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Eduardo Gianetti

Guru de Marina defende chapa com Joaquim Barbosa e eleição sem Lula

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Jornal GGN - De olho no eleitorado de Lula, Marina Silva já começou a mexer os pauzinhos em torno da eleição de 2018 tão logo saiu a sentença do caso triplex e o País passou a se questionar se a candidatura do petista será viável.
 
Em entrevista à Folha, publicada no domingo (16), o economista Eduardo Gianetti, um dos gurus de Marina, defendeu um cenário sem Lula em 2018 como se fosse a melhor opção para o País sair da crise política.
 
"É muito mais arejada para o país [a disputa ocorrer sem Lula]. Neste caso, haverá uma grande pulverização de candidaturas. Isso seria bom para o eleitorado, nos daria oportunidade de fugir de uma discussão burra e debater temas importantes. E muita gente iria se animar a concorrer", disse.
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As tolices a respeito do Bolsa Família

Do filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca, liberal, ouvi a máxima de que os juros são altos porque o brasileiro entrou na voracidade do consumo e não sabe poupar, preferindo se endividar sem olhar a taxa paga.

De um economista de direita, em um Congresso Internacional de Direitos Humanos em Belém, as críticas acerbas quanto ao fato do pobre gastar dinheiro atrás de quinquilharias da classe média.

De Frei Betto, de esquerda, que o grande erro do governo foi ter proporcionado bens materiais e não espirituais aos pobres.

De O Globo, sempre atento às invasões bolivarianas, ao fantasma de Che, e ao supremo risco dos irmãos Castro invadirem o Brasil, o endosso às teses de Frei Betto.

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E aí se vê a geleia geral em que se transformou a política brasileira. No Bolsa Família, Frei Betto critica o caráter “compensatório”.  O Fome Zero, na versão idealizada por ele, era um “programa emancipador”, que primeiro daria formação, montaria uma estrutura em torno de conselhos populares, organização social, para depois premiar o pobre com o direito ao consumo.

Nada além do que organizações como o Movimento dos Sem Terra (MST), ou Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) propõem, ou seja, uma organização à parte do mercado, com fundas raízes ideológicas, ótimas para a organização de grupos sociais excluídos, temerária como política pública.

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Presidente do PSB se diz preocupado com economistas de Marina

Jornal GGN - Depois de o ex-presidente Lula dizer que a equipe econômica de Marina Silva deveria ser "proibida de falar bobagem", agora é a vez do dirigente nacional do PSB, Roberto Amaral, mostrar insatisfação com as propostas e os especialistas que surgem na mídia quase que diariamente.

De acordo com o colunista Ilimar Franco, Amaral e os socialistas estão "inconformados com a quantidade de gurus econômicos que se apresentam como formuladores de Marina Silva. O presidente do partido resume: 'Estou preocupado com a quantidade de especialistas e consultores que a imprensa está descobrindo na nossa campanha'.

"Ele afirma que surgem nomes 'desconhecidos por nós' e 'um novo coautor do programa da Marina'. E destaca que o economista Celso Furtado, nacional desenvolvimentista, é o formulador do partido. Amaral sentencia: 'O PSB tem profunda admiração pela obra e pelo pensamento de Celso Furtado. Morto, não há substituto à altura'."

A fala de Amaral é uma resposta à entrevista publicada pelo jornal O Globo, no último dia 14, com Alexandre Rands - um dos principais assessores econômicos de Eduardo Campos e, consequentemente, colaborador de Marina no capítulo que trata do setor.

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A convergência na política econômica de Aécio e Marina

Jornal GGN - A edição do Valor desta quinta-feira (21) traz uma reportagem sobre a convergência de ideias entre Armínio Fraga e Eduardo Giannetti. O primeiro elabora o programa de governo de Aécio Neves (PSDB) no setor econômico. O segundo está no bloco da mais nova candidata ao Palácio do Planalto, Marina Silva (PSB/Rede).

Os dois economistas participaram de eventos públicos nos últimos dias, e defenderam a volta do tripé “como fio condutor da política econômica no caso da vitória da oposição [à Dilma Rousseff, PT] nas eleições presidenciais de outubro.”

A proposta emergencial defendida por ambos é um plano de ajuste logo no início do novo governo. Este plano inclui realinhamento das tarifas, medidas que podem provocar uma quebra no ritmo de crescimento e impacto no emprego. Segundo o Valor, Armínio e Giannetti acreditam que mesmo os reflexos negativos tendem a desaparecer rápido, pois o país tem "capacidade de reação muito forte e podemos terminar 2015 com a economia em aceleração", nas palavras do conselheiro do PSB.

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A idolatria do PIB, por Eduardo Gianetti

Jornal GGN - Em sua coluna na edição de hoje da Folha, o economista Eduardo Gianetti afirma que o uso do PIB como indicador de sucesso ou fracasso se tornou "uma espécie de religião do nosso tempo". Para ele, esta idolatria do PIB tem causado sérios prejuízos ao bem-estar humano, citando, como exemplo, o problema de poluição da China e o aumento dos congestionamentos nas cidades brasileiras. Leia mais abaixo:

Da Folha

 
EDUARDO GIANNETTI
 
O PIB é uma invenção recente. A ideia de medir a variação do valor monetário dos bens e serviços produzidos a cada ano surgiu no período entreguerras, mas foi só nos anos 50 que os órgãos oficiais passaram a publicar dados de PIB para os diferentes países. Adam Smith, Ricardo, Marx e Mill jamais foram instados a prever o PIB do ano ou trimestre seguintes.
 
De lá para cá, o culto do PIB como métrica de sucesso ou fracasso das nações virou uma espécie de religião do nosso tempo. O crescimento é o objetivo supremo em nome do qual governos são eleitos ou rejeitados nas urnas e um antropólogo marciano poderia até imaginar que a sigla PIB nomeia a nossa divindade-mor na vida pública enquanto o consumo dá sentido à existência na esfera privada.

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