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Documentos comprovam política deliberada de assassinatos na ditadura militar

Sônia e Osvaldão
 
Jornal GGN - Documentos do acervo da Câmara dos Deputados, mantidos como confidenciais até 2010, revelam que o Comando da Marinha determinou previamente a morte dos integrantes da Guerrilha do Araguaia. Os papéis, de setembro de 1972, são os primeiros registros encontrados da política deliberada de assassinatos, nunca admitida pelos governos do regime militar.
 
Na lista de mortos na Guerrilha do Araguaia está Osvaldo Orlando da Costa, o famoso Osvaldão. Líder carismático, o negro de 1,98m era ex-campeão carioca de boxe. Os militares o executaram em janeiro de 1974 e penduraram seu corpo em um helicóptero para mostrá-lo aos povoados da região. O corpo foi enterrado em local desconhecido. Outra desaparecida é Lúcia Maria de Souza, conhecida como Sônia. A jovem largou os estudos na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, no 4º ano, para aderir a luta armada. Em outubro de 1973 caiu em uma emboscada na região entre Marabá e Xambioá. Antes de atirarem nela os militares perguntaram seu nome e como resposta escutaram a frase que tornou sua morte célebre: "Guerrilheira não tem nome, seu filho da puta, eu luto pela liberdade!". 
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Lava Jato vai mapear caminho do dinheiro a partir de documentos da Camargo Corrêa

Por Fábio Serapião

As consultorias na mira da Lava Jato

Da CartaCapital

O executivo Dalton Avancini, da Camargo Corrêa, precisará falar mais e apresentar provas

Embora amplamente divulgado pelo fato de expor os pagamentos da Camargo Corrêa ao Instituto Lula, o laudo pericial 1047/2015, anexado aos processos da Lava Jato, é valioso por outros motivos. Elaborado pelo perito Ivan Roberto Ferreira Pinto, o documento tem como base a análise de um HD da marca Samsung apreendido na empreiteira. Nele, os investigadores da força-tarefa encontraram 1 terabyte de “registros contábeis” cujo conteúdo abarca as doações eleitorais realizadas pela empreiteira, valores recebidos de obras públicas e os pagamentos efetuados a consultorias no período entre 2008 e 2013.

Em uma primeira análise, o conteúdo bruto do HD revela as três partes envolvidas no modus operandi descoberto pela Lava Jato. A saber: as obras públicas possivelmente fraudadas, as consultorias utilizadas para maquiar os repasses de propina e os destinatários de doações eleitorais efetuadas com o objetivo de garantir a boa relação com os políticos detentores de poder nas estatais. Com as novas informações, a força-tarefa deve ampliar seu escopo de atuação.

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Lava Jato divulga documentos para mostrar que empresários chamavam Lula de Brahma

‘Nosso amigo Brahma’, dizem empreiteiros da OAS sobre Lula

De O Globo

Documento divulgado pela Justiça Federal do Paraná na última sexta-feira mostram que o ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, e executivos da empresa tratavam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apelido de Brahma.

E-mails trocados entre o ex-presidente da empresa e César Uzeda, então diretor-superintendente da OAS Internacional, tratavam de viagens e palestras de Lula no exterior. Segundo a Polícia Federal, Brahma era Lula.

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Diretor demitido da Câmara ajuda Janot na busca de documentos

Luiz Antônio Souza da Eira foi demitido um dia depois de jornal divulgar que Cunha era autor de requerimentos que teriam sido usados para chantagear empresa. Exonerado, o diretor de informática foi prestar depoimento voluntariamente
 
 
Jornal GGN - A ação da Força Tarefa da Lava Jato para investigar envolvimento do presidente da Câmara com o esquema de corrupção, por meio da busca de documentos no setor de informática da Casa, foi motivada por um ex-diretor da área de informática da Cãmara, que decidiu depôr voluntariamente.
 
