Revista GGN

Assine

ditadura

No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade, por Hildegard Angel

No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade

por Hildegard Angel

As pessoas se assustam com a crescente onda de obscurantismo no Brasil. A truculência que arrebata nosso cotidiano, em todos os campos de relações, nos estádios de futebol, discussões de trânsito, desavenças de vizinhos, pequenas discórdias do cotidiano, que antes seriam resolvidas com um aperto de mão ou um desaforado palavrão, daqueles ‘caseiros’, hoje resultam em violentas agressões morais e físicas, até em morte.

Esquadrões de trogloditas musculosos, cheios de endorfina para brigar (e não para amar), são arregimentados, bastando uma compartilhada de Facebook, e vão às dezenas, centenas, aos milhares, barbarizar nas finais de campeonato, em manifestações políticas, discotecas ou bares da madrugada. São hordas e hordas de acéfalos tatuados, deformados pelos anabolizantes proibidos, tanta musculatura que são obrigados a andar meio curvos, fazendo lembrar os antepassados pré-históricos, pré-Civilização, da Idade da Pedra.

Leia mais »

Média: 4.5 (8 votos)

O apito da panela de pressão, por Paulo Kliass

Frente ao atual quadro, é compreensível a indagação de quem não entende a passividade da maioria. Até quando aguardar para que ouçamos o apito da panela?

na Carta Maior

O apito da panela de pressão

por Paulo Kliass

O primeiro semestre deste ano marca o quadragésimo aniversário de uma importante etapa do movimento de luta contra a ditadura militar, que havia se instalado em nosso País em 1º de abril de 1964. Entre maio e junho de 1977 os estudantes foram às ruas em várias capitais denunciando prisões arbitrárias, a repressão generalizada e também as questões específicas da pauta na área da educação. As primeiras manifestações ocorreram na capital paulista. 

Parte dessa mobilização, até então inédita desde as passeatas de 1968, foi registrada na forma de um importante documentário realizado por estudantes da USP no calor dos acontecimentos. O filme recebeu o título de “O apito da panela de pressão” e foi divulgado pelo Brasil afora, apesar de proibido pelo governo do General Geisel. O exemplo vindo das imagens registradas em São Paulo operou como catalisador do sentimento generalizado de repúdio ao regime, mostrando que havia espaço para ampliar as lutas.

Leia mais »
Média: 5 (3 votos)

A cruzada dos norte-coreanos para fugir do país

Documentário produzido por televisão portuguesa mostra a dificuldade dos refugiados para chegar até Coreia do Sul 

Jornal GGN - Um documentário produzido pelo canal português Sic Notícias mostra a dificuldade que os cidadãos norte-coreanos enfrentam para fugir do país que, desde os anos 1950, está sob a ditadura do Partido dos Trabalhadores da Coreia, hoje liderada por Kim Jong-un, filho de Kim Jong-Il e neto de Kim Il-sung, fundadores do único partido permitido naquela nação. 

Grande maioria dos refugiados são mulheres que são enganadas pelas atravessadores com a promessa de saírem em liberdade da Coreia do Norte pelas rotas ilegais mas que acabam sendo vendidas como trabalhadoras forçadas para prostíbulos na China. A reportagem acompanha também o trabalho de um grupo de religiosos da Coreia do Sul que, com a ajuda de fieis, junta dinheiro para conseguir realizar a travessia de refugiados do país inimigo, fazendo uma rota obrigatória por dentro da China, país parceiro da ditadura do Norte que proíbe a prática. Todos os anos os chineses detém milhares de norte-coreanos que são reenviados ao país de origem onde são condenados por tentarem fugir com penas que vão de trabalhos forçados a execução. 

"Os chineses não têm misericórdia, dão penas muito pesadas", conta Kin Gin, um coreano do norte que trabalha na travessia de refugiados da China para a Coreia do Sul. Ele chegou a ficar três anos detido no campo de concentração mais rígido do seu país de origem por ter sido pego na China. Assim que voltou em liberdade, fugiu novamente. 

Leia mais »

Média: 3 (12 votos)

Relembrando Henfil e o povo ilegal

de Henfil

Leia mais »

Média: 5 (10 votos)

Um passo para a ditadura, por Jeferson Miola

Foto Vermelho.org

Um passo para a ditadura

por Jeferson Miola

O Decreto do governo que determina "o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio de 2017" afronta o Estado de Direito e torna verossímil o risco de uma escalada ditatorial no país.

Temer é um presidente ilegítimo e corrupto. Ele e mais de 70% dos ministros são investigados por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa – cometidos tanto no atual mandato como antes.

Temer não possui, por isso, a menor possibilidade de continuar no cargo para o qual não foi eleito e a partir do qual, juntamente com os partidos que deram o golpe e o apóiam, promove o mais brutal ataque aos direitos do povo brasileiro, à economia nacional e à soberania do país.

