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depoimentos

Moro prova que aplica 2 pesos e 2 medidas quando o assunto é Lula

Jornal GGN - Sergio Moro deu mais um motivo para a defesa de Lula sustentar que, contra o ex-presidente, tramita em Curitiba um processo mais político que jurídico. Ao negar estender um pouco mais o prazo de julgamento do caso triplex, para dar chance da defesa inserir novos depoimentos favoráveis a Lula, Moro se contradiz e escancara o uso de 2 pesos e 2 medidas em suas decisões. Isso porque o que Moro nega a Lula agora, já foi aplicado em outro processo, por iniciativa do próprio juiz.

Disse o magistrado, em despacho divulgado nesta terça (11):

"A instrução [do caso triplex] já se encerrou faz tempo, as alegações finais foram apresentadas e o processo está concluso para sentença. A Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva peticionou requerendo a juntada de depoimentos tomados em ação penal conexa. Descabe o pretendido nessa fase e os depoimentos referidos sequer são relevantes para o julgamento da presente. Indefiro."

São dois, portanto, os argumentos de Moro para rejeitar o pedido de Lula: a irrelevância dos depoimentos e o fato de ele já estar com os autos em mãos para encerrar o caso.

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Com derrota, Benjamin defende que crimes foram comprovados sem Odebrecht


Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O voto do ministro Herman Benjamin tem 550 páginas e ainda não foi concluído, o que deve ocorrer nesta sexta-feira (09). Mas o resultado já é claro: após três dias de julgamento, o relator pede a cassação da chapa presidencial de 2014, formada por Michel Temer e Dilma Rousseff. 
 
O ministro aplicou uma estratégia para concluir que houve crimes antes mesmo do uso de informações prestadas por executivos da Odebrecht nas delações premiadas e que foram testemunhas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Benjamin chegou à conclusão com declarações dos ex-executivos da Petrobras, como Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa, que explicaram o caminho da propina, e com provas levantadas pela Operação Lava Jato e requeridas pelo próprio partido autor da ação, o PSDB.
 
Acompanhe ao vivo:
Apenas nesta sexta que o relator começou a mencionar as provas dos marqueiteiros e da Odebrecht
 
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Delações valem mais que prova de que triplex é da OAS, aponta Moro

Foto: Lula Marques

Jornal GGN - Nesta segunda-feira (15), o juiz Sergio Moro negou uma série de pedidos da defesa de Lula para juntar aos autos da ação penal do caso triplex novas provas que ajudariam a negar a suposta participação do ex-presidente em esquema de corrupção na Petrobras.

Nesse processo, Lula é acusado de ter recebido da OAS um apartamento triplex, no Guarujá, e repasses para custear o armazenamento do acervo presidencial. Em troca, a empreiteira ganhou três contratos com a Petrobras.

Após a audiência de Lula, no último dia 10, a defesa solicitou a Moro uma "perícia financeira" no triplex, para juntar mais provas de que o imóvel não só está em nome da OAS, já que nunca foi vendido, como ainda foi dado como garantia pela empresa em operações financeiras. Leia mais »

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João Santana disse que "não sabe por quê" Dilma não confiava em Vaccari

Em resposta, a ex-presidente apontou as delações "descabidas", "fantasiosas", sem "a menor plausibilidade". Acompanhe todos os vídeos das delações de João Santana e Monica Moura
 

Foto: Gabriela Bilo/Futura Press
 
Jornal GGN - Na continuidade das delações premiadas do casal de publicitários Monica Moura e João Santana na Lava Jato, que explodiram um dia após o depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, o marqueteiro responsável pelas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 indicou que Dilma não confiava em João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, já condenado pelo magistrado do Paraná. Mas incriminou o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.
 
Segundo João Santana, sem ter conhecimento do motivo, Dilma "não tinha uma relação de confiança" com Vaccari. Após os episódios de dívidas deixadas na campanha de 2010 junto ao casal de marqueteiros, a ex-presidente teria informado a Santana que isso não se repetiria em 2014 e que ela iria tirar a responsabilidade e o comando do ex-tesoureiro, João Vaccari Neto.
 