Luiz Antônio Souza da Eira era concursado. Foi exonerado, no dia 28 de abril, por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e em seguida foi à Procuradoria-Geral da República delatar. As citações de Eira teriam sido decisivas para que os procuradores pedissem acesso aos documentos disponíveis na Casa. 
 
Até então, as investigações que miravam Cunha, na lista de diligências pedidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não incluíam esse acesso. 
 
Entre segunda (04) e terça-feira (05), procuradores fizeram a vistoria na seção de informática. 
 
De acordo com a denúncia de Janot enviada ao STF, Cunha teria arquitetado a elaboração de dois requerimentos na Câmara, questionando informações dos contratos da Petrobras com a Mistui - empresa que pagaria propina para Cunha e o PMDB - como forma de coerção, pela suspensão dos pagamentos.
 
 

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A falsificação da história por um historiador, Por Anita Leocadia Prestes

A falsificação da história por um historiador

Por Anita Leocadia Prestes

Do Observatório da Imprensa

Estamos diante de um livro, escrito por um historiador [REIS, Daniel Aarão. Luís Carlos Prestes. Um revolucionário entre dois mundos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014], que poderia ser usado em sala de aula de um curso de História como modelo para os estudantes do que não deve ser um trabalho de historiador. Para E. Hobsbawm [HOBSBAWM, Eric. Sobre a História; ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.286-287], o historiador deve ter um compromisso com a evidência e, portanto, escrever uma História não só apoiada em documentos como também baseada na comparação do maior número possível de fontes documentais que lhe permitam obter os elementos necessários para uma aproximação confiável dessa evidência. Caso contrário, o historiador ficará sujeito a reproduzir e difundir informações falsas, assim como interpretações errôneas e parciais da realidade que pretende retratar.

Nada disso é considerado por D. A. Reis. No seu livro, não se apresentam as fontes documentais das afirmações veiculadas. Em notas, presentes no final da obra, são citados livros ou arquivos de maneira genérica (por exemplo, “Fundo PCB no Arquivo da Internacional Comunista”, no qual existem milhares de documentos), deixando, portanto, o leitor privado da possibilidade de consultar o documento ao qual o autor se refere. Dessa forma, o leitor é induzido a aceitar como verdades indiscutíveis afirmações cuja origem dificilmente poderia ser comprovada.

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Procuradores retomam busca de documentos da Lava Jato na Suíça

Jornal GGN - Na próxima segunda-feira, dia 19, uma equipe de procuradores da República irá para a Suíça para uma nova busca de documentos relacionados ao esquema de corrupção da Petrobras. A equipe em questão terá acesso a extratos bancários e documentos que revelam o rumo do dinheiro que seria fruto de propina transferido em contas pelo mundo. Ao Estadão, fontes suíças confirmaram que "entre os envolvidos, novos nomes e novos depósitos já foram identificados". Leia a matéria na íntegra.

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Arquivo do Terror revela detalhes da ditadura no Paraguai

Por Daniella Cambaúva

Do Rede LatinAmerica (CartaCapital)

Em 22 de dezembro de 1992, um telefonema avisava o paraguaio Martin Almada que havia um monte de documentos da ditadura abandonados no Departamento de Produções da Polícia – uma pequena delegacia localizada no distrito de Lambaré, a quatro quilômetros de Assunção. Um monte, literalmente, como mostra a foto acima. Os agentes da repressão no Paraguai deixaram três toneladas de papéis abandonados, milhares de fichas de prisioneiros, informes confidenciais, relatórios de vigilância, além de fitas com gravações de encontros. Na contramão do que fizeram nos países vizinhos, os paraguaios optaram por não destruir as provas de violação de direitos humanos do regime, simplesmente abandonaram o arquivo no escritório e fecharam a porta.

Os papéis se tornaram, 23 anos depois, um dos mais importantes centros de documentação das ditaduras do continente americano. Porque além das provas de prisão clandestina, tortura, perseguição, assassinato e desaparecimento forçado no Paraguai, o arquivo revela a articulação entre os governos do Brasil, Chile, Argentina e Uruguai naquele período.

