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geopolítica

A síndrome do “great again”, por Daniel Afonso da Silva

A síndrome do “great again”

por Daniel Afonso da Silva

Quando o presidente Barack Obama fixou uma redline para a Síria em agosto de 2012, sua aposta residia em certa convicção do lugar dos Estados Unidos no ordenamento da desordem internacional. O mandatário mais importante do planeta acreditava que o decênio de guerras, iniciado com os ataques de 11 de setembro de 2001, tinha realmente acabado com o assassinato de Osama Bin Laden em maio de 2011 e que a crise financeira mundial de 2008 vivia seus dias finais.

Mas os fantasmas das intervenções no Iraque e no Afeganistão ainda rondavam a Casa Branca. As ignomínias praticadas em Guantanamo em nome da luta contra o terror ainda enfraqueciam a legitimidade da democracia liberal norte-americana. As instabilidades políticas no mundo árabe-muçulmano seguiam efervescentes. E o desemprego estrutural crescia em toda parte.

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O peso do compromisso, por Daniel Afonso da Silva

O peso do compromisso

por Daniel Afonso da Silva

L’histoire nous dépasse” [A história é maior que nós]. Essa tem sido a tônica do presidente Emmanuel Macron para justificar receber o presidente Donald J. Trump como convidado especial da festa nacional francesa no dia 14 de julho de 2017.

A tópica do festejo deste ano foi a celebração do centenário do ingresso dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial ao lado da França em 1917. Soldados norte-americanos participaram da preparação da comemoração e desfilaram ao lado dos soldados franceses. Seria formalmente minimamente deselegante deixar de solicitar a presença do mandatário norte-americano no evento.

O presidente francês oficializou o convite. E foi correspondido. Mas não por decoro, elegância, educação. E sim pela realpolitik.

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Com a crise brasileira, Argentina passa a protagonizar liderança na América Latina

Macri recebe lideranças internacionais, pelo menos, uma vez ao mês, desde que assumiu; país vizinho está sendo também mais requisitado em encontros internacionais  
 
Mauricio Macri Victor R. Caivano/AP
Maurício Macri Foto: Victor R. Caivano/AP
 
Jornal GGN - A crise institucional e política no Brasil abriu um vácuo de liderança na região latino-americana que começa a ser ocupado pela Argentina. A apuração é da BBC Brasil. Desde que Mauricio Macri assumiu o poder no país vizinho, em dezembro de 2015, recebeu a visita de, pelo menos, uma liderança internacional ao mês incluindo Ângela Merkel, da Alemanha, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e do vice-primeiro-ministro Taro Aso. Ao mesmo tempo, a Argentina passou a ser convidada para eventos internacionais que antes não comparecia, como o Fórum Econômico Mundial de Davos.
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Depois do Qatar, Washington perdeu o Oriente Médio?, por F. William Engdahl

no Blog do Alok

Depois do Qatar, Washington perdeu o Oriente Médio?

por F. William EngdahlNew Eastern Outlook
 
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
 
Há uma tênue linha vermelha que liga as recentes sanções do Congresso dos EUA contra o Irã e agora a Federação Russa, com a decisão de Arábia Saudita e outras monarquias do Golfo de sancionar o Qatar. Essa linha vermelha nada tem a ver com luta contra o terrorismo e tudo a ver com quem controlará a maior reserva de gás natural do planeta e com quem dominará o mercado mundial daquele gás.
 
Por mais ou menos todo o século passado, desde 1914, o mundo esteve permanentemente em guerra pelo controle do petróleo. Gradualmente, com a adoção de políticas de energia limpa na União Europeia e mais especialmente depois que a China concordou com reduzir significativamente as emissões de CO2 reduzindo a geração de carvão, ato em si não científico, mas político, além dos avanços nas tecnologias de transporte de gás natural, principalmente a liquefação do gás natural (produzindo o Gás Natural Liquefeito, GNL; ing. liquefaction of natural gas, ou LNG), o gás natural finalmente se tornou mercadoria de mercado global, como o petróleo. Com esse desenvolvimento, estamos hoje numa era não só de guerra pelo controle das maiores reservas de petróleo. Hoje vemos o alvorecer da era das guerras pelo gás natural. Senhoras e senhores, apertem os cintos.
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Xadrez da globalização e da financeirização

Copidescado às 12:00

Caso 1 - as guerras internas na geopolítica

Desde a criação do padrão ouro, sempre houve uma disputa interna, nos países, em torno do modelo.

