Revista GGN

Assine

economistas

A receita para destruir um país, por Vladimir Safatle

Imagem: Marcelo Cipis/Marcelo Cipis/Editoria de Arte/Folhapress

Jornal GGN - Em sua coluna na Folha, o articulista Vladimir Safatle fala da ação entre amigos, deletéria e discutível, que afunda um país. A ação de dar os rumos de um país aos economistas amigos não é uma solução para a Nação, e nem mesmo para o próprio governo. O grande exemplo é o Espírito Santo, uma unidade em 27, que soçobra a olhos vistos, com crise, inclusive, na segurança. E é este modelo que pretendem levar para todo o país.

O Banco Mundial já faz suas contas de quantos brasileiros voltarão para a linha abaixo da pobreza. As políticas sociais jogadas fora, após a conquista de todo um povo. Junte-se a isso a Refora da Previdência e o atoleiro em que estão metendo as empresas brasileiras. Misture bem e calcule quanto tempo o país levará para se reerguer.

Leia o artigo a seguir.

Da Folha de S. Paulo

A receita para destruir um país 

Por Vladimir Safatle

Há três formas de destruir um país. As duas primeiras são por meio da guerra e de catástrofes naturais. A terceira, a mais segura e certa de todas, é entregando seu país para economistas liberais amigos de operadores do sistema financeiro.

Em todos os países onde eles aplicaram suas receitas de "austeridade", a recompensa foi a pobreza, a desigualdade e a precarização.

Alguns países, como a Letônia, vendido por alguns como modelo de recuperação bem-sucedida, viu sua população diminuir em quase 10% em cinco anos, algo que apenas as guerras são capazes de fazer.

Leia mais »

Média: 5 (8 votos)

Barão de Itararé promove ciclo de debates em SP

Jornal GGN – O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove o ciclo de debates “A Imprensa e o Golpe”, em São Paulo. Serão três dias de debates com os temas “A crise política”, “Os reflexos na sociedade” e “Os impactos na economia”, que contarão com a participação de jornalistas, economistas e artistas. As edições acontecem nos dias 22, 24 e 29 de novembro, sempre a partir das 19h.

Com o objetivo de melhor entender o cenário político atual que, com a consumação do impeachment de Dilma Rousseff, sofre com as mudanças e retrocessos, fazem parte do ciclo personalidades como as jornalistas Maria Inês Nassif (Carta Maior), Laura Capriglione (Jornalistas Livres), o economista Eduardo Fagnani, o músico Tico Santa Cruz, entre outros.

Leia mais »

Média: 4.4 (7 votos)

Ainda sobre a teoria da tributação ótima, por Marcos Villas-Bôas

Ainda sobre o desenvolvimento da teoria da tributação ótima

por Marcos Villas-Bôas

3. O desenvolvimento dos estudos sobre teoria da tributação ótima

As discussões sobre o uso da Matemática na Economia vêm sendo frequentes nos últimos anos, pois, cada vez mais, nota-se que, enquanto Ciência Social, a análise econômica fica limitada pela tendência à exatidão e à formalização da Matemática. O problema não é, na verdade, o uso de equações matemáticas, funções e matrizes nos estudos econômicos, o que permite uma demonstração de problemas organizada em números e a verificação de hipóteses segundo as regras da lógica matemática. O problema é limitar demais a Economia à Matemática e focar o seu estudo em formalizações, deixando em segundo plano a análise de dados históricos e a apresentação de soluções para os problemas concretos atuais e que possam surgir no futuro[1]. Algo semelhante aconteceu com o Direito Tributário Brasileiro nas últimas décadas.

Pela influência marcante da Matemática e da Lógica Formal no início do século XX, a teoria da tributação ótima se criou pela mão de economistas que utilizavam contundentemente recursos dessas disciplinas. No entanto, muitos desses próprios economistas vieram mudando o seu rumo do final do século XX para o início do século XXI. Autores como os já citados Diamond, Mirrlees, Atkinson e Stiglitz, todos vivos e em plena produção até hoje, iniciaram um processo de mudança dos métodos de estudo da tributação, fazendo uma espécie de giro da análise econômica de um viés mais tradicional (matemático e formal) para um viés mais contemporâneo (transdisciplinar e pragmático).

