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Dimas Toledo

O inquérito que absolveu Aécio se esqueceu do personagem principal, por Luis Nassif

Dimas Toledo costumava de se vangloriar de ter mais de cem deputados no bolso. Durante anos e anos foi o principal operador de Furnas. Eram públicas suas relações com Aécio Neves e outros políticos.

No inquérito, menciona a existência de enorme quantidade de documentos, que levaram à reabertura do inquérito contra Aécio, e não menciona nenhum. Limita-se a indicar os depoimentos que livrariam Aécio, dentre os quais os de Lula, José Dirceu e Silvinho Pereira, de que Dimas não teria sido nomeado por influência de Aécio. E também do filho do dono da Bauruense, afirmando que o pai nunca lhe mencionara o nome de Aécio. Bauruense teria sido a empresa através do qual se lavava o dinheiro de Furnas para Aécio.

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Justiça do Rio aceita denúncia de Furnas e não inclui Dimas Toledo

 
Jornal GGN - A Justiça estadual do Rio de Janeiro aceitou a denúncia contra o ex-deputado pelo PTB, Roberto Jefferson, e outras seis pessoas no caso do esquema de corrupção da Furnas Centrais Elétricas S.A. Dimas Roledo, ex-diretor de Engenharia e apontado pelo Ministério Público como o responsável pelo esquema e como o intermediário de propinas ao senador Aécio Neves (PSDB), foi excluído do banco de réus.
 
A juíza da 35ª Vara Criminal, Daniella Alvarez Prado, decidiu excluir os denunciados Dimas Toledo, e os lobistas José Pedro Terra e Reinaldo Conrad, por terem mais de 70 anos.
 
"Verifico que já alcançaram a idade de 70 anos, o que faz com que a pretensão punitiva em relação aos crimes de Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Art. 1º, V, §1º, II da Lei 9.613/98, Art. 317 §1º, Art. 327 §2º e Art. 333, ambos do CP) já tenham prescrito com base na pena em abstrato, pelo que rejeito a denúncia por falta de condições da ação e determino o arquivamento em relação aos mesmos", decidiu.
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Lava Jato não quis saber sobre acusação de lobista contra Aécio e Furnas

Moro nem sequer perguntou ao lobista sobre Furnas e investigadora da Lava Jato chegou a cortar o depoimento que acusava o senador tucano
 
 
Jornal GGN - O juiz Sérgio Moro tinha um foco claro no depoimento do lobista Fernando Moura: saber o envolvimento do ex-ministro José Dirceu no esquema de corrupção da Petrobras. Sem querer e de forma meramente exemplificada, o delator citou como ocorria a divisão de propina na hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais, com a indicação por Aécio Neves (PSDB-MG) de Dimas Toledo para comandar a estatal mineira.
 
Dessa forma, o caso de corrupção envolvendo a hidrelétrica foi retomado após quase 12 anos, desde as primeiras acusações. Na Lava Jato, a investigação estava paralisada na delação do ex-senador Delcídio do Amaral e, posteriormente, confirmada pelo ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado. 
 
Agora, com visível desinteresse do juiz Sergio Moro, que em mais de 30 minutos de depoimento não questionou uma única vez sobre o esquema de corrupção que repassava propina ao PSDB, Fernando Moura retoma o episódio. Também ao acaso, quando uma procuradora da República, questiona ao lobista sobre o envolvimento de Dirceu e, de forma exemplificada, o delator cita Aécio. 
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Pequeno balanço das previsões do Xadrez

Atualizado às 09:00

Como alertamos, será cada vez mais difícil o sistema de poder conviver com a hipocrisia escancarada, desvendada pelas redes sociais, Internet e por essa maldição chamada de liberdade de imprensa - ainda que restrita aos veículos alternativos.

À medida em que seus passos vão sendo desvendados, por vazamentos imprevistos, notícias escondidas em pé de página por antecipação de jogadas óbvias, cria-se a necessidade de explicações, satisfações, aumentando a confusão.

É a velha máxima de que tudo que começa com uma mentira fica prisioneiro dela, precisando sucessivamente criar novas mentiras para sustentar a inicial.

Vamos a um breve rescaldo dos últimos capítulos do Xadrez.

Gilmar x Lava Fato

É o caso do Ministro Gilmar Mendes, acusado aqui de ter atiçado seus blogueiros contra a apresentação da Lava Jato, sobre a denúncia de Lula, com o propósito de preparar o terreno para futuras investidas.

No dia seguinte, o blogueiro em questão escreveu caudaloso artigo mostrando como ele era dono se seu nariz e não dava satisfações a ninguém. E Gilmar, sem que nada lhe fosse perguntado, correu a elogiar a decisão da denúncia, ainda que de forma dúbia: a denúncia é boa porque, finalmente, vai permitir a Lula se defender. O que não deixa de ser uma verdade. Mas passou recibo.

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