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Carl Jung e a existência de Espíritos, por Marcos Villas-Bôas

Carl Jung e a existência de Espíritos

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior, citamos Carl Jung como um médium que passava por inúmeros fenômenos espirituais e que documentou alguns deles no seu último livro: Memórias, Sonhos e Reflexões.

Leitores do blog que estão entre os mais incrédulos reclamaram do fato de o livro não ter sido citado, mas estava, sim, referido, desde a primeira versão publicada, ao final da transcrição de um trecho dele. Parece que, quando não se quer enxergar (aceitar) algo, até a visão física fica abalada e termina-se não enxergando bem (em sentido estrito).

Como Jung é um nome mais conhecido fora do meio científico, parece que esses incrédulos se assustaram com o peso dele em favor da existência dos Espíritos. Dedicaremos, então, um texto inteiro ao livro dele, uma homenagem a esses nossos leitores, tão ou mais importantes do que os mais crédulos ou menos incrédulos. Seus comentários, por sinal, quando não nos divertem pela graça, ajudam a focar nos pontos de maior dúvida deles, sendo muito bem vindos.  

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II

por Marcos Villas-Bôas

No texto passado, iniciamos uma busca por provas científicas da existência dos Espíritos e começamos utilizando uma obra de Carl Gustav Jung, um dos principais estudiosos da Psicologia em toda a história humana, e outra de Camille Flammarion, um dos principais estudiosos da Astronomia em toda a história humana. Em comum, suas obras tinham o estudo científico dos Espíritos e a conclusão de que eles existem.

A seriedade com que esses dois e outros estudiosos empreenderam seus estudos afasta a acusação de que a Ciência Espírita seria misticismo, uso de pseudociência para justificar uma religião. Jung e Flammarion se questionaram, ao longo de toda a vida, sobre a realidade dos fenômenos que enfrentavam e observavam.

Flammarion, por exemplo, criticava aberta e diretamente parte dos espíritas por sua falta de método científico e muitos médiuns que eram embusteiros:

“A respeito desses fenômenos, tem-se falado muito em espiritismo. Alguns dos seus defensores acreditam tê-lo consolidado, apoiando-o em uma base também frágil. Os opositores acreditam tê-lo excluído definitivamente e o enterrado sob o desmoronamento de um armário. Ora, os primeiros mais o comprometeram do que o serviram; os segundos, não conseguiram derrubá-lo, apesar de tudo. Mesmo que seja demonstrado que no espiritismo não exista senão truques de prestidigitação, a crença na existência de almas separadas do corpo não será absolutamente atingida. Além disso, as trapaças dos médiuns não provam que eles trapaceiam sempre. Elas apenas nos põem de sobreaviso e nos convidam a ser muito severos em nossas observações. Quanto à questão psicológica da alma e à análise das forças espirituais, estamos ainda hoje no ponto em que a química encontrava-se no tempo de Alberto, o Grande, ignoramos! Portanto, não podemos ficar num justo meio-termo, entre a negação que recusa tudo e a credulidade que aceita tudo? É razoável negarmos tudo o que não compreendemos, ou acreditarmos em todas as loucuras que imaginações doentias dão à luz umas após as outras? Não podemos possuir ao mesmo tempo a humildade que convém aos fracos e a dignidade que convém aos fortes?” (As forças naturais desconhecidas, p. 20).

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