Temer se recusa a renunciar. A renúncia poderia ser a única anotação de grandeza numa biografia irremediavelmente manchada pela trajetória de conspirador, corrupto e integrante de uma organização criminosa que faz da política um passaporte para a prática do crime.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Enquanto isso.. em 1980, por Henfil

por Henfil

Leia mais »

Média: 4.7 (20 votos)

Instituto Lula fechado, democratas cercados em Curitiba: um AI-5 em câmera lenta ameaça o Brasil, por Rodrigo Vianna

 

do Escrevinhador / Revista Fórum

Instituto Lula fechado, democratas cercados em Curitiba: um AI-5 em câmera lenta ameaça o Brasil

por Rodrigo Vianna

A decisão do juiz de Brasília, que mandou fechar o Instituto Lula, mostra que o arbítrio avança rapidamente (clique aqui pra saber mais). A decisão vem às vésperas do depoimento de Lula em Curitiba, onde outras decisões de juízes de primeira instância já indicavam que estamos em pleno regime autoritário de corte jurídico-midiático: uma juíza (ligada aos fascistas do MBL) proibiu manifestações na capital do Paraná; outro (Moro) quer impedir Lula de gravar o depoimento, em clara afronta ao que diz o Código de Processo Civil.

Em 1968, quando os militares decidiram aprofundar a ditadura com o AI-5 (que fechava o Congresso, impedia habeas corpus e dava poderes absolutos aos fardados), um civil que apoiava o regime se colocou contra a medida: era o vice presidente (e jurista) Pedro Aleixo. Ele disse: “o meu medo não é o presidente abusar da autoridade; o meu medo é o guarda da esquina”.

Leia mais »

Média: 4.5 (8 votos)

Na ditadura, Lula foi julgado por discurso político a seringueiros

Jacó Bittar e Lula em audiência em Manaus em 1984 devido aos incidentes no Acre quatro anos antes
Jacó Bittar e Lula em audiência em Manaus em 1984 devido aos incidentes no Acre quatro anos antes - Foto: Arquivo
 
Jornal GGN - Em plena ditadura militar brasileira, no dia 9 de abril de 1981, Luiz Inácio Lula da Silva era intimado a participar de uma audiência de um julgamento no qual era acusado de "apologia à vingança", "incitamento à luta armada" e à "luta pela violência entre as classes sociais", em Manaus (AM).
 
Ao lado de nomes como Chico Mendes, seringueiro morto em 1988, Lula foi acusado por um discurso político, juntamente com José Francisco da Silva, então presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura no Acre, João Maia da Silva Filho (delegado da confederação em Brasileia), e Jacó Bittar, então secretário do PT e que hoje tem o filho Fernando Bittar figurando em acusações contra Lula relacionadas ao sítio de Atibaia.
 
Em assembleia do sindicato rural de Brasileia, no Acre, Lula falava a mais de 4 mil seringueiros sobre o momento delicado: uma semana antes, o presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Brasileia e presidente da Comissão Municipal do PT, Wilson Pinheiro de Souza, havia sido assassinado com tiros pelas costas, em crime que nunca foi esclarecido.
Média: 4.2 (6 votos)

O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato, por Jeferson Miola

fotor_2.jpg
 
O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato
 
Por Jeferson Miola
 
É difícil aceitar a dolorosa realidade, mas o Brasil está, efetivamente, sob um regime ditatorial. O golpe de 2016 e o regime de exceção evoluíram para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF. Assim como na ditadura instalada com o golpe de 1964, a engrenagem desta ditadura também contou com a participação decisiva da Rede Globo.
 
O editorial do jornal O Globo deste 22 de abril, por ironia o dia que marca 517 anos da descoberta do Brasil pelos dominadores portugueses, revela a simbiose estratégica entre a Globo e a força-tarefa da Lava Jato. Ambos, a serviço de interesses estrangeiros, adotam idêntica linguagem, empregam os mesmos métodos, e partilham do mesmo ódio fascista aos seus inimigos.
 
No editorial “Cerco de depoimentos confirma Lula como o chefe”, o Globo conclui existir “estridente evidência de que Lula não poderia desconhecer aquilo tudo”. No dicionário do regime de exceção, “estridente evidência” é sinônimo de “não temos provas, mas temos muita convicção”.
 
A imputação da Globo – “Lula como o chefe” – é variante daquela acusação leviana, apresentada no power-point do fanático procurador Deltan Dallagnol: “Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção”.
Leia mais »
Média: 3.9 (14 votos)

Ato em SP pede transformação de antigo DOI-CODI em memorial

da Agência Brasil

Ato em SP pede transformação de antigo centro de tortura da ditadura em memorial

Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil

Centenas de pessoas se reuniram na tarde deste sábado (1º) no 4º Ato Unificado Ditadura Nunca Mais, que reivindica a transformação das dependências do antigo Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em memorial. O local, na Zona Sul de São Paulo, foi usado para tortura a presos políticos durante a ditadura militar.

