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era da informação

Como a indústria do cigarro usou a pós-verdade

Mundo vive “era da ignorância”, e não a do conhecimento; antídoto estaria em incentivar curiosidade científica entre pessoas 

 
Jornal GGN - A pós-verdade, termo para definir que os fatos objetivos têm menos importância do que as emoções e crenças pessoais, tomou proporções assustadoras em todos os âmbitos da informação, seja em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. 
 
O fenômeno ocorre, muito provavelmente, facilitado pelas redes sociais, dado seu processo acelerado de produção, reprodução e compartilhamento de ideias. No artigo a seguir, o repórter Tim Harford, do Finantial Times, traz novas informações sobre o tema, com avaliações de especialistas que acompanham o avançou da pós-verdade desde as décadas passadas. 
 
Para Robert Proctor, historiador na Universidade Stanford, por exemplo, a humanidade globalizada vive hoje a "era da ignorância", um verdadeiro contrassenso à era da informação iniciada na década de 1980 e que, teoricamente, ainda estaria em vigor.
 
Mas nem tudo está perdido, apesar de a tarefa para reverter esse quadro não ser nada fácil, pois estaria em ampliar a curiosidade das pessoas sobre o conhecimento científico. Estudos apontaram que, indivíduos cientificamente curiosos se dispõem mais a assistir documentários científicos do que propagandas focadas sobre celebridades. 
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2035, por Daniel Afonso da Silva

2035

por Daniel Afonso da Silva

Global Trends: paradox of progress foi o legado formal do presidente Obama ao seu sucessor em orientação de política externa e percepção prospectiva do meio internacional.[1] Confeccionado pelo conjunto de serviços de segurança e inteligência norte-americanos e publicado pelo National Intelligence Council, esse ensaio de futurologia apresenta linhas-mestras das tendências mundiais dos próximos cinco e dos próximos vinte anos e afirma uma conclusão, no mínimo, desoladora: malgrado todos os avanços presentes e futuros, em todas as frentes da atuação humana, os mundos de 2020 e de 2035 serão menos seguros e mais desiguais, mais violentos e menos amicais.

A hecatombe política de 1989-1991 e a pasmaceira financeira de 2007-2009 modificaram – e continuarão modificando – a essência das relações humanas, nacionais e internacionais, contemporâneas. As fissuras geopolíticas e geoestratégicas oriundas do “9/11” de 2001 e das primaveras árabes de 2011 deixaram o mundo – de hoje e de 2035 – desbussolado. Tudo segue e seguirá confuso e sombrio. As contradições da globalização colocaram em questão a natureza do próprio fenômeno. O destino da interconexão planetária segue uma incógnita.

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