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Querem distribuição de renda? É preciso Estado, indústria e inovação, por Luiz Roque Miranda Cardia

do Portal Disparada

Querem distribuição de renda? É preciso Estado, indústria e inovação.

Luiz Roque Miranda Cardia

A esquerda tem uma obsessão: a distribuição de renda. É uma obsessão justa, afinal de contas expressa o valor fundante do conceito de esquerda ainda na Revolução Francesa: a justiça social. Como se sabe, o real lema revolucionário burguês deveria ser Liberdade, Igualdade e Propriedade. A fraternidade servia apenas como retórica para unificar os pobres aos burgueses, que lutavam efetivamente pela liberdade de empresa, igualdade jurídica e defesa da propriedade. Dessa forma, a Assembleia Nacional Francesa se dividiu, ficando à esquerda do púlpito do orador os jacobinos que lutavam ferrenhamente pela justiça social. À direita ficavam os girondinos, defensores do direito dos ricos de ficarem mais ricos. No centro ficava o pântano, como era conhecido à época, o setor oportunista que apoiava o governo de plantão (é o que hoje conhecemos como PMDB, ou mais recentemente “centrão”). Ora, compreendo que a expressão “ser de esquerda” não se restringe à concepção iluminista originada na Revolução Francesa e que pode assumir significados muito diversos, no entanto considero relativamente seguro dizer que essa é origem histórica do termo e que continua sendo o seu uso corrente mais comum.

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Do possibilismo raso à ausência de debate, por Luis Felipe Miguel

Foto PT

Do possibilismo raso à ausência de debate

por Luis Felipe Miguel

As reações à fala de Lula à rádio paraibana mostram um pouco da miséria da esquerda brasileira.

Há quem opta pela negação, sugerindo que tudo não passa de uma mentira do Valor (mas está no Youtube, basta procurar "Lula dá entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba" e assistir a partir de 25:25).

Há quem acuse os críticos de "dividir a esquerda". Como se a união exigisse a ausência de debate. Como se o "deslize" de Lula fosse necessariamente só um deslize, não um recuo na pauta central que pode e deve promover a união das esquerdas no Brasil, que é o desfazimento do golpe. Mas isso é típico deste discurso, que mobiliza a acusação de "dividir a esquerda" contra quem ousa criticar o líder e, enquanto isso, bate à vontade em companheiros com outras posições. Como se a união da esquerda significasse, na prática, a adesão cega e automática às posições de Lula.

O eixo principal, porém, é o possibilismo raso. A velha máxima conservadora "a política é a arte do possível" é assumida acriticamente, sem se questionar como se produz, em cada situação histórica, este "possível" e sem lembrar que a tarefa da esquerda sempre foi estender os seus limites.

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Jeremy Corbyn e o impasse populista, por Mathias Alencastro

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Foto: Chatam House
 
Jornal GGN - O desempenho do líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, nas eleições legislativas do Reino Unido assinalam o fim da experiência trabalhista com a terceira via, que defende a conciliação da esquerda com o livre mercado e que foi a tônica da gestão de Tony Blair.
 
A análise é do cientista político Mathias Alencastro, que, em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, afirma que a mudança de rumo da esquerda britânica acompanha uma tendência de toda a Europa, onde os partidos que adotaram a terceira via estão em “risco existencial”. 
 
Apesar desta mudança, a celebração do resultado de Corbyn “mostra como a esquerda se acostumou com vitórias de Pirro”, afirma Alencastro. Para ele, a esquerda portuguesa conseguiu resolver com o impasse populista, com Antônio Costa liderando uma que fez o “impossível: desacelerar a austeridade sem alienar os mercados”. 

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Esquerdas perderam na periferia quando deixaram de ser esquerdas, diz Gabriel Feltran

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Foto: Léu Britto/DiCampana Foto Coletivo

Da Agência Pública

Em entrevista à Pública, o sociólogo Gabriel Feltran, do Centro de Estudos da Metrópole, comenta a pesquisa que apontou a emergência de valores conservadores entre os moradores das periferias na cidade de São Paulo

por 

Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), coordenador de Pesquisa do Centro de Estudos da Metrópole da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Núcleo de Etnografias Urbanas do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o sociólogo Gabriel Feltran pesquisa a periferia de São Paulo desde 2001. É ele quem comenta a pesquisa qualitativa da Fundação Perseu Abramo, recentemente lançada, sobre o imaginário social dos moradores da periferia de São Paulo. Uma pesquisa importante, segundo o professor, mas que não levou em conta a diversidade entre os moradores da periferia. 

