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As modalidades de déficit externo, por Charles Wyplosz

do Project Syndicate

As modalidades de déficit externo

por Charles Wyplosz

GENEBRA - No início dos anos 2000, havia inúmeras advertências de que a economia mundial se dirigia a uma crise, devido a grandes e persistentes desequilíbrios externos. Os doomsayers acabaram por ser apenas a metade: a economia mundial entrou em um colapso, começando no verão de 2007, mas não por causa dos desequilíbrios.

Em vez disso, a Grande crise financeira foi enraizada principalmente na tomada de riscos excessivos por intermediários financeiros - resultado da má regulamentação e supervisão que emergiram da liberalização financeira anterior. Os saldos das contas correntes nem se correlacionaram com o desempenho através dessa crise.

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Para Moka, hoje revivemos crise mundial de 1929

Jornal GGN - O Senador Waldermir Moka, do PMDB, fez um discurso alterado, com voz muito elevada no microfone. Disse, com propriedade, que a decisão deverá ser respeitada pela casa, pois será por maioria. Cita decisão de Zavascki, e a elogia, quando negou recurso da AGU. "O juiz constitucional desta matéria é o senado federal", disse Teori. Ele delira com isso. Moka grita citando Zavascki.

Se anima. E fecha aspas.

Esta é a decisão do Teori Zavascki, que diz que o senado é a instituição soberana para esta decisão. Dito isso, confessa que é um dia importante, nesses 36 anos de carreira política, desde 1982, quando foi eleito vereador em Campo Grande, no MS. De lá para caá conquistou outros 7 mandatos. Fala de si. E agora é senador. E hoje participa da sessão convicto de seu voto estar alicerçado em cima de elementos robustos e que entende que houve crime de responsabilidade. Elogia muito o Anastasia.

O histórico de irregularidades cometido pela presidente começou em 2013, diz ele, um ensaio para 2014. As tais pedaladas. Chama de fraudes fiscais. Grita muito. Os crimes fiscais cometidos estão claros, segundo ele, o que poucos sabem é que essas fraudes são responsáveis pelo aprofundamento da crise econômica do país. Isso não acontece desde 1929, quando quebrou a Bolsa de Nova York.

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Tormentas, por Daniel Afonso da Silva

Tormentas, por Daniel Afonso da Silva

Sim: conflitos e crises continuam em 2016.

Uma rápida sondada no mais recente Crisis Watch do International Crisis Group[1] permite constatar que nenhuma região ou microrregião de qualquer parte de qualquer dos continentes passa incólume a conflitos e crises neste ano que vai começando. A demonstração desse fato não chega a espantar. Muitas das crises estão instaladas ou previstas há anos. Algumas com raízes que enlaçam decênios e até séculos. O novo talvez seja que ao menos desde 2010-2012 elas passaram a ser progressivas e sobrepostas.

De Paris a Macau a Caracas a Damasco a Lisboa a Nova Iorque a Trípoli a Johanesburgo a Brasília a Kabul a Bagdá o “estamos em crise” virou a palavra de ordem de todo cidadão, que em iminente desespero invade ruas ou/e redes sociais demandando de seus mandatários – locais, regionais, mundiais – dias melhores.

O futuro e o passado passaram, assim, a sucumbir diante da ubiquidade da urgência presente.

De 1944 a 1989-1991 havia certo padrão de crises e conflitos ancorados, quase todos, na tensão Leste-Oeste. De 1991 a 2001 esse padrão passou a revelar as fraturas políticas e sociais desse mundo pleno em rugosidades ocultado pela disputa ideológica. De 2003 a 2009 os desvarios da guerra ao terror monopolizaram a cena. Mas depois veio o dilúvio de crises que nos toca viver.

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Pactos sociais quebrantados, por Daniel Afonso da Silva

Pactos sociais quebrantados, por Daniel Afonso da Silva

O impacto social da crise financeira mundial de 2007-2009 segue deveras subestimado. O desespero com a falência de instituições too big to fail evaporou muito rapidamente. O senso profundo da gravidade da crise, assim, continua despercebido.

Em seu ensaio El futuro es um país extraño, o intelectual catalão Josep Fontana i Làzaro afirma sem meias palavras que as decorrências dessa crise financeira estão por desfigurar a face humana do planeta; trunfo que nem o nazismo e o fascismo das guerras e do entreguerras conseguiu.

Muitos insinuam exagero desmesurado nessa percepção do velho marxista catalão. Mas ninguém, na Espanha e fora dela, ainda foi capaz de estabelecer contraponto consequente.

