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Quem foi Allan Kardec, o descobridor da Ciência Espírita?, por Marcos Villas-Bôas

Quem foi Allan Kardec, o descobridor da Ciência Espírita?

por Marcos Villas-Bôas

Na ciência, um aspecto importante é verificar quem utiliza cada argumento. Pessoas de moral e intelectualidade mais elevadas, com grande conhecimento teórico e experiência prática em determinado tema, são mais “autorizadas” a falar sobre ele e, portanto, há um peso argumentativo em seu favor, o que não significa, é claro, sempre estarem certas. Daí surgiu, na retórica, a expressão “argumento de autoridade”, que pode ter mais ou menos conteúdo a depender da forma como articulado.

Qualquer um pode emitir opinião sobre qualquer tema, pois todos têm livre-arbítrio, direito de opinião. Na ciência, contudo, o conhecimento é mais técnico, exige método e respeito às normas daquele sistema, ainda que seja possível e até louvável, em benefício do progresso, tentar quebrá-lo, quando se dispuser de ferramentas para isso.

Considerando que um dos objetivos deste blog é analisar, antes de tudo, se faz sentido falar numa Ciência Espírita, se Espíritos existem, se estudá-la tem alguma relevância para nós, seres humanos, é essencial compreender a sua história, como ela surgiu.

Os fenômenos espirituais são conhecidos desde a Antiguidade. Há plena menção a eles entre as sociedades mais elevadas que já existiram na Terra, como os egípcios antigos, os gregos antigos, os celtas e assim por diante. A filosofia budista e outras orientais dão conta da existência de Espíritos e creem na reencarnação, de modo que o tema não foi obviamente criado por Allan Kardec.

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Experimentos sobre peso da alma comprovam sua existência?, por Marcos Villas-Bôas

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Imagem: Francis Pacheri
 
Experimentos sobre peso da alma comprovam sua existência?
 
por Marcos Villas-Bôas

 

Como visto no último texto, o brilhante educador, estudioso e pensador Hippolyte Léon Denizard Rivail, que assumiu pseudônimo de Allan Kardec aos seus 52 anos de idade, se comunicou com Espíritos por meio de médiuns ao longo de vários anos e, após longas observações e experimentações, apesar do seu inicial olhar incrédulo, concluiu que o ser humano não tem apenas um corpo material.

Décadas antes de a Física Quântica provar que o átomo não é totalmente material, nem uma matéria porosa, mas um misto de matéria e energia, a Ciência Espírita já o tinha feito, mas por seus próprios métodos.

Vide, por exemplo, os itens 30 e 33 de O Livro dos Espíritos, obra publicada em 1857:

“30. A matéria é formada de um só ou de muitos ementos?

‘De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva’.

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O Espiritismo em sua expressão mais simples, por Marcos Villas-Bôas

O Espiritismo em sua expressão mais simples

por Marcos Villas-Bôas

O Espiritismo em sua expressão mais simples

 

Em diversos dos textos publicados neste blog, temos visto comentários de leitores que revelam grande desconhecimento sobre a Ciência Espírita, um dos pilares do Espiritismo. Obviamente, ninguém aceitará uma ciência que estuda Espíritos quando sequer entende como tudo começou e o que está por trás dela.

Voltaremos, então, ao básico e à história utilizando inicialmente o não tão conhecido livreto “O Espiritismo em sua expressão mais simples”, publicado por Allan Kardec em 1862 e facilmente encontrado em .pdf na Internet.

Trata-se de obra com 17 páginas, sendo que o conteúdo mesmo já começa na página 5. Para facilitar ainda mais aos nossos leitores, iremos resumir esse livreto de modo a apresentar em breves linhas a história do surgimento do Espiritismo e, consequentemente, do advento do estudo científico das manifestações espirituais.

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V

por Marcos Villas-Bôas

Como visto em textos anteriores, cientistas renomados como Camille Flammarion, Charles Richet e William Crookes realizaram sérios experimentos com médiuns para que fossem testados os fenômenos chamados, do final do século XIX para o início do século XX, de “espirituais”.

Todos os três concluíram pela veracidade dos fenômenos, mas Richet era o único a negar a influência espiritual, apesar de ter atestado a existência de médiuns com “forças psíquicas” capazes de produzir efeitos não explicados pelas leis científicas da época, o que deu surgimento à metapsíquica.  

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Carl Jung e a existência de Espíritos, por Marcos Villas-Bôas

Carl Jung e a existência de Espíritos

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior, citamos Carl Jung como um médium que passava por inúmeros fenômenos espirituais e que documentou alguns deles no seu último livro: Memórias, Sonhos e Reflexões.

Leitores do blog que estão entre os mais incrédulos reclamaram do fato de o livro não ter sido citado, mas estava, sim, referido, desde a primeira versão publicada, ao final da transcrição de um trecho dele. Parece que, quando não se quer enxergar (aceitar) algo, até a visão física fica abalada e termina-se não enxergando bem (em sentido estrito).

Como Jung é um nome mais conhecido fora do meio científico, parece que esses incrédulos se assustaram com o peso dele em favor da existência dos Espíritos. Dedicaremos, então, um texto inteiro ao livro dele, uma homenagem a esses nossos leitores, tão ou mais importantes do que os mais crédulos ou menos incrédulos. Seus comentários, por sinal, quando não nos divertem pela graça, ajudam a focar nos pontos de maior dúvida deles, sendo muito bem vindos.  

