Revista GGN

Assine

Empreiteira

Planilhas escondidas da Odebrecht foram recuperadas pela Suíça


Foto: Marcos Bezerra/Futura Press
 
Jornal GGN - Um dos principais mistérios das delações da Odebrecht que comprometiam boa parte das acusações contra políticos era a falta de acesso ao MyWebDay, um sistema utilizado pela empreiteira para registrar os repasses de caixa dois e propinas a contas de beneficiários pelo setor de operações estruturadas.
 
Até recentemente, nem o próprio coordenador da força-tarefa de Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol, teria conseguido o acesso aos dados da contabilidade de remessas ilegais da Odebrecht. O arquivo havia sido descoberto no ano passado, quando uma funcionária do departamento foi presa, e indicou que os registros traziam as ordens de pagamentos não somente a políticos, como também integrantes do Judiciário, diplomacia e tribunais de contas.
 
Entretanto, as informações eram supostamente armazenadas pela Suíça, uma vez que os materiais são de extratos bancários de pagamentos a offshores no exterior, além de planilhas destas transferências bancárias e, segundo Dallagnol, o país ainda não tinha compartilhado os dados com os investigadores brasileiros.
Média: 4.9 (8 votos)

PF queria condução coercitiva de Haddad, mas Justiça negou

Em outros depoimentos, a Andrade Gutierrez e a Odebrecht já apontaram que dívidas das campanhas do PT transitavam em outro diretório, o nacional, não o municipal
 

Foto: Fernando Pereira/ Secom/ PMSP
 
Jornal GGN - Na Operação Cifra Oculta, desdobramento da Lava Jato com mira no ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a Polícia Federal havia solicitado a condução coercitiva do político e de sua ex-vice, Nádia Campeão. O apelo dos delegados, que movimentaram de forma exacerbada 30 policiais às ruas de São Paulo, São Caetano e Praia Grande, teve que ser brecado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Márcio Antônio Boscaro.
 
Isso porque a ação ostensiva, já cumprindo nove mandados de busca e apreensão no inquérito policial com base nas delações premiadas de executivos da UTC, chegou a tentar obrigar Haddad a prestar depoimento, de forma inesperada.
 
Com o juiz Boscaro negando o pedido, a Polícia Federal adiantou que Fernando Haddad será, então, intimado a prestar o depoimento. A informação foi dada pelo delegado da PF, Rodrigo Costa, após as medidas contra o ex-prefeito serem cumpridas na manhã desta quinta-feira (01).
Média: 5 (5 votos)

Novas delações "têm alta relevância", diz Odebrecht ao desmentir jornal

 
Jornal GGN - Desde o início da semana, entre a estratégia dos meios de comunicação de trazer visibilidade a ações contra Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba e herdeiro da empreiteira, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Folha de S. Paulo dedicou espaço para mirar contra Marcelo, em meio ao avanço das delações dos 77 executivos e ex-funcionários da companhia.
 
Em reportagem publicada nesta segunda-feira (13), por exemplo, o jornal veiculou que os demais delatores guardam "mágoa" do então presidente da Odebrecht por ser responsabilidade dele a inclusão dos executivos na lista de investigados da Operação Lava Jato.
 
O diário atribuiu, ainda, a Marcelo que ele seria o grande comandante do suposto esquema de corrupção, envolvendo a estatal brasileira Petrobras e a empresa. "Em conversas reservadas, executivos e ex-executivos alegam que somente cumpriam ordens dele sobre decisões envolvendo pagamentos de vantagens a políticos", disse o jornal, de forma vaga.
Média: 5 (4 votos)

Contra corrupção, quebra-se a Odebrecht, mas se protegem as estrangeiras

 
Jornal GGN - A cooperação aceita pelos procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato no Brasil com a Justiça norte-americana, desde o fim de 2014, teve um de seus desfechos no final do último ano. O resultado foi a tutela das autoridades brasileiras para Departamento de Justiça dos Estados Unidos investigar e fiscalizar as empresas nacionais.
 