"[Dilma] já sabendo da nossa angústia em relação à dívida que permanecia da campanha de 2010 me disse que não me preocupasse em relação ao que aconteceria em 2014 porque ela não ia deixar se repetir os mesmos erros, que ela iria tirar a administração desses pagamentos de Vaccari, que aliás é uma pessoa que eu não sei o motivo, mas a presidente Dilma não tinha uma relação amistosa, nem de confiança, e queria colocar uma pessoa de sua confiança, que se revelou que era o ministro Guido Mantega", disse João Santana.
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Em alegações finais, Temer apela à retirada de falas de Santana

 

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - Após João Santana afirmar que Michel Temer teria tanta responsabilidade quanto Dilma Rousseff em uma eventual sentença por suposto uso de recursos de caixa dois para alimentar a campanha da chapa em 2014, Temer pede que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exclua os depoimentos dos marqueteiros dos autos da ação.
 
O pedido dos advogados do peemedebista foi feito nas alegações finais entregues à Corte nesta segunda-feira (08). Segundo a defesa de Temer, esses depoimentos, tanto de João Santana, quanto de sua esposa, Monica Moura, extrapolam o objeto da investigação inicial.
 
O caso, contudo, não deve ser levado em conta pelos ministros. Isso porque no último julgamento pelo Plenário da ação que poderia encurtar o mandato de Temer, no dia 4 de abril, o TSE decidiu estender o prazo para as alegações finais, considerando justamente o direito das defesas de analisarem os novos indícios levantados no curso dos depoimentos prestados.
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PGR estuda romper acordo de delação de Delcídio


Foto: Geraldo Magela /Agência Senado
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral corre riscos de ser invalidado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa romper a colaboração homologada em 2016, após depoimentos de ex-executivos da Odebrecht revelarem a participação de Delcídio em outros esquemas de repasses a campanhas eleitorais.
 
A sequência de depoimentos dos funcionários e ex-funcionários da empreiteira trouxe à tona a possibilidade de alguns depoimentos de delatores serem questionados. É o caso do ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, das companhias Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, e do ex-senador Delcídio.
 
A primeira conclusão da Procuradoria sobre o ex-parlamentar é que nos 29 anexos de depoimentos prestados entre 11 e 14 de fevereiro do último ano, Delcídio não repassou informações dadas pela Odebrecht. 
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Delações da Odebrecht incriminam lobby, diplomacia e influência de Lula

 
Jornal GGN - Das seis frentes de acusações que recaem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cinco referem-se sobre o lobby político junto a relações diplomáticas, por governabilidade ou por supostos benefícios de terceiros. Apenas uma é acusação direta: a mesma do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo.
 
Dois inquéritos aceitos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a partir das delações da Odebrecht, irão apurar se Lula atuou em favor da empreiteira para se destacar no mercado nacional e internacional. 
 
Uma referente a serviços em Angola, Lula teria conseguido a presença da empresa nacional no exterior. Em troca, as acusações impõe que Lula teria solicitado favorecimento a uma empresa de seu sobrinho Taiguara Rodrigues, a Exergia, entre os anos de 2011 e 2014, contratada para os serviços no país.
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Vazamentos concluem que Palocci foi usado para prender Lula

 
Jornal GGN - O interrogatório de Marcelo Odebrecht e do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci era no contexto da acusação contra ambos por corrupção e suspeita de lavagem de mais de 10 milhões de dólares. No mesmo processo, estão na mira o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, e outros 12 investigados por corrupção ativa e passiva e lavagem na obtenção de contratos de sondas pela empreiteira junto à Petrobras. Mas o verdadeiro foco dos questionamentos foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Conforme o GGN vem divulgando desde o último ano, o processo relacionado ao ex-ministro da Fazenda do governo Lula é peça "chave" para a Operação Lava Jato fazer a ponte que falta para conectar todas as miras no grand finale sob o ex-presidente. É neste cenário que os vazamentos pelo site O Antagonista, e posteriormente por Fausto Macedo do Estadão e demais diários, trouxeram uma só manchete. No processo contra Palocci e Marcelo Odebrehct, as acusações eram contra Lula.
 
