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Jurista Nutella não consegue interpretar textos e não entende ironias, por Lenio Luiz Streck

do ConJur

SENSO INCOMUM

Jurista Nutella não consegue interpretar textos e não entende ironias

por Lenio Luiz Streck

Subtese da coluna: “O Vesúvio em erupção e o jurista ajeitando o quadro de Van Gogh na parede” ou “a constitucionalização da vaquejada como o maior fiasco jurídico da República ou Janaína Paschoal armada e perigosa ou “estoque alimentos — o caos é inexorável”.

Esclarecimento inicial: chamo de jurista toda pessoa ligada à profissão jurídica. A coluna da semana passada bateu recordes de acesso. No ranking fechado na sexta-feira (10/2, já havia mais de 87 mil. Penso que até hoje deve ter batido a casa dos 90 mil, que, somados a outras formas de acesso, passou fácil de 100 mil. Alegra-me isso.

Foi uma coluna recheada de ironias e sarcasmos. O título confundiu muita gente boa por aí. Os que não leram toda a matéria saíram me criticando. Outros saíram elogiando. Quando leram a coluna toda, trocaram de lado. Bizarro. Como diz Bauman, com o nosso culto à satisfação imediata, muitos de nós perdemos a capacidade de esperar.

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A cólera fascista e o assassinato da humanidade, por Jeferson Miola

A cólera fascista e o assassinato da humanidade

por Jeferson Miola

O golpe liberou as comportas de uma represa envenenada com a cólera fascista da classe dominante e elevou ao paroxismo a fúria dos segmentos da sociedade que odeiam à morte os pobres, gays, lésbicas, negros, mulheres.

O golpe incandesceu uma espécie de fúria maligna naquelas pessoas que detestam o povo, a diversidade e o ideal de igualdade; destapou o subterrâneo assombroso de pessoas que consideram as pessoas diferentes inimigos e, por isso, alvos que devem ser exterminados.

Esse sentimento odioso e intolerante é imanente à natureza da oligarquia brasileira, não nasceu hoje. Subsiste no tempo em estado de latência, e transborda para a arena pública e contamina o convívio social sempre que a oligarquia sente seus privilégios ameaçados por políticas democráticas de igualdade social e distribuição de renda.

É incrível a semelhança das estratégias, discursos, linguagens, ardis e violências do golpe de 2016 com os eventos que levaram Getúlio ao suicídio em 1954 e com a conspiração que desaguou no golpe de 1964.

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Christian Dunker: Quando se para de sonhar há intolerância, desrespeito, crise política

"Sobre o Brasil, paramos de sonhar com o futuro que queríamos para nossos filhos, com os massivos investimentos em Educação que seriam necessários. Paramos de nos preocupar com o desenvolvimento da empresa e começamos a pensar em produzir um bonito balanço para acionistas. Paramos de nos preocupar com a ciência e nos dedicamos a produzir papers que ninguém lê. Paramos de nos preocupar com o sistema político e nos importamos apenas com quem vai ganhar próximas eleições. Paramos realmente de nos engajar no futuro com o qual queremos nos fidelizar e a discussão passou a ser quem é quem. Ricos e pobres, negros e brancos, mulheres e homens, Direita e Esquerda."
 
 
Jornal GGN - A crise e a falta de representatividade política no Brasil traz reflexos além do campo da governabilidade de Brasília, mas também avança nos aspectos psicológicos dos brasileiros. Para o professor titular de psicanálise e psicopatologia do departamento de Psicologia Clínica da USP, Christian Ingo Lenz Dunker, o que se vê, hoje, é uma reversão da perspectiva de futuro para os cidadãos.
 