Leia mais »

Média: 5 (3 votos)

Corrente principal e controvérsia pluralista, por Fernando Nogueira da Costa

A dissidência heterodoxa expande a fronteira da ciência econômica. Logo, o debate pluralista é fundamental para a expansão do nosso conhecimento científico. Hipóteses são levantadas para serem submetidas ao debate e às constatações empíricas para verificar sua sustentação ou não

no Brasil Debate

Corrente principal e controvérsia pluralista

por Fernando Nogueira da Costa

Em artigo publicado no Valor (20/09/16), o ex-ministro da Fazenda da ditadura militar, Antônio Delfim Netto, fez mais uma típica descoberta do óbvio — aquilo que todo economista heterodoxo há muito tempo já sabia e ficava boquiaberto dos colegas ortodoxos não saberem: a vanguarda intelectual em Economia é heterodoxa! Se suas descobertas forem realmente pertinentes, serão incorporados ao “mainstream” – “corrente principal do pensamento econômico”, como os ortodoxos arrogantemente auto atribuem sua denominação.

Em outras palavras, a Ciência Econômica não evoluiria por uma lógica imanente, mas sim sob a pressão – ou o açoite – da dissidência heterodoxa que expande a fronteira dessa área de conhecimento. Logo, o debate pluralista é fundamental para a expansão do nosso conhecimento científico. Hipóteses são levantadas para serem falseadas, ou seja, submetidas ao debate intelectual e às constatações empíricas para verificar sua sustentação ou não. Caso caiam, levantam-se novas hipóteses.

Leia mais »

Média: 3.9 (7 votos)

Economistas pedem crescimento econômico com inclusão social

Jornal GGN - Em carta divulgada na semana passada pelo Sistema Cofecon/Corecon (que reúne os conselhos federal e regionais de economia), economistas pedem uma retomada do crescimento econômico com a manutenção da inclusão social dos últimos anos e também com o aprofundamento da distribuição de renda.

Em reunião em Natal (RN), os representantes dos conselhos discutiram os efeitos econômicos e sociais da mudança de governo, após o afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Na carta, os economistas criticam a concentração de renda no país e o modelo tributário.

Para eles, o modelo é “arcaico” e não consegue dar conta de atender às demandas sociais, já que 72% da arrecadação pesa sobre o consumo (56%) e sobre a renda do trabalho (16%). A tributação sobre a renda do capital e a riqueza é de 28%,  “na contramão do restante do mundo”, diz o documento.

Leia mais »

Média: 5 (6 votos)

Economia teve retração de 0,53% no segundo trimestre, diz Banco Central

Jornal GGN – De acordo com o Banco Central, a atividade econômica brasileira teve uma retração de 0,53% no segundo trimestre na comparação com o primeiro. Com isso, no primeiro semestre, a economia acumula uma baixa de 5,38%. Em 12 meses, a queda foi de 5,6%.

O resultado oficial do PIB do segundo trimestre, medido pelo IBGE, será divulgado no dia 31.

Os economistas e instituições financeiras consultados pelo BC esperam uma retração da atividade econômica de 3,23% no ano. A estimativa de retração do PIB para 2017 foi mantida em 1,1%, de acordo com a pesquisa. 

Leia mais »

Média: 1 (1 voto)

Recessão econômica é consequência de uma falha de diagnóstico

do Instituto Humanitas Unisinos - IHU

Recessão econômica é consequência de uma falha de diagnóstico.

Entrevista especial com Felipe Rezende

por Patricia Fachin

Estou focando muito no diagnóstico da crise, porque se o diagnóstico que faço é correto, ou seja, se houve uma deterioração do balanço de pagamento das empresas, não vai ser somente a redução de custos que vai reverter esse quadro, nem mesmo a austeridade fiscal”, afirma o economista.

