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Ditadura Militar

Na UFMG, evento celebra os 40 anos do 3º Encontro Nacional dos Estudantes

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Foto: Acervo Projeto República

Jornal GGN - No próximo dia 10 de junho, o Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFMG, em Belo Horizonte, irá celebrar os 40 anos da luta contra a repressão da ditadura ao 3º Encontro Nacional dos Estudantes.

Em junho de 1977, tropas de choque da Polícia Militar atuaram para impedir que os estudantes realizassem o encontro na Universidade Federal de Minas Gerais, cercando o local do evento e prendendo pessoas que pretendiam participar do ENE. Cerca de 400 estudantes foram detidos pela repressão da ditadura.
 
Além do evento na UFMG, outras atividades para celebrar a data, como uma reunião especial na Assembleia Legislativa mineira na próxima quinta (1º) e também uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, com homenagem aos indiciados na Lei de Segurança Nacional, na próxima terça-feira (6), na Câmara de Belo Horizonte. 

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Relembrando Gilse, uma que não se dobrou, por Haroldo Lima

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Foto: Arquivo

Do Vermelho.org
 
 
A morte de Gilse Cosenza faz-nos lembrar aspectos históricos da luta contra a ditadura.

Mineira de família conservadora, a Gilse envereda na política estudantil em colégio católico de freiras, quando entra na Juventude Estudantil Católica, a JEC, e participa de grêmio estudantil. Tinha 16 anos. Estava em curso a campanha pelas “reformas de base” do governo João Goulart. Logo que entrou na PUC em 1964, veio o golpe militar. 

Gilse, de imediato, sentiu a necessidade de resistir ao golpe. Torna-se uma líder estudantil e entra em Ação Popular, a AP. Foi eleita presidente de Diretório em escola da PUC-MG e em 1966 foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes. 

Por essa época já travava abertamente a luta contra a ditadura, pois que a AP se empenhou nessa luta desde o primeiro dia da instalação da ditadura. 

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Universidade apresenta relatório sobre valor histórico-cultural da Casa Azul

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Imóvel do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foi reconhecido por ex-soldado e por dois camponeses presos como local de prisão e tortura de presos durante a campanha militar contra a Guerrilha do Araguaia. Foto: Marcelo Oliveira/Divulgação/CNV

Do Instituto Paulo Fonteles

Autoridades políticas, lideranças indígenas, camponeses, pesquisadores, movimentos estudantis, familiares de torturados e desaparecidos políticos do Araguaia e representantes de instituições nacionais e locais ligadas à área de Direitos Humanos participaram de um ato público, na Câmara Municipal de Marabá, em memória aos 45 anos da Guerrilha do Araguaia. O evento fez parte da programação do 1º Seminário Nacional de Memória, Anistia e Direitos Humanos do Araguaia, realizado no Município nos dias 19 e 20 de maio.

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), uma das organizadoras do Seminário, apresentou um relatório preliminar com os resultados do estudo do valor cultural, histórico e documental da Casa Azul, prédio localizado às margens da Rodovia Transamazônica que foi utilizado como centro clandestino de tortura e morte de muitos guerrilheiros que atuaram no Araguaia e também de camponeses.

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As mulheres afetadas pela Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará

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Foto: Vitória Mendes/Agência Pública 
 
Da Agência Pública
 
 
Projeto da ditadura militar no sudeste do Pará expulsou mais de 20 mil pessoas de suas casas; até janeiro último, as famílias ainda estavam recebendo indenizações pelo estrago
 
por Vitória Mendes

Apenas em janeiro deste ano, a Eletronorte, Centrais Elétricas do Norte do Brasil, terminou enfim de pagar indenizações para milhares de famílias deslocadas compulsoriamente de suas casas por causa de uma mega-hidrelétrica na Amazônia. Não, não se trata de Belo Monte, mas de uma história que, mais de 30 anos depois, ainda não acabou para aquelas pessoas: a construção da Hidrelétrica de Tucuruí pelo regime militar.