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Documentos dos EUA comprovam torturas nas unidades militares

Jornal GGN - O governo norte-americano entregou documentos à Comissão Nacional da Verdade que mostram que o país sabia das torturas praticadas durante o regime militar, com detalhes, mas mantiveram-se em silêncio. Nos documentos, estão explicados os métodos de tortura física e psicológica, incluindo o relato de um dos agentes de repressão.

Um dos arquivos é um aerograma enviado pelo cônsul geral do Rio de Janeiro, Clarence Boonstra, ao Departamento de Estado, em abril de 1973. Informava que com o aumento das prisões, os agentes brasileiros passaram a usar novos métodos de extração de informações. Além de não terem abandonados os tradicionais choques elétricos e pau de arara, haviam iniciado o método inglês – “uma nova e mais sofisticada pressão psicológica e física”, diz o aerograma. Leia mais »

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Justiça libera documentos da Operação Lava Jato à CPI da Petrobras

Da Agência Brasil

Juiz libera investigações da Operação Lava Jato para CPI da Petrobras

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou hoje (13) o compartilhamento das provas da investigação da Operação Lava Jato com a CPI da Petrobras. Os parlamentares terão acesso à investigação da Polícia Federal sobre possíveis desvios de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O processo envolve o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Os detalhes sobre supostas contas bancárias secretas do ex-diretor em bancos da Suíça também chegarão aos senadores.

De acordo com o juiz, a CPI poderá auxiliar na investigação. “Considerando que o compartilhamento irá instruir investigação criminal realizada pelo Congresso e de crimes apenados com reclusão (corrupção, peculato e lavagem, aparentemente) e que as provas colhidas neste feito e nos conexos podem servir eventualmente a outras investigações, não havendo ainda princípio da especialidade a impedir o compartilhamento das provas, é o caso de deferir o requerido”, decidiu Moro.

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Volume de cheques sem fundos perde força

Jornal GGN - O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 1,99% em fevereiro deste ano. Apesar do crescimento, a variação perdeu força em relação ao registrado em janeiro, quando o total foi de 2,11%, segundo dados divulgados pela consultoria Serasa Experian. 

No mês passado, foram devolvidos 1,225 milhão de cheques e compensados 61,732 milhões de documentos. Em fevereiro do ano passado, esse percentual foi 1,90%. 

Roraima liderou o ranking estadual dos cheques sem fundos no primeiro bimestre de 2014, com 11,06% de devoluções. O Amazonas, por sua vez, foi o estado com o menor percentual (1,26%). Entre as regiões, a Norte foi a que liderou o ranking, com 4,22% de cheques devolvidos, ao passo que a região Sudeste foi a que apresentou o menor percentual (1,60%). Leia mais »

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Como os governos ocidentais manipulam a internet

Por Glenn Greenwald

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Procon-RJ autua Grupo Galileo por dificultar entrega de documentos de transferência

Rio de Janeiro – O Procon-RJ, órgão da Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (Seprocon), autuou o Grupo Galileo por dificultar a entrega de documentos para a transferência de alunos da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), dos quais é a atual mantenedora. As duas instituições foram descredenciadas pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 13.
 
O diretor jurídico do Procon-RJ, Carlos Eduardo Amorim, disse que a notificação foi encaminhada ontem (15) ao grupo. Ele informou à Agência Brasil que a notificação determina, por ato sancionatório, que a empresa viabilize em dez dias a entrega dos documentos necessários para a transferência dos estudantes da Gama Filho e da UniverCidade para outras universidades. “E notificamos o grupo para que demonstre que estão sendo tomadas medidas neste sentido em 48 horas.”
 