"Enquanto se tem um ideal, sabe-se para onde vai e como se enfrenta uma situação. Mas quando se para de sonhar, em vez de o conflito nos orientar para a ação ele se manifesta em patologias sociais, intolerância, desrespeito, crise da relação entre poder e autoridade ou desestabilização de  referências simbólicas. Enfim, uma série de coisas que temos visto acontecer de forma mais visível", afirmou.
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Carta aberta ao jornal O Estado de S. Paulo

Jornal GGN - Os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, soltaram carta aberta ao Estadão respondendo sobre notícia veiculada pelo jornal. A defesa do ex-presidente fala sobre o comunicado feito ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que, com visão bem diferente do noticiado pelo jornal. Os advogados explicam o caminho de tal comunicado e a aceitação pelo organismo internacional. 

Além disso, levantam o debate sobre a diferença entre notícia e opinião, coisa que o jornal se perde vez em muito, transformando um desejo em notícia ou uma notícia em nada, já que não esclarece os pontos primordiais.

Leia a carta a seguir.

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Carta aos propagadores do ódio e da mentira, por Álvaro Ribeiro Costa

Carta aos propagadores do ódio e da mentira

do Lula.com.br

"Não adianta fingir que não há golpe, todo mundo já sabe". Em carta aberta aos "propagadores do ódio e da mentira", o ex-procurador Álvaro Augusto Ribeiro Costa denuncia o golpe parlamentar no Brasil, critica os abusos da Operação Lava Jato e afirma que "quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação". 

Álvaro A. R. Costa foi Advogado Geral da União, Ex-Procurador Federal dos Direitos do Cidadão e Ex-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República. 

Carta a personagens imaginários

por Álvaro Augusto Ribeiro Costa 

Em primeiro lugar, por favor, ninguém pense que estou falando com seres reais, nem se considere ofendido em sua honra. É que,  como meros e ocasionais personagens de uma extraordinária farsa que se desenrola num lugar também imaginário,  não poderiam ter existência própria nem honra que se lhes pudesse atribuir.  

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Delegados federais com cara de tacho, por Armando Rodrigues Coelho Neto

Delegados federais com cara de tacho

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Ainda não se sabe de quanto será o jeton dos delegados da PF, pelo estranho papel que assumiram durante o Golpe de 2016. O que seria uma campanha salarial virou algo impublicável. O papel da PF foi tão estranho que os delegados passaram a ser tratados por muitos como “capitães do mato do golpe”. Frente às evidências, não tive coragem de defender. A PF é comandada e gerida por delegados, mas as outras categorias dizem que ela é “desmandada e ferida” por eles. Triste, mas também não tive como defender.

Dizem que cuspo no prato que comi. Perdão. Nunca comi nesse prato. Cumpri meu dever, mas sempre fui um corpo estranho e inservível para a ditadura, “glasnost e perestroika”, novas e velhas repúblicas e menos ainda durante a esquálida democracia que se tentou implantar e que foi fulminada por um golpe. Como golpe é que nem assalto, não dá nem pra explicar pro ladrão que ele está errado.

Depois da chantagem contra a Presidente Dilma Rousseff, seja com forçadas de barras salariais ou com a “Farsa-Jato”, incorporou lépida e faceira o espectro do golpe. Com mestrados, doutorados e a arrogância que lhes é peculiar, esqueceram de uma valiosa plaquinha que existe na Academia Nacional de Polícia (Brasília): “não seja arrogante com os humildes nem humilde com os arrogantes”.

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Manifestações, ódio e golpe: as crianças do Brasil estão aprendendo

 
Jornal GGN - "Salvem o Gui. Salvem nossos filhos", publicou Rita Lisauskas, no Estadão sobre a criança que, ao invés de fazer desenhos do "Ben 10 ou Homem Aranha, retrata a Presidenta e o ex-Presidente da República com ferimentos no peito, sangrando, ao lado das frases 'Morre Diuma' (sic) e 'Morre Lula'". A colunista afirma que o Gui e as crianças "precisam de ajuda". "E rápido", completa.
 