O padrão ouro era essencial para a globalização do sistema financeiro e do comércio internacional, ao criar uma medida de valor global para os países que aderiam. Por outro lado, impedia os países de praticar políticas cambiais e monetárias autônomas e satanizava qualquer forma de proteção comercial.

Nesse mundo idílico, cada país se especializaria naquilo que sabia fazer: os desenvolvidos, em produtos industriais; os não-desenvolvidos na produção de matéria prima. Estratificava-se, assim, a relação inicial entre países. Leia mais »

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OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia, por J. Carlos de Assis

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Foto: Kremlin

OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia

por J. Carlos de Assis

Os problemas brasileiros tornaram-se tão graves nos últimos anos que corremos o risco de não ver nenhum deles resolvido antes que um tsunami internacional, uma guerra da Rússia contra a OTAN, inicialmente em solo ucraniano, nos envolva em terríveis desafios externos. Na eventualidade dessa guerra podemos ser atingidos de diferentes formas, a mais elementar delas sendo os Estados Unidos  impondo um embargo total contra os russos, o que nos afetaria diretamente.  No caso das proteínas, isso seria grandemente facilitado pela JBS, o maior produtor e exportador mundial, agora plantada em território norte-americano.

A grande imprensa brasileira praticamente não acompanha ou dá notícias sobre essa crise. Os principais correspondentes de televisão estão baseados em Nova Iorque. Refletem o que noticia a imprensa norte-americana padrão, enquanto a imprensa norte-americana padrão dá a exata versão de propaganda do Departamento de Estado. Foi assim quando o que chamam de Massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi apresentado como massacre de milhares de jovens, quando a contabilidade final (Foreign Affairs) não apontou um único morto. Entretanto a  imprensa padrão, lá e cá, ainda fala em massacre.

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Aula Pública sobre a Reforma da Previdência na Unisc

Aula pública sobre a Reforma da Previdência na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), com Bruno Lima Rocha. O evento era de lançamento de um comitê regional contra as reformas de Temer. No video, aborda-se a dimensão geopolítica do golpe parlamentar,os golpes semelhantes ocorridos na América Latina, o emprego da Lawfare como mecanismo desestabilizador de regimes e os limites da democracia liberal representativa como regime de desenvolvimento e distribuição de renda e poder para brasileiros e latino-americanos. 

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Carne fraca na política econômica e na PF, por Tatiana Berringer

Novo cenário global exige reindustrializar países do Sul. Mas governo Temer segue a toada da submissão – com notável apoio da polícia

do Outras Palavras

Carne fraca na política econômica e na PF

por Tatiana Berringer

A conjuntura política internacional e nacional traz à tona debates, reflexões e polêmicas muito importantes para entender a inserção internacional do Brasil e as características da burguesia brasileira.

Até a eleição do Donald Trump e a aprovação do Brexit, havia entre os intelectuais marxistas quem defendesse que o neoliberalismo baseia-se em uma globalização produtiva, econômica e financeira de tal sorte que teria sido criada uma burguesia mundial, isto é: um bloco monolítico do capital financeiro (monopolista) que atua independentemente da estrutura jurídico-política dos Estados-nações. As grandes corporações multinacionais e os agentes do capital financeiro (fundos de pensões, seguradoras, etc.) seriam os principais atores políticos do capitalismo contemporâneo, solapando a existência de burguesias nacionais e/ou internas. Nessa linha de raciocínio o Brasil teria se integrado de maneira subordinada ao imperialismo estadunidense e a burguesia brasileira (industrial e de serviços) teria se diluído ou se tornado associada ao capital externo.

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O dia em que assassinaram o Planeta Terra, por Paul Craig Roberts

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Enviado por Ruben Bauer Naveira

O dia em que assassinaram o Planeta Terra

Paul Craig Roberts, tradução de btpsilveira

“A mudança na qual você pode acreditar” desapareceu nos primeiros dias do regime Obama assim que foram preenchidos os quadros governamentais em Washington. David Brooks(1) cantou louvores àqueles que tornaram impossível a mudança: “o melhor dos infiltrados em Washington, Tron(s) conquistadores(2) que conseguiram duplo 800 nos seus SATs”(3)

Oito anos passados, e Donald Trump foi taxativo sobre quais mudanças pretendia fazer, sendo as duas mais importantes a normalização de relações com a Rússia e o retorno para casa dos empregos de classe média, taxando as empresas com base nos Estados Unidos que expatriassem os empregos para o estrangeiro em busca de mais lucros. Mas rapidamente o governo Trump foi chamado às falas e voltou para a causa das corporações poluidoras, dos executivos de Wall Street, grandes empreiteiros de segurança e defesa e generais russófobos.