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Xadrez da contagem regressiva para 2018

Peça 1 – o jogo das expectativas sucessivas

Uma das retóricas recorrentes dos “cabeças de planilha” é a criação das expectativas sucessivas. Monta-se uma política monetária e fiscal que mata qualquer possibilidade de recuperação da economia e vende-se o mito da “lição de casa”. Ou seja, se cortar o leite da merenda escolar, a aposentadoria dos velhinhos, as políticas de renda mínima, se atingirá a prosperidade eterna, na qual todos ganharão.

Aplica-se o arrocho, e nada. Alega-se então que a lição de casa não foi suficientemente radical. Aplica-se nova rodada de cortes em cima dos direitos dos mais fracos, e nada. Até o momento em que o tecido social se esgarça, a paciência geral se esgota, as distorções econômicas se avolumam e o plano vai por água abaixo – por uma crise cambial, por uma crise fiscal, por terremotos sociais, por uma reação política.

Consumado o fracasso, a culpa é atribuía à falta de vontade dos pecadores, que não ousaram cumprir a penitência até o final.

Já se chegou a esse estágio.

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Esquerdas: dos escombros à reconstrução?, por Aldo Fornazieri

Imagem: Grafite de Banksy

Esquerdas: dos escombros à reconstrução?

por Aldo Fornazieri

As eleições municipais - primeiro e segundo turno - tiveram o efeito de uma bomba termobárica sobre o PT em particular e sobre a esquerda em geral. Com os resultados, as estruturas institucionais de poder foram drasticamente reduzidas. Isto importa perda de capacidade de articulação, de mobilização e de interação política e social. No segundo turno, a derrota do PT foi ampliada: não venceu em nenhuma prefeitura que disputou e do chamado cinturão vermelho da Grande São Paulo não sobrou nada. Em que pese as boas votações no Rio de Janeiro e em Belém, o PSol não consegui se viabilizar como a alternativa de esquerda que imaginava ser.

Das eleições emergiu um cenário que já se tornou mais ou menos óbvio: o grande vitorioso é o PSDB, com o fortalecimento de Alckmin e enfraquecimento de Aécio Neves; partidos pequenos e médios, situados ao centro e à direita, se fortaleceram, o que poderá dificultar a reforma partidária e a introdução da cláusula de barreira; com a vitória de Crivella se fortalece o projeto político da Igreja Universal e o conservadorismo no âmbito dos direitos civis e individuais e no terreno dos valores e costumes; o bloco de sustentação do governo Temer deverá prolongar a sua unidade reforçando a tendência de aprovação de reformas conservadoras; com  viabilização do governo Temer, seja pelas vitórias eleitorais do campo que o apóia seja pela aprovação da PEC 241 por ampla margem na Câmara dos Deputados, a ameaça de afastamento do presidente  pela via de decisão do TSE foi praticamente afastada.

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Xadrez do marco zero das esquerdas

As eleições municipais simbolizam um marco zero para as esquerdas, de fim da era de predominio  absoluto do PT. 

O partido nasceu moderno nos anos 80, como uma confluência de coletivos. 

Nos anos 90 amoldou-se para a luta política convencional, revendo dogmas, aplainando radicalismos estéreis. Mas, para tanto, recorreu a um centralismo que pouco a pouco foi  inibindo o protagonismo dos coletivos. 

Com a chegada ao poder, tentou manobrar as ferramentas de luta institucional. Nesse período, perdeu quatro elementos centrais: José Genoíno e Luiz Gushiken, tragados pela AP 470; o ex-Ministro Márcio Thomaz Bastos; manteve ainda José Dirceu atuando como eminência parda, mas sem dispor mais das ferramentas institucionais e afastado do centro de poder pelo isolamento a que foi confinado pelo governo Dilma, crítica de seus métodos.  Leia mais »

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A operação de Temer e a evanescência da esquerda, por Aldo Fornazieri

A operação de Temer e a evanescência da esquerda

por Aldo Fornazieri

Mesmo antes que se completasse um mês de duração do governo ilegítimo de Michel Temer o mundo aventureiro e irresponsável das elites e de seus consultores chegou à conclusão desalentadora de que nenhuma das reformas almejadas pelo conglomerado golpista será realizada. Os movimentos protelatórios começaram ainda na época da interinidade: prometia-se o céu com a aprovação definitiva do impeachment. Consumado o golpe, as injunções da conjuntura jogaram as promessas de propostas para depois das eleições. Avizinhando-se a data das eleições, agora as coisas estão ficando para 2017, 2018 e para 2019. Ou seja: para o futuro governo. A única reforma efetivamente encaminhada, a do Ensino Médio, se revelou coisa de governo autoritário no método e desastrosa no conteúdo.

