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Carne Fraca

STF não pode julgar ação popular contra diretor da PF por espetáculo da Carne Fraca

Foto: STF
 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal não tem competência para julgar uma ação popular contra autoridades, apontou o ministro Celso de Mello, ao rejeitar um pedido de processo contra o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daniello. O agente foi acionado por um advogado que questiona, na Justiça, a espetacularização da Operação Carne Fraca, que prejudicou o setor de produção de carne brasileiro a nível internacional. Segundo o ministro do STF, é papel da primeira instância analisar ações populares.
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Apesar da Carne Fraca, exportações do setor aumentaram 4,4% em março

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Foto: ANPr/Sindiavipar
 
Jornal GGN - Mesmo com a Operação Carne Fraca, ação da  Polícia Federal que fechou frigoríficos e provocou o embargo de alguns países para as exportações da carne produzido no Brasil, as vendas de carnes suína, bovina e de frango para o exterior tiveram aumento de 4,4% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
 
Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. No total, o valor exportado subiu 9% no mesmo período.
 
Analisadas separadamente, as exportações de carne bovina foram as únicas que tiveram queda no mês. Houve redução de 6,1% na comparação com março do ano, de acordo com o critério da média diária. 

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O que a Carne Fraca e o projeto de terceirização ensinam à esquerda, por Reginaldo Moraes

Escândalo na fiscalização de alimentos e a desregulamentação do mercado de trabalho deveriam desafiar os sindicalistas a propor meios para aumentar o controle dos interesses econômicos das empresas e oxigenar a representação política

do Brasil Debate

O que a Carne Fraca e o projeto de terceirização ensinam à esquerda

por Reginaldo Moraes

O escândalo da “Carne Fraca” mostrou várias coisas ao mesmo tempo. Antes de mais nada, escancarou a luta pelo protagonismo dentro da Polícia Federal – cada delegado querendo aparecer mais do que o outro. A qualquer custo. Depois, a tentativa de chantagear políticos, pela mesma instituição: primeiro, um recado ao ministro da Justiça, supostamente “chefe” da PF; quando outro ministro criticou a PF, reação parecida.

Depois veio Blairo Maggi – que Deus o tenha e o Diabo o receba. Não constava em delações, no dia seguinte a suas declarações, passou a constar. E os delegados fizeram questão de alertar: o que vazamos é apenas parte de nossa munição. O estado policial foi deslanchado com os golpistas e agora reina absoluto. Manda recados via vazamentos.

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Carne fraca na política econômica e na PF, por Tatiana Berringer

Novo cenário global exige reindustrializar países do Sul. Mas governo Temer segue a toada da submissão – com notável apoio da polícia

do Outras Palavras

Carne fraca na política econômica e na PF

por Tatiana Berringer

A conjuntura política internacional e nacional traz à tona debates, reflexões e polêmicas muito importantes para entender a inserção internacional do Brasil e as características da burguesia brasileira.

Até a eleição do Donald Trump e a aprovação do Brexit, havia entre os intelectuais marxistas quem defendesse que o neoliberalismo baseia-se em uma globalização produtiva, econômica e financeira de tal sorte que teria sido criada uma burguesia mundial, isto é: um bloco monolítico do capital financeiro (monopolista) que atua independentemente da estrutura jurídico-política dos Estados-nações. As grandes corporações multinacionais e os agentes do capital financeiro (fundos de pensões, seguradoras, etc.) seriam os principais atores políticos do capitalismo contemporâneo, solapando a existência de burguesias nacionais e/ou internas. Nessa linha de raciocínio o Brasil teria se integrado de maneira subordinada ao imperialismo estadunidense e a burguesia brasileira (industrial e de serviços) teria se diluído ou se tornado associada ao capital externo.

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A espetacularização irresponsável de um delegado da polícia federal, por Cezar Roberto Bitencourt

do Conjur

A espetacularização irresponsável de um delegado da polícia federal

Por Cezar Roberto Bitencourt

A espetacularização das prisões quase diárias da "lava jato", acompanhadas por grande alarde da mídia, as megas entrevistas coletivas em redes de televisão a cada “operação policial”, as ilegais conduções coercitivas de pessoas que jamais foram convidadas a comparecer às repartições repressoras, entre outros tantos abusos oficiais, estão a agredir os direitos fundamentais do cidadão e também o Código de Processo Penal brasileiro.

Há três anos temos assistido os espetáculos lamentáveis e totalmente desnecessários, transformando a prisão em regra, quando deveria ser exceção; começou-se prendendo para garantir a produção de prova, passou-se a prender por reconhecer que não existe prova contra o investigado. Em outros termos, prende-se para investigar, para descobrir provas, para forçar delações, por precisar de tempo para produzir provas, mas não por necessidade da prisão. Prende-se filhos, esposas, agregados, empregados, porteiros, secretárias, enfim prende-se a família para forçar a delação, prende-se pela manhã, relaxa-se a prisão a tarde, como ocorreu recentemente.