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Lawfare e a ascensão das tecnocracias jurídicas

Análise dos efeitos políticos da operação Lava Jato no Brasil e no continente. Bruno Lima Rocha é cientista politico e professor de relações internacionais.

As crianças que brincam de guerra em Mossul, no Iraque

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Da Agência Publica

 
Nascidas em meio à ocupação americana no Iraque, as crianças que vivem em Mossul agora assistem à batalha sangrenta contra o Estado Islâmico. Nas brincadeiras de guerra, se fantasiam de soldados enquanto esperam seu destino: matar ou morrer
 
por Yan Boechat

Ainda faz frio nas primeiras horas de uma manhã ensolarada de fevereiro quando um grupo de meninos entre 6 e 13 anos corre entre as ruínas do que um dia foi um bairro de Mossul, no norte do Iraque.

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No Brasil e nos EUA: a mídia serve à banca, por Pedro Augusto Pinho

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Por Pedro Augusto Pinho *

NO BRASIL

GOVERNO E MÍDIA

EXPRESSÃO MAIOR DA HIPOCRISIA QUE HOJE PREJUDICA O PAÍS

Ao iniciar este artigo sobre a farsa que domina nossa sociedade, pensava em desenvolver a relação da imprensa com o Poder. Afinal, o mais antigo exemplo que se tem notícia vem do imperador Julio Cesar ao divulgar as "Acta Diurna", com as informações e as ordens que lhe interessavam dar conhecimento ao povo de Roma. Mais tarde, nos primórdios da era cristã, foram os chineses quem  divulgaram os fatos dos poderosos nas "Notícias Diversas", que eles  celebraram, nos anos 1900, o primeiro milênio das suas impressões.

Parece óbvio que o Poder sempre se dispôs e investiu em dar informações que protegessem e defendessem seus próprios interesses. E esta situação perdurou mesmo quando a tecnologia e a diversidade de objetivos permitiram chegar ao conhecimento das pessoas, a minoria letrada, informações e interpretações diferentes sobre os mesmos acontecimentos.

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Fatores endógenos e exógenos do golpe, por Marcos Gomes

 
Por Marcos Gomes
 
 
Fatores Endógenos
 
É verdade que ao ganhar quatro eleições seguidas e a possibilidade de um retorno do Lula para comandar o Brasil por mais 2 mandatos, tornou o PT um alvo de diversos grupos políticos e econômicos. Já que cada vez esses grupos estavam se afastando do poder, por exemplo PSDB, DEM, Itaú e Fiesp. Há ainda questões de indicações para órgãos importantes, tanto nacionais quanto internacionais, tribunais e Mp´s. Portanto, é verdade que  existiam motivações internas para tomada de decisões mais drásticas. Além disso, a perda das eleições de forma traumática, já na prorrogação, deixou esses grupos baratinados. Uma vez que houve uma esforço abissal na desconstrução econômica e política do governo Dilma.  

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Nordeste era crucial para defesa dos Estados Unidos contra invasão soviética, diz relatório da CIA

Soldados americanos em Natal (RN) durante a Segunda Guerra Mundial 

Jornal GGN - Entre os 800 mil arquivos secretos tornados públicos nesta semana pela CIA, está um relatório intitulado “O fortalecimento econômico-militar do Brasil: fator de importância central para a segurança dos EUA e do mundo democrático”, que aponta a região Nordeste como crucial para a defesa dos Estados Unidos em uma hipotético ataque da União Soviética.

O relatório não tem data precisa, mas possivelmente foi elaborado nos anos 1950. Nele, o Nordeste é considerado tão importante quanto o Canadá e o Canal do Panamá.

Além disso, o documento também propõe medidas de aproximação entre Brasil e EUA, como a criação de órgão de contrapropaganda para combater a influência da URSS e a "eliminação ou neutralização" de grupos comunistas presentes em "todo o país e em diferentes esferas do governo".

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Rússia estende asilo de Edward Snowden por mais dois anos

 
 
 
As autoridades russas estenderam por mais dois anos o pedido de asilo do ex-analista de sistemas da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) que vazou milhares de documentos sigilosos dos Estados Unidos à imprensa, Edward Snowden, no país.
 
O anúncio foi feito pela porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Maria Zakharova, que confirmou que "a residência de Snowden na Rússia foi estendida por mais alguns anos."

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