Desde o início da cooperação internacional, os procuradores anunciavam que o intercâmbio era positivo ao país. Um dos gestos mais simbólicos da extensão dessa aliança na Operação foi a visita do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em fevereiro de 2015, aos Estados Unidos, para fechar um acordo de "entendimento" com o Banco Mundial contra a corrupção.
 
Aquele era o início da abertura dos investigadores brasileiros à fiscalização e controle dos EUA, ainda que infringindo medidas de proteção do Estado contra a soberania nacional.
 
No dia 21 de dezembro de 2016, o Departamento de Justiça norte-americano concluía uma das principais etapas desta colaboração. Anunciava um acordo assinado pela Odebrecht, por intermédio dos procuradores da República brasileiros, para pagar multas aos EUA e Suíça, além do Brasil, pelas práticas ilícitas e de corrupção [leia aqui].
Média: 4.3 (18 votos)

Assim como Peru e Panamá, Equador bloqueia a Odebrecht

Procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga
 
Jornal GGN - O Equador é o terceiro país a anunciar o bloqueio à empreiteira brasileira Odebrecht. O procurador-geral do país, Galo Chiriboga, anunciou nesta terça-feira (03) que a Justiça equatoriana proibiu o país a fechar acordos e contratações com a empresa, enquanto é investigada de corrupção e pagamento de propinas junto a agentes públicos. 
 
"À pedido da Procuradoria, como um ato urgente, o juiz de Pichincha resolveu que as instituições se abstenham de celebrar contratos com a Odebrecht", anunciou a autoridade. 
 
Segundo dados divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, após a Odebrecht fechar um acordo de leniência com as autoridades norte-americanas, suíças e brasileiras, no Equador o esquema envolveu o repasse de US$ 33,5 milhões de pagamentos ilícitos.
Média: 2 (4 votos)

Odebrecht não suportará bloqueio de países com bilhões de dólares em negócios

 
Jornal GGN - Se seguirem o exemplo do Panamá e do Peru, os bloqueios de todos os países que mantém negócios com a Odebrecht podem levar a companhia brasileira à falência. A Odebrecht ocupou o 13º lugar das empresas que mais conseguiram contratos públicos bilionários no ano de 2015, segundo dados da Engineering News-Record (ENR). Dos Estados Unidos, só ultrapassaram a brasileira duas norte-americanas: as também construtoras Bechtel e Fluor Corp. 
 
Além do peso mundial, o impacto de sanções internacionais afetará em cheio a empreiteira, que possui mais de 70% de sua carteira de lucros com contratos fora do Brasil.
 
Média: 2 (4 votos)

Mesmo tentando poupar Aécio, delator revela o que está por vir contra PSDB

 
Jornal GGN - Apesar de clara intenção da mira do depoimento de Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, ser a cúpula do PMDB e do governo Michel Temer, sendo apenas o presidente citado 43 vezes nas 82 páginas de delação à Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSBD-MG) não conseguiu sair ileso do primeiro dos 77 delatores da empreiteira na investigação.
 
No documento, Melo Filho tenta explicar aos procuradores da República e delegados da Polícia Federal como funcionava os repasses de caixa 2 da empreiteira aos políticos, seguindo a superplanilha da Odebrecht, encontrada em apreensões desde março deste ano. Isso porque o nome do delator era relacionado diretamente a parte desses repasses, em anotações nos arquivos.
 
Foram em dois momentos que o nome de Aécio Neves apareceu nos relatos. Na primeira vez, é uma acusação direta ao senador José Agripino Maia (DEM-RN), e Aécio teria pedido à companhia o repasse de R$ 1 milhão ao parlamentar, como contrapartida de apoio da sigla na eleição presidencial de 2014.
 