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A carne pode ser fraca. A alma do Direito fundamental, não, por Armando Coelho Neto

A carne pode ser fraca. A alma do Direito fundamental, não

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Escrevo ainda sob impacto das prisões da operação “Abafa o Abafa”, mais conhecida como Carne é Fraca, que se não veio para quebrar mais um produto nacional, veio mesmo para esconder a operação “Abafa”, em curso na Polícia Federal. Para que ninguém pense que isso é um jogo de palavras, relembro que a Farsa Jato vai sobreviver com objetivo originário - aquele desejado pelo juiz Gilmar Mendes, que com todas as letras já disse desejar a cassação de registro do Partido dos Trabalhadores. Some-se a isso o dito e redito que a ópera bufa sediada em Curitiba é a casa das máquinas do golpe. Se não dá para fechar aquele partido, que se desgaste, desmoralize e ou que se prenda o gênio da raça, internacionalmente conhecido como Lula.

Costumo dizer que bem ou mal, de forma capenga vivíamos um ensaio de democracia, até que uma figura nefasta denominada Aécio Neves entrou em cena e atraiu para si todos os ódios. Subitamente, ficou claro quem defende a sociedade armada, quem critica privilégios mais por inveja do que razões éticas, quem confunde prerrogativa com privilégio, quem deseja o retorno da classe operária à escravidão “in natura”. Mais ainda, foram desmascarados todos aqueles que, a pretexto de defender estado mínimo, querem na verdade estado ausente, estado nenhum (com um Proer de plantão para socorrer a incompetência da livre iniciativa tupiniquim). Ficou claro quem cria direito e quem deseja sua extinção, quem quer um projeto nacional e quem são os entreguistas.

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Juiz diz que Carne Fraca nunca investigou problemas sanitários de empresas produtoras de carne

 
Jornal GGN - O juiz que autorizou as ações da Polícia Federal no âmbito da Operação Carne Fraca disse que a investigação nunca foi voltada para descobrir eventuais crimes de caráter sanitário nas empresas que fabricam produtos de origem animal.
 
Em entrevista ao Jornal Nacional, o juiz Marcos Josegrei explicou que o inquérito em andamento tem um foco "muito específico": investigar como um grupo de fiscais se associou a um grupo de pessoas ligadas às empresas para oferecer "alguma facilidade no processo de certificação dos produtos de origem animal". Logo, a Carne Fraca trata-se de corrupção e extorsão, não crime contra a saúde pública.
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Soterrar é muito mais eficiente do que censurar, por José Roberto de Toledo

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Jornal GGN - É ato político escolher qual ilícito será investigado e qual receberá a atenção do público. E neste cenário, "nada é mais valioso do que determinar a agenda e eleger quem será lavado em público a cada ciclo noticioso". A opinião é de José Roberto de Toledo, em coluna no Estadão.
 
"Nos dias em que deveria desvendar os miúdos e graúdos do poder brasiliense, a Lava Jato foi muito mais notícia pelas críticas que recebeu do que pelos fatos que revelou. Não sem motivo. Os investigadores se esmeraram em atravessar a rua para escorregar em cascas de banana", completou o jornalista.
 
Ainda, destacou o fato do ápice da Operação Carne Fraca, mesclada a mais revelações de delatores da Odebrecht na Lava Jato, como um melhor esconderijo: mais fácil ocultar na multidão do que em um porão, escreveu.
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Escândalo da PF faz exportação cair de US$ 60 milhões para US$ 74 mil no dia

 
Jornal GGN - Em passagem pelo Congresso, nesta quarta (22), para falar do impacto da operação Carne Fraca na economia brasileira, o ministro da Agricutlura Blairo Maggi revelou um número espantoso relativo ao prejuízo que o escândalo gerou na balança diária de exportações do produto. A venda em dólares caiu de 60,5 milhõees para 74 mil, em apenas uma semana.
 
A média diária de exportações de carne pelo Brasil é de 63 milhões de dólares, disse Blairo, mas com a repecussão da investigação da Polícia Federal na mídia internacional, a queda foi sem precedentes. "A gente não sabe o tamanho da pancada que vai levar", afirmou a senadores.
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Cúpula da PF agora diz que o escândalo da "carne podre" não pode ser generalizado

Jornal GGN - Quatro dias após o "escândalo da carne podre" criado pela Operação Carne Fraca ganhar proporções incontroláveis e levar a exportação do produto brasileiro a ser boicotado em vários países do mundo, a cúpula da Polícia Federal, após reunião no Ministério da Agricultura, enviou nota à imprensa dizendo que os problemas de fiscalização alardeados, na verdade, são pontuais, e que o sistema de inspeção federal não pode ser questionado de maneira generalizada.