A atual crise econômica brasileira, considerada por alguns a pior dos últimos 80 anos, tem essa magnitude porque se trata de uma crise de “falha de diagnóstico”, defende o economista Felipe Rezende na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line. Segundo ele, a recessão atual é consequência de uma crise de balanços de pagamento das empresas não financeiras, que iniciou logo após a crise financeira internacional de 2007, quando as empresas brasileiras começaram a enfrentar uma “situação de déficit”.

O quadro “piorou em 2008, melhorou um pouco em 2009, (...) mas a partir de 2010 essas empresas voltaram a ter déficit, e a situação foi piorando até 2013, quando elas alcançaram quase 4% do PIB de déficit”, informa. Ao mesmo tempo em que as empresas se endividavam, frisa, “não houve uma geração de caixa para a economia como um todo e, portanto, as empresas começaram a ter dificuldades”.

Leia mais »

Média: 3 (2 votos)

A tradição dos grandes economistas italianos, por André Araújo

Por André Araújo

Ontem discutiu-se aqui algo sobre a Escola Austríaca de pensamento econômico, criada por volta de 1870 e hoje na 6ª geração. Citam-se os austríacos e os anglo-americanos, os franceses e suecos, mas os que cultuam a ciência econômica esquecem os fundadores da economia moderna, muito anteriores aos convencidos ingleses, e aos audaciosos franceses, sem falar nos pedantes americanos.

A economia moderna nasceu na Itália, quando a Inglaterra era ainda um lugar de agricultores e pastores de ovelhas.

Os sofisticados banqueiros de Florença, os Medicis, Struzzi, Bardi, Peruzzi já operavam bancos no Século XV, foram os italianos que inventaram o capitalismo moderno, tornado possível pela criação da contabilidade de partidas dobradas, modelo em que até hoje se registram em todo o planeta as transações e se publicam os balanços. Os florentinos inventaram a letra de câmbio, a ordem de pagamento, a nota promissória, as operações de crédito.

O mais antigo banco do mundo até hoje é o Monte dei Paschi di Siena, fundado em 1472 e em plena operação, mostrando que a Itália é muito mais antiga no conhecimento e operação da economia do que qualquer outro País.

Leia mais »

Média: 4.1 (9 votos)

O Plano Real e os economistas de mercado, por André Araújo

Por André Araújo

Em meados da década de 1940, um fulgurante debate sobre o destino econômico do Brasil foi travado entre dois grandes pensadores, o empresário e intelectual Roberto Simonsen, formulador de um projeto de desenvolvimento do País através da industrialização, e Eugenio Gudin, criador da primeira escola de economia do Pais, que pensava o Brasil como uma economia basicamente de bens primários acoplada aos países centrais que seriam seus compradores de commodities e fornecedores de bens industriais.

Esse grande debate ideológico atravessou as décadas seguintes, com uma corrente pró industrialização e outra menor, que pretendia manter o Brasil como economia subsidiária dos países industriais, tendo Simonsen sido substituído por Celso Furtado e Gudin por Roberto Campos, a grande controvérsia durou 50 anos.

Com o Governo Collor, que abriu indiscriminadamente as importações e principalmente com o Plano Real, venceu a visão anti-industrial e a favor de um projeto de País voltado à exportação de bens primários, iniciando uma etapa consequentemente de baixo crescimento e futuro incerto para o País, todos os grandes emergentes são FORTEMENTE INDUSTRIALIZADOS, e o Brasil em 1970 era mais industrializado do que a Índia e a China.

Leia mais »

Média: 4.3 (17 votos)

Economistas progressistas contra o golpe

Jornal GGN – Economistas brasileiros contrários às teses ortodoxas e neoliberais assinam um manifesto contra o golpe ao Estado Democrático de Direito. O grupo de mais de 350 profissionais e estudiosos é encabeçado por nomes como Luiz Belluzzo, Leda Paulani e Laura Carvalho.

O texto é direcionado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nele, os economistas pedem que a Corte utilize todos os meios à sua disposição para sustar o golpe em curso.

