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Odebrecht só disse que perdeu chave do sistema de propina após Lula pedir acesso

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - A defesa de Lula informou nesta quinta (17) que entrou com um pedido junto ao juiz Sergio Moro para obrigar a equipe do procurador Deltan Dallagnol a revelar as mensagens trocadas com o Ministério Público suíço a respeito do sistema My Web Day, usado pela Odebrecht para registrar pagamentos de propina. Na nota, o advogado Cristiano Zanin levanta suspeitas sobre a história de que a turma de Dallagnol não teve acesso ao sistema porque a Odebrecht perdeu a chave.

De acordo com o informe, a Odebrecht e o MPF só deram a desculpa de que não têm mais acesso à íntegra do material que foi encontrado na Suíça 5 dias após a defesa de Lula pedir para conhecer as informações que constam no sistema. A estratégia de Zanin é mostrar que no My Web Day não tem nenhuma propina endereçada a Lula, ao contrário do que afirma a força-tarefa da Lava Jato.

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O que virou Taques, o precursor de Dallagnol

Pedro Taques, o governador de Mato Grosso e seu primo e ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Ex-chefe da Casa Civil e primo do governador Pedro Taques, do PSDB, Paulo Taques começou a sentir o peso da prática recorrente de abuso de poder. Ele foi afastado pela Justiça da função política que exercia Mato Grosso graças à investigação de um esquema de grampos ilegais instalado no Estado, envolvendo um núcleo de policiais militares. Taques, o primo, chegou a ser preso por ter cometido uma série de desvios, como usar a máquina para espionar a ex-amante, políticos e jornalistas, mas já conseguiu um habeas corpus.
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Procuradores de Curitiba criticam distritão e fundo para campanhas

Foto: Reprodução/Facebook

Jornal GGN - Nas redes sociais, os procuradores de Curitiba Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, estrelas da Lava Jato, protestaram contra a reforma política aprovada pela comissão especial da Câmara nesta semana. Os deputados devem discutir em plenário o chamado distritão e a criação de um fundo público com mais de R$ 3 bilhões para financiamento de campanhas.

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De olho na carreira de advogado, procurador de Curitiba dá palestra a megaempresas

 
Jornal GGN - Seguindo os passos de Deltan Dallagnol, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que também atua na Lava Jato de Curitiba, é uma das estrelas de um seminário sobre combate à corrupção em megaempresas, organizado pela Câmara Americana de Comércio. O evento ocorrerá em São Paulo, na próxima segunda (14), com participação da Siemens, da Queiroz Galvão (alvo da Lava Jato) e Vexia. 
 
Lima Santos, que já revelou à imprensa que pretende se aposentar da função de procurador e trabalhar como advogado em um escritório especializado em compliance, vai proferir uma palestra sobre a Lava Jato. Ele é apresentado pelos organizadores do evento como especialista em delações premiadas.
 
O Ministério Público Federal já tem um caso problemático de procurador ligado aos desdobramentos da Lava Jato que decidiu se aposentar e virar advogado. Marcelo Miller virou alvo de ataques após ter atuado como braço direito da Procuradoria e, depois, ter virado sócio do escritório que negociou o acordo de leniência da JBS.
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Dallagnol nunca acessou sistema da Odebrecht para saber se Lula recebeu propina

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O procurador Deltan Dallagnol admitiu que nunca acessou o sistema de controle de pagamentos de propina da Odebrecht para atestar que o ex-presidente Lula estava entre os beneficiários. Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, a defesa do petista solicitou acesso ao software que está detido na Suíça, acreditando que a força-tarefa esconde dados que podem favorecer Lula. Dallagnol, porém, respondeu que nunca teve contato com o sistema.
 
"O mistério do arquivo virou mais um motivo de discórdia entre Dallagnol e os defensores de Lula. Eles insistem que o MP tem o material. E querem acessá-lo porque acreditam poder reforçar a tese de que Lula não recebeu dinheiro da empreiteira", apontou a colunista.
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Azevedo x Dallagnol. A Ferrari dourada e a corriola de asnos, por Armando Coelho Neto

Azevedo x Dallagnol. A Ferrari dourada e a corriola de asnos

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Não defendo pena de morte nem sociedade armada. Fui favorável à Bolsa Família, médicos cubanos para desassistidos, defendo direitos humanos, a inclusão social de pobres, negros, índios, homossexuais, sentenciados - seja por cota ou bolsa. Acolhi o perdão de dívidas ao Haiti, acho que o Brasil é um coração de mãe que pode abrigar refugiados. Creio que polícia não poder intervir em problemas de saúde pública e, finalmente, sem encerrar meu rol de aleivosias, digo que no meu carro não tem adesivo “Bandido bom é bandido morto”.