Impopular, ilegítimo, com uma série de citações, junto com seus pares, nas delações da Lava Jato, Temer não mostrou ser o político habilidoso de que se cantava em prosa e verso. Parte do seu ministério inicial caiu sob o golpe de denúncias. O ministério atual prima pelas declarações desastrosas, pelos desmentidos subsequentes, pela irrelevância de muitos ministros, pelas pessoas inadequadas em pastas altamente sensíveis para a sociedade. A parte da sociedade que foi contra o afastamento de Dilma hostiliza abertamente o atual governo. E quem era contra a Dilma, também não o quer. Como já se afirmou em outro artigo, é um governo que será abandonado paulatinamente porque dele não emerge nenhuma perspectiva de poder futuro. Os aliados de ocasião e de oportunismo, o deixarão pelo caminho.

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A esquerda, a advertência e a promessa, por Aldo Fornazieri

A esquerda, a advertência e a promessa

por Aldo Fornazieri

Não resta dúvida de que a esquerda, nas suas diversas matizes e pluralidades, vive uma crise que se projetou ao longo do século XX, com o stalinismo e com a socialdemocracia, que se prolonga no tempo e que se agrava nos dias de hoje. O colapso soviético, os rumos do comunismo chinês, o adesismo socialdemocrata ao liberalismo e os descaminhos da esquerda latino-americana deixaram pouco mais que escombros de uma tradição socialista e, em geral, marxista, que se pretendeu redentora da humanidade, radicada na promessa de uma terra de igualdade, justiça e liberdade.

Existem várias causas e várias explicações para o fracasso e crise da esquerda. Mas, talvez, uma delas, quem sabe a mais importante, tenha sua origem genética na forma com que a esquerda vê o ser humano e o processo histórico. A rigor, o pensamento político antigo e moderno se inscreve em duas grandes linhas constitutivas: a realista e a utópica. A forma como essas duas linhas percebem o ser humano e a história e os dois elementos incontornáveis da política – a advertência e a promessa ou o medo e a esperança – são praticamente divergentes.

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Autocrítica, por Pedro Augusto Pinho

Autocrítica, por Pedro Augusto Pinho

Comentário ao post A necessidade da autocrítica das esquerdas

Caro Nassif

Há uma variável importante: a própria sociedade brasileira, desinformada e preconceituosa. Acredito que nestes 12 anos de governo do PT perdeu-se uma enorme oportunidade de reduzir estas percentagens. No artigo que acrescento há, ainda que remota, uma consequência desta postura arrogante dos sonos do poder. Continue na luta.
PRECONCEITO E BURGUESIA

Perdão!.. de não ter ousado
Viver contente e feliz!
Perdão da minha miséria,
Da dor que me rala o peito,
E se do mal que te hei feito,
Também do mal que me fiz!
(Gonçalves Dias, Ainda uma vez – Adeus!)

O escritor inglês Edward Gibbon (1737 – 1794), célebre por sua obra “Declínio e Queda do Império Romano”, foi batizado aos 16 anos no rito católico romano. Seu pai, irado, retirou-o de Oxford, entregou sua educação a um calvinista e ameaçou executar seu conversor religioso.

Transcrevo o comentário que D. A. Saunders, especialista nesta obra de Gibbon, apresenta, na Introdução de uma das edições, sobre a referida passagem biográfica: “Era tal a índole da época que, poucos anos mais tarde, uma turba londrina, enfurecida pelas propostas de abrandamento das leis penais discriminatórias contra os católicos romanos, queimou distritos da cidade e teve de ser reprimida pela força armada”.

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A construção da Frente Democrática e Progressista e 2018, por Aldo Fornazieri

A construção da Frente Democrática e Progressista e 2018

por Aldo Fornazieri

A crise das esquerdas, particularmente no Brasil, é de larga magnitude e de ampla significação. A sacramentação do golpe, que deverá ocorrer em agosto, selará uma derrota histórica das esquerdas, particularmente do PT. O que é estranho nessa crise é que boa parte dos dirigentes e dos militantes das organizações de esquerda não se deram conta da profundidade e da gravidade da crise e continuam girando numa escala analógica quando os acontecimentos estão se movendo em velocidades digitais.

Se a tese do golpe foi importante num determinado momento para estimular o retorno às ruas de dirigentes e militantes acuados, o problema é que já nesse segundo momento ela se transformou numa mera zona de conforto e numa espécie de autojustificação moral, principalmente dos dirigentes, que pensam que com o golpe a história os absolverá de seus erros e de sua passividade, pois eles estariam no “lado justo” dessa contenda. O mais provável é que a história condene tanto os golpistas quanto os dirigentes das esquerdas, particularmente os dirigentes petistas, já que eles também foram coparticipes da construção da presente tragédia política.