"Embora as investigações da Polícia Federal visem apurar irregularidades pontuais identificadas no Sistema de Inspeção Federal (SIF), tais fatos se relacionam diretamente a desvios de conduta profissional praticados por alguns servidores e não representam um mal funcionamento generalizado do sistema de integridade sanitária brasileiro", diz a nota.
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Carne Fraca: defender as empresas não significa defender o que elas fazem, por Gilberto Maringoni

Polícia Federal investiga fraudes na produção de carne bovina e de frango (ANPr/SINDIAVIPAR/Fotos Públicas)

do Ópera Mundi

Carne Fraca: defender as empresas não significa defender o que elas fazem

por Gilberto Maringoni 

Qual a extensão do problema nos frigoríficos e que tipo de punição aplicar às empresas e seus controladores?

1. A espetacular ação do Ministério Público e da Polícia Federal contra alguns frigoríficos instaurou uma polêmica nas redes: qual a extensão do problema e que tipo de punição aplicar às empresas e seus controladores?

2. A primeira questão é decisiva, mas está quase fora da pauta. Não se sabe, estatisticamente, se os problemas demonstram que as carnes das gigantes do agronegócio configuram uma amostragem científica de que toda a produção está comprometida, ou não. A detecção de um problema em cidades do Paraná expressaria uma tendência da produção nacional?

3. Sem responder a essa questão, tudo o mais fica comprometido como análise séria;

4. No entanto, com o espetáculo midiático, outro tema entrou em tela: caso se comprovem as acusações de venda de produtos contaminados, quimicamente manipulados com substâncias nocivas à saúde ou corrupção de agentes públicos e privados, quais devem ser e contra quem devem incidir as sanções legais.

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Xadrez da Carne Fraca no Estado de Exceção

Peça 1 – os policiais celebridades criados pela mídia

Este é o delegado Maurício Moscardi Grillo. É jovem, passou no concurso da Polícia Federal e é delegado há apenas cinco anos. E destoa dos colegas por dois pontos relevantes.

Primeiro, pelo exibicionismo. Ao contrário dos procuradores da Lava Jato, a PF sempre primou pela discrição. Grillo gosta dos holofotes, é boquirroto e cultiva frases de efeito, que possam repercutir na mídia.

Segundo, porque é um empreendedor de sucesso. Em 2015 inaugurou o San Marino Residence Hotel, em sua cidade, Bauru, mostrando uma desejável preocupação em garantir o futuro. É um prédio de quatro andares, de propriedade de uma empresa dele e da esposa, com capital social registrado de R$ 100 mil (https://goo.gl/ytIjUS).

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Governo fará videoconferência com chineses por causa do escândalo da carne

Jornal GGN - O ministro Blairo Maggi tentará prestar esclarecimentos sobre o escândalo criado pela operação Carne Fraca a autoridades chinesas, na noite desta segunda (20), com o intuito de destravar a entrada de produtos nacionais naquele que é o país que mais importa carne bovina do Brasil.

Segundo informações do MAPA (Ministério da Adricultura, Pecuária e Abastecimento), Maggi fará uma videoconferência, após a China notificar o governo brasileiro sobre a retenção de produtos nos estoques até que a situação seja esclarecida.

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Em meio ao escândalo da carne, Câmara corre com terceirização

Jornal GGN - Em meio ao escândalo internacional provocado pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal, a Câmara dos Deputados pretende fazer avançar a aprovação de alguns projetos considerados impopulares, como a terceirização ampla e a cobrança por pós-graduação lato sensu em universidades públicas.

Segundo a agenda da Câmara, Rodrigo Maia pretende colocar a terceirização como prioridade máxima dessa pauta bomba, que estará em votação a partir de terça-feira (21), às 15h.

O projeto de lei que permite a terceirização de todas as atividades da empresa é uma revisão do substitutivo do Senado ao PL 4302/98, do Executivo. Entre outros pontos, o PL prevê que aumento de três para seis meses o tempo máximo de duração do chamado trabalho temporário.

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A carne fica fraca mesmo é quando vê os holofotes, por Lenio Streck

Jornal GGN - O jurista Lenio Streck avaliou como um erro a conduta da Polícia Federal ao anunciar, com estadarlhaço, a operação Carne Fraca, que investiga esquema de pagamento de propina para burlar a fiscalização do Ministério da Agricultura em empresas produtoras de carne.

Nesta segunda (20), três dias após a notícia se espalhar por jornais de todo o mundo, os produtos brasileiros já foram bloqueados na China, Coreia do Sul, Chile e está sob ameaça na Europa.

Para Lenio Streck, se a PF continuar achando que operações desse tipo estão fazendo bem ao País, vai acabar como o Rei Pirro: quebrado em função de suas próprias vitórias inúteis.

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