Portanto, se existe uma onda de ódio não parte dos políticos, partidos ou ideias que defendo. O ódio está no seio daqueles que, em nome de Deus ou do diabo, aclamam a sociedade primata, fazem apologia a torturadores e me perseguem por minhas ideias.

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Nassif: Os problemas de Danellon, a Dallagnol paulista

Não começou bem a história da Lava Jato paulista.

Resume-se à transferência, para São Paulo, do desmembramento de algumas denúncias analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), contra réus que não disponham de foro privilegiado. De imediato, ganhou a cara da procuradora Thaméa Danellon, lotada em São Paulo, apresentada como a chefe da Lava Jato paulista.

Pelos primeiros movimentos, Thaméa representa a face mais comprometedora da Lava Jato.

É ativista política, conforme demonstrou participando ativamente das convocações do MBL (Movimento Brasil Livre) a favor do impeachment. Aliás, é sintomático o fato de terem sido abertas representações contra procuradores que participaram de atos contra o impeachment, e nada ter sido feito contra os que participaram ostensivamente dos atos a favor. Mas, enfim, esta é a cara do MPF.

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Professor diz que formação de Moro deve ser investigada

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Marcos César Danhoni Neves, professor e pesquisador da Universidade Estadual de Maringá, publicou artigo na Revista Fórum alertando para a formação do juiz Sergio Moro. Segundo Neves, Moro teria concluído mestrado e doutorado em prazo inferior ao padrão. Além disso, critica as teorias de Deltan Dallagnol no caso triplex.
 
Neste sábado, Veja publicou reportagem com Rosângelo Moro, esposa do juiz de Curitiba, contando que conheceu a estrela da Lava Jato quando ele tinha "20 e poucos anos", mas já era juiz e dava aulas de Direito em uma universidade.
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Publicidade demais e vazamentos não interessam, diz coordenadora da Lava Jato em SP

Coordenadora da força-tarefa de São Paulo, Thaméa Danelon diz que publicidade demais e vazamentos não são interessantes para a operação 
 
Foto: Reprodução/Facebook
 
Jornal GGN - Desde o anúncio, feito na quinta (20), de que São Paulo terá sua própria força-tarefa para investigar casos da Lava Jato a reboque da delação da Odebrecht, a procuradora Thaméa Danelon tem se esforçado para fazer parecer que a equipe paulista não vai reproduzir o modus operandi do núcleo de Curitiba.
 
Thaméa é em São Paulo o que Deltan Dallagnol é na capital do Paraná: coordenador e porta-voz da força-tarefa.
 
Em entrevista publicada pela Folha neste sábado (22), ela se posiciou contra vazamentos seletivos de delações e disse "entender" a ânsia da imprensa e da sociedade por detalhes das investigações, mas pontou que dar "publicidade" às apurações pode não ser bom para o "intesse público"
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Lava Jato também distorce domínio do fato para condenar Lula, diz especialista

Segundo Rogério Dultra, o domínio do fato será utilizado "como fundamentação retórica para dizer que embora não se tenha prova contra Lula, como ele era presidente, ele deveria saber o que estava acontecendo. Da mesma forma que alguns ministros do Supremo argumentaram no Mensalão"
 
Imagem: Blog do Esmael
 
Jornal GGN - Assim como ocorreu na ação penal 470, mais conhecida como Mensalão, a Lava Jato em Curitiba também deve usar a teoria do domínio do fato de uma maneira distorcida e criticada até por seu próprio autor, o jurista alemão Claus Roxin. 
 
Em entrevista ao GGN, Rogério Dultra, doutor em Ciência Política e professor de Direito da Universidade Federal Fluminense, avaliou que os procuradores liderados por Deltan Dallagnol e o juiz Sergio Moro - auxiliar de Rosa Weber no Mensalão - compartilham de uma "base intelectual que inova no processo penal brasileiro".
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Moro deve usar "domínio do fato" para condenar Lula, dizem interlocutores do juiz

Foto: Lula Marques

Jornal GGN - Menos de uma semana após ter a condenação imposta ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto derrubada por juízes de segunda instância, Sergio Moro aparece em reportagem do Estadão, divulgada nesta segunda (3), como um magistrado "meticuloso" que vai redobrar os cuidados com a sentença de Lula no caso triplex.

Mas para condenar Lula sem que a Lava Jato tenha fornecido provas cabais da posse do triplex, Moro vai ter de recorrer à saída inaugurada e muito criticada à época do Mensalão: usar a teoria do domínio do fato.