Para a colunista, o passo seguinte a esse incentivo que partem dos pais ou das escolas é aprender "também que se pode fazer justiça com as próprias mãos quando ouve o pai dizer que 'tem que matar esse bando de petistas!'". Leia a coluna completa:
 
Por RITA LISAUSKAS
 
 
Do Estado de S. Paulo
 
Quando entro na escola do meu filho e vejo aquelas crianças todas brincando meu coração sempre enche de esperança. Não paro de sorrir para aquela gritaria fininha, e meus olhos nem piscam ao ver a alegria dos meninos e meninas correndo para cima e para baixo, absortos em suas próprias fantasias, brincadeiras e sonhos, sem ter a menor ideia das guerras rolando atrás da jabuticabeira linda colada ao muro da educação infantil.
 
Mas fiquei chocada, semana passada, ao ver que o ódio, esse sentimento comezinho, adulto e detestável, tinha sim pulado o muro e sentado no gira-gira do parquinho das crianças. Tinha invadido também a aula de artes, esse lugar sagrado onde nossos filhos desenham o céu, as nuvens e colam lantejoulas amarelas no sol, para que fique com o brilho igual ao de suas fantasias.
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Identificando os agressores do casal na Av. Paulista

Jornal GGN - Na noite desta quarta-feira (16) o casal, Isadora Schutte e Lucas Brasileiro, foi perseguido e agredido por um grupo de manifestantes pró-impeachment na Av. Paulista. Os dois passavam pelo local, na área do vão do Museu de Artes de São Paulo (MASP),  quando o protesto acontecia. 

As cenas todas foram gravadas pela reportagem da CBN. Depois de estarem seguros, o jovem agredido contou à repórter que tudo aconteceu enquanto voltavam do trabalho da garota. 
 
"Não somos em prol da manifestação, nem nada, só fomos lá para fumar e conversar. Um dos caras gritou na orelha dela 'Lula tem que ser preso', e a gente não acha que isso é certo", e daí começaram as agressões, não só com palavras, mas também físicas. Ao final do vídeo, é possível ver sangue no rosto de Lucas.
 
Em meio à perseguição, captados pela câmera de um celular, é possível identificar alguns dos agressores que encurralaram os jovens, um deles gritou "vai pra Cuba, vieram provocar e agora vai sair chorando. Covarde! Covarde!". 
 
Mas quem foram os covardes, de fato? A seguir as imagens de alguns deles, incluindo do manifestante que mandou o casal para Cuba. 
 

Imagens

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Condução coercitiva partiu por ódio ou vaidade de quem ordenou, diz Janine Ribeiro

Acho uma ofensa as instituições levarem a cabo uma ação desse gênero, levar um ex-presidente dessa maneira, com a polícia invadindo a casa dele às 6h

Foto: Wilson Dias/Fotos Públicas (4 de maio de 2015)

da Revista Brasileiros

Renato Janine Ribeiro: condução coercitiva partiu por ódio ou vaidade de quem ordenou

Acho uma ofensa as instituições levarem a cabo uma ação desse gênero, levar um ex-presidente dessa maneira, com a polícia invadindo a casa dele às 6h

Renato Janine Ribeiro, filósofo, professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo e ex-ministro da Educação no governo Dilma Rousseff, condenou veementemente a forma como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foi levado para depor nesta sexta-feira (4). Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal invadiram a casa e outros imóveis do ex-presidente às 6h, em uma ação que corre em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Lula foi conduzido coercitivamente para depor em sede da PF no Aeroporto de Congonhas. 

“Estou muito chocado. É uma situação escandalosa. Nunca, jamais um ex-presidente ou pessoa com cargo importante deve ser levado dessa forma, com condução coercitiva para depor. Lula não tem mais cargo no governo, mas um ex-presidente não pode ser tratado como um meliante. Se ele vier a ser condenado por algo, ainda assim deve ser respeitado o seu direito.

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O MPF se tornou um partido político?

Já são três citações sobre Aécio Neves na Lava Jato.

A primeira foi quando o doleiro Alberto Yousseff passou informações detalhadas sobre as propinas de Furnas para Aécio. O Procurador Geral da República Rodrigo Janot mandou arquivar.