Ainda na fase de levantamento de suspeitas, os procuradores da força-tarefa do Paraná já indicavam: "Antonio Palocci tinha uma tarefa bem determinada: fazer a ponte entre o governo e os empresários, alimentar as estruturas de poder (as campanhas). Era a prioridade de Antonio Palocci", é o trecho de delação do ex-senador Delcídio do Amaral nos autos do processo.
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Fachin divulgará decisões da segunda lista de Janot em abril

Brasília - O ministro do STF Edson Fachin durante a palestra Audiências Públicas, Participação Social e Implementação de Direitos Fundamentais A experiência da Corte Suprema Argentina (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil
 
Jornal GGN - Sem determinar especificamente as datas, o ministro Edson Fachin interrompeu os rumores sobre as decisões dos 320 pedidos de inquéritos, arquivamentos e outros procedimentos relacionados a políticos na Operação Lava Jato e anunciou, publicamente, que suas determinações serão divulgadas no mês de abril.
 
O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) analisa 83 pedidos de abertura de inquéritos, 211 remessas de investigações a instâncias inferiores, sete arquivamentos e 19 pedidos de outras providências. 
 
Em comunicação anterior, por meio da assessoria de imprensa do STF, Fachin anunciava que não divulgaria suas determinações de pouco em pouco, mas que o faria de uma só vez. Apesar de serem publicizados no dia 14 de março, os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegaram no gabinete do ministro apenas no dia 21.
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Testemunhas desmontam o caso do triplex do Guarujá e Moro induz acusação

 
Jornal GGN - Em fase de audiências de testemunhas, o juiz Sérgio Moro, da Vara Federal de Curitiba, ouviu nesta segunda-feira (13) outros depoentes do caso do triplex do Guarujá. A exemplo do que ocorreu até agora, todas as testemunhas desmontaram a denúncia da Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
A Moro, a defesa de Lula afirmou que o questionário ao ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, eram "perguntas de um inquisidor, e não as perguntas de um juiz". Os advogados interromperam o magistrando quando ele estava induzindo a testemunha a afirmar que a escolha da diretoria internacional da estatal, em 2008, foi uma indicação política. Mas Gabrielli apenas afirmou que foi uma decisão do Conselho Administrativo e que lá não se discutia questões partidárias.
 
A atuação de Moro teve início quando Gabrielli negava as teses dos investigadores da Lava Jato de Lula teria influência no esquema de corrupção. Contou que a uma reestruturação já estava sendo pensada na Petrobras e que ficou sabendo que a indicação de Jorge Zelada por Nestor Cerveró era do PMDB apenas por meio da imprensa. Mas Moro insistiu:
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Inversão da Lava Jato: Por que Janot decide segredo de algumas delações?

Em precaução antes não adotada, agora procuradores da Lava Jato mantêm, e imprensa defende, cuidados nas investigações que recaem e ameaçam governo Temer
 
 
Jornal GGN - No início de janeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pressionava pela urgência na homologação das delações do 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht e defendia, até dezembro do ano passado, a quebra do sigilo. Mas nas últimas semanas, uma inversão de cenários se deu nos posicionamentos de investigadores da Operação Lava Jato e a imprensa.
 
Ainda em dezembro, Janot solicitava a Teori Zavascki, então relator dos processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que validasse os conteúdos do que vem a ser o maior dos acordos já fechados pela Operação, e que trazia temores a partidos da antiga oposição e hoje base do governo de Michel Temer, sobretudo o PMDB e o PSDB.
 
