus) me colocou em condição de trabalhar com várias administrações públicas, de todos os partidos. Sou empresário político, mas não partidário. Não teria nenhuma razão para pegar dinheiro do PT e colocar em risco meu próprio negócio", disse.
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Moro condena Bumlai à prisão destacando que ele não entregou Lula

Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro condenou o pecuarista José Carlos Bumlai a nove anos de prisão, numa ação em que ele e outras oito pessoas eram investigadas por conta da quitação ilícita de um empréstimo do Banco Schahin ao PT por meio de um contrato com a Petrobras. Moro entendeu que Bumlai praticou gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção passiva.

No despacho, Moro deixa claro que Bumlai não demonstrou muita disposição em colaborar com a força-tarefa. Ele diz que o pecuarista amigo de Lula foi "parcial" ao admitir os crimes levantados pelo Ministério Público Federal.

Bumlai admitiu que intermediou para o PT um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Schahin em 2004. Esse valor foi depositado numa empresa chamada Bertin Ltda. Esta, por sua vez, repassou R$ 6 milhões, em várias parcelas, para a empresa Remar Agenciamento, que fez os recursos chegarem ao empresário Ronan Maria Pinto, dono de empresas de ônibus e do jornal Diário do Grande ABC.

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Valério diz a Moro que Lula foi chantageado, mas teme morrer se contar motivo

Jornal GGN - Condenado no mensalão e réu na Lava Jato, o publicitário Marcos Valério disse nesta segunda (12), ao juiz federal Sergio Moro, que o ex-presidente Lula foi chantageado pelo empresário Ronan Maria Pinto, dono de empresas de ônibus e do Diário do Grande ABC e, por isso, Silvio Pereira, ex-secretário geral do PT, teria pedido a ele que fizesse um empréstimo para repassar R$ 6 milhões a Ronan.

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"Pior é o MPF comprar fantasiosa narrativa de Delcídio", dizem advogados

 
Jornal GGN - Em resposta à acusação de obstruir a Justiça junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pecuarista José Carlos Bumlai chamou a delação premiada de Delcídio do Amaral de "um farsa a olhos vistos". 
 
"Não são necessários grandes esforços para compreender os bastidores e os motivos da perniciosa armação articulada contra Bumlai e seu filho Maurício visando, em verdade, à derrocada de ‘uma das mais expressivas figuras políticas da História do Brasil’", disseram os advogados de Bumlai, em 39 páginas à 10ª Vara Federal em Brasília.
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