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Feminismo Online, por Camila Sanches Zorlini

FEMINISMO ONLINE - estudo de caso nas redes sociais digitais Instagram e Google Trends

por Camila Sanches Zorlini[1]

Resumo

Nesse texto procuro entrelaçar as referências bibliográficas às quais fui apresentada no curso de Opinião Pública da FESPSP a um olhar de pesquisadora voltado para as mensagens e imagens da rede social Instagram, usando como base algumas fotografias e depoimentos colhidos em maio de 2017, por meio de hashtags que contemplam o tema Feminismo no Brasil, bem como dados encontrados pela ferramenta gratuita Google Trends, colhidos entre maio de 2014 a maio de 2017. O tema está em voga e me interessa tanto como tema de agenda pública, como de maneira intrínseca.

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Feminismo de ocasião que hoje ataca Lula nunca defendeu Marisa

Jornal GGN - Quem teve a oportunidade de visualizar as capas dos principais jornais impressos, nesta quinta-feira (11), pôde identificar um esforço sincronizado de veículos da grande mídia para estabelecer uma narrativa hegemônica que pudesse reduzir quase cinco horas de depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro à uma derrota do petista.

Lula teria recorrido ao "não sei de nada" desgastado pelo Mensalão e jogado a culpa do triplex no colo de dona Marisa, dizem as manchetes dos jornalões, em letras garrafais. Como se a democratização das informações pela internet ainda permitisse esse tipo de manipulação.

Certo é colocar Lula como o marido que se aproveitou da morte da esposa para sair pela tangente em relação ao triplex motivou algumas manifestações vergonhosas publicadas. Três delas estão no Estadão, travestidas de jornalismo, mas subestimam a inteligência do leitor.

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E se o machismo fosse ao contrário?

Jornal GGN - O canal de humor do YouTube DRelacionamentos fez um vídeo provocativo para tentar mostrar como seria se os homens sofressem os mesmos assédios que as mulheres sofrem em vários níveis da sociedade, seja nas propagandas, no trabalho, ou na rua. 

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Pesquisa com manifestantes verde-amarelo mostra rejeição a Temer e antipetismo latente

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Uma pesquisa realizada com os manifestantes que foram à Paulista no domingo, 26 de março, mobilizados por grupos de direita como o MBL, revela que há um racha na base que deu apoio ao impeachment de Dilma Rousseff. À pergunta "Você é a favor da permanência do presidente Temer no governo?", 46,5% disseram que não e 46,9% disseram que sim, enquanto 6,6% não souberam opiniar.
 
Quando a questão foi "Você concorda com a reforma da Previdência?", 74,8% repudiaram a proposta encampada por Temer, ante 19,3% que concordam com a reforma. Outros 5,9% não souberam responder.
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Especial dia das Mulheres, no Sala de Visitas

Reveja a entrevista de Luis Nassif com três cantoras e três intelectuais - homenagem do GGN a um dia que representa luta e dor por direitos iguais 

 
Jornal GGN - Neste 8 de Março, o Sala de Visitas com Luis Nassif reuniu algumas das principais entrevistas que realizamos com mulheres, começando com a participação completa da cineasta mais premiada do país Tata Amaral.
 
Em seguida trazemos de volta a entrevista com a cantora Glaucia Nasser, que participou da primeira edição do Sala de Visitas, falando do projeto que homenageou Juscelino Kubitschek e a contribuição do seu governo no florescimento da Bossa Nova nos anos 1950.
 
Nesta edição você também acompanha a entrevista da filosofa e ativista negra no feminismo Djamila Ribeiro. A ex-secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, na gestão Haddad, e hoje apresentadora no Canal Futura, falou sobre o avanço da luta das mulheres negras contra a opressão e da interseccionalidade que é a sobreposição de identidades sociais e, com isso, das formas de opressão sobre determinados grupos. 
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Mulheres preparam protestos em todo o mundo no dia 8 de março

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Jornal GGN - Mulheres de diversos países, como Argentina, Brasil, Alemanha e Estados Unidos, preparam uma grande mobilização no próximo dia 8 de março, com o objetivo de protestar contra o feminicídio e a exploração no trabalho.
 
“A ideia é se apropriar da greve como ferramenta política para expressar as nossas demandas e intervir concretamente na ordem da produção”, diz Cecilia Palmeiro, do grupo “Ni Una Menos”, da Argentina. 
 
Em janeiro deste ano, ativistas norte-americanas realizaram a Marcha das Mulheres, que contou com cerca de 500.000 pessoas somente em Washington. “Está claro que a resistência à agenda radical de Trump será liderada por mulheres corajosas lutando pelo nosso futuro”, afirmou a senadora Kamala Harris.

