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Ditadura Militar

Falta justiça à Comissão Nacional da Verdade

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Foto: José Cruz / Agência Brasil
 
Da Rádio USP
 

Pesquisadores do IEA-USP avaliam a trajetória do Brasil desde o fim da ditadura militar

Por Daniel Miyazato

Grupo de pesquisa do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) procura debater os problemas, as dificuldade e as conquistas da Comissão Nacional da Verdade.

Segundo Paulo Cesar Endo, coordenador do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia, Política e Memória do (IEA-USP), o período de ditadura civil-militar do Brasil deixou marcas que persistem até hoje no país, principalmente no que se refere às instituições de segurança pública.

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Historiador confirma participação da VW na repressão da ditadura militar

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Foto: Divulgação

Do Opera Mundi

Historiador contratado pela Volks confirma participação da empresa na repressão a trabalhadores na ditadura

Opera Mundi acompanha o caso desde o início das investigações da Comissão Nacional da Verdade, que já havia apontado a montadora como um "braço" da repressão da ditadura brasileira

A filial brasileira da Volskwagen colaborou ativamente com a ditadura no Brasil na repressão a trabalhadores. A informação foi confirmada pelo historiador Christopher Kopper, contratado pela montadora, na Alemanha, para investigar as relações da empresa com o aparato repressivo brasileiro, e divulgada neste domingo (23/07) pelo jornal Süddeutsche Zeitung e pelas emissoras NDR e SWR.

Eu posso dizer que havia uma colaboração regular entre o departamento de segurança da VW do Brasil e os órgãos policiais do regime”, afirmou Kopper aos veículos, e citou que a Volkswagen “autorizou prisões” dentro do complexo.

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Perus e o encontro de histórias para preservar a memória

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Foto: Carla Borges
 
Jornal GGN - Na periferia de São Paulo, o bairro de Perus ficou marcado pelo descoberta de uma vala clandestina no Cemitério Dom Bosco, com mais de mil ossadas. Um grupo de 30 pessoas, incluindo moradores e profissionais que trabalham na identificação dos restos mortais, se reuniu para trocar experiências e discutir ações conjuntas. 
 
No encontro, os moradores do bairro lembraram de histórias de mobilização no local, como as greves dos anos 60 na fábrica de cimento que havia no local. Já o Grupo de Trabalho Perus trabalha desde 2014 no reconhecimento das ossadas, sendo que dos 610 corpos identificados, 481 eram homens e 129, mulheres. 
 
Agora, com as mudanças políticas no país, os integrantes do grupo se preocupam com uma eventual falta de recursos para continuar o trabalho, apontando a falta de repasses por parte do Ministério da Educação. 

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Em Perus, moradores visitam laboratório que analisa ossadas encontradas no bairro

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Foto: Danilo Ramos/RBA

Da TVT

 
Quase 30 anos depois de encontradas na vala clandestina de Perus, zona norte da capital paulista, centenas de ossadas ainda não foram identificadas. Para entender um pouco mais sobre este caso e acompanhar as análises das ossadas, moradores do bairro visitaram neste sábado o Laboratório de Antropologia e Arqueologia Forense da UNIFESP.

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Na UFMG, evento celebra os 40 anos do 3º Encontro Nacional dos Estudantes

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Foto: Acervo Projeto República

Jornal GGN - No próximo dia 10 de junho, o Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFMG, em Belo Horizonte, irá celebrar os 40 anos da luta contra a repressão da ditadura ao 3º Encontro Nacional dos Estudantes.

Em junho de 1977, tropas de choque da Polícia Militar atuaram para impedir que os estudantes realizassem o encontro na Universidade Federal de Minas Gerais, cercando o local do evento e prendendo pessoas que pretendiam participar do ENE. Cerca de 400 estudantes foram detidos pela repressão da ditadura.
 
Além do evento na UFMG, outras atividades para celebrar a data, como uma reunião especial na Assembleia Legislativa mineira na próxima quinta (1º) e também uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, com homenagem aos indiciados na Lei de Segurança Nacional, na próxima terça-feira (6), na Câmara de Belo Horizonte. 

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Relembrando Gilse, uma que não se dobrou, por Haroldo Lima

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Foto: Arquivo

Do Vermelho.org
 
 
A morte de Gilse Cosenza faz-nos lembrar aspectos históricos da luta contra a ditadura.

Mineira de família conservadora, a Gilse envereda na política estudantil em colégio católico de freiras, quando entra na Juventude Estudantil Católica, a JEC, e participa de grêmio estudantil. Tinha 16 anos. Estava em curso a campanha pelas “reformas de base” do governo João Goulart. Logo que entrou na PUC em 1964, veio o golpe militar. 