A crise financeira de 2007-2009 foi plenamente resolvida em sua dimensão financeiro-contábil nos três primeiros encontros do G20 político em Washington, Londres, Pittsburgh entre 2008 e 2009. O que passamos a viver desde então são seus desdobramentos econômicos, sociais, políticos, institucionais e morais.

O contencioso financeiro-contábil forçou a redução da liquidez nos mercados pela retração do crédito. Essa retração gerou desaquecimento da economia. Esse desaquecimento produziu desemprego. Desemprego vem levando as pessoas às ruas em protestos contra seus mandatários. A impotência desses mandatários tem produzido mais protestos e mais tensão social o que conduz a crises institucionais. Alguns chegaram a pedir mudança de regime – caso dos protestos das ruas árabes – outros sugeriram que “não são só os 20 centavos.”

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Havia como prever a gravidade da crise econômica?, por Felipe Rezende

Havia como prever a gravidade da crise econômica?

por Felipe Rezende

Finalmente a presidente Dilma reconhece o erro ao ter demorado para perceber a gravidade da crise econômica. Entretanto, a afirmação da presidente de que não havia como prever que a crise seria grave não procede. No inicio de Outubro do ano passado, escrevi um texto sobre os desdobramentos da mudança na estrutura de comércio global e o impacto nas estratégias de desenvolvimento nos países que adotaram políticas crescimento através das exportações.

Em uma conferência realizada no Rio de Janeiro em Setembro de 2013, durante a minha apresentação  eu já apontava sobre a crescente fragilidade financeira na economia brasileira e enfatizei que com a mudança na estrutura da economia global após a crise financeira era necessário repensar estratégias de desenvolvimento voltadas para o mercado externo.

Além disso, artigos publicados em 2009 sobre a economia brasileira (e.g. Kregel - 2009), relatórios do BIS  (Bank of International Settlements, 2013) e da UNCTAD (Trade and Development Report, 2013) mostravam que políticas adotadas no período pré-crise não seriam eficazes face a mudança na economia internacional e que o crescimento econômico no período pós-crise apoiou-se no, insustentável, crescimento de crédito privado para estimular a demanda doméstica.

É verdade que grande parte da opinião pública no Brasil juntamente com um grupo de 164 professores de Economia neglicenciaram ou ignoraram a crescente fragilidade da economia internacional e doméstica e a existência de uma crise em desenvolvimento. Os sinais de alerta estavam presentes. Por exemplo, desde 2011 o mercado de trabalho adicionava sistematicamente menos postos de trabalho ano após ano e já em Novembro de 2014 a criação de empregos formais já era menor do que na crise anterior em 2009 (figura 1).

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Como a elite que frequenta Davos afundou a economia mundial

Andy Robinson relata, em entrevista ao GGN, a experiência de retirar a maquiagem do Fórum Econômico Mundial - evento que reúne anualmente empresários que recorrem ao "capitalismo filantropico" na tentativa de reparar os danos que provocam à economia mundial

Jornal GGN - O que o empresário Jorge Paulo Lemann e o escritor Paulo Coelho têm em comum? Segundo o jornalista Andy Robinson, do La Vanguardia, ambos os brasileiros podem ser chamados de "Davos Man" - um tipo podre de rico que frequenta o Fórum Econômico Mundial e patrocina boas causas com o intuito de reparar os danos que provoca ao capitalismo mundial.

No livro "Um repórter na Montanha Mágica - Como a elite econômica de Davos afundou o mundo", Robinson relata a experiência de nadar contra a maré na tentativa de retirar a maquiagem do Fórum de Davos. Para ele, naquela Montanha Mágica, tudo gira em torno de "publicidade" e "hipocrisia". Ali, a nata do empresariado mundial se reúne para fazer negócios enquanto fingem preocupação com as crianças famintas na África. 

A maioria dos "Davos Man" observados por Robinson tem por hábito sediar suas multinacionais em paraísos fiscais, contando com a tolerância de governantes - que se comportam como verdadeiros aliados e fazem vista grossa às dificuldades para o Estado provocadas pelos dribles fiscais - e da grande mídia internacional - controlada financeiramente pelos mesmos magnatas que circulam pela Suíça. 

Em entrevista exclusiva ao GGN, Robinson comentou sobre a crise econômica brasileira e o cenário na Europa. Na visão dele, é compreensível que haja algum "desencanto" com a maneira como Dilma Rousseff conduz o país, mas seria "muito equivocado pensar que a alternativa de Davos é melhor" do que o modelo adotado pelo governo para superar a tormenta.

