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Nassif: O dia em que André Lara descobriu os cabeças de planilha

Finalmente, no livro "Juros, moeda e ortodoxia: Teorias monetárias e controvérsias políticas -  André Lara Rezende - um dos dois pais do Real - descobriu os cabeças de planilha, a imensa legião de economistas que, armados de slogans e planilhas, sem conhecimento de história, de política, até dos princípios fundamentais de uma economia liberal. .

Ao seu conhecimento e criatividade na política monetária - que resultou na fórmula engenhosa do Real -, o companheiro André inclui agora condimentos de história econômica, preocupações com os impactos políticos das medidas monetárias e outros elementos essenciais nas formulações econômicas, deixando de lado os bordões simplistas com os quais eles, os economistas do Real, conquistaram o jornalismo econômico, abandonado veleidades de análise de realidades complexas.

Não é à toa as expressões de surpresa de Mirian Leitão, na entrevista feita na Globonews. André só faltou falar em problemas estruturais da economia (bordão dos desenvolvimentistas), ao lado dos problemas institucionais (bordão dos liberais), para um certo pensamento econômico que só sabe seguir o manual de frases feitas: se a inflação sobe, é porque os juros estão altos; se o dólar cai, é porque a reforma da Previdência vai ser aprovada; se sobe, é porque não se sabe se a reforma da Previdência será aprovada.

Quando juntar as duas pontas, se terá, finalmente, um diagnóstico preciso de país, por enquanto nublado por uma polarização fundamentalmente emburrecedora. E André poderá ser alçado ao restrito panteão dos grandes pensadores econômicos, ocupado hoje exclusivamente por Delfim Neto.

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Batalhão de choque da PM entra na Penitenciária de Alcaçuz no RN

da Agência Brasil

Batalhão de choque da PM entra na Penitenciária de Alcaçuz no RN

Marcelo Brandão e Heloísa Cristaldo*

Batalhões especiais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte entraram na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Natal (RN), no final da tarde de hoje (19), com um caminhão blindado e homens a pé, munidos de escudos. Participam da operação homens dos batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Choque (BPChoque), e do Grupo de Operações Especiais (GOE).

A entrada do contigente fez com que os detentos, que circularam pelo pátio da prisão durante todo o dia, se recolhessem para dentro dos pavilhões. O objetivo do governo do estado é manter a polícia no local até a construção de um muro de concreto no meio do pátio. Esse muro dividirá os detentos das facções rivais PCC e Sindicato do RN, para que não ocorram novos confrontos.

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Os policias que abandonaram o posto para se juntar a manifestantes no Rio

Jornal GGN - "Eu tenho orgulho desses soldados, eu tenho orgulho republicano nessa deserção, queria poder abraçá-los e pensar que no Rio de Janeiro, centenas serão os advogados que se levantarão para defendê-los. Centenas de nós, milhares de nós, milhões de brasileiros que agradecem a heroica deserção", disse o advogado Roberto Tardelli aos policiais do Batalhão de Choque que deixaram o posto de atacar os manifestantes para se juntar a eles, no Rio de Janeiro.
 
O protesto ocorria na Rua Primeiro de Março, sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os militares acionados para atacar os manifestantes e impedir o protesto organizavam um cordão de isolamento do Palácio Tiradentes. Dois deles que estavam no front, com escudos e armas, abandonaram o posto para se juntar à manifestação.
 
Ovacionados pela população presente no protesto e por todas as redes sociais, os militares correram o risco de responder por recusa à Odediência, podendo ficar de um a dois anos em detenção. Mas eles não se importaram.
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Depois do choque, por Daniel Afonso da Silva

Após os impactos dos eventos de sexta-feira, 13/11, em Paris e Saint-Denis, o presidente François Hollande e seu primeiro-ministro Manuel Valls propuseram uma union sacrée da classe política francesa em torno do diagnóstico “estamos em guerra”.

No domingo, 15/11, lideranças de todas as colorações foram recebidas no palácio de Élysée. De Marine Le Pen à Jen-Luc Melanchon, todos passaram a endossar publicamente a premissa oficial. O que lhes divide é o caminho a seguir.

Bruno Le Maire, a grande vedete do partido Les Républicains que dá nova roupagem ao partido UMP que estve na presidência até 2012 com o presidente Nicolas Sarkozy, vem sendo dos mais estridentes. Desde sábado, 14/11, ele vem reiterando a posição oficial, mas com imensas ressalvas. Segundo ele, sem tropas ao solo será impossível vencer Daech. Tropas ou não ao solo representa claramente o maior desafio estratégico francês nessa sua “guerra ao terror”.

Ainda na noite de domingo, 15/11, o Nicolas Sarkozy fora o convidado especial do Jornal da TF1 e afirmou categoricamente a inconsequência do envio de tropas ao terreno. Ele, como muitos, temem os fantasmas do Iraque e do Afeganistão. Receiam de um “Vietnã francês.

Desde segunda-feira, 16/11, o presidente François Hollande avança nas tratativas para o envio de tropas. Propôs modificação da constituição francesa para dar plenos poderes ao presidente da república em casos como estes excepcionais e firmou acordo histórico de cooperação com os russos para coagir Daech.

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Depois de criticar a PM e Beto Richa, palhaço é preso em ação truculenta

A Funarte manifestou repúdio e solidariedade ao artista e disse que, com a violência, a PM confirmou as críticas proferidas pelo palhaço
 
 
Jornal GGN - Enquanto se apresentava no Festival de Teatro de Cascavel no Calçadão, no Paraná, o palhaço Tico Bonito foi preso pela Tropa de Choque por fazer uma crítica aos policiais e ao governo Beto Richa (PSDB), na última sexta-feira (14).
 
