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Temer teria encontro com Joesley nos EUA gravado pelo FBI, mas acabou escapando

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Um dos jornais da família Marinho revelou nesta terça (18) que autoridades dos Estados Unidos foram acionadas pelas brasileiras para gravar um eventual encontro de Michel Temer com Joesley Batista, em Nova York, na cobertura do empresário da JBS. A ação controlada não saiu do papel porque Temer não viajou aos Estados Unidos naquela semana, preocupado com a aprovação das reformas no Congresso.
 
Segundo o Valor Econômico, o encontro nos Estados Unidos poderia ter ocorrido no dia 17 de março, mas quem viajou em nome de Temer foi o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, para um evento da Câmara Americana de Comércio em homenagem a João Dória Junior (PSDB).
 
O vazamento do grampo feito pelo próprio Joesley de conversa com Temer no Jaburu, um mês antes, ocorreu no dia 18 de março.
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Ministro da Justiça viaja para coibir Janot de falar mal de Temer nos EUA

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ministro da Justiça Torquato Jardim viaja às pressas aos Estados Unidos após saber que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, estará em Washington nesta semana para eventos ao lado de integrantes do Departamento de Justiça estadunidense, o DOJ.
 
Segundo coluna de Lauro Jardim em O Globo, Torquato chega amanhã aos EUA e "vai conversar com diplomatas brasileiros e pesquisadores especializados em Brasil."
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JBS: o lado obscuro de uma história mal contada, por Perpetua Almeida e Ronaldo Carmona

JBS: o lado obscuro de uma história mal contada

por Perpetua Almeida e Ronaldo Carmona

Os episódios da delação da JBS, que feriram de morte o governo Temer, apresentam um outro lado da moeda até agora pouco observado e de graves repercussões estratégicas para o interesse nacional. Primeiro, de natureza geopolítica. Segundo, relacionado a própria estratégia de desenvolvimento do país. 

Na história da ascensão das nações a condição de potência mundial – desde a Companhia das Índias da Holanda no século XVII à atual expansão chinesa neste século XXI –, grandes grupos empresariais nacionais sempre constituíram vértebras de expressão do poder nacional e instrumentos de adensamento da presença do país-sede destas empresas no sistema internacional. 

Via de regra, grupos empresariais formam-se a partir de uma potencialidade instalada no país que promove sua internacionalização e pelo Estado são fomentadas e incentivadas. As empresas norte-americanas de tecnologia (como Apple, Google, Facebook ou Amazon) originaram-se a partir da excelência do Vale do Silício. A Siemens alemã projetou-se internacionalmente a partir da excelência de um parque industrial e cientifico desta poderosa economia. Muitos outros exemplos seguem esta regra. 

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Lava Jato entregou dados do Brasil aos EUA sem receber nada em troca

Jornal GGN - Os procuradores da Lava Jato enviaram para os EUA dados das apurações feitas no Brasil sem receber quase nada em troca, segundo a colunista de Os Divergentes, Helena Chagas. Em texto divulgado nesta quarta (18), ela aponta que a cooperação internacional com o Departamento de Justiça dos EUA se deu com enorme volume de informações saindo do País, enquanto as autoridades estrangeiras quase nada forneceram.

A jornalista diz ainda que o fim do sigilo das delações da Odebrecht vai deixar claro que a maior parte do relatório do DOJ foi feita com base no trabalho dos procuradores da Lava Jato.

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Equador não vai aceitar delações sem provas da Odebrecht

Jornal GGN - O Equador anunciou na segunda (26) que não vai aceitar as delações sem provas da Odebrecht. A manifestação ocorreu após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelar que agentes equatorianos teriam recebido 33 milhões de dólares em propina por obras executadas pela Odebrecht no Equador. Em nota à imprensa, o governo do País apontou que os delatores são criminosos interessados em reduzir a própria pena e, por isso, tudo que é dito precisa de material probatório.