A pressão da Procuradoria Geral da República se manteve no início do ano, ainda após o acidente que levou à morte o ministro Teori. Rodrigo Janot pedia à Cármen Lúcia, presidente da Corte e responsável pelo plantão judicial e medidas de urgências durante as férias forenses, para que liberasse de imediato os depoimentos.
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Janot ainda não pediu levantamento de sigilo da Odebrecht

Cármen Lúcia não pode liberar o sigilo dos depoimentos sem que a Procuradoria-Geral da República solicite, o que deve ocorrer nos próximos dias
 
 
Jornal GGN - As delações dos 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht, homologados pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, nesta segunda-feira (30), precisam de um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para serem liberadas de sigilo. Sem uma solicitação do MPF, a ministra não pode retirar o segredo dos acordos.
 
Ainda no dia 15 de dezembro, Janot avisava a parlamentares que iria pedir a retirada do sigilo das delações da Odebrecht. A medida, no entanto, deve ser feita somente após o Supremo homologar os depoimentos. Com os autos liberados por Cármen Lúcia nesta segunda, Janot deve pedir o livre acesso aos conteúdos ainda nesta semana.
 
Em uma reunião com deputados e senadores na sede da Procuradoria, em Brasília, no último ano, os parlamentares pediram a Rodrigo Janot o acesso às informações das suspeitas de dados que transcorriam nos bastidores do Congresso. 
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Depoimentos sobre Teori que mais falam dos autores, por Gustavo Medeiros

Por Gustavo Adolfo de Medeiros

Existe na psicologia a Teoria do Espelho. Nela, a pessoa transfere seu próprio defeito para outra pessoa. Por exemplo, é muito comum, pessoas vaidosas reclamarem da vaidade de outras pessoas. Os arrogantes fazem isto também.

Curiosamente percebo que isto é válido também sob o ponto de vista positivo. Você vê em si mesmo qualidades que gosta tanto que procura identificá-las nas outras pessoas. Isto pode acontecer para uma mulher de belas mãos, por exemplo, e que passe a valorizar as mãos das outras pessoas, positivamente ou negativamente, porque o foco dela passou a estar nisto. Se ela tivesse uma mão comum, nem muito bonita e nem muito feia, talvez não desse importância às mãos de ninguém. É como se dissesse: “Belas mãos são importantes, porque eu valorizo nos outros o que tenho de melhor”.

O que vimos nas declarações sobre a morte de Teori Zavascki foi, no fundo no fundo, sem parodiar a tragédia, um festival de autoelogios.

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Sarney não é localizado para depor no caso triplex, diz substituta de Moro

Jornal GGN - A juíza Gabriela Hardt, substituta do simbolo da Lava Jato, Sergio Moro, assinou na segunda (16) um despacho informando que o ex-presidente José Sarney (PMDB) não foi encontrado para prestar depoimento no caso triplex como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, dirigente do Instituto Lula.

Segundo o documento, Sarney foi procurado em um endereço no Maranhão, mas o oficial de Justiça não conseguiu encontrá-lo. "O responsável pela segurança do imóvel informou que José Sarney de Araújo Costa atualmente reside em Brasília/DF e que raramente comparece ao local."

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Lava Jato estende para janeiro conclusão dos depoimentos da Odebrecht

 
Jornal GGN - A força-tarefa da Operação Lava Jato está em busca de novos integrantes para dar conta de todos os depoimentos dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, no maior acordo de colaboração premiada envolvendo a Petrobras.
 
Isso porque os procuradores da força-tarefa de Curitiba já se subdividiram em equipes para formalizar os termos da delação, seja nos acordos ou em vídeo, incluindo o do ex-presidente da companhia, Marcelo Odebrecht e seu pai, Emílio Odebrecht. Mas ainda faltam mão para tanto trabalho.
 
No trabalho que está previsto para começar nesta sexta-feira (08), a expectativa inicial era que a coleta de todos os depoimentos fosse concluída até o dia 19 de dezembro. Entretanto, os procuradores já admitem que a atividade deve se estender pelo mês de janeiro do próximo ano.
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