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Letícia Sabatella: "Feminismo é algo que liberta homens e mulheres"

Letícia Sabatella: "Penso no feminismo como algo que não pertence apenas ao movimento de mulheres" / Claudia Ferreira

do Brasil de Fato

Letícia Sabatella: "Feminismo é algo que liberta homens e mulheres"

Atriz fala sobre os desafios das mulheres na atual conjuntura de avanço do conservadorismo

Segundo o dicionário mais famoso do mundo, o Oxford, da Inglaterra, a palavra de 2016 foi “pós-verdade”. O adjetivo faz referência a "circunstâncias em que os fatos objetivos têm menos influência na formação de opinião pública do que os apelos emocionais e as opiniões pessoais", segundo o Oxford, que incorporou a palavra no dicionário depois dela ter sido exaustivamente usada nos jornais e redes sociais.

Em tempos de “pós-verdade”, conceitos já consolidados, assim como identidades e as conquistas, parecem suspensos no ar. Estão sendo atropelados pela cultura conservadora. Nesse contexto, pensar e discutir o feminismo é um desafio. Não por acaso, os direitos das mulheres foram os primeiros a serem atacados, mas também partiram das mulheres as lutas mais espontâneas e emblemáticas dos últimos dois anos. Foi assim com a “primavera das mulheres”, no Brasil, o movimento “Ni Una a Menos”, na Argentina, e mais recentemente a “Marcha das Mulheres”, nos Estados Unidos, contra o novo presidente Donald Trump.

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Academia brasileira perde Edgar De Decca e Mariza Corrêa

Intelectuais são autores de obras no campo da história da República, história contemporânea, gênero e relações raciais
 
Jornal GGN - No mesmo dia, 27 de dezembro, o país perdeu dois importantes acadêmicos: Edgar Salvadori de Decca e Mariza Corrêa, ambos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp.
 
Em nota oficial, a reitoria da instituição lamentou a perda fazendo um breve resumo da importância dos professores na produção de conhecimento. Salvadori de Decca é considerado um dos intelectuais mais importantes do país, desenvolvendo trabalhos em historiografia, história moderna e contemporânea e história do Brasil República. Ele é autor de "1930 - O Silêncio dos Vencidos", livro publicado em 1981 ressaltando o olhar do movimento sindical dos anos 30. De Decca sempre teve como proposta em seus trabalhos dar voz aos vencidos da história.
 
Já a professora Mariza Corrêa atuou por mais de 30 anos na Unicamp, desenvolvendo pesquisas na área de antropologia e feminismo. Ela foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, criado em 1993 e é autora de estudos pioneiros nas áreas de violência, família, gênero, relações raciais, interseccionalidades e intersexos.
 
Veja à seguir a nota da Unicamp 
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Estudo recupera a história dos direitos reprodutivos no Brasil

Por Marcio Ferrari

Na revista FAPESP

Um período de cerca de 35 anos separa as primeiras articulações de setores da sociedade brasileira em favor de políticas relacionadas à regulação da fecundidade e os dias de hoje, em que as reivindicações se efetivaram, pelo menos parcialmente, na forma de leis e serviços oferecidos pelas redes públicas de saúde. “Houve um avanço notável nessas quase quatro décadas”, diz a psicóloga Margareth Arilha, pesquisadora do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A primeira reivindicação atendida, segundo a antropóloga Andrea Moraes Alves, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi a criação, em 1983, do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (Paism).

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23 mulheres inspiradoras que tornaram 2016 melhor, por Nathali Macedo

do Diário do Centro do Mundo - DCM

23 mulheres inspiradoras que tornaram 2016 melhor

por Nathali Macedo

Listar as mulheres que mais me inspiraram em 2016 é a escolha mais difícil com a qual tive que lidar desde que precisei escolher uma profissão.

É impossível listar todas – logo, é preciso escolher.

Este foi o ano que me deixou atônita, como se mulheres incríveis brotassem consecutivamente em todos os lugares – na música, na internet, no jornalismo, no cinema, na política, nas escolas, nos realitys de culinária.

Se não fosse de um prazer orgástico, teria sido difícil acompanhar todas.

Portanto, por mais acusações (justas) que pesem contra 2016, ninguém pode lhe negar esse mérito: nós conhecemos mulheres fantásticas. As palavras mulher e poder estiveram juntas algumas vezes, e as palavras mulher e força estiveram juntas sempre.

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Fidel e os direitos das mulheres trabalhadoras da América Latina e do Caribe, por Ivanisa Martins

Por Ivanisa Teitelroit Martins

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Trezentas mulheres de organizações revolucionárias e de partidos comunistas da América Latina e do Caribe recebidas em Conferência pelo governo revolucionário cubano em 1984.

Hasta siempre, Comandante!