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'O ar estava carregado de eletricidade': o relato de Jacob Gorender sobre o golpe de 64

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Foto: Robson Martins/Fundação Perseu Abramo
 
Da Agência Pública
 
 
por Thiago Domenici
 
Nessa conversa de 15 anos atrás, o historiador comunista fala de detalhes do seu 31 de março de 1964, o dia crucial para o golpe, desfechado no dia 1.º de abril

Aos 53 anos do golpe militar, a Pública traz uma entrevista inédita com o historiador Jacob Gorender.

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Vítimas da ditadura: para não esquecer, por Marcelo Auler

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Foto: montagem Marcelo Auler

Do blog do Marcelo Auler

Para não esquecer! Para não repetir!

por Marcelo Auler

Há 53 anos o Brasil ingressava em um período duro, iniciava uma ditadura civil-militar que perdurou 21 anos. Tudo feito em nome do combate ao comunismo e à corrupção. Mas, na verdade, os interesses era muito maiores e as consequências foram desastrosas, dolorosas, trágicas. Pelos dados da Comissão Nacional da Verdade, foram 434 mortes e desaparecimentos. Entre essas pessoas, 210 são desaparecidas. A estes dados acrescente-se milhares de presos e torturados, cujas sequelas ficaram para o resto da vida, e ainda as famílias de todos eles, que jamais voltaram a ter sossego, mesmo quando conseguiram reencontrar os sobreviventes de toda esta barbárie.

Grave, ainda, é o fato de os responsáveis por estas mortes, torturas, sevícias e outras atrocidades terem – e estarem, aqueles que ainda sobrevivem – conseguido se livrar de qualquer punição ou responsabilidade. Mesmo estando provado que cometeram crimes hediondos, puníveis nos países civilizados, onde jamais seriam beneficiados por uma anistia.

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Dos porões da ditadura às empresas de segurança privada

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Da Agência Pública

 
Documentos dos órgãos de inteligência da ditadura mostram violações de direitos humanos cometidas pelas empresas regulamentadas em 1969 e compostas por membros do aparato repressivo do regime militar
 
por Ciro Barros, Iuri Barcelos 

Regulamentado pela Junta Militar que substituiu o general Costa e Silva no governo, o setor de segurança privada criou um ramo de negócios próspero para os membros das Forças Armadas e do aparato repressivo da ditadura. De acordo com documentos analisados pela reportagem da Pública, as empresas de segurança constituídas por esses agentes durante a ditadura se envolveram também em casos de tortura, assassinatos, desaparecimento, cárcere privado e outras violações de direitos humanos.

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A morte e a “morte” de Inês Etienne, por Wadih Damous

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Do blog de Marcelo Auler

A morte e a “morte” de Inês Etienne

Wadih Damous (*)

Vítima de insuficiência respiratória, Inês Etienne Romeu, ex-presa política que participou da resistência à ditadura, faleceu em 27 de abril de 2015, aos 72 anos. Mas, no último 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Inês morreu mais uma vez . Nessa data foi divulgada publicamente a sentença do juiz Alcir Luiz Lopes Neto, da Justiça Federal de Petrópolis, absolvendo o militar Antônio Waneir Pinheiro de Lima, vulgo “Camarão”, acusado por Inês de tê-la estuprado duas vezes na Casa da Morte, em Petrópolis.

Nessa masmorra da ditadura, os opositores do regime de terror implantado no Brasil eram torturados e executados clandestinamente. Mesmo depois de viver um inferno que durou longos três meses, de 8 de maio a 12 de agosto de 1971, período em que foi supliciada barbaramente e submetida ao tratamento mais cruel e desumano que se possa imaginar, Inês foi a única militante a sair com vida desse centro de extermínio.

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O filme Trago Comigo e a construção da memória sobre a ditadura, por Rianete Botelho

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Do Grupo Cinema Paradiso

 
Por Rianete Botelho
 
publicado em 30.10.2016
 
Trago Comigo, o mais recente filme de Tata Amaral, tem como pano de fundo a ditadura militar no Brasil, embora a história se passe nos dias atuais.
 