Ontem, o Ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal) acatou novo pedido de Janot e arquivou o inquérito aberto para apurar as menções do delator Ceará a Aécio alegando contradições nos depoimentos.

Para ser arquivado, é porque foi aberto um inquérito. Só se soube do inquérito quando do anúncio do arquivamento. Sigilo absoluto, enquanto vazavam informações sobre o senador Fernando Collor (até objetos íntimos foram alvo de vazamento) e sobre o deputado Eduardo Cunha.

Em casos similares, de contradições nos depoimentos, como em relação ao senador Lindberg Farias, ocorreu o oposto. Paulo Roberto Costa disse que o ajudou através de Yousseff. Em delação, Yousseff garantiu que nunca viu o senador. O caso tornou-se público e Janot ordenou que o inquérito prosseguisse. Dois pesos, duas medidas.

Ao mesmo tempo, Janot mantém na gaveta da PGR o inquérito aberto contra Aécio em 2010, por lavagem de dinheiro em uma conta em Liechtenstein em nome de uma offshore com sede em Bahamas. E empenhou-se pessoalmente em derrubar o inquérito aberto contra o senador Antonio Anastasia.

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Maierovitch: Quando o jornalismo respeitará a vida privada?

por Walter Fanganiello Maierovitch

em seu Facebook

QUANDO ME ENVERGONHO DO MEU PAÍS. A vida privada deveria ser respeitada no jornalismo. Fora não interessar a uma pessoa civilizado saber quantas caixas de bebida alguém leva para a casa de campo. A chave de leitura que faço é tratar-se de matéria para insinuar ser alguém chegado numa cachaça.

Da Folha

Lula enviou 37 caixas de bebida a sítio, diz 'Veja'

Mais de 200 caixas com objetos da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram levadas por uma transportadora para o sítio em Atibaia (SP) frequentado por Lula e seus parentes, após o final do segundo mandato do petista, segundo reportagem publicada no site da revista "Veja" na sexta (12).

A publicação aponta que 37 dessas caixas foram usadas para o transporte de bebidas, de acordo com notas fiscais e ordens de serviço de uma das transportadoras contratadas pelo governo federal para fazer a mudança da família de Lula no início 2011.

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O desafio impertinente do Procurador à Presidenta, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil

O desafio impertinente do Procurador à Presidenta

por J. Carlos de Assis

Está sendo articulada no Rio uma audiência dos mais representativos dirigentes sindicais e empresariais do Brasil ao Ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, com o fim de apresentar ao Governo um desagravo da cidadania contra a crítica impertinente de um dos procuradores da Lava Jato, em Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima, à expedição da medida provisória que regula os acordos de leniência. Recorde-se que a sugestão da MP (que tomou o número 703) partiu justamente daqueles dirigentes numa reunião com a Presidenta Dilma Roussef no início de dezembro.

Em declarações anteriores, a própria Presidenta explicou o sentido da MP como sendo essencial para separar empresas de empresários eventualmente envolvidos com a Lava Jato, de forma a punir empresários que venham a ser condenados por corrupção mas mantendo as empresas em funcionamento, inclusive como contratadas do setor público, de forma a preservar empregos. A crítica do procurador, estimulada por O Globo, e não se sabe a soldo de quem, vai no sentido de quebrar as empresas de construção, levando ao desemprego e à ruína centenas de milhares de trabalhadores delas e de suas cadeias produtivas.

Já é estranho um procurador da República, abusando da liberdade de opinião, atacar abertamente a Presidenta da República e a seu Governo por atos absolutamente legais praticados dentro da institucionalidade e com base em suas prerrogativas. Ainda mais estranho é a cobertura que suas falácias obtiveram de O Globo, refletindo posição editorial do próprio Globo semanas atrás. Para quem conhece, como eu, o funcionamento desse jornal – trabalhei nele -, não se trata de uma declaração espontânea. O Globo não transmite notícias. Fabrica-as. Ele foi buscar no Paraná o papagaio vaidoso que devia vocalizá-las.

