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Car Wash

Como a Lava Jato entregará a repatriação de empresas brasileiras ao mundo

Entenda o jogo de interesses que mobiliza um aparente bem-intencionado acordo de cooperação internacional: todos os países e investigadores ganham, menos as empresas brasileiras
 

Lava Jato durante a apresentação da "Car Wash", com procuradores suíços e dos EUA - Foto: Geraldo Bubniak / AGB
 
Jornal GGN - A Lava Jato de Rodrigo Janot está de olho no ex-procurador suíço Stefan Lenz, que se auto caracteriza como o "cérebro" das investigações no país sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e Odebrecht. Por não se sentir reconhecido, financeiramente e por seus superiores, ele pediu demissão. Jornais alemães e suíços acessados pelo GGN dão conta, ainda, que Lenz poderia avançar nas investigações que fazem "estremecer políticos brasileiros e, inclusive, levar à prisão o ex-presidente Lula da Silva".
 
A frase foi reproduzida de uma reportagem no periódico alemão "Aargauer Zeitung", em outubro do último ano, quando Lenz abandonava a sua equipe de investigadores por aparentes conflitos internos. Lá, o investigador teria criado inimizade com o procurador-geral, Michael Lauber. E enquanto uma troca no grupo de delegados da força-tarefa no Brasil foi vista como um desmanche das investigações, o país europeu mostrou-se determinado a fortalecer as investigações que tem como mira as empresas brasileiras.
 
 
Daqui, a força-tarefa de Curitiba e o procurador-geral, Rodrigo Janot, não demonstram preocupação com possíveis interferências de investigadores estrangeiros nas irregularidades ou ilícitos dentro das companhias nacionais, ao contrário, agradecem publicamente a mobilização de mais de uma dezena de pessoal, como advogados, procuradores especialistas em corrupção e técnicos forenses no país, exclusivamente para mirar a Petrobras.
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Aos EUA, Lava Jato escancara polêmicas e antecipa Lula como responsável


Moro no Wilson Center em Washington, EUA, em julho de 2016 - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - "A Operação Lava Jato é maior do que WaterGate?", perguntou o âncora norte-americano do programa "60 minutes", Anderson Cooper. "Muito, muito maior", respondeu o procurador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Assim começa a reportagem no canal de notícias CBS News, que foi ao ar neste domingo (21).
 
Na polêmica entrevista dos procuradores e do juiz Sergio Moro ao noticiário estadonidense, o magistrado do Paraná admitiu que usou a "style-plea bargaining" dos EUA (negociação de apelo pela barganha) para conseguir que alguns réus cooperem". "O juiz Moro e os promotores também estão dispostos a usar táticas controversas para combater o crime financeiro", completou o jornal.
 
Para que os norte-americanos compreendessem a Operação realizada no Brasil, o noticiário comparou ao famoso caso WaterGate, escândalo político dos anos 70 nos Estados Unidos que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon.
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