“Ardilosamente orquestrado pelas forças mais conservadoras e antidemocráticas do país, com auxílio inestimável da grande mídia e infelizmente também com a utilização de corpos de servidores do Estado que passaram a atuar de forma claramente político-partidária, o golpe, objetivado numa declaração de impeachment, a nosso ver insustentável do ponto de vista jurídico, por não haver crime de responsabilidade, manchará indelevelmente nossa jovem democracia, a tão duras penas reconquistada, depois de mais de duas décadas de ditadura”.

Abaixo, a íntegra do manifesto e lista completa de assinaturas:

Leia mais »

Média: 4.3 (17 votos)

Governo e economistas cavam o fundo do poço, por Fernando Rugistsky

Jornal GGN - Em análise publicada pela Folha de S. Paulo, Fernando Rugitsky professor da USP, aponta que a crise econômica pode se aprofundar mais antes de começar a sua recuperação. Para ele, o sistema político está "girando em falso" e as medidas anunciadas, como as metas de crescimento dos gastos públicos e da reforma da Previdência, acabam enfraquecendo "as travas à derrocada econômica". "Ávidos por trazer um mistificado liberalismo econômico, economistas convencionais e os membros do governo que foram convencidos por eles defendem políticas que aceleram a trajetória explosiva", afirma, concluindo que tanto economistas quanto o governo estão  "cavando ativamente o fundo do poço". Leia mais abaixo:

Da Folha

 
FERNANDO RUGITSKY

Demanda fraca nos mercados externo e interno, desconfiança de consumidores e de investidores, alto nível de endividamento das famílias e das empresas, dúvidas sobre a situação fiscal do país, incertezas no cenário político, erros na condução da política econômica...

São muitas as razões que levam especialistas a acreditar que a crise pode se aprofundar ainda mais antes de a economia iniciar uma retomada, não vislumbrada para os próximos meses. Para Carlos Kawall Leal Ferreira, economista-chefe do Banco Safra, a demanda fraca não sugere uma recuperação do país nos próximos meses.

Leia, abaixo, a análise de Fernando Rugitsky, professor da FEA/USP e doutor em economia pela New School for Social Research (EUA).

*

Os brasileiros estão à procura de um fundo do poço, da esperança de que a economia está prestes a se recuperar da assombrosa queda que atravessa. Poderão os economistas oferecer esse consolo? Ou será mais plausível concluir que estamos a cavar o nosso próprio poço?

Leia mais »
Média: 4 (8 votos)

Cinco economistas no deserto, por André Araújo

Cinco economistas no deserto, por André Araújo

O Programa Roda Viva de ontem, na TV Cultura, discutiu a crise econômica brasileira. Cinco economistas foram convocados: Bresser Pereira, Luis Gonzaga Belluzo, Marcos Lisboa, Samuel Pessoa e Amir Khair, todos economistas veteranos de nomeada, largamente conhecidos do público.

Ninguém esteve de acordo com ninguém, diagnósticos completamente diferentes, visões de processos e de movimentos que nada tinham a ver um com outro. Bresser como sempre um pouco confuso, Belluzo fazendo outro tipo de confusão, Pessoa com visão sociológica vendo pactos do povo consigo mesmo, Lisboa com todo o vestuário intelectual neoliberalíssimo, Khair foi o mais curto e preciso, na minha visão o melhor debatedor da noite.

Nenhum deles teve propostas simples e claras para a crise econômica brasileira porque são economistas mais acadêmicos que operacionais, embora alguns tivessem tido cargos de comando com avaliações contraditórias.

Na minha visão o grande dirigente de economia deve ser um político de alta categoria e não um economista, aliás esse é o conceito americano, onde muito raramente o Secretário do Tesouro, equivalente ao nosso Ministro da Fazenda, é um economista, são quase sempre empresários, advogados ou executivos. O único economista profissional no período recente foi Lawrence Summers, que todavia era menos acadêmico e mais operador com experiência diversificada.

