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A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros, por J. Carlos de Assis

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros

por J. Carlos de Assis

Aparentemente temos o sistema bancário mais honesto do mundo. No meio da avalanche de corrupção por compra de parlamentares envolvendo grandes construtoras e o maior conglomerado de carnes do mundo, ninguém surgiu, até o momento, para apontar o menor deslize moral dos bancos brasileiros. A bem da verdade, houve apenas uma suspeita. Trabuco, presidente do Bradesco, envolvido na operação Zelotes, foi inocentado por unanimidade pelo Tribunal Federal de Recursos da 1ª. Região.

Há dois tipos de justificativa para isso. Ou os banqueiros brasileiros se contentam em roubar o povo, pressionando pelas taxas de juros mais altas do planeta como se fosse uma coisa natural, ou simplesmente operam a corrupção com mão de gato, colocando terceiros – por exemplo, a FIESP – como operadores de suas maracutaias. Lembro-me bem como, na constituinte, um operador da FIESP e da CNI, Rui Figueiredo, tendo por trás os bancos, percorria com uma mala preta os corredores do Congresso comprando parlamentares.

Podemos perguntar, diante dessa segunda hipótese, por que as empreiteiras foram pegas por Moro e os banqueiros conquistaram tanta condescendência na Justiça, como é o caso do TRF-1. Acho que a única explicação para isso é que são tremendos profissionais, protegidos pelo competente cartel da Febraban e sob a proteção generosa do Banco Central.   Caso fossem colocados nas mãos de Sérgio Moro, é possível que, depois de meses a fio de prisão temporária, acabassem abrindo o bico em profusão de delações premiadas.

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Inglaterra e Brasil: eleitores pedem mais Estado e fundamentalismo financeiro se radicaliza, por Roberto Requião

 
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Foto: Chatham House
 
Do site de Roberto Requião
 
 
Por Roberto Requião
 
Nesta semana, teremos eleições na Grã-Bretanha. As primeiras, depois do divórcio com a União Europeia, o brexit. Até algumas semanas atrás, dava-se como barato a vitória dos conservadores da primeira-ministra Thereza May por larga vantagem.
 
Mas, nos últimos dias, as pesquisas identificam uma rápida subida nas intenções de votos para o Partido Trabalhista, do líder Jeremy Corbyn, que pode ganhar.
 
Dizem que os Trabalhistas talvez não vençam, contudo terão uma representação no Parlamento bem maior que as mais otimistas projeções.
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Na UnB, Requião defende construção de um projeto nacional de poder

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
 
Jornal GGN - Durante palestra no seminário "Estado de Direito ou Estado de Exceção", realizado nesta segunda (29) na Universidade de Brasília (UnB), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu a construção de um projeto nacional de poder que consiga fazer com o que o país saia da crise. 
 
"Os nossos adversários só dissimulam cordialidade e gentileza enquanto não pisamos nos calos de seus interesses", disse o parlamentar, falando na necessidade de um projeto que tenha como objetivo os propósitos das classes e dos setores de classe que não estão vinculados ao "grande capital, nacional e global".
 
Assista a íntegra da palestra abaixo: 
 

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A missão destruidora de Meirelles e Goldfajn, por Paulo Kliass

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Foto: Beto Barata/PR

Da Carta Maior

Enquanto isso, na sala de juros...
 
Contando com atores estratégicos, os usurpadores lograram êxito em seu plano de sabotagem da ordem constitucional.
 
por Paulo Kliass
 
Passado mais de um ano desde que Dilma Roussef foi afastada do exercício da Presidência da República de forma casuística, o balanço do período em que o vice passou a ocupar as funções no Palácio Planalto pode ser qualificado como bastante trágico. A crise política, econômica, social e institucional aprofundou-se de maneira impressionante.
 
O principal argumento utilizado pelos setores do financismo, como tentativa de justificativa para o golpeachment, era a suposta incapacidade da equipe que vencera as eleições em outubro de 2014. Dessa forma, todos os problemas do Brasil seriam resolvidos, da noite para o dia, apenas com a saída da Presidenta. De acordo com tal raciocínio carregado de oportunismo, pouco importa o rito democrático e o respeito à institucionalidade da ordem republicana.

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As manipulações e expectativas da crise econômica na imprensa, por Paulo Kliass

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Foto: Reprodução

Da Carta Maior

 
A cada dia, formadores de opinião vinculados ao financismo garimpam arduamente alguma notícia para tentar comprovar que a bonança está logo ali na esquina
 
por Paulo Kliass

As forças políticas e os interesses econômicos que se articularam e conspiraram abertamente para o êxito do movimento que provocou o golpeachment estão em estado de alerta. Afinal, sonhavam com um futuro bem mais róseo e um pouco menos problemático do que a realidade que vivemos atualmente em nosso País.
 
As recomendações que sussurravam nos ouvidos dos liberais e dos conservadores ainda hesitantes em apoiar a solução ilegal e carente de base constitucional poderiam ser resumidas em um mantra sedutor: ‘Não se preocupe não. É fácil. Primeiro a gente tira a Dilma. Depois, tudo o mais se acerta”.