Participaram do ato ex-presos políticos, familiares de vítimas da ditadura, defensores dos direitos humanos e muitos jovens. O evento foi organizado pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo  Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça e marca os 53 anos do início da ditadura militar no Brasil. Na data, em 1964, o presidente João Goulart foi deposto por um golpe de Estado, comandado pelas Forças Armadas.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Ausência de corrupção na ditadura é “conversa para boi dormir”, diz pesquisador

Rubens Goyatá Campante é técnico judiciário - Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região / Assessoria de Comunicação do TRT3

do Brasil de Fato

Ausência de corrupção na ditadura é “conversa para boi dormir”, diz pesquisador

Golpes de 1964 e 2016 “abrem precedentes terríveis para o ataque à democracia”, diz Rubens Goyatá Campante

 
Nesse 1º abril o golpe militar completa 53 anos. Dado com a desculpa de que o objetivo era combater a corrupção e pôr o país em ordem, o regime então instaurado se arrastou por 21 anos, deixando como herança maldita um país extremamente desigual, um meio urbano violento, um sistema político completamente corrompido e um estado de imprevisibilidade difusa, que leva muitas pessoas a clamarem mais uma vez por salvadores da pátria. Esse é o ponto de vista adotado pelo cientista político Rubens Goyatá Campante, membro do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG.

Em entrevista ao Brasil de Fato MG, o pesquisador desmontou a ideia de que na ditadura não havia corrupção: isso é “é conversa para boi dormir”, ressalta. Campante também comparou as semelhanças entre o golpe de 1964 e o de 2016: “Ambos foram rupturas forçadas das regras do jogo, o que abre precedentes terríveis para o ataque à democracia”, pontuou.

Leia mais »
Média: 4.2 (5 votos)

Brasileiro é jurado de morte por grupo remanescente da Operação Condor, por Joaquim de Carvalho

 

O brasileiro Jair Krischke

do Diário do Centro do Mundo

Exclusivo: brasileiro é jurado de morte por grupo remanescente da Operação Condor. Por Joaquim de Carvalho

por Joaquim de Carvalho

O fiscal da Corte do Uruguai, Jorge Díaz, que tem funções equivalentes às do procurador Rodrigo Janot no Brasil, encontrou em sua caixa de e-mails uma mensagem com ameaça de morte a ele e a mais 12 pessoas que lutam para que a violação aos direitos humanos que ocorreu durante as ditaduras militares na América do Sul sejam investigadas e os acusados, processados.

Na lista das pessoas ameaçadas de morte, está o nome de um brasileiro, Jair Krischke.

A notícia foi divulgada no dia 17 de fevereiro pelo site de notícias e análises políticas uruguaio Brecha, veículo que, no passado, quando era um semanário impresso, teve o escritor Eduardo Galeano como editor-chefe.

No Uruguai, a notícia repercutiu até em programas de rádio, com um debate sobre as atividades de grupos remanescentes da ditadura.

Leia mais »
Média: 4.3 (6 votos)

A história do Brasil é uma história de apagamento da violência, diz Márcio Seligmann-Silva

 

do Psicanalistas pela Democracia

A história do Brasil é uma história de apagamento da violência

por Márcio Seligmann-Silva

Publicado originalmente em Goethe-Institut

Durante encontro-debate no Goethe-Institut, o teórico e pesquisador Márcio Seligmann-Silva falou em entrevista a Soraia Vilela* sobre a importância da arte como instrumento de construção da memória de períodos arbitrários.

Você poderia traçar um paralelo entre a questão na memória nos diversos países latino-americanos com passado de ditadura, considerando todas as semelhanças e diferenças entre eles? De que forma a intensidade no trabalho com a memória é distinta nesses países?

Leia mais »

Média: 5 (3 votos)

Repeteco de assassinatos da ditadura militar, por Marcelo Auler

Revoltada com o que aconteceu, a população de Foz do Iguaçu programa uma manifestação sábado (04/02) na Ponte Internacional da Amizade.

Por Marcelo Auler Leia mais »

Média: 4.8 (5 votos)

“Como falar de amor em tempos de dor?”, por Pedro Pouzada Mandelli

Arte: Vinicius De Miranda

do Psicanlistas pela Democracia

“Como falar de amor em tempos de dor?”

por Pedro Pouzada Mandelli

…e de um discurso em que é a morte
que sustenta a existência?
(Lacan, 1960)

Objetivo ou não de uma peça teatral, penso que ela tem um sentido de endereçamento, de falar a alguém que a escute e que, quem sabe, possa ser seu intérprete. Claro que a cada um que a assiste/escuta é levado a mergulhar em afetos que são do singular, da propriedade de cada sujeito como único. E a partir disso ficam recortes que podem ser levados a interpretações ou hipóteses do visto, escutado e sentido.

Leia mais »
Média: 5 (1 voto)