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Debate com Andy Robinson sobre Davos e a crise mundial

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FMI suspende resgate financeiro à Grécia

Jornal GGN – O Fundo Monetário Internacional vai suspender o programa de resgate financeiro à Grécia até que esteja definida a composição do novo governo. De acordo com pesquisas de opinião, a coligação de esquerda, Syriza, tem uma vantagem na corrida eleitoral legislativa do país.

Enviado por Alfeu

Com Syriza à frente nas pesquisas, FMI suspende negociações com Grécia

Do Opera Mundi

Porta-voz de órgão alega que grupo vai esperar formação de novo governo no país para liberar pacote de resgate financeiro

O FMI (Fundo Monetário Internacional) declarou nesta segunda-feira (29/12) que suspenderá o programa de resgate financeiro à Grécia até que seja anunciada a formação de um novo governo. Nesta manhã, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, antecipou as eleições legislativas do país para 25 de janeiro, o que abriu caminho para que a coligação de esquerda Syriza tenha vantagem na corrida eleitoral.

Sondagens publicadas na semana passada, um dia depois da segunda votação presidencial no parlamento grego, davam vantagem à oposição esquerdista, sempre com margens superiores a 3%. O estudo de opinião realizado pelo Instituto Kapa para o diário To Vima atribuía 27,2% ao Syriza e 24,7% à Nova Democracia; já a sondagem realizada pelo Instituto Alko para o jornal Proto Thema, 28,3% contra 25%.

Favorita segundo as últimas pesquisas de opinião, a coalizão liderada por Alexis Tsipras defende menos austeridade para a Grécia.

O ministro grego de Finanças, Gikas Jardúvelis (esq.), assegurou hoje a repórteres que o país não está com problemas de liquidez

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Fortalezas ideológicas neoliberais começam a ceder diante da crise, por J. Carlos de Assis

Paul Krugman, de longe o comentarista econômico mais acurado da atualidade, observa em sua coluna em The York Times que os economistas ditos ortodoxos e obcecados por duras medidas contracionistas começam a se dar conta, seis anos depois do início da crise financeira (que se tornou fiscal), de que vem recomendando medidas equivocadas de contração para enfrentá-la. Aparentemente, depois de todos esses anos de sofrimento inútil, principalmente na Europa, os keynesianos voltam a cena em alguns centros importantes de formulação de ideologia econômica como a OECD, que começa a pregar expansão fiscal.

Na verdade, o fundamentalismo neoliberal para enfrentar a crise não é um fenômeno que apareceu em 2008, mas sim em 2010. Em 2008, na reunião do G20 em Washington, e posteriormente em Londres e Pittsburg, em 2009, até Sarkozy se dizia keynesiano. Com isso a economia começou a recuperar-se. Foi a obsessão alemã com medidas de austeridade fiscal e monetária, ancoradas em pareceres dos tecnocratas do FMI e da OCDE, que fez abortar uma recuperação em andamento para levar os países industrializados à prolongada recessão que, na Europa, ainda continua.

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A crise financeira e o excesso de testosterona

Jornal GGN – A diretora do FMI, Christine Lagarde, concedeu uma entrevista à edição francesa da revista Vanity Fair e afirmou que a crise financeira teve origem em um excesso de testosterona e garantiu que a situação teria sido diferente se houvessem mais mulheres tomadoras de decisão.

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Mercadante: se Congresso não autorizar reajuste fiscal, governo forçará superávit

Segundo o ministro, desonerações serão suspensas, investimentos serão cortados, o desemprego vai subir, e a conta será enviada aos parlamentares 

Jornal GGN - Se o Congresso não aprovar o projeto de lei que permite a derrubada do limite de descontos para o cálculo do superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública), o governo Dilma Rousseff (PT) forçará o cumprimento da meta fiscal. Desonerações serão suspensas, investimentos feitos em obras e destinados a setores da economia serão cortados, o desemprego vai crescer e a conta será enviada aos parlamentares que votarem contra o pedido do Planalto.

A projeção foi feita pelo ministro-chefe da Casa Civil Aloísio Mercadante, durante entrevista à Miriam Leitão. A jornalista questinou o petista sobre o projeto que foi enviado ao Congresso essa semana. A imprensa divulgou a demanda como uma mensagem de que o governo não conseguirá cumprir as metas fiscais e fazer superávit esse ano.

