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Temer mostrou que é profissional em "administrar a cizânia", por Maria Cristina Fernandes

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - Michel Temer soube como tirar proveito da divisão das instituições e da classe política para enterrar a denúncia por corrupção passiva, feita a reboque da delação da JBS. Em artigo no Valor, nesta quinta (3), day after da votação, Maria Cristina Fernandes mostra que Temer administrou a discórdia em vários campos e, onde havia divisão que não interessava ao governo, tratou de criar uma aparente unidade. É o caso dos órgãos de transparência que podiam aumentar o combustível da Lava Jato cobrando um recall de várias empreiteiras. Nada disso saiu do papel.
 
Enquanto isso, Temer ajudou a implodir a Lava Jato aos poucos reforçando as desavenças entre o Ministério Público e a Polícia Federal. Também contou com as divisões internas no PT e PSDB para ver a denúncia enterrada na Câmara.
 
"É essa capacidade do presidente da República de administrar a cizânia das instituições de controle em seu benefício e de seus aliados que atrai parlamentares alvejados como Aécio Neves", pontuou Fernandes. "(...) todos permanecem abrigados à sombra do Planalto enquanto autoridades econômicas, sob o aplauso dos camarotes e a inércia da arquibancada, fingirem desconhecer o cofre arrombado. Temer sobrevive como o presidente que pairou sobre as cizânias e inscreveu as pedaladas fiscais na história como um crime de amadores."
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Nilson Lage: ou uma "força oculta" se levanta contra o golpe, ou o Brasil vai ser dividido

Por Nilson Lage*

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O Brasil se encaminha para a etapa final de um processo que acompanho e prevejo há anos.
Só a idade provecta, a desimportância pessoal e a mídia restrita que uso permitiram que expusesse minha certeza que, por certa, se confirma – assim mesmo porque me recuso a discutir com os apaixonados, os crentes e os convictos, que fazem dos desejos esperança e contam que alguém os realize.

Só um tarado formalista ou um bacharel brasileiro poderiam aceitar que o que ocorre tem algo remotamente parecido com democracia.

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Divisão no PSDB deve ajudar na reeleição de Rodrigo Maia para presidente da Câmara

Jornal GGN - Favorito de Michel Temer por ter conseguido, de maneira surpreendente, manter a unidade do bloco que o levou a ocupar o mandato de presidente da Câmara deixado por Eduardo Cunha, Rodrigo Maia deve ser reconduzido em 2017.

Isso porque o PSDB, partido que deveria lançar um candidato com potencial de vitória contra Maia, está rachado entre os grupos de José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Nesse cenário, o senador mineiro já se antecipou e discute ajudar Maia se Temer garantir contrapartidas em favor de seu grupo político.

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Oposição se encontra com presidente do PTB para discutir saída de Dilma

Jornal GGN - A deputada federal Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson e presidente do PTB nacional, tem agenda com líderes de partidos de oposição que tentam semear o impeachment de Dilma Rousseff (PT) na Câmara, nesta terça-feira (8). A informação é da jornalista Mônica Bergamo (Folha).

O grupo tenta conquistar apoio para encaminhar o pedido de afastamento da presidente e incluiu até o mesmo o PTB, que detém o Ministério do Desenvolvimento com Armando Monteiro, na lista de possíveis aliados.

O PTB, na eleição passada, declarou apoio oficial à Dilma mas ficou dividido nos estados, com parte dando suporte à campanha de Aécio Neves (PSDB) ou a reeleição de governadores tucanos, caso de Geraldo Alckmin, em São Paulo.

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PT paulista prefere perseguir dissidentes a se opor ao PSDB em São Paulo

Por Fábio Serapião

O PT se perde em São Paulo

Da CartaCapital



A votação para a criação de cerca de cem cargos por livre indicação, sem concurso público, na Assembleia Legislativa de São Paulo causou um racha no PT paulista e expôs seu atual modelo de organização partidária, cada vez mais distante da base eleitoral e dominado por caciques. O péssimo exemplo dos petistas do estado mais rico do País, quase sempre replicado na esfera federal, é uma das principais causas do desgaste atual, enfrentado apenas com um ensaio de mea-culpa veiculado na terça-feira 5 em rede nacional.

Após o apoio do PT na aprovação do projeto, três deputados dissidentes, Carlos Neder, João Paulo Rillo e Professor Auriel, classificaram como desnecessário o gasto com os novos cargos e afrontaram o comando do partido, representado pelo primeiro-secretário, o deputado Enio Tatto. A crítica mirava os caciques responsáveis por influenciar as decisões dentro da Assembleia, inclusive a nomeação de Tatto. Não é de hoje que a bancada petista descuida de sua função de maior partido de oposição, e segue estritamente a indicação desses líderes interessados nos acordos pelo poder. Nos últimos anos, os petistas apoiaram a aprovação do Código Florestal criticado por setores do partido, facilitaram a aprovação de financiamentos de obras de metrô que nunca saem do papel e são citadas em escândalos, e desfrutaram das benesses de um Legislativo pouco transparente e distante da sociedade.

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Sobre inércia e intolerância pós-eleitoral

Por Hudson Luiz Vilas Boas

No blog Dissolvendo no ar

Não dá pra ficar calado!

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.". Mas "no quarto dia vieram e me levaram. Já não havia ninguém para reclamar".

(Martin Niemoler)

Ao ler a famosa frase do pastor luterano nascido na Alemanha e testemunha dos horrores da Segunda Guerra Mundial, simplesmente não dá para ficarmos calados diante da onda de ódio, preconceito e intolerância que toma conta de alguns setores ditos “politizados” do Brasil. Escolhermos nos calar nesse instante, significa pecarmos por omissão diante do monstro que aos poucos vai sendo fomentado por uma elite que se recusa a repartir até migalhas, quanto mais construir uma sociedade minimamente civilizada e que faça jus, ao menos, de ser chamada de democrática.

Estou lendo com muita atenção a obra recém lançada do filósofo francês Jacques Rancière “Ódio à Democracia” e é incrível perceber o quanto a conquista de direitos por minorias – entendamos por minoria os oprimidos política, cultural e economicamente – traz consigo a intolerância daqueles que antes detinham determinados privilégios.

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Os muros que ainda nos separam

Jornal GGN – Amanhã (domingo, 9 de novembro) a queda do muro de Berlim completa 25 anos. A população alemã está em festa. Mas em outras regiões do mundo, muros físicos ainda dividem povos e culturas. Como pretenderam fazer no Brasil depois dos resultados das eleições.

Enviado por Miriam L.

Israel, EUA, Coreia, Grécia e Ceuta: conheça cinco muros que ainda estão de pé

Por Felipe Amorim

Do Opera Mundi

Um quarto de século após queda do Muro de Berlim, episódio que simbolizou diminuição de fronteiras, barreiras físicas ainda existem em diversos continentes

Há 25 anos, caía na Alemanha o Muro de Berlim. Para muitos, o episódio sinalizava o início de uma nova era, de expansão da globalização e diminuição das fronteiras — simbólicas e reais. Um quarto de século após a queda deste ícone da Guerra Fria, ainda persiste, espalhada pelo mundo, uma série de fronteiras muradas construídas para separar povos.

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