Vários cineastas brasileiros têm realizado filmes sobre aquela época, contribuindo para o processo de manutenção da memória de um regime opressivo, onde não havia liberdade de expressão, possibilidade de discordância política ou de manifestação de indignação, sob pena de prisão, tortura ou morte. A importância desses filmes não está - como alguns podem pensar - num prazer masoquista de ficar remoendo morbidamente o passado. Seu mérito está no papel que a memória histórica representa na constituição da identidade de um povo. Assim como a memória é fundamental na formação de cada individualidade humana, é através da conscientização do passado que um povo pode se reconhecer e avaliar seus erros e acertos. Isso o leva a ser mais vigilante, mais capaz de perceber a tempo a tomada de um caminho inadequado que poderá levá-lo a repetir erros antigos.
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Expansão do Poder Punitivo e a Ideologia da “não ideologia", por Lucas Battisti

Do Justificando

Expansão do Poder Punitivo e a Ideologia da “não ideologia”: Os filhos do Capitalismo e netos da Ditadura

por Lucas Battisti

Por favor, tome cuidado, este texto é ideológico. Tão ideológico quanto Karl Marx ou Mikhail Bakunin, Vladimir Lenin ou Rosa Luxemburgo, Antonio Gramsci ou Josef Stalin, Jean Jaques Rousseau ou Adam Smith, Ludwig Von Misses ou Jorge Bush e até mesmo tão ideológico quanto aquele comentário “é morador de rua por que quer, por que é vagabundo” que rotineiramente escutamos na fila do pão.

Pois então, a ideologia não se encontra somente em discursos ditos de “esquerda”, mas está presente em cada opinião que formulamos sobre qualquer assunto do dia a dia, por mais rotineiro que seja. Desta forma, cada indivíduo é formado por uma série de valores e crenças que consequentemente irão refletir a sua percepção sobre os acontecimentos cotidianos, formulando assim o seu senso crítico acerca da vida em sociedade. Ora, a sua opinião, qualquer que seja, é ideológica.

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Famílias se emocionam ao encontrar restos mortais de parentes desaparecidos na Argentina

Jornal GGN - Na Argentina, uma equipe de cientistas forenses se dedicam a identificar pessoas a partir de restos mortais, procurando os ossos de desaparecidos durante a ditadura do país sul-americano, entre 1976 e 1983. A maioria dos desaparecidos foram mortos pelas forças de segurança do Estado.

A Equipe Argentina de Antropologia Forense (Eaaf) identifica os ossos e entra em contato com os parentes das vítimas. Reportagem da BBC Mundo relata a experiência destas pessoas, como Luciano Zuppa, filho de desaparecidos. Em 1976, com somente um ano e meio de idade, homens armado invadiram sua casa e levaram seus pais, Néstor Óscar Zuppa e Irene Felisa Scala.
 
Em 2012, a Eaaf entrou em contato para contar que encontraram restos mortais que podiam ser de sua mãe. “Primeiro, o mais difícil de aceitar era que aquilo havia sido um corpo humano e, segundo, que tinha sido o corpo da minha mãe. Mas logo consegui entender isso. Nunca estive tão perto dela nos meus 36 anos como naquele momento", afirma.

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Marlene Rodrigues lança livro com relatos da ditadura

Foto: Guilherme Pupo

Jornal GGN – Retratando o cenário crítico que o Brasil se tornou entre os anos de 1964 e 1985, a jornalista Marlene Rodrigues acaba de lançar seu novo livro “A Hidra”, pela Geração Editorial. A analogia, com 42 contos verídicos, reúne relatos de personagens abusados, torturados e que chegaram a perde a vida e a família durante a Ditadura Militar.

“A Hidra”, que significa uma serpente, da mitologia grega, com sete cabeças que renascem quando cortadas, apresenta narrativas sobre as violências que os militares, instalados no poder, praticavam contra o povo. Na coletânea, a autora modifica os nomes dos personagens, além de transmitir uma concepção própria para cada conto, mas sem perder o que tom de realidade e denúncia.

