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Porque a delação da JBS contra Dilma e Lula não pesa como a de Temer

JBS provou relação direta com Temer e pagamento de propinas ao PMDB. Contra Dilma e Lula, há terceiros e o desgastado "ouvi dizer" 
 
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A liberação da chamada lista de Fachin, com dezenas e mais dezenas de inquéritos contra políticos de todos os leques, a reboque da delação da Odebrecht, exigia um esforço que a imprensa não conseguiu fazer: separar o joio do trigo. Naquele momento, todos foram jogados numa vala comum. Peixe de aquário, com acusação de receber R$ 30 mil como doação eleitoral via caixa 2, sem contrapartidas, foi misturado com tubarão que faturou milhões em cima de obras públicas. A delação da JBS não é diferente nesse sentido.
 
Não sabemos se é por culpa do Ministério Público Federal (que só agora tirou da manga a ação controlada) ou da JBS (que só passou a registrar encontros com políticos após o impeachment), mas a disparidade nas provas apresentadas contra Michel Temer, de um lado, e Dilma Roussef e Lula, de outro, é gritante. 
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Lula: "O senhor que grampeou o Youssef, poderia saber mais de corrupção que eu"

Moro quis saber se Lula não se sentia responsável pela corrupção na Petrobras. Juiz também deu indícios de que a participação do ex-presidente - que admitiu reunião com Renato Duque para falar de propina - era vital para o esquema

Jornal GGN - No quarto vídeo do depoimento de Lula a Sergio Moro, o ex-presidente foi questionado pelo juiz se sabia da existênca do esquema de corrupção na Petrobras durante sua passagem pelo governo. Lula respondeu que não tinha conhecimento e nem responsabilidade pelas ações dos ex-diretores que corromperam a estatal. E disparou contra Moro: "Todos nós só ficamos sabendo quando foi pega no grampo a conversa de Alberto Youssef com Paulo Roberto. (...) O senhor que soltou o Youssef e mandou grampear. O senhor poderia saber mais do que eu."

O embate começou quando Lula disse que nenhuma autoridade, institutição ou mesmo a imprensa havia levantado indícios do petrolão à época dos acontecimento. Entre 6'37'' - 7'06'':
 
Lula: Entenda, doutor Moro, que coisa engraçada. Todos os diretores que indiquei passaram pelo crivo do GSI [gabinete que avaliava as indicações de partidos], foram indicados, não houve um voto contra do Conselho de Administração, nenhuma denúncia de qualquer trabalhador, nenhuma denúncia da Policia Federal, nenhuma denúncia do Ministério Público, nenhuma denúncia da imprensa. E isso aconteceu em 2003 e 2004. Como não posso grampear ninguém e não tinha Youssef na minha vida, eu não tinha como saber.
 

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"Quem abre a caixa de monstros é devorado primeiro", diz Dilma sobre Aécio e Andreia Neves

Foto: Ricardo Moraes/Reuters
 
Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff avaliou, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, publicada nesta terça (4) pela Folha, que o senador Aécio Neves (PSDB) e sua irmã, Andreia, são vítimas de um "processo gravíssimo de radicalização" que eles também ajudaram a fomentar, só que contra o PT e seu governo, após a derrota na eleição de 2014.
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