A crise das esquerdas brasileiras é de tal grave singularidade que é até mesmo difícil imaginar que sobre os escombros das atuais organizações é possível construir uma nova perspectiva de futuro. Ocorre que boa parte dos dirigentes e dos militantes da esquerda opera no passado, voltada para o passado. Apenas para dar um exemplo: muitos julgam que os recursos do Estado são infinitos e que um governante pode gastar o quanto quiser desde que gaste em favor dos desvalidos, embora muitos gastem em favor de seus partidos e, inclusive, muitos terminem se locupletando privadamente como    está sobejamente demostrado.

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As ilusões da conjuntura e o silêncio das esquerdas, por Aldo Fornazieri

As ilusões da conjuntura e o silêncio das esquerdas

por Aldo Fornazieri

A gravidade da delação premiada de Sérgio Machado deveria ter produzido o efeito de uma bomba termobárica sobre o governo e sobre o sistema político brasileiro. Não teve. Em qualquer país sério, os dirigentes dos principais postos políticos do país teriam sido obrigados a se afastar de seus cargos e estariam presos, inclusive o presidente ilegítimo Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, vários ministros e as cúpulas dos principais partidos. Não estão. Se a delação tivesse ocorrido durante o governo Dilma, a mídia teria feito uma enorme escandalização, mas agora não fez. A oposição teria saído a campo para exigir explicações, demissões, afastamentos, renúncias. A oposição de agora mal se pronunciou. Como entender essa situação anômala?

Ocorre que a vitória do golpe foi também a vitória da hipocrisia e do cinismo. Nos ambientes cínicos impera a desfaçatez, não há mais mesuras com a moral e os bons costumes e nem sequer os políticos se importam com as aparências. Nem mesmo os colunistas e analistas políticos de plantão e a grande mídia em geral: todos foram tragados pelo cinismo ao ponto da grande mídia brasileira ver-se desmoralizada junto à mídia europeia e norte-americana.

No ambiente cínico as denúncias já não importam. Tanto faz ser considerado honesto ou corrupto. Os políticos, com Temer à frente, se dão uma qualquer missão autoatribuída e agem em nome dela ignorando as denúncias que os atingem. A grande mídia e boa parte da opinião pública, ambas desmoralizadas pelo monstro que ajudaram a produzir, procuram envernizar a aquilo que não comporta nenhuma aderência a qualquer produto lustroso. Mas tanto faz. Afinal de contas, a Dilma foi afastada e tenta-se dar a esse golpe desastroso para a democracia brasileira a aparência de normalidade.

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Por que as esquerdas continuam perdendo?

Sugerido por Assis Ribeiro

Da Carta Maior

 
O fato de as direitas estarem ganhando e as esquerdas estarem perdendo se deve a vários fatores. Um deles é que as direitas têm muito mais dinheiro.
 
Por Vicenç Navarro (*)
 
O fato de as direitas estarem ganhando e as esquerdas (especialmente, a social-democracia) estarem perdendo se deve a vários fatores. Um, muito importante, é que as direitas têm muito mais dinheiro e, portanto, recursos do que as esquerdas. O capital (termo utilizado apenas aqui por ser considerado “antiquado”) as apoia, lhes dá dinheiro e oferece as grandes caixas de ressonância que são os meios de comunicação e persuasão. Porém, outra causa do pouco êxito das esquerdas é que elas aceitaram, em sua maior parte, os termos e conceitos estabelecidos e promovidos pela direita, por detrás dos quais o capital está. Entre eles está a ideologia liberal (na verdade, neoliberal), que guia a maioria das políticas públicas atualmente apoiadas pelas direitas e reproduzidas (em versão light) pelas esquerdas.

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Por que as esquerdas foram derrotadas em 1964?

Sugerido por Marcos Chiapas
 
Do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes
 
 
Quarta, 06 Novembro 2013 14:27
 
Por Anita Leocadia Prestes
 
Tornou-se um truísmo, a partir de 1/4/1964, a crítica ao PCB por não ter resistido ao golpe civil-militar, assim como a acusação de que tal posicionamento seria decorrência de sua política pacifista, do despreparo para a resistência aos golpistas e de ilusões na burguesia e no “esquema militar” do presidente João Goulart.
 
O PCB contava com importantes lideranças sindicais à frente do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e de numerosos sindicatos, com inúmeros aliados tanto no movimento sindical urbano quanto rural, com a presença significativa de seus militantes na União Nacional dos Estudantes (UNE) e junto ao movimento estudantil universitário e secundarista. Da mesma forma, o PCB exercia influência em múltiplos setores do mundo social e político brasileiro, em particular, junto a personalidades e a agrupamentos com posições democráticas e nacionalistas, que se pronunciavam contra a ingerência imperialista no país e pela reforma agrária.

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