 
Média: 5 (14 votos)

Temer atuou por doação ilegal a PMDB em 2014, diz delator

O caso já havia sido sugerido por Eduardo Cunha, em sua auto-defesa e tentativa de mirar o atual presidente da República em esquema de corrupção da Lava Jato
 
 
Jornal GGN - Outra delação premiada de executivo da Odebrecht abalou os ânimos do governo de Michel Temer, nesta sexta-feira (09). O alvo, agora, foi o amigo do atual presidente, advogado José Yunes, que teria recebido R$ 10 milhões da empreiteira para as campanhas do PMDB em 2014. A informação é de Severino Motta, do BuzzFeed.
 
Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões, ou seja, mais da metade, eram destinado a Paulo Skaf, então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e outros R$ 4 milhões seriam destinados a Padilha para as campanhas do partido.
 
O delator é o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que disse ter repassado parte dessa quantia em dinheiro vivo a escritório de Yunes, em São Paulo. José Yunes é conselheiro amigo de Temer há 40 anos, já se considerando "psicoterapeuta político" do peemedebista, e foi nomeado para a assessoria especial da Presidência.
Média: 5 (5 votos)

As "desculpas" que significam o fim da maior negociação da Lava Jato

 
Jornal GGN - Desde que as negociações de delação premiada com os executivos da Odebrecht se tornaram mais concretas, circulava a informação de que a empreiteira publicaria um pedido de desculpas à sociedade. Mas somente após de efetivada e sem restar dúvidas do teor dos depoimentos e informações que entregaria, logo em seguida, com o acordo de leniência.
 
Por isso, o "Desculpe, a Odebrecht errou", apesar de planejado há meses, só pode ser divulgado nesta sexta-feira (02). E com a notícia, o alerta verde que todos esperavam: nos dias que virão a pauta dos jornais será os depoimentos.
 
E o comunicado ocupa duas páginas de publicidade dos jornais desta manhã. Foi um tipo de protocolo obrigatório a ser seguido pela empreiteira, depois que a Andrade Gutierrez foi condenada por Sérgio Moro e usou pela primeira vez o mecanismo para se desculpar com a população brasileira, em maio deste ano. A reação do grupo econômico chamou a atenção do magistrado do Paraná, que se viu satisfeito, chegando a comentar a situação como "case de sucesso" da Lava Jato nas palestras que participava desde então.
Média: 4 (7 votos)

Lava Jato viu falta de relevância pública ao suspender delação da OAS

Procuradores admitiram que há investigações sigilosas que Léo Pinheiro poderia colaborar e que ele "omite propositalmente" e indicam que caso contra Lula já avançou sem colaboração do delator. Também assumem outras estratégias polêmicas da Lava Jato
 
 
Jornal GGN - A equipe de procuradores da República da Operação Lava Jato afirmou que suspendeu o acordo de delação premiada com ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, por possibilidade de "má-fé" do investigado ao divulgar supostos anexos da proposta da colaboração, cujo conteúdo, segundo eles, não foi entregue aos investigadores nos últimos seis meses. Junto a isso, o procuradores alegaram que "a pretensa colaboração não é convincente o bastante".
 
Além de não conseguirem comprovar que o suposto vazamento de trechos da proposta de colaboração partiu de Léo Pinheiro - e não de próprios integrantes da força-tarefa da Lava Jato -, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que o vazamento foi uma estratégia do investigado de pressionar, por meio da opinião pública e imprensa, à equipe de Sergio Moro a aceitar o acordo.
 
O GGN revelou que se trata do primeiro acordo de delação prejudicado por um suposto vazamento, após pelo menos 13 investigados da Lava Jato também terem seus conteúdos de colaboração disponibilizados à imprensa de forma seletiva e antecipada.
 