Gilse, de imediato, sentiu a necessidade de resistir ao golpe. Torna-se uma líder estudantil e entra em Ação Popular, a AP. Foi eleita presidente de Diretório em escola da PUC-MG e em 1966 foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes. 

Por essa época já travava abertamente a luta contra a ditadura, pois que a AP se empenhou nessa luta desde o primeiro dia da instalação da ditadura. 

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Universidade apresenta relatório sobre valor histórico-cultural da Casa Azul

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Imóvel do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foi reconhecido por ex-soldado e por dois camponeses presos como local de prisão e tortura de presos durante a campanha militar contra a Guerrilha do Araguaia. Foto: Marcelo Oliveira/Divulgação/CNV

Do Instituto Paulo Fonteles

Autoridades políticas, lideranças indígenas, camponeses, pesquisadores, movimentos estudantis, familiares de torturados e desaparecidos políticos do Araguaia e representantes de instituições nacionais e locais ligadas à área de Direitos Humanos participaram de um ato público, na Câmara Municipal de Marabá, em memória aos 45 anos da Guerrilha do Araguaia. O evento fez parte da programação do 1º Seminário Nacional de Memória, Anistia e Direitos Humanos do Araguaia, realizado no Município nos dias 19 e 20 de maio.

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), uma das organizadoras do Seminário, apresentou um relatório preliminar com os resultados do estudo do valor cultural, histórico e documental da Casa Azul, prédio localizado às margens da Rodovia Transamazônica que foi utilizado como centro clandestino de tortura e morte de muitos guerrilheiros que atuaram no Araguaia e também de camponeses.

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As mulheres afetadas pela Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará

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Foto: Vitória Mendes/Agência Pública 
 
Da Agência Pública
 
 
Projeto da ditadura militar no sudeste do Pará expulsou mais de 20 mil pessoas de suas casas; até janeiro último, as famílias ainda estavam recebendo indenizações pelo estrago
 
por Vitória Mendes

Apenas em janeiro deste ano, a Eletronorte, Centrais Elétricas do Norte do Brasil, terminou enfim de pagar indenizações para milhares de famílias deslocadas compulsoriamente de suas casas por causa de uma mega-hidrelétrica na Amazônia. Não, não se trata de Belo Monte, mas de uma história que, mais de 30 anos depois, ainda não acabou para aquelas pessoas: a construção da Hidrelétrica de Tucuruí pelo regime militar.

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'O ar estava carregado de eletricidade': o relato de Jacob Gorender sobre o golpe de 64

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Foto: Robson Martins/Fundação Perseu Abramo
 
Da Agência Pública
 
 
por Thiago Domenici
 
Nessa conversa de 15 anos atrás, o historiador comunista fala de detalhes do seu 31 de março de 1964, o dia crucial para o golpe, desfechado no dia 1.º de abril

Aos 53 anos do golpe militar, a Pública traz uma entrevista inédita com o historiador Jacob Gorender.

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Vítimas da ditadura: para não esquecer, por Marcelo Auler

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Foto: montagem Marcelo Auler

Do blog do Marcelo Auler

Para não esquecer! Para não repetir!

por Marcelo Auler

Há 53 anos o Brasil ingressava em um período duro, iniciava uma ditadura civil-militar que perdurou 21 anos. Tudo feito em nome do combate ao comunismo e à corrupção. Mas, na verdade, os interesses era muito maiores e as consequências foram desastrosas, dolorosas, trágicas. Pelos dados da Comissão Nacional da Verdade, foram 434 mortes e desaparecimentos. Entre essas pessoas, 210 são desaparecidas. A estes dados acrescente-se milhares de presos e torturados, cujas sequelas ficaram para o resto da vida, e ainda as famílias de todos eles, que jamais voltaram a ter sossego, mesmo quando conseguiram reencontrar os sobreviventes de toda esta barbárie.

Grave, ainda, é o fato de os responsáveis por estas mortes, torturas, sevícias e outras atrocidades terem – e estarem, aqueles que ainda sobrevivem – conseguido se livrar de qualquer punição ou responsabilidade. Mesmo estando provado que cometeram crimes hediondos, puníveis nos países civilizados, onde jamais seriam beneficiados por uma anistia.

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Dos porões da ditadura às empresas de segurança privada

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Da Agência Pública

 
Documentos dos órgãos de inteligência da ditadura mostram violações de direitos humanos cometidas pelas empresas regulamentadas em 1969 e compostas por membros do aparato repressivo do regime militar
 
por Ciro Barros, Iuri Barcelos 

Regulamentado pela Junta Militar que substituiu o general Costa e Silva no governo, o setor de segurança privada criou um ramo de negócios próspero para os membros das Forças Armadas e do aparato repressivo da ditadura. De acordo com documentos analisados pela reportagem da Pública, as empresas de segurança constituídas por esses agentes durante a ditadura se envolveram também em casos de tortura, assassinatos, desaparecimento, cárcere privado e outras violações de direitos humanos.