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Bolívia torna públicos documentos sobre ditaduras na América do Sul

Jornal GGN - Documentos oficiais de ações diplomáticas durante as ditaduras na América Sul foram tornados públicas pela chancelaria da Bolívia. O período dos arquivos vai de 1966 até 1979 e eles estão à disposição dos interessados.

"Os documentos aos quais se terá acesso permitirão revelar a verdade sobre as ações diplomáticas e oferecer dados para se poder exercer a justiça”, afirmou comunicado do órgão boliviano. O chanceler David Choquehuanca afirmou que o país quer “revelar a verdade das ações dos diplomatas da ocasião”.

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Evento homenageia Dom Paulo nesta segunda, no Tuca

Cardeal que notabilizou-se na luta pela redemocratização completa 95 anos 
 
 
Jornal GGN - Dom Frei Paulo Evaristo Arns, que completou recentemente 95 anos, receberá nesta segunda-feira, dia 24, uma homenagem no teatro Tuca, da PUC-SP, onde será realizado também o pré-lançamento da biografia 'Dom Paulo, um homem amado e perseguido'.
 
O evento começará às 18h e contará com as presenças já confirmadas do próprio homenageado, Dom Paulo, Ana Dias, Dalmo Dallari, Dom Angélico Sândalo Bernardino, Evandro Floriano de Oliveira, Fábio Konder Comparato, Juca Kfouri entre outros nomes de destaque.
 
O frade franciscano é atualmente arcebispo-emérito de São Paulo. Na década de 1970, durante a ditadura militar, destacou-se na luta pelo fim das torturas criando, junto com o rabino Henry Sobel, uma ponte entre a comunidade judaica e a Igreja Católica pelo restabelecimento da democracia no país. O cardial também assina o livro "Brasil nunca mais" que integrou o movimento "Tortura nunca mais", é autor de 49 livros que versam sobre ação pastoral da Igreja Católica, estudos da literatura cristã nos primeiros séculos, além de centenas de artigos. Uma das principais obras que ajudou a elaborar foi Anos de Chumbo: Brasil, Nunca Mais.
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A ditadura já começou, por Luis Felipe Miguel

O novo regime busca hoje manter ao máximo a aparência de legalidade, mas a tendência é que caminhe para formas cada vez mais escancaradas de violência
 
 
 
Assim como sofremos um golpe de novo tipo, estamos vivendo o início de uma ditadura de novo tipo. Não será o regime de um ditador pessoal, até porque nenhum dos possíveis candidatos ao posto tem força suficiente para alcançá-lo. Não será uma ditadura das forças armadas, ainda que sua participação na repressão tenda a crescer. Provavelmente, muitos dos rituais do Estado de direito e da democracia eleitoral serão mantidos, mas cada vez mais esvaziados de sentido.
 
A ditadura se expressa no alinhamento dos três poderes em torno de um projeto claro de retração de direitos individuais e sociais, a ser implantado sem que se busque sequer a anuência formal da maioria da população, por meio das eleições. Entre muitos outros sinais de que ela já começou, é possível citar:
 
- A decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no dia 22 de setembro, concedendo ao juiz Sérgio Moro poderes de exceção. Na prática, as garantias constitucionais ficam suspensas para qualquer um que seja alvo do juiz curitibano.
 
- A decisão do Supremo Tribunal Federal, do último dia 5 de outubro, de permitir o encarceramento de réus sem que os recursos tenham sido esgotados. Vendida como medida para impedir a impunidade dos poderosos, amplia o poder discricionário de um Judiciário que é notoriamente enviesado em suas decisões. Apenas como ilustração, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro afirmou em nota que mais de 40% de seus recursos ao STJ têm efeito positivo. É, portanto, um contingente muito expressivo de pessoas que começariam a cumprir penas depois consideradas injustas.
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