"Num contexto em que a pretensa colaboração não é convincente o bastante, a criação do relato fora do contexto das negociações revela uma tentativa de forçar os investigadores a aceitar a colaboração mediante pressão externa, a despeito de uma análise apropriada do interesse público envolvido", informou, em nota oficial. Partindo dessa interpretação, enxergaram "falta de credibilidade decorrente dessas posturas e a violação da confiança e lealdade". 
Média: 1.9 (13 votos)

Delações atingem Serra, que teria recebido R$ 23 milhões via caixa dois

Jornal GGN - Tanto se espremeu Marcelo Odebrecht e os diretores da empreiteira que as delações começaram. Mas começaram acertando o lado errado das vontades da justiça brasileira. Os executivos da Odebrecht informaram, na delação premiada da Lava Jato, que o ministro interino das Relações Exteriores, José Serra, do PSDB de São Paulo e companheiro de Aécio Neves e Antônio Anastasia, que o caixa dois esteve a pleno vapor. Segundo os executivos, na campanha à Presidência da Repúbllica, em 2010, José Serra recebeu R$ 23 milhões da empreiteira via caixa dois. Corrigido, o valor seria de R$ 34,5 milhões, hoje.

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram os que receberam as informações dos funcionários da empresa que tentam um acordo de delação premiada. Na reunião ocorrida na sede da Polícia Federal, em Curitiba, os executivos afirmaram que boa parte do dinheiro foi entregue no Brasil e outra parte foi paga por meio de depósitos bancários feitos em contas no exterior.

Apesar da seriedade das informações, contidas na Folha de hoje, o acordo ainda está pendente, não foi assinado, mas os executivos afirmam poder apresentar extratos bancários dos depósitos realizados fora do país que tinham o objetivo de alimentar a campanha presidencial do então candidato, José Serra.

De acordo com o TSE, demonstra a matéria da Folha, a Odebrecht doou em 2010 a quantia de R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República de José Serra. Assim, o por fora foi de cerca de R$ 23 milhões.

Leia mais »

Média: 5 (9 votos)

Funcionário liga setor de propinas a Marcelo Odebrecht

 
Jornal GGN - Na sequência de depoimentos com executivos da Odebrecht, à Operação Lava Jato, o gerente de Recursos Humanos da empreiteira afirmou que o chefe do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht - apelidado pelos investigadores como a Diretoria de Propinas - respondia diretamente ao presidente afastado do grupo, Marcelo Odebrecht.
 
O gerente de Recursos Humanos, Marcos Paula de Souza Sabiá, não é réu na Lava Jato e prestou depoimento como testemunha de defesa de uma funcionária da empresa, Angela Palmeira Ferreira. Ela foi presa temporariamente na 23ª fase, por integrar o setor de propinas.
 
Nas informações cedidas a Sergio Moro, juiz da Vara Federal de Curitiba, Sabiá confirmou a ligação da "Diretoria de Propinas" como Marcelo Odebrecht.
Média: 3.8 (4 votos)

Executivo da Odebrecht sugeriu fuga a operadores de offshores

 
Jornal GGN - Em acordo de delação premiada, um dos executivos operadores de offshores para a Odebrecht, Vinícius Veiga Borin, afirmou que a empreiteira foi responsável por 42 contas offshores no exterior. Apesar de declarar que nunca teve contato com Marcelo Odebrecht, disse que um dos representantes da empresa, Felipe Montoro, chegou a sugerir aos executivos que deixassem o Brasil, em 2015, pelo avanço das investigações da Lava Jato, indicando possíveis destinos e plano para financiar a fuga.
 
O delator citou que nas vezes que encontrou o representante da Odebrecht, ele sempre estava acompanhado de Fernando Migliaccio, outro executivo do banco anterior que cuidava das contas da empreiteira, o Antígua Overseas Bank (AOB). Vinicius Borin, Migliaccio e um grupo de executivos deixaram o AOB em 2010, ano em que o banco fechou.
 
Liquidado em 2010, como os executivos não conseguiram salvar o Antígua Overseas, por meio da compra de parte da AOB, um dos executivos, Luiz Eduardo, ofereceu a possibilidade de comprar 51% de participação do Meinl Bank, de Viena. O objetivo é que o novo banco operasse as contas que foram encerradas no AOB, que operavam as transações da Odebrecht. Por fim, o grupo de executivos acabou comprando 67% da participação societária do Meinl, assumindo a administração do banco em outubro de 2010.
 