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A morte e a “morte” de Inês Etienne, por Wadih Damous

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Do blog de Marcelo Auler

A morte e a “morte” de Inês Etienne

Wadih Damous (*)

Vítima de insuficiência respiratória, Inês Etienne Romeu, ex-presa política que participou da resistência à ditadura, faleceu em 27 de abril de 2015, aos 72 anos. Mas, no último 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Inês morreu mais uma vez . Nessa data foi divulgada publicamente a sentença do juiz Alcir Luiz Lopes Neto, da Justiça Federal de Petrópolis, absolvendo o militar Antônio Waneir Pinheiro de Lima, vulgo “Camarão”, acusado por Inês de tê-la estuprado duas vezes na Casa da Morte, em Petrópolis.

Nessa masmorra da ditadura, os opositores do regime de terror implantado no Brasil eram torturados e executados clandestinamente. Mesmo depois de viver um inferno que durou longos três meses, de 8 de maio a 12 de agosto de 1971, período em que foi supliciada barbaramente e submetida ao tratamento mais cruel e desumano que se possa imaginar, Inês foi a única militante a sair com vida desse centro de extermínio.

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O filme Trago Comigo e a construção da memória sobre a ditadura, por Rianete Botelho

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Do Grupo Cinema Paradiso

 
Por Rianete Botelho
 
publicado em 30.10.2016
 
Trago Comigo, o mais recente filme de Tata Amaral, tem como pano de fundo a ditadura militar no Brasil, embora a história se passe nos dias atuais.
 
Vários cineastas brasileiros têm realizado filmes sobre aquela época, contribuindo para o processo de manutenção da memória de um regime opressivo, onde não havia liberdade de expressão, possibilidade de discordância política ou de manifestação de indignação, sob pena de prisão, tortura ou morte. A importância desses filmes não está - como alguns podem pensar - num prazer masoquista de ficar remoendo morbidamente o passado. Seu mérito está no papel que a memória histórica representa na constituição da identidade de um povo. Assim como a memória é fundamental na formação de cada individualidade humana, é através da conscientização do passado que um povo pode se reconhecer e avaliar seus erros e acertos. Isso o leva a ser mais vigilante, mais capaz de perceber a tempo a tomada de um caminho inadequado que poderá levá-lo a repetir erros antigos.
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Expansão do Poder Punitivo e a Ideologia da “não ideologia", por Lucas Battisti

Do Justificando

Expansão do Poder Punitivo e a Ideologia da “não ideologia”: Os filhos do Capitalismo e netos da Ditadura

por Lucas Battisti

Por favor, tome cuidado, este texto é ideológico. Tão ideológico quanto Karl Marx ou Mikhail Bakunin, Vladimir Lenin ou Rosa Luxemburgo, Antonio Gramsci ou Josef Stalin, Jean Jaques Rousseau ou Adam Smith, Ludwig Von Misses ou Jorge Bush e até mesmo tão ideológico quanto aquele comentário “é morador de rua por que quer, por que é vagabundo” que rotineiramente escutamos na fila do pão.

Pois então, a ideologia não se encontra somente em discursos ditos de “esquerda”, mas está presente em cada opinião que formulamos sobre qualquer assunto do dia a dia, por mais rotineiro que seja. Desta forma, cada indivíduo é formado por uma série de valores e crenças que consequentemente irão refletir a sua percepção sobre os acontecimentos cotidianos, formulando assim o seu senso crítico acerca da vida em sociedade. Ora, a sua opinião, qualquer que seja, é ideológica.

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Famílias se emocionam ao encontrar restos mortais de parentes desaparecidos na Argentina

Jornal GGN - Na Argentina, uma equipe de cientistas forenses se dedicam a identificar pessoas a partir de restos mortais, procurando os ossos de desaparecidos durante a ditadura do país sul-americano, entre 1976 e 1983. A maioria dos desaparecidos foram mortos pelas forças de segurança do Estado.

A Equipe Argentina de Antropologia Forense (Eaaf) identifica os ossos e entra em contato com os parentes das vítimas. Reportagem da BBC Mundo relata a experiência destas pessoas, como Luciano Zuppa, filho de desaparecidos. Em 1976, com somente um ano e meio de idade, homens armado invadiram sua casa e levaram seus pais, Néstor Óscar Zuppa e Irene Felisa Scala.
 
Em 2012, a Eaaf entrou em contato para contar que encontraram restos mortais que podiam ser de sua mãe. “Primeiro, o mais difícil de aceitar era que aquilo havia sido um corpo humano e, segundo, que tinha sido o corpo da minha mãe. Mas logo consegui entender isso. Nunca estive tão perto dela nos meus 36 anos como naquele momento", afirma.

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