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TSE pode aderir a argumentos de Temer ou atrasar processo


Foto: Anderson Riedel/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - O julgamento contra a chapa de Michel Temer foi marcada para ocorrer nesta terça-feira (06) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O embate conta com a dura ofensiva da Procuradoria-Geral da República, apoiada por procuradores na Justiça Eleitoral, contra o receio de alguns ministros e a certeza de outros que devem aderir aos argumentos da defesa do mandatário, e recuar de sua queda.
 
De um lado, as conclusões são claras: não faltam indícios e provas de que o atual presidente da República cometeu ilícitos e deve ter seu mandato encurtado. "Quatro ações serão julgadas pelo TSE conjuntamente. Nas mais de 8.000 páginas do processo, há provas nascidas nas ações da Lava Jato que demonstram que empresas que firmaram contratos com a Petrobras e outros entes pagavam propina a agentes corruptos e ao cofre de partidos políticos. Também se demonstrou a compra de partidos para aderir à coligação da chapa presidencial", disse o procurador Rodrigo Tenório, em entrevista à Folha de S. Paulo.
 
Segundo o investigador, apesar das inegáveis provas, como a nossa Constituição não deixa claro o que é o abuso de poder econômico, e que hoje é a principal acusação que recai contra Temer, as interpretações dos ministros do TSE podem ser diferentes e, pelo teor delicado da matéria, o resultado deverá ser "apertado".
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TSE deve recuar em papel por diretas e por queda de Michel Temer


Foto: Anderson Riedel/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Após o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o atual presidente Michel Temer entrarem  para a mira constante das investigações da Operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, vem se posicionando contra os abusos de "membros do Judiciário e do Ministério Público".
 
Desde 2015 e o início de 2016, o ministro do Supremo não havia se manifestado contra as polêmicas prisões preventivas e o uso controverso da delação premiada no início das investigações pela Vara Federal de Curitiba, sob o comando de Sérgio Moro, até então sob a mira quase que exclusiva de políticos do PT.
 
Agora que as apurações desdobradas desde as delações da Odebrecht, tornadas públicas no começo deste ano, até o mais recente acordo celebrado com executivos da JBS, este último no âmbito da Procuradoria-Geral da República com negociações feitas por outra equipe de investigadores que assegurou o sigilo das informações até o último minuto para a efetiva Operação, Gilmar endossa embate duro contra os investigadores.
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Moro diz que, por acaso, colheu provas contra Dilma

Em protocolo hierárquico, Moro afirma que "pode ter se equivocado" e pede desculpas por "possível" efeito do vazamento dos grampos e defende-se: "este julgador tem agido, em geral, com cautela e prudência"
 
 
Jornal GGN - O juiz da Lava Jato, Sergio Moro, admitiu que liberou o conteúdo das ligações de Lula porque não identificou indícios de crimes entre os políticos que conversaram com o ex-presidente. A declaração consta no pedido de desculpas enviado pelo juiz ao Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as polêmicas geradas com a divulgação dos grampos telefônicos. Moro também assumiu que o objetivo da publicidade era provocar reação da Justiça e do "interesse público" sobre a posse de Lula a um Ministério, visto como uma tentativa de interferir nas investigações comandadas no Paraná.
 
Ao justificar porque abriu o sigilo das conversas entre Lula e políticos, Moro afirmou:
 
 
Ao mesmo tempo em que Moro isentou a presidente Dilma Rousseff de qualquer irregularidade na investigação que envolve o ex-presidente Lula, tentando justificar assim o vazamento das conversas, o juiz não quita a possibilidade de que Dilma seria, em momento posterior às interceptações, investigada. 
 
"Considerando que a investigação tinha por foco condutas supostamente criminais do ex-Presidente e o conteúdo, na perspectiva criminal, juridicamente relevante do diálogo para ele, entendi que não haveria óbice na interceptação e no levantamento do sigilo. No momento, de fato, não percebidos eventuais e possíveis reflexos para a própria Exma. Presidenta da República", escreveu o juiz.
 
Deixando a brecha para os "possíveis" passos seguintes: 
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O jogo da paz nas mãos de um estrategista experiente, por J. Carlos de Assis

Por J. Carlos de Assis

O governo turco, odiado por grande parte de seu povo, não perde por esperar. Talvez tenha que esperar por muito tempo porque faz parte da estratégia militar histórica da Rússia cozinhar o inimigo e trazê-lo para perto de casa e só então liquidá-lo. Foi assim com Carlos XII da Suécia, com Napoleão e com Hitler. Os mais notáveis comandantes militares russos, o Marechal Sucorov, que derrotou Napoleão, e Marechal Zhukov, que derrotou Hitler, ganharam suas medalhas mais significativas usando o recurso da paciência.

Já vimos que Putin é um estrategista cuidadoso e de extrema eficácia. Enquanto o ocidente instigava os nazistas ucranianos a tomarem o poder em Kiev, mediante financiamento aberto do Departamento de Estado norte-americano, ele preparava com astúcia a reincorporação da Crimeia como província russa estratégica. O aparato de informação ocidental ficou desorientado. Obama, com cara de tacho, não soube como reagir a não ser impondo um injustificado e ineficaz bloqueio seletivo contra a Rússia.

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