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Chile avança no fim da descriminalização do aborto

De Santiago, Chile
 

Foto: Centro Regional de Derechos Humanos y Justicia de Genero / Chile
 
Jornal GGN - Após uma longa discussão iniciada em 2015 e uma sessão de mais de dez horas no Senado do Chile, a maioria dos parlamentares deu um importante passo para tirar o país da lista dos que proíbem o aborto, aprovando o projeto de descriminalização do ato por riscos de vida à mulher, inviabilidade do feto e estupro. 
 
Concluída às 1h da madrugada desta terça-feira (18) no Senado, a matéria ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, mas já se calcula um veredito positivo aos apoiadores da descriminalização do aborto, incluindo os governistas, fazendo virar lei o projeto impulsionado pela própria presidente do Chile, Michelle Bachelet.
 
O resultado foi um sinal claro de que a batalha, pelo menos em temas de direitos humanos, não está ganha para a oposição, que leva este ano o ex-presidente Sebastián Piñera (2010-2014), do partido Chile Vamos, com 40% das intenções de votos à Presidência, sobre 23% de Beatriz Sanchez, da Frente Ampla, a candidata que melhor representa a voz das mulheres no pleito deste ano.
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Lideranças femininas lançam publicação em Brasília

A publicação Mais Mulheres no Poder será lançada hoje  (18), às 16h30, na Câmara dos Deputados. O objetivo da iniciativa é aumentar a presença de mulheres nos espaços de poder e decisão, além de apresentar sugestões que podem ser incorporadas pelos programas de candidatas e candidatos nas próximas eleições.

O lançamento faz parte da programação que celebra o Mês da Mulher no Congresso Nacional. Elaborado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, o documento é uma iniciativa em parceria com o Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres em Partidos Políticos, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a Bancada Feminina na Câmara e no Senado.

A mobilização dos parceiros com a plataforma Mais Mulheres no Poder: Eu Assumo Este Compromisso tem o objetivo de fazer cumprir a Lei 12.034 de 2010, que estabelece percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas, investimento de 5% do fundo partidário na capacitação de mulheres e destinação a elas de 10% do tempo de propaganda na TV.

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