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Como a JBS pagou os R$ 2 milhões a Aécio


Foto: Roque de Sá/Agência Senado
 
Jornal GGN - A pessoa escolhida por Joesley Batista, dono da JBS, para entregar R$ 2 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) narrou em detalhes como realizou o primeiro dos quatro pagamentos ao primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred. 
 
Ricardo Saud, diretor de relações institucionais e governo da J&F, grupo do qual pertence o frigorífico, é um dos delatores que descreveu aos procuradores da República as acusações contra o tucano, com base em provas e documentos. 
 
"O que estamos apresentando é um recall de todo o que aconteceu na campanha de 2014, de fatos ilícitos", assim introduziu Saud. "A gravação que tenho mais participação ativa foi do senador Aécio Neves com Joesley no Hotel Unique, em São Paulo, porque dela nós fizemos um ato contínuo e tivemos desdobramentos dela", seguiu.
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Governo pode usar novas delações da JBS para dissolver impacto

Michel Temer comemorando o impeachment de Dilma Rousseff - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Após o terremoto provocado no nome do presidente Michel Temer e do senador e até então um dos principais aliados do governo, Aécio Neves (PMDB-MG), sendo ele responsável por grandes nomeações ministeriais e de segundo escalão, a delação da JBS traria ares incomuns no contexto da Operação Lava Jato e de sua repercussão na imprensa se não atingisse nomes do PT.
 
É nesse cenário que, apesar do choque provocado pela notícia de que o mandatário peemedebista deu aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara já preso, Eduardo Cunha (PMDB), os irmãos Wesley e Joesley Batista teriam também incriminado os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
 
A notícia veio à tona após as primeiras manchetes de O Globo e Estadão contra Temer e Aécio começarem a se dissolver. Já por volta das 19h desta quinta-feira (18), a revista Época foi a primeira a destacar: "JBS mantinha conta na Suíça com R$ 300 milhões em propina do PT".
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Aécio ofereceu contrapartida aos R$ 2 milhões, mostra delator

Foto: Marcello Casal JR/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Quando se encontrou com Joesley Batista, o dono do frigorífico JBS que revelou em grampos e delação premiada as acusações que geraram a maior crise do governo, o senador tucano Aécio Neves chegou a oferecer ao empresário a nomeação de um diretor da Vale.
 
Nesta conversa, Aécio pediu R$ 2 milhões para supostamente pagar honorários advocatícios de Alberto Toron para sua defesa na Operação Lava Jato, mas o dinheiro acabou entrando na conta de empresa da família do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), aliado do tucano.
 
O encontro ocorreu no dia 24 de março, segundo a gravação de Joesley, no Hotel Unique, em São Paulo. Em um dos quatro pacotes de cédulas que juntas somavam os R$ 2 milhões, os investigadores colocaram chips, que emitem sinais e permitem o monitoramento do caminho efetivo do dinheiro. Na conversa com Joesley, Aécio indicou seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros, chamado no diálogo de Fred, que já foi diretor da Cemig e um dos coordenadores da campanha presidencial de Aécio em 2014.
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STF não prende Aécio, que diz que pedido de R$ 2 mi foi empréstimo pessoal


Foto: Roque de Sá/Agência Senado
 
Jornal GGN - A Procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot, solicitou a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas o ministro relator do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou a prisão ao tucano. Em meio à crise, o PSDB escolheu o deputado Carlos Sampaio (SP) para a Presidência Nacional da sigla. E Aécio disse que R$ 2 milhões foram "pessoais".
 
Aécio foi impedido apenas de exercer as funções de senador, não sendo afastado do mandato oficial. Na decisão, Fachin impôs duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de deixar o país, entregando seu passaporte, e de contatar qualquer outro réu ou investigado no processo relacionado à acusação da JBS.
 
Mas o ministro negou o pedido de prisão do senador e decidiu não levar para o Plenário do Supremo a discussão sobre o assunto. De acordo com informações do gabinete de Fachin, a negativa pode ser revertida apenas se a Procuradoria-Geral da República entrar com um novo recurso contra a decisão do ministro, e então o caso seria levado ao voto de todos os ministros.
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Temer tentará abafar crise, mas é convencido a fazer pronunciamento


O encontro grampeado do dono da JBS com Temer ocorreu logo após a ida de Temer ao aniversário de 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat, onde se reuniu com outros políticos e figuras públicas - Montagem: Pragmatismo Político
 
Jornal GGN - Na maior crise que atingiu o governo de Michel Temer, com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelo mandatário grampeada, o peemedebista entendeu que a tentativa de "abafar" os fatos não dará certo desta vez, antecipa como uma das primeiras respostas que não irá renunciar e planeja um pronunciamento oficial nesta quinta-feira (18).
 
A repercussão da que se tornou a mais drástica delação premiada até hoje da Operação Lava Jato, pelas mãos do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, mostrou a Temer que suas anteriores tentativas de ignorar as polêmicas que atingem seu governo, seus aliados e sua equipe ministerial não surtirão efeitos.
 
No dia seguinte à divulgação da acusação de que o atual presidente deu aval e concordou com a compra do silêncio de nada menos do que Eduardo Cunha (PMDB), deputado cassado e preso na Operação Lava Jato, Temer cancelou sua agenda oficial e marcou uma reunião de urgência com ministros e aliadosentre eles Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência).
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A casa caiu para Lula, denuncia O Sensacionalista

Fotos feitas durante passeio do ex-presidente Lula num sítio em Atibaia, cidade de sua propriedade, complicam ainda mais a situação dele diante da Justiça.

Lula é acusado de ocultar patrimônio e pode ser indiciado por enriquecimento ilícito. Segundo reportagem exclusiva do jornal Folha de S. Paulo, Lula é dono de cinco porta-aviões e quatro discos voadores, além de ser o proprietário dos últimos 150 andares do prédio Burj Khalifa em Dubai, o mais alto do mundo.

O cerco se fechou ainda mais com a divulgação das imagens em que Lula aparece carregando um frigorífico na cabeça. De acordo com uma reportagem da revista Veja, o frigorífico é avaliado em seis milhões de reais.

“Dentro da câmara refrigerada, Lula carregava cinco toneladas de filé da Friboi”, diz a reportagem. “A reportagem tem 100% de certeza se tratar de carne dos frigoríficos JBS porque o ator Tony Ramos apareceu minutos depois de trás de uma moita para interrogar o ex-presidente sobre a origem da carne. Como Tony saiu sorridente e satisfeito, VEJA inferiu que trata-se de produto da empresa goiana.”

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Marfrig lucra R$ 185,9 milhões no trimestre

Jornal GGN - A empresa de alimentos Marfrig apresentou um lucro líquido de R$ 185,9 milhões durante o terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 303 milhões visto no mesmo período do ano passado. No ano, a companhia apresentou um prejuízo de R$ 391 milhões, afetado pelo resultado financeiro negativo decorrente da desvalorização do Real no período. Este montante é 14% inferior ao mesmo período do ano passado.

Segundo os dados divulgados pela empresa, o resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) somou R$ 436,4 milhões, alta de 40,5% sobre o terceiro trimestre de 2014. A margem EBITDA foi de 9,6%. Leia mais »

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