Estivemos juntas em 1984 no Palácio da Revolução. Apertamos as mãos de Fidel que nos recebeu à porta do Palácio em pleno movimento pelas diretas-já, quando compus a delegação de trinta mulheres comunistas brasileiras na Conferência pelos direitos das mulheres trabalhadoras na América Latina e no Caribe.

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Documentário mostra ativismo das meninas secundaristas

Da Rede Brasil Atual

 
O movimento que abalou São Paulo em 2015 é a inspiração do documentário Lute como uma Menina, concluído no início deste ano e agora disponível no Youtube. O ativismo autônomo dos secundaristas, não ligados a organizações tradicionais, obrigou o estado a recuar da imposição de um projeto de “reorganização” que implicaria fechamento de centenas de salas de aula e levou à queda de um secretário da Educação.

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Em SP, mulheres realizam protesto contra feminicídio

Ato #NiUnaMenos reúne cerca duas mil na Av.Paulista em frente ao MASP

Jornal GGN - O brutal assassinato com estupro da adolescente Lúcia Pérez, de 16 anos, reacendeu o debate sobre o feminicídio em várias partes do mundo. Neste domingo, mulheres realizam manifestação na Av. Paulista chamando atenção para o tema.

Segundo dados do Mapa da Violência de 2015, a cada uma hora e meia uma mulher é morta por um homem no Brasil. As mulheres negras são as principais vítimas, representando 61% das mortes no país. A taxa de feminicídio do Brasil é a quinta maior do mundo. Em uma década o Mapa da Violência registrou um aumento de 190,9% na vitimização de negras.

Veja a seguir fotos da manifestação registradas pela Mídia Ninja

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Sala de Visitas discute escalada do autoritarismo no país

Márcia Tiburi, Alvaro Augusto e Corina Magalhães são os entrevistados desta edição do Sala de Visitas. Acompanhe agora!
 
 
Jornal GGN - Nesta edição do Sala de Visitas, Luís Nassif recebe a filósofa e artista plástica Marcia Tiburi, o subprocurador-Geral da República aposentado e ex-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Álvaro Augusto Ribeiro Costa e a cantora Corina Magalhães, indicada ao prêmio Grammy Latino 2016 na categoria melhor álbum de samba/pagode.
 
Márcia Tiburi fala da escalada do fascismo na sociedade brasileira, tema do seu livro Como Conversar com um fascista - Reflexões sobre o Cotidiano Autoritário Brasileiro (Record, 2015), que ficou naquele ano na lista dos mais vendidos. A filósofa faz uma análise do discurso de ódio, construído pela imprensa e que alimenta o fascismo, a relação entre religião e capitalismo e as contradições sociais que levam as classes exploradas a comprarem o discurso das elites, prova disso é a eleição de João Dória à prefeitura de São Paulo.
 
Já o ex-presidente da ANPR, Álvaro Augusto levanta a necessidade de o Ministério Público retomar seu papel expresso na Constituição Federal, como um dos garantidores dos direitos sociais e da justiça. Observa com preocupação a relação entre os meios de comunicação e a entidade, sobretudo nos últimos anos levando ações importantes, como a operação Lava Jato, a se transformarem em fonte de notícias fugindo, talvez, do objetivo proposto, o de suprimir a corrupção nos partidos políticos. Álvaro também criticou a insegurança jurídica causada pela decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de arquivar um pedido de instauração de processo administrativo disciplinar contra Sérgio Moro, onde os propositores questionavam a possível imparcialidade do juiz federal que comanda a Lava Jato. 
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Feminismo não é ideologia, afirma Marcia Tiburi

Filósofa combate ideia de que luta contra machismo é mero conjunto de doutrinas e comenta a criação do #partidA
 
 
Jornal GGN – O feminismo não é uma ideologia, um conjunto de ideias e doutrinas que orientam as ações de determinado grupo. Nada disso, feminismo é a politização da condição de gênero ou, em outras palavras, o reconhecimento de que a sociedade é construída em cima da divisão de classes, dentre elas a de gênero, diferenciando o tratamento entre indivíduos, homens e mulheres. 
 
O argumento de que o feminismo é uma ideologia se trata, portanto, de uma forma de desconstruir a luta contra a desigualdade de tratamento, baseada na condição de gênero. O assunto foi um dos temas levantados no programa Na sala de visitas, com Luis Nassif, pela filósofa e artista plástica Marcia Tiburi. A edição completa você acompanha nesta quarta (19), a partir das 18h, aqui no GGN
 
“Os ideólogos da religião que são os ideólogos do gênero. Mas por que fazem isso? É um discurso misógino para combater justamente o avanço dessa discussão, que é um avanço que acaba libertando, tornando as pessoas concretas e individuais, sujeitos singulares autônomos”, sustenta.  
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