Revista GGN

Assine

embate político

Lula tira Moro da normalidade processual e quem perde é o juiz, por Helena Chagas

 
Jornal GGN - Artigo publicado por Helena Chagas nesta quarta (19) aponta que Sergio Moro deixou de ser técnico e passou a ser político em suas decisões contra o ex-presidente Lula. O problema é que politizar os processos da Lava Jato é exatamente o que o petista deseja, pois tirar Moro do campo jurídico ajuda a passar a ideia de que as investigações e julgamentos não estão de acordo com o ordenamento comum. Ou seja, o embate entre Lula e Moro pode custar mais caro ao juiz.
 
'O risco de passar do ponto, para Moro – que já não tem a intocabilidade dos primeiros tempos – é dar razão a Lula em recursos às instancias superiores. Se não no TRF4, alguém no STJ ou no STF pode estar ficando com vontade de dar um puxão de orelhas no juiz mais famoso do Brasil", comentou Helena.
Média: 3.4 (19 votos)

Bom-mocismo é a marca de uma esquerda que tem medo do embate político, por Luis Felipe Miguel

Bom-mocismo é a marca de uma esquerda que tem medo do embate político

por Luis Felipe Miguel

em seu Facebook

Eu não queria mais falar do affair Míriam Leitão, mas há algo que está incomodando demais. É a epifania que o episódio gerou em alguns, a visão de que há uma "selvageria" que a esquerda precisa a todo custo extirpar. Com argumentos delirantes e um bom-mocismo de gelar os ossos.

Primeiro, muita gente ignora um fato central: a tal agressão provavelmente nunca existiu. Há as incongruências do relato dela, há o timing estranhíssimo, há os depoimentos, vários, que a contradizem. Daí eu leio gente dizendo que não se pode duvidar da vítima. Isso, me perdoem, é uma demência. Há uma falha lógica. Se não houve agressão, não há vítima, então não há porque deixar de duvidar...

Leia mais »

Média: 4.3 (23 votos)

“Vamos para embate político dentro do Congresso", anuncia ministro de Dilma

Depois da reunião de coordenação política, Eliseu Padilha disse que o governo buscará diálogo, mas defenderá seus interesses
 
 
Jornal GGN - Em resposta às tratativas de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, desde que anunciou seu rompimento com o governo, o Palácio do Planalto deu sinal verde para o "embate político", ainda que buscando o diálogo. No campo da articulação, o ministro da Secretaria de Aviação Civil Eliseu Padilha afirmou que o segundo semestre será de "diálogo mais profundo e mais próximo" com o Congresso Nacional, mas que o governo defenderá seus interesses na chama "pauta-bomba".
 
“Vamos para o embate político do voto dentro do Congresso Nacional, por isso, temos o trabalho de articulação política; por isso, estamos com o processo de convencimento”, disse o ministro, depois da reunião de coordenação política convocada pela presidente Dilma Rousseff, hoje (27).
 
Na Câmara, o presidente da Casa havia anunciado que o governo deve esperar um segundo semestre de mais obstáculos. Dentro dos temas da "pauta-bomba" estão a criação das CPIs do BNDES, dos Fundos de Pensão, em que Cunha articula não apenas deixar o PT fora do comando das comissões, mas também garantir a presidência ou a relatoria à oposição. 
 
Cunha também despachou 12 pedidos de impeachment contra a presidente, prontos para serem analisados pela Casa, assim que o recesso parlamentar acabar. Somado a isso, o peemedebista marcou na pauta a votação de todas as prestações de contas pendentes de presidentes de mandatos anteriores, para livrar o caminho assim que o Tribunal de Contas da União (TCU) julgar o balanço de Dilma.
 
A votação de vetos com impacto nas contas públicas, como a do fator previdenciário, já deverá entrar na próxima semana. 
Média: 5 (4 votos)

O rebate e o eleitor, por Maria Cristina Fernandes

do Valor

O rebate e o eleitor

Por Maria Cristina Fernandes

Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef são réus confessos que se comprometeram a contar o que sabem à justiça para diminuir suas penas. Se mentirem ou imputarem culpa a inocentes, terão penas agravadas.

As revelações dos alcaguetes moldarão em grande parte o governo a ser eleito. Se for o de Aécio Neves, servirá de parceria para o ajuste. Para 'tirar o país do buraco' o presidente terá que tomar medidas duras mas, em contrapartida, terá cabeças a exibir em espetáculo de praça pública. Choverão aliados em busca de proteção.

Se for o de Dilma Rousseff o escândalo poderá ter consequências importantes para o previsível embate entre a reeleita e o antecessor. Em pé de guerra com a presidente, o mercado confia numa maior ascendência de Luiz Inácio Lula da Silva para conter os ímpetos da sucessora em eventual segundo mandato. O ex-presidente só estará apto a este papel se os alcaguetes não o puserem nas cordas.

Leia mais »

Média: 3 (6 votos)