“Dos 20 países mais importantes da economia mundial, só cinco têm superávit. A única economia que teve um viés de alta em 2014, a Inglaterra, está com déficit primário. Em 2009, os Estados Unidos chegaram a ter déficit primário de 13,5 % do PIB. Na hora em que a recessão bateu, eles saíram fazendo política anticíclica, elevando Keynes ao limite para evitar recessão econômica”, disse Mercadante.

Miriam tentou cortar a introdução ao assunto pedindo que o ministro não falasse do cenário externo, porque a intenção era tratar de Brasil na entrevista. Mercadante explicou à jornalista que com a economia globalizada, é impossível traçar o cenário interno sem analisar o que se passa no mundo, principalmente após a crise de 2008.“Estou pegando as economias que são referência para que entendam a opção que o governo fez.”

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A sucessão presidencial e o reflexo da crise mundial em nossa vida, por J. Carlos de Assis

               

Pelos comentários que aparecem em relação a meus artigos neste blog já cheguei a uma conclusão: muitos leitores não dão importância a análises de questões internacionais, como a crise econômica na Europa, a estagnação no Japão e as vacilações da economia norte-americana. Acham que a Unasul é um fenômeno político. Acreditam que  BRICS é um divertimento diplomático. E supõem que os processos econômicos brasileiros derivam exclusivamente de decisões políticas locais, sem maiores interferências externas.

É curioso esse comportamento porque durante as últimas três décadas o mantra sistemático no mundo neoliberal e, por reflexo, no Brasil é que estamos numa economia globalizada, pela qual eventos que ocorrem numa longínqua parte do globo repercutem em todo o sistema. Isso se deve à interconexão financeira. Em qualquer parte do planeta há um banco conectado com os demais bancos e ligado ao centro financeiro internacional em Londres ou em Nova Iorque. Todos atuam como UM sistema, instantaneamente.

Se este é realmente o caso, em última instância não há nada realmente a fazer a não ser render-se ao domínio absoluto do sistema bancário mundial. Acontece que há. Não existe nada mais forte que a economia real, isto é, a economia de produção física de bens e de serviços. A economia financeira, bem ou mal, está sujeita a regulação pelo Banco Central. Se quisermos subordinar a economia financeira à economia real, há instrumentos importantes como o controle do fluxo de  capitais, fixação da taxa básica de juros,  administração do câmbio. Desde que essas medidas estejam nas mãos de governo realmente autônomo, não de um baco central independente do governo e dependente do mercado.

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OCDE revê para baixo perspectivas de crescimento das economias mais avançadas

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reviu hoje (15) para baixo as perspectivas de crescimento das suas economias mais avançadas, destacando que a zona do euro continua a ser “a ovelha negra” da recuperação.

De acordo com a avaliação econômica da OCDE, a zona do euro apresenta risco de deflação que poderá perpetuar a sua situação e até mesmo agravar a crise da dívida. A organização estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro aumente este ano 0,8%, menos quatro décimos ante as estimativas de maio, e 1,1% em 2015.

A OCDE também incluiu previsões para as grandes economias emergentes. A China deve crescer 7,4% este ano e 7, 3% em 2015.

Para o Brasil, a OCDE espera que o PIB seja 0,3% em 2014 e 1,4% em 2015. A organização lembra que sobre a economia brasileira pesam as incertezas políticas e também a necessidade de introdução de medidas monetárias e fiscais. Leia mais »

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Mapa aponta 0,7% da população com 41% da riqueza mundial

Enviado por Assis Ribeiro

Do Rede Brasil Atual

Mapa da desigualdade em 2013: 0,7% da população detém 41% da riqueza mundial

Nova pesquisa revela que PIB mundial atinge maior valor da história, mas divisão segue extremamente desigual

por Dodô Calixto, do OperaMundi

Cinco anos depois do início da crise econômica mundial, marcada pela quebra do banco norte-americano Lehamn Brothers, os indicadores financeiros seguem apontando para uma concentração da riqueza ao redor do globo. De acordo com o relatório "Credit Suisse 2013 Wealth Report", um dos mapeamentos mais completos sobre o assunto divulgados recentemente, 0,7% da população concentra 41% da riqueza mundial.

Em valor acumulado, a riqueza mundial atingiu em 2013 o recorde de todos os tempos: US$ 241 trilhões. Se este número fosse dividido proporcionalmente pela população mundial, a média da riqueza seria de US$ 51.600 por pessoa. No entanto, não é o que acontece. Confira abaixo o gráfico da projeção de cada país se o PIB fosse dividido pela população:



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