Segundo o Estadão, "fontes próximas a Moro" disseram que essa alternativa é cogitada porque a absolvição de Vaccari "dificulta uma decisão contrária a Lula". "Elas avaliam que, para condenar o petista, o juiz teria de aplicar a teoria do domínio do fato, alegando que Lula tinha controle sobre tudo o que acontecia."

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Condenar sem provas é o "feijão com arroz" do Ministério Público, diz Rogério Dultra

"A operação Lava Jato não é necessariamente um ponto fora da curva do processo penal brasileiro. Ela, na verdade, comprova a completa falta de fundamento probatório no trabalho das instituições na persecução penal"

Foto: Agência EFE

Jornal GGN - Doutor em Ciência Política e professor de Direito da Universidade Federal Fluminense, Rogério Dultra disse, em entrevista exclusiva ao GGN, que pela primeira vez na história o Ministério Público - no caso, o Federal - usou uma teoria “absolutamente esdrúxula” - a da abdução das provas - para pedir a condenação de um réu (Lula) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro (triplex). Ele ressaltou, contudo, que demandar condenação sem provas é o “feijão com arroz” das instituições que fazem persecução penal no Brasil e, nesse aspecto, a Lava Jato em Curitiba não é nenhum “ponto fora da curva.”

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Dallagnol e Procuradoria omitem destino dos valores das palestras de 2017

Na polêmica se o ato é legal ou ilegal, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná se empenha em justificar 2016. Mas e 2017?
 
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Ao se justificar sobre as palestras remuneradas, o coordenador da força-tarefa do Paraná, Deltan Dallagnol, omite esclarecimentos sobre um suposto fundo para o combate à corrupção que está sendo alimentado com as participações do procurador da República em seminários e exposições pagas no ano de 2017.
 
Após reportagem da Folha de S. Paulo informar que o procurador da República receberia, por meio de uma agência, entre R$ 30 mil e R$ 40 mil por palestra concedida, e diante da falta de regulamentações que garantam, efetivamente, que a prática seja legal, Dallagnol emitiu uma nota pública, no dia 17 de junho, informando que "para que não haja dúvidas" sobre a sua motivação pessoal, a maior parte do dinheiro era doado.
 
Sobre o ano de 2016, trouxe detalhes: os pagamentos para as palestras daquele ano foram destinados à "construção do hospital oncopediátrico Erasto Gaertner, uma entidade filantrópica que contribuirá com o tratamento de câncer em crianças de vários locais do país".
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Usada no triplex, tese que Dallagnol aprendeu nos EUA é "esdrúxula"

Para o doutor em Ciência Polícia e professor de Direito da UFF, Rogério Dultra, a teoria da abdução das provas, criada por Scott Brewer - professor e orientador de Dallagnol em Harvard - tem "problemas na origem". Em entrevista ao GGN, Dultra explicou porquê a Lava Jato recorre aos Estados Unidos para processar políticos no Brasil
 
 
Foto: Felippe Monteiro/arquivo pessoal
 
Jornal GGN - As alegações finais do Ministério Público Federal sobre o triplex estão recheadas de argumentos que Deltan Dallagnol, procurador que lidera o time que processa o ex-presidente Lula, importou dos Estados Unidos após seu mestrado em Harvard, em 2013, sob orientação do professor Scott Brewer.  
 
Foi de Brewer que Dallagnol emprestou a teoria da abdução das provas, numa tentativa de supervalorizar as chamadas "provas indiciárias". No caso, o procurador alega que o conjunto de indícios criado pelo MPF, num contexto em que provas cabais de culpa não foram encontradas, deve bastar para condenar Lula. 
 
Em entrevista exclusiva ao GGN, Rogério Dultra, doutor em Ciência Política e professor de Direito da Universidade Federal Fluminense, apontou que é a primeira vez que a "abdução das provas, onde você imagina uma hipótese e quer condenar alguém com ela", é usada no processo penal brasileiro de maneira tão "esdrúxula" - embora "certamente não é a primeira vez que o Ministério Público pede para condenar sem provas."
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Dallagnol não vende ações que comprou da Petrobras para não "levantar suspeitas"

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Em meio a polêmicas sobre a realização de palestras sobre a Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol participou de um evento da XP Investimentos na sexta (23) e, segundo relatos da Infomoney, arrancou gargalhados do público - formado, em sua maioria, por investidores - quando admitiu que é um fracasso no ramo.

Ele comentou que comprou ações da Petrobras, BTG Pactual e Queiroz Galvão anos antes da operação na estatal estourar e, agora que está no prejuízo, não pode vendê-las para não "levantar suspeitas" de "conflito de interesses".

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