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"Reformas": Autoritarismo e retrocesso, por Paulo Kliass

Temer não se importa com sua popularidade e parece ter aceito a tarefa a ele confiada pelos representantes do financismo e dos grandes meios de comunicação (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)

Marcelo Camargo - Agência Brasil

da Carta Maior

"Reformas": Autoritarismo e retrocesso

por Paulo Kliass

A insistência do governo Temer em levar à frente sua agenda de retrocesso social parece ter finalmente encontrado um obstáculo em seu caminho. Consolidou-se uma resistência ampla e organizada a tais medidas, dirigida pelo movimento sindical de forma unitária e por um conjunto amplo de setores descontentes com o rumo dado ao País pelo grupo que se instalou no comando da Esplanada após o processo do golpeachment.
 
Ao que tudo indica, aquele que foi eleito como vice-presidente em 2014 não se preocupa mesmo com seus baixíssimos índices de popularidade. Parece que teria aceito, entre resignado e orgulhosos, a tarefa que lhe foi confiada pelos representantes do financismo e dos grandes meios de comunicação. As classes dominantes exigem dele ações com o intuito de promover a verdadeira liquidação daquilo que ainda resta de um arremedo de Estado de Bem Estar Social em nosso País. Consumado o afastamento definitivo de Dilma Roussef, entrou em campo a montagem de uma estratégia de fazer terra arrasada da experiência iniciada em 2003.

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Juros e inflação: o triunfo da tragédia, por Paulo Kliass

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Foto: Marcos Correa/PR

Da Carta Maior

 
De acordo com narrativa construída por articuladores no Congresso em simbiose com patrões do financismo, tudo se resolveria com o afastamento da Presidenta
 
Paulo Kliass *
 
Os grandes meios de comunicação não se furtam a enaltecer - dia sim, outro também – as supostos competências e virtudes da equipe econômica do governo que se notabiliza a cada dia que passa em somar mais integrantes nas listas de denúncias de corrupção e escândalos envolvendo recursos públicos.
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A ditadura do superávit primário, por Paulo Kliass

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Foto: Marcos Correa/PR

Da Carta Maior

 
'Superávit primário': esse é o termo utilizado pelos defensores do financismo para justificar perante a sociedade o tratamento aos gastos financeiros
 
por Paulo Kliass
 
O Banco Central (BC) acaba de divulgar seu Relatório Mensal sobre a Política Fiscal do governo brasileiro. Dentre as inúmeras informações relativas ao desempenho da equipe econômica no campo da administração da questão fiscal, vale a pena destacar os números que retratam o comportamento das despesas financeiras da administração pública federal.
 
De acordo com o levantamento apresentado pelo BC, ao longo do mês de fevereiro, o valor referente ao total de juros pagos pelo governo atingiu o montante de R$ 30,7 bilhões. Isso significa que, no acumulado dos últimos 12 meses, a União transferiu ao setor financeiro um volume de R$ 388 bi, em razão dos compromissos assumidos com cada uma das muitas modalidades do extenso cardápio que compõe o estoque de títulos de nossa dívida pública.
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Previdência Social ou Juros?, por Paulo Kliass

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O Judiciário, o poder sem voto e o mundo que nos aguarda, por Pedro Augusto Pinho

 
Por Pedro Augusto Pinho
 
Comentário ao post “Xadrez das eleições de 2018"
 
QUE MUNDO NOS AGUARDA?
 
Em recente debate sobre o esfacelamento do Brasil, perguntou-se sobre a posição, aparentemente acomodada, das forças armadas. Logo surgiram os recentes exemplos da Líbia e do Iraque onde a fragmentação do poder não permite mais que sejam entendidos como países, mas algo irreal, inominado, sem sustentação dos habitantes locais, e cuja representatividade internacional é nula e serve apenas para estatísticas, igualmente nada consistentes. Nem mesmo poderíamos falar de feudos medievais, pois lá existiam autoridades aceitas pelas pessoas que os habitavam e lhes forneciam apoio e subsistência.
 
O Brasil vai alienando terras, bens e controle decisório, e se transformando nesta terra de ninguém, sem oposição daqueles que, profissionalmente, teriam o dever de impedir. Por que?

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Rombo nas contas públicas enriquece os de sempre, por Marcio Pochmann

 
Da Rede Brasil Atual
 
 
Com Temer, os ricos continuarão ficando cada vez mais ricos, apropriando-se, sem trabalho árduo, do dinheiro fácil proveniente do orçamento público favorecido pelos juros estratosféricos
 
por Marcio Pochmann

A aprovação pelo governo Temer da PEC 55 que congela em termos reais os gastos federais não financeiros aprisiona os próximos 20 anos à semi-estagnação dos rendimentos do conjunto dos brasileiros. No país da financeirização da riqueza, a referida PEC não limita do crescimento real somente os gastos financeiros que seguem livres para continuar crescendo.

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Arminio Fraga, por uma questão de Justiça, ou a legitimação do grande capital

Desde o século 19 o grande capital passou a se articular internacionalmente. Através do Banco da Inglaterra criou a primeira estrutura de coordenação global das economias nacionais.

Na ponta institucional, o Banco da Inglaterra comandava a política de juros, sendo acompanhado por bancos centrais de outros países europeus. A academia inglesa despejava pelo mundo os portadores da seminova ciência da economia, levando para seus países princípios como o padrão ouro (o BC só poderia emitir moeda se tivesse lastro em ouro), a liberdade ampla dos capitais e a obrigação de pagar suas dívidas. O cobrador das dívidas soberanas era a Real Armada Britânica. Leia mais »

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