Na delação que o GGN teve acesso, Vinícius afirmou que já trabalhando nas operações e área internacional do Meinl Bank, cuidando da tesouraria do banco, não tinha conhecimento da origem ilícita dos recursos. 
Média: 5 (2 votos)

Governo Alckmin pagou 290% a mais à OAS por Rodoanel Norte

 
Jornal GGN - A Polícia Federal investiga o contrato da empreiteira OAS com a empresa Dersa, controlada pelo governo paulista Geraldo Alckmin (PSDB), nas obras do Rodoanel Norte, que sem ouvir técnicos recebeu R$ 390 milhões de recálculo de um trecho adicional. Para o incremento do que representou 290% a mais do custo da terraplanagem do espaço, a estatal paulista assinou um relatório produzido pela própria OAS.
 
O documento da empreiteira precisava ter a confirmação de um técnico responsável especialista, como geólogo ou geotécnico, afirma reportagem da Folha de S. Paulo. Mas não tem. O relatório apenas afirma que o projeto original da Dersa não previu a grande quantidade de rochas existentes no local, que dificultavam a terraplanagem e justificariam o aumento de 290% no custo do serviço.
 
A empresa controlada pelo governo estadual de Alckmin concordou com o argumento, sem consultar as áreas técnicas ou especialistas, incluindo os próprios setores de Projeto da Dersa - que supostamente teria errado ao não prever as condições expostas - e o Planejamento. 
 
A obra que hoje não apresenta nem metade de sua conclusão deve, ainda, receber outros aditivos que acrescentarão ao menos 10% no valor total da obra licitada, em 2012, prevista à época pela quantia de R$ 3,9 bilhões. 
 
De acordo com a reportagem, que não especificou em sua manchete de capa, título ou linha-fina a relação da obra com o governo tucano, as obras também atrasaram pela demora nas desapropriações - uma responsabilidade, também, do governo estadual para o Rodoanel Norte. Com isso, a obra prevista para março deste ano ficou para 2018. 
Média: 5 (4 votos)

Ciclovia que desabou é de empreiteira de secretário de Turismo do Rio

 
Jornal GGN - A ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, que desabou nesta quinta-feira (21), provocando a morte de duas pessoas, foi construída pela empreiteira Concremat, da família do secretário de Turismo do Rio, Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello. Fundada pelo avô do político, a empreiteira recebeu R$ 45 milhões, desde setembro de 2014, pela gestão de Eduardo Paes (PMDB-RJ), para a construção da obra.
 
Do Estado de S. Paulo 
 
 
Por Julia Affonso
 
A empreiteira Concremat, responsável pela construção da ciclovia Tim Maia, que desabou nesta quinta-feira, 21, no Rio, pertence à família do secretário de Turismo da cidade do Rio, Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello. Ao menos duas pessoas morreram no desabamento de um trecho da ciclovia, inaugurada em janeiro deste ano.
 
A Concremat foi fundada por Mauro Ribeiro Viegas, avô de Antonio Pedro Viegas Figueira de Mello. Hoje, a empresa tem como diretor-presidente Mauro Viegas Filho.
 
A obra da ciclovia, da gestão Eduardo Paes (PMDB-RJ), custou R$ 45 milhões e começou em setembro de 2014. Em seu site, a Concremat afirma que o consórcio Contemat Geotecnia/Concrejato foi contratado pela Fundação Geo-Rio, braço da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura, para executar a contenção de encosta e a estabilização da área para a implantação da ciclovia.
 
Em informativo de outubro de 2015, a Concremat divulgou uma matéria em seu site sobre a ciclovia Tim Maia. Na reportagem, o gerente técnico Jorge Schneider explicou que ‘cerca de metade da extensão total da ciclovia foi concebida com uma estrutura independente, projetada ao lado e à jusante da Avenida Niemeyer’.
Média: 2.3 (3 votos)