Durante a peça Licença Pr’eu Passar, testemunhas disseram que o palhaço disse que precisaria de seguranças. Quando passaram os policiais e a plateia apontou a viatura. De acordo com a namorado do artista, Silvana Deotti, foi nesse momento que o palhaço fez a crítica: "O Tico falou que não poderiam chamar aqueles policiais porque eles só serviam para proteger o Beto Richa. Depois disso os policiais deram ré e entraram no meio do espetáculo para prender o Tico", contou.
 
"Eles só protegem burguês e o Beto Richa, são seguranças particulares pagos pelo povo", foi o que disse o palhaço para, momentos depois, ser atingido pelos policiais. Assista ao vídeo completo:
 
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Manifestação em MG: "Enquanto for comandante do Choque, vou usar a força sim"

Enviado por Leo V

Entrevista com comandante do Choque de Minas Gerais, no rescaldo da violência policial contra manifestantes que protestavam contra aumento da tarifa de ônibus em Belo Horizonte. O governo Pimentel começou muito mal no quesito respeito às manifestações. Primeiro na brutal repressão aos moradores da Izidora, e agora mais essa.
 

‘Enquanto eu for comandante do Batalhão de Choque e receber a ordem, eu vou usar a força, sim’, diz Gianfranco Caiafa, Comandante do Batalhão de Choque 

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Por Bernardo Miranda

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Ives Gandra não é Moreira Alves

Conheço Ives Gandra desde os anos 80, período em que caiu nas boas graças dos donos de jornais.

Sempre foi uma pessoa extremamente agradável, didático, bem relacionado com empresários, Ministros, desembargadores e jornalistas. E sempre foi pau para toda obra. Qualquer tema que exigisse uma fonte jurídica tinha Ives em plena disponibilidade.

Sua especialidade original foi a tributária. Era sócio de um grande tributarista de origem inglesa, que garantia a reputação do escritório e que me ensinou os primeiros conceitos de tributação - eu na condição de repórter econômico iniciante.

No campo dos pareceres, Ives sempre fez parte do corpo de juristas que atendia a qualquer demanda, em qualquer tema, mesmo fora da sua especialidade.

Tive um exemplo no dia em que os economistas do Cruzado me passaram a informação de um decreto estranho, preparado pelo então consultor geral Saulo Ramos, reinstituindo a indústria da liquidação extrajudicial - pela qual o banco quebrava, seus ativos eram corrigidos e o passivo (dívidas junto a fundos públicos) congelados.

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'A doutrina do choque' de Naomi Klein

Enviado por JNS

'A doutrina do choque'. O tema do novo livro da ativista Naomi Klein

Do O Estrangeiro.net

Reproduzimos entrevista com Naomi Klein, que lançou um livro interessante. Pretende unir vários acontecimentos do século  XX com mudanças econômicas, tais como as propagadas por figuras como Milton Friedman e Friedrich Hayek. Daí o título das mudanças econômicas associadas a outros acontecimentos: "A doutrina do choque" (com esse vídeo de divulgação). Lá vai (Fonte: Unisinus, dica do Desobediente): 

O golpe de Pinochet no Chile. O massacre da Praça de Tiananmen. O Colapso da União Soviética. O 11 de setembro de 2001. A guerra contra o Iraque. O tsunami asiático e o furacão Katrina. O que todos esses acontecimentos têm em comum? É o que a ativista canadense antiglobalização Naomi Klein explica em seu novo livro The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism [A doutrina do choque: O auge do capitalismo do desastre] – ainda sem tradução para o português. Naomi Klein em uma longa entrevista para o sítio La Haine, 27-09-2007, afirma que a história do livre-mercado contemporâneo foi escrita em choques e que os eventos catastróficos são extremamente benéficos para as corporações. Ao mesmo tempo a autora revela que os grandes nomes da economia liberal, como Milton Friedman, defendem o ‘capitalismo do desastre’. A tradução é do Cepat.

O que é exatamente a doutrina do choque? 

A doutrina do choque como todas as doutrinas é uma filosofia de poder. É uma filosofia sobre como conseguir seus próprios objetivos políticos e econômicos. É uma filosofia que sustenta que a melhor maneira, a melhor oportunidade para impor as idéias radicais do livre-mercado é no período subseqüente ao de um grande choque. Esse choque poder ser uma catástrofe econômica. Pode ser um desastre natural. Pode ser um ataque terrorista. Pode ser uma guerra. Mas, a idéia é que essas crises, esses desastres, esses choques abrandam a sociedades inteiras. Deslocam-nas. Desorientam as pessoas. E abre-se uma ‘janela’ e a partir dessa janela se pode introduzir o que os economistas chamam de ‘terapia do choque econômico’. 

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Petróleo extraído do xisto revoluciona o mercado

O auge do petróleo extraído do xisto nos Estados Unidos está criando um "choque de oferta" que está revolucionando o mercado energético, destacou a Agência Internacional de Energia (AIE).

"A América do Norte tem gerado um choque de oferta, cuja onda se expande a todo o mundo", afirmou a diretora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, ao apresentar o relatório semestral que analisa a evolução do mercado petroleiro.

Os projetos de exploração de petróleo e gás xisto absorveram bilhões de dólares e criaram milhares de empregos em áreas até agora secundárias dos Estados Unidos, como Dakota do Norte.

De acordo com Van der Hoeven, o auge do segmento permitirá que a oferta mundial de petróleo seja superior à demanda, o que deverá "ajudar a acalmar um mercado petroleiro que estava relativamente tenso havia vários anos".


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