De acordo com Amorim, o documento foi enviado pelos Correios porque o Procon-RJ não conseguiu notificar pessoalmente os dirigentes do Galileo, porque não encontrou nenhum funcionário no edifício-sede do grupo, no centro do Rio. Leia mais »
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Documentos inéditos mostram que SNI monitorava jornalistas, artistas e até aliados do regime

Da Carta Capital
 
A paranoia dos algozes

Por Marsílea Gombata
 
Documentos inéditos do SNI revelam o monitoramento de jornalistas, advogados, artistas e até aliados do regime
  
Arte: CartaCapital
 
Na mira da ditadura: Walmor Chagas, Millôr Fernandes, Heleno Fragoso, Caio Mário, Roberto Marinho
 
Uma leva de documentos inéditos do Serviço Nacional de Informações (SNI) detalha o período em que a ditadura brasileira, acuada pela campanha internacional contra a tortura e as prisões de opositores, monitorou jornalistas e a direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A instituição, mostram os papéis de 1976, era considerada pelo regime uma entidade subversiva e a serviço do Movimento Comunista Internacional, cujo objetivo seria a “agitação e a desmoralização dos “órgãos de segurança do País no exterior”.
 
“Esta má fé, caracteriza a posição do seu presidente, Caio Mário da Silva Pereira, elemento esquerdista e anti-revolucionário, bem como do seu vice-presidente Heleno Fragoso, militante comunista e notório defensor de presos subversivos, inclusive, do recém expulso Padre François Jentel, como bem mostram os prontuários respectivos (Anexo U)”, revela o informe redigido em português pedestre obtido por CartaCapital. “A representação da OAB, encaminhando a denúncia dos subversivos presos, é mais uma tática do MCI para desmoralizar e intimidar os órgãos de segurança, visando à sua neutralização atual e extinção futura.”
 
Durante a gestão de Caio Mário da Silva Pereira, lembra o atual presidente do conselho federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, houve deliberadas tentativas de vincular a Ordem ao Poder Executivo, “especialmente quando os militares tentaram transformá-la em uma espécie de departamento do Ministério do Trabalho”. “Foi uma reação ao então presidente, visto até hoje como símbolo de resistência à tentativa de ceifar a independência da OAB”, explica, antes de ressaltar que Pereira e seu sucessor, Raymundo Faoro, eram defensores dos direitos humanos, mas não necessariamente de esquerda. “Se olharmos a literatura do Dr. Caio, vemos que não se tratava de um comunista. Ele prezava pelos direitos civis, mas também pela propriedade privada. Faoro tampouco era comunista. Mas em ambas as gestões, na tentativa de restabelecer a dignidade da pessoa humana, a Ordem buscou revelar o que ocorria nos porões da ditadura.”
 

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Marinha fez cópias de arquivos da ditadura

Jornal GGN - A Marinha montou um arquivo de 1,2 milhão de páginas com cópias de documentos da ditadura militar (1964-1985). O acervo foi montado entre 1972 e 1974 pelo Cenimar (serviço de informações da Marinha), na chamada operação Netuno. Os documentos que listam o arquivo foram encontrados pela CNV (Comissão Nacional da Verdade), mas ainda não há informações sobre o seu paradeiro.
 
De acordo com a Folha de S.Paulo, o órgão microfilmou papéis do regime, classificados como sigilosos, oficiais, secretos e ultrassecretos e divididos em temas como "mortos", "agentes" e "operações". Documento encontrado pela equipe investigativa da CNV mostra que os microfilmes deveriam ser guardados nos arquivos do Rio de Janeiro e em Brasília, "para efeito de prova em juízo ou fora dele". Leia mais »
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Documentos devem ser organizados e guardados, evitando problemas futuros

Jornal GGN - Muito se ganha com a organização de documentos, recibos e contratos. O planejamento correto pode facilitar a vida de empresas de qualquer tamanho, bem como a vida do cidadão comum. No caso de empresas, ao se deparar com reclamações trabalhistas ou de fornecedores, o acesso fácil aos documentos, neste caso, faz com que tempo precioso seja poupado e dinheiro, também precioso, não seja entregue indevidamente. Para o consumidor, a presença de documentos comprobatórios vai facilitar o embate contra cobranças indevidas. Leia mais »

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