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II

por Marcos Villas-Bôas

No texto passado, iniciamos uma busca por provas científicas da existência dos Espíritos e começamos utilizando uma obra de Carl Gustav Jung, um dos principais estudiosos da Psicologia em toda a história humana, e outra de Camille Flammarion, um dos principais estudiosos da Astronomia em toda a história humana. Em comum, suas obras tinham o estudo científico dos Espíritos e a conclusão de que eles existem.

A seriedade com que esses dois e outros estudiosos empreenderam seus estudos afasta a acusação de que a Ciência Espírita seria misticismo, uso de pseudociência para justificar uma religião. Jung e Flammarion se questionaram, ao longo de toda a vida, sobre a realidade dos fenômenos que enfrentavam e observavam.

Flammarion, por exemplo, criticava aberta e diretamente parte dos espíritas por sua falta de método científico e muitos médiuns que eram embusteiros:

“A respeito desses fenômenos, tem-se falado muito em espiritismo. Alguns dos seus defensores acreditam tê-lo consolidado, apoiando-o em uma base também frágil. Os opositores acreditam tê-lo excluído definitivamente e o enterrado sob o desmoronamento de um armário. Ora, os primeiros mais o comprometeram do que o serviram; os segundos, não conseguiram derrubá-lo, apesar de tudo. Mesmo que seja demonstrado que no espiritismo não exista senão truques de prestidigitação, a crença na existência de almas separadas do corpo não será absolutamente atingida. Além disso, as trapaças dos médiuns não provam que eles trapaceiam sempre. Elas apenas nos põem de sobreaviso e nos convidam a ser muito severos em nossas observações. Quanto à questão psicológica da alma e à análise das forças espirituais, estamos ainda hoje no ponto em que a química encontrava-se no tempo de Alberto, o Grande, ignoramos! Portanto, não podemos ficar num justo meio-termo, entre a negação que recusa tudo e a credulidade que aceita tudo? É razoável negarmos tudo o que não compreendemos, ou acreditarmos em todas as loucuras que imaginações doentias dão à luz umas após as outras? Não podemos possuir ao mesmo tempo a humildade que convém aos fracos e a dignidade que convém aos fortes?” (As forças naturais desconhecidas, p. 20).

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O objeto e o método da Ciência Espírita, por Marcos Villas-Bôas

O objeto e o método da Ciência Espírita

por Marcos Villas-Bôas

Mencionamos em texto anterior que a ciência tem sido mal compreendida por muitos, que lhe dão os contornos, como é natural, conforme seus interesses e limitações. Ela serve para organizar o conhecimento, sistematizá-lo, de modo a tornar o estudo mais técnico, criando princípios, premissas epistemológicas, métodos, disciplinas, professores e pesquisadores.

A ciência se diferencia, assim, do estudo leigo, desorganizado, sem emprego de métodos próprios, sem atenção aos princípios daquele sistema de conhecimento, que podem sempre vir a ser quebrados, mas desde que se cumpra o ônus argumentativo necessário para tanto, o que requer profundo entendimento dos princípios até então vigentes e vasta justificação para afastá-los ou substituí-los.

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Moralidade e intelectualidade na Ciência Espírita, por Marcos Villas-Bôas

Moralidade e intelectualidade na Ciência Espírita

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior publicado aqui no Jornal GGN[1], defendeu-se que o pilar científico do Espiritismo precisa ser mais bem desenvolvido para que possa suportar racionalmente os ensinamentos morais. Não se trata apenas de provar com mais clareza a existência de espíritos, para, assim, convencer mais pessoas a buscarem compreender as suas lições morais, mas permitir que os próprios espíritas entendam melhor como aplicar as leis divinas na prática.

Como qualquer lei, a chamada lei divina (ou lei da natureza) precisa ser interpretada e aplicada pelos humanos, e, assim como no caso das leis jurídicas humanas, é preciso entender como se dão esses processos extremamente complexos.

É provável, por exemplo, que muitos pensem estar seguindo com rigor os princípios de amor, humildade e de caridade do Espiritismo, mas, no modo de ver do juiz, que serão as suas próprias consciências libertas após o desencarne, e de Deus, essa inteligência que determina as consequências cármicas das ações, eles estejam, na verdade, bem longe do que se pede.

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A Ciência Espírita, por Marcos Villas-Bôas

A Ciência Espírita

por Marcos Villas-Bôas

Como já mencionamos em dois textos publicados aqui no Jornal GGN[1], o Espiritismo tem três vertentes: científica, filosófica e moral ou religiosa, que estão intimamente interligadas.

Essa inter-relação é mais clara hoje do que no século XVIII, quando predominava com mais força o reducionismo racionalista e cartesiano de Descartes e, assim, havia uma sede por separações, classificações e métodos de conhecimento afins, que facilitam a compreensão, mas, sem uma complexa e dinâmica visão sobre o fenômeno, também geram diversas confusões.  
 
Claramente, a vertente moral do Espiritismo, por ser o seu cerne e por exigir menos conhecimento intelectual no seu entendimento superficial, se desenvolveu muito mais no Brasil. É preciso estar atento, todavia, para o fato de que o Espiritismo, tal como codificado por Kardec, não buscava exercer um papel propriamente religioso. 
 

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