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Depois da lama, Samarco da Vale continua na linha do desrespeito

do MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens

Para repor máquina de lavar, Samarco exige que idosa prove incapacidade de torcer roupa

Na madrugada do dia 6 de novembro de 2015, Teófila Siqueira e Francisco Marcelino recebiam ansiosos as notícias que vinham dos moradores do distrito de Gesteira, o mais atingido na zona rural da cidade de Barra Longa (MG). “Estava uma confusão na rua: carros buzinando, pessoas correndo, gritos. Muita gente na praça. Chiquinho já estava dormindo e eu rezando. Era mais de meia-noite quando a vizinha veio nos chamar pra dizer que a enchente tava chegando.”, conta Teófila, mais conhecida como Dona Cenita.

Chiquinho lembra que, por volta das 4 horas da madrugada, estava na beira do Rio do Carmo e achava que ele não ia subir muito. “Mas certa hora, eu peguei um pedaço de pau para afastar as folhas que vinham descendo e vi que não era água. Aí eu gritei: Cenita, isto não é água, é lama!”, conta agitado o senhor de 71 anos.

Ao perceber que o rio vinha subindo, correram, pegaram os patos, as galinhas e um cachorro que estava no quintal e levaram todos, com muita dificuldade, para embaixo da casa. “Achávamos que ali não ia chegar. Moramos aqui há quase 30 anos e a maior enchente que pegamos aqui, que foi em 1996, só chegou perto da primeira coluna da casa. Mas aí não teve jeito. A lama veio subindo, subindo, tomando tudo. Nós corremos e tudo foi embora”, conta Cenita, emocionada.

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Resposta ao acróstico feito para insultar a Folha

 
 
 
O que se passa na cabeça de alguém que decide perpetrar uma frase grosseira no obituário de uma assistente social de 87 anos?
 
Por quais razões alguém consideraria, já nem digo ético, mas lícito e válido ocultar um insulto num texto concebido para prestar a última homenagem pública a alguém que morreu recentemente, cuja família vive momentos de perda e de luto?
 
É o que eu gostaria de ter perguntado ao ex-repórter Pedro Ivo Tomé, caso ele tivesse concordado em falar comigo sobre o acróstico "chupa Folha", formado pela primeira letra de cada parágrafo do último obituário que escreveu para este jornal. Tomé foi procurado várias vezes, mas preferiu sair pela tangente.
 
Resumo para quem não leu sobre o caso: o acróstico saiu publicado na última segunda (13) no caderno "Cotidiano". Seu autor, advogado por formação, trabalhava no jornal desde 2012 e, nos últimos dois meses, havia assumido a seção do obituário, que, todos os dias, relata em poucas linhas a história de vida de alguém que morreu recentemente.
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Doutor Janot, seus meninos abriram as portas do inferno, por Fernando Brito

moromacarthy

Enviado por Webster Franklin

do Tijolaço

Doutor Janot, veja como seus meninos abriram as portas do inferno

por Fernando Brito

É curioso como, de alguma forma, vivemos a tal “ditadura” que a direita alucinadamente aponta existir no Brasil.

Está à solta na mídia o mais desavergonhado macartismo já visto desde os tempos do “dedodurismo” que marcou os primeiros anos da ditadura militar.

E, legitimado por ele, a criação da onipotência policial .

A Polícia Federal, elevada à condição de altar de santos pela mídia, força o Ministério Público e negocia com o Congresso – especialmente com os parlamentares citados na própria Lava-Jato, uma mudança na Constituição que a torne “independente” do poder legítimo, aquele que é eleito.

Os delegados chegam ao ponto de “peitar” publicamente o Procurador-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal, ao divulgarem nota em que “manifestam preocupação com os prejuízos à investigação criminal e o atraso de diligências em cerca de nove inquéritos da operação Lava Jato, que tramitam no STF, os quais estão muito aquém daqueles em andamento na Justiça Federal do Paraná”.

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