Leia mais »

Média: 3.8 (23 votos)

Economistas da OEB buscam soluções para a crise no Brasil

 
Jornal GGN - A Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) vai analisar e propor soluções para a crise econômica no país, no próximo dia 21 de janeiro, com o seminário "A Década 'mais perdida ainda' não está perdida ainda".
 
"Não adianta trocar presidente, ministros, sem modificar a política econômica. A maneira de gerir a coisa pública é que tem que ser mudada, independente de quem estiver no poder", afirmou o economista Roberto Troster. O membro da OEB escreveu um artigo sobre a situação do cenário nacional, que foi o que motivou a organização do evento. "Tenho certeza de
que há uma saída", disse.
 
O seminário que busca propor soluções ocorrerá no auditório da Ordem dos Economistas do Brasil, no viaduto Nove de Julho, 26, na quinta-feira (21), das 10h às 12h. A entrada é gratuita. Mais informações pelo e-mail: [email protected]
Média: 3 (8 votos)

O político e o economista na gestão da economia, por André Araújo

Por André Araújo

O padrão mundial e brasileiro de Ministros da Economia (seja que título tenha o cargo) registra como experiência histórica o grande político ou o grande empresário como o melhor operador da política econômica. Esse perfil teve, no Brasil, grandes nomes de políticos, como Getúlio Vargas e Oswaldo Aranha, políticos puros como Ministros da Fazenda ou grandes empresários como Guilherme da Silveira, Sebastião Paes de Almeida  e Horácio Lafer.

Nos Estados Unidos, dos 26 Secretários do Tesouro desde a crise de 1929, 4 foram economistas e 22 foram políticos ou grandes empresários. Mesmo os economistas (Barr, Shutz, Summers e Snow) eram tarimbados operadores políticos.
 
Do grupo de políticos, os melhores foram velhas raposas como George Humphrey, John Connolly, James Baker, Nicholas Brady.
 
Alguns já nasceram ricos como Andrew Mellon e Douglas Dillon, outros eram ricos e ficaram bilionários depois da passagem pela Secretaria do Tesouro, como Nicholas Brady, que foi Secretário em dois governos, Reagan e Bush.
 
Até Winston Churchill, que não entendia nada de economia foi Ministro da Fazenda na mesma época em que Getúlio, também virgem em conhecimentos de economia,  foi Ministro da Fazenda do Governo Washington Luis.
 
O cargo de Ministro da Fazenda exige um POLÍTICO e não um técnico porque o cargo é político antes de mais nada.

Leia mais »

Média: 4.2 (12 votos)

Os economistas de mercado e a técnica de criar pessimismo

Por André Araújo

JOGO BRUTO - OS ECONOMISTAS DE MERCADO - No começo do Século XIX, os banqueiros londrinos especulavam com as batalhas napoleônicas. Se o general francês perdia, os títulos do Tesouro inglês subiam porque significava que o Império Britânico estava sólido, se Napoleão ganhava subia o ouro porque os ingleses poderiam ter que fugir da Europa e aí era preciso ter ouro para começar a vida em outro lugar. Mas se o especulador "exagerasse" a vitória de Napoleão os títulos britânicos cairiam mais ainda e se as derrotas de Napoleão fossem magnificadas o ouro explodiria de preço, a técnica de criar pessimismo nas crises nasceu aí, criar um "clima" ruim derruba as cotações, que bom.

Nasceu dessa simples constatação a ideia de que pode-se "aumentar" as crises insuflando o lado ruim e escondendo o lado bom. Há uma categoria de economistas no Brasil, amplamente majoritária, que se especializou em "detonar" o Brasil sempre que uma crise aparece na tela. Os chamados "economistas de mercado" são os que estudaram aqui e depois no exterior dentro de "modelos" fechados onde as variáveis sempre precisam estar no lugar definido para elas porque senão será o caos, a tragédia, o fim dos tempos para um País. É uma visão que hoje se depara na grande imprensa através da voz exclusiva nos cadernos de economia dos "economistas de mercado" e seus divulgadores.

Leia mais »

Média: 5 (14 votos)