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Brasil deveria defender interesses nacionais, diz Kennedy Alencar sobre Lava Jato e EUA

Jornal GGN - A Lava Jato deve explicações sobre a suspeita de ajudar informalmente os Estados Unidos, indicando colaboradores da operação na Petrobras para firmarem acordos internacionais sem a supervisão do Ministério da Justiça. Essa falta de transparência pode ser prejudicial aos negócios brasileiros, diz o jornalista Kennedy Alencar, que ainda adverte que os EUA se preocupam com seus empresários e protegem os interesses interno. "O Brasil deveria fazer o mesmo."

Leia mais: Moro impede testemunha de falar sobre elo suspeito entre EUA e Lava Jato

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EUA devem aumentar alcance de punições na Lava Jato

Jornal GGN - Especialistas acreditam que o alcance dos Estados Unidos nas punições da Operação Lava Jato poderá aumentar, principalmente após a ida de delatores da operação aos EUA para repetir, para Securities and Exchange Comission (SEC) e para o Departamento de Justiça, as informações que já forneceram para a Justiça brasileira. As punições devem chegar a pessoas e empresas que estão fora do alcance de Sergio Moro, dizem os especialistas.

Julio Camargo e Augusto Mendonça, ligado à Toyo Setal, já refizeram seus depoimentos nos EUA. Outros envolvidos que deverão fazer delação nos Estados Unidos são Pedro Barusco, ex-gerente de serviços da Petrobras, o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

De acordo com informações do Valor, especialistas na lei americana dizem que as investigações podem resultar na abertura de processos não somente ligados à FCPA (lei anticorrupção no exterior), mas também por lavagem de dinheiro. Entre os alvos também podem estar bancos americanos que tenham facilitado o pagamento de propina, mesmo que sem dolo, e também empresas dos EUA e multinacionais sujeitas às leis dos Estados Unidos, como algumas companhias brasileiras investigadas na Lava Jato e com forte atuação no mercado americano.

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O ativismo imperial do departamento de justiça norte-americano, por André Araújo

De todos os setores do lamentável Governo Obama nenhum é mais criticado do que a gestão atual do Departamento de Justiça (DofJ), hoje dominado por cruzadeiros que querem reformar os EUA e o mundo. Infiltrado por cabeças ideológicas fora do "mainstream" clássico da sociedade americana, o DofJ está nos movimentos anti-conservadores com raiva do mundo, do capitalismo, da sociedade tradicional. São aquilo que os americanos chamam de "liberais", gente que não gosta dos EUA tal qual ele funciona e querem reformá-lo de qualquer maneira e no processo também reformar o mundo, desconhecendo fronteiras e diferenças culturas.

Um novo Presidente Republicano vai virar de alto a baixo o DofJ, mas o que hoje interessa ao Brasil é a ousadia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de estender sua jurisdição do Foreing Corrupt Practices Act (FCPA) para todo o planeta. 

Essa lei de 1973 foi criada em função de um rol de casos de propinas pagas pela fabricante de aviões militares Lockheed, que chegaram em três anos a 673 milhões de dólares, basicamente, na Arabia Saudita. Mas os casos que viraram escândalo foram na Alemanha e na Holanda. Na primeira, foi subornado o Ministro da Defesa Franz Strauss, e na última o Principe Bernhard, marido da Rainha.

O alvo da FCPA são empresas americanas ou com base nos EUA que pagam suborno no exterior. A pretensão de processar a Petrobras é absurda porque o caso não se enquadra na letra e no espírito da FCPA. A Petrobras não é pagadora de propina no exterior, ela foi usada por um grupo de executivos e fornecedores para gerarem situações de propina, mas a pessoa jurídica não pagou propina, outros pagaram propina a alguns de seus executivos.

Além de processar a Petrobras o DofJ pretende também processar todas as empreiteiras brasileiras envolvidas na Lava Jato, mesmo aquelas que não tem negócios ou ações nos EUA, violando a própria letra da FCPA que diz que serão réus empresas que tenham ou sede ou seu centro principal de negócios nos EUA, o que não deveria atingir empreiteiras brasileiras, a maioria das quais só têm negócios no Brasil.

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