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O “Fora Diniz!” que a Globo não mostrará, por Marcelo Auler

Protesto organizado neste domingo tem como principal bandeira escrachar presidente da Fecomércio no Rio, informação omitida por Infoglobo 
 
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Neste domingo (25/06), a Avenida Atlântica, em Copacabana (zona Sul do Rio), será palco de mais uma manifestação com a bandeira do “Fora”. Mas, ao contrário do que vem ocorrendo nos últimos atos em prol da saída do presidente Michel Temer, dificilmente as Organizações Globo, ou mesmo outros canais comerciais de televisão e a imprensa tradicional marcarão presença na cobertura do evento.
 
A tão propalada e defendida liberdade de expressão, assim como a bandeira do combate à corrupção,  desfraldada enquanto o PT estava no governo, serão esquecidas. Tudo, em nome dos interesses comerciais/financeiros. Desta forma, ficará clara a hipocrisia dos meios tradicionais de comunicação, que classificaram de “sujos” blogueiros de esquerda por receberem míseros patrocínios nos governos, mas se calam diante de esquemas pesados de desvio de dinheiro e de corrupção. Basta estar em jogo seus interesses financeiros. Em nome deles, mandam às favas o compromisso social e o dever profissional de informarem leitores, ouvintes e telespectadores.
 
O fato de o movimento convocado para manhã de domingo no Rio ter como principal bandeira o “Fora Diniz”, justificará a omissão de grande parte da imprensa, em especial, do Infoglobo e da Rede Globo. Afinal, diversas outras manifestações como estas ocorreram nos últimos meses sem merecerem qualquer atenção destes órgãos de comunicação. Em compensação, gordas verbas publicitárias lhes foram destinadas, como comprova a ilustração acima.
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Ponto de vista: a Globo e sua escolha de Sofia, por Murilo César Ramos

Ponto de vista: a Globo e sua escolha de Sofia

por Murilo César Ramos

Talvez a pergunta que mais intriga o mundo político brasileiro hoje é por que o Grupo Globo abandonou Michel Temer, levando com ele a coalizão de poder que a própria Globo ajudou a criar ao longo do processo do golpe judicial/parlamentar contra Dilma Rousseff. De fato, trata-se de uma pergunta vital ao entendimento do atual momento da grave crise política, econômica e social por que o país passa hoje, cujos primórdios remontam às manifestações de junho de 2013, e que foi potencializada para além de qualquer controle institucional pela Operação Lava Jato e seus desdobramentos que parecem beirar o infinito.

Mais ainda, a intrigante pergunta, de resposta quase impossível, mas que merece ser tentada, pode ter imbricado tanto os destinos daquela organização de comunicação e de Michel Temer e seu governo que apenas um desses dois conjuntos de personagens centrais da atual cena política brasileira poderá sobreviver: Temer, com a perda da presidência da República; a Globo, com graves prejuízos à sua credibilidade jornalística e possíveis perdas financeiras.

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Os ataques da Globo ao BNDES

 
Jornal GGN - Não é difícil imaginar como vai acabar a relação BNDES-JBS por causa da Lava Jato, se por exemplo for tomada a devassa que a operação promoveu, em parceria com a mídia, na Petrobras e nas grandes empreiteiras do País. É com essa preocupação em vista que a reportagem do Fantástico sobre o banco, veiculada no último domingo (22), deve ser revisitada.
 
O programa dominical da TV Globo dedicou quase que a edição inteira a relembrar as revelações que Joesley Batista fez sobre Michel Temer e Aécio Neves na última semana. E, em reportagem de quase 4 minutos e meio, contou a história de um funcionário do BNDES que supostamente poderia ter favorecido o grupo JBS em transações bilionárias. 
 
Para dar dimensão ao suposto escândalo, o Fantástico cita o volume de recursos que o BNDES "injetou na JBS" durante o governo Lula (2007-2010): 8,1 bilhões de reais, dando a entender que todo esse montante foi fruto de operações ilícitas.
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Opinião do Nassif: A implosão do grupo do impeachment

Setores que apostaram em golpe têm pouco tempo para pensar em uma alternativa que não seja Diretas Já

Por mais que o Estadão e a Folha de S.Paulo tentem segurar Temer, de onde estão conseguindo tirar o sustento com as publicidades do governo, entrevistando peritos para corroborar a única defesa possível para o peemedebista, de que as gravações feitas por Joesley são adulteradas, os próprios peritos escutados por esses jornais afirmam que não houve manipulação nas conversas que especificamente incriminam Temer, quando ele indica Rocha Loures e Eduardo Cunha.

É nítido que o dono da JBS foi orientado por profissionais para fazer os grampos, o exemplo é como ele usa o rádio, ligado na CBN, como um marcador do dia e horário em que esteve com Temer. E o mérito disso é da equipe da Procuradoria-Geral da República, coordenada por Rodrigo Janot que, com isso, trouxe para ele o protagonismo nas investigações da Lava Jato, apontando a falta de profissionalismo da equipe de Curitiba que vem apresentando trabalhos medíocres, sem nenhuma prova efetiva em seus acordos de delação premiada.

Por sua vez, o ímpeto da Rede Globo em assumir o comando do impeachment de Temer está em poder impor uma alternativa através das eleições indiretas, para impedir que, em caso de eleições diretas, políticos com maior popularidade, como Lula, ou alguém indicado por ele, assuma a Palácio do Planalto.
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Mídia está desembarcando do governo Temer, diz João Feres Jr

Ao GGN, coordenador do Manchetômetro analisou o comportamento da mídia desde o impeachment de Dilma. Lançado em 2014, projeto que fornece dados sobre a qualidade da cobertura jornalística ganhou versão 2.0 neste ano. Gráficos mostram queda nas críticas ao governo federal após posse de Temer e blindagem a Sergio Moro

Jornal GGN - Atingido repentina e duramente pela delação da JBS, o governo Temer começou a perder o apoio incondicional dos principais veículos da grande mídia, segundo análise do cientista político e coordenador do Manchetômetro, João Feres Jr. Para ele, a Globo lidera a "campanha ferrenha" contra o presidente da República, enquanto Folha de S. Paulo e Estadão ainda resistem um pouco, comportando-se como bombeiros em meio a um incêndio.
 
"O que vai acontecer a partir dessa crise do governo Temer, dessa exposição dos áudios de Temer e Aécio Neves, eu não sei. Minha impressão é que parte da mídia está desembarcando do governo Temer, mas eles estão sem direção. Não sabem aonde embarcar", disse Feres ao GGN.
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A Globo é incompatível com um ideal de Nação democrática, por Jeferson Miola

A Globo é incompatível com um ideal de Nação democrática

por Jeferson Miola

O Jornal Nacional e a Globo News demoliram Temer, que é um cadáver em estágio terminal na UTI.

Mas a guerra da Globo é contra os subalternos: eleição indireta + continuação das reformas selvagens + destruição do Lula em seguida.

O negócio deles é a continuidade do golpe.

É guerra!!

As armas são conhecidas: os canalhas que deram o golpe, desmascarados como líderes de quadrilha, possuem contra si filmagens, números de contas bancárias, gravações escatológicas, malas de dinheiros, paraísos fiscais, mesadas, roteiros rastreados etc.

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Opinião do Nassif: Rescaldo de um terremoto Político

O ponto central do terremoto político é entender, na verdade, para onde a Rede Globo pretende ir, e o pescoço de Lula e Dilma deve ser a contrapartida dos grupos de mídias para endossar os crimes praticados pelo presidente e o senador Aécio Neves
 
 
Para entender as últimas horas da política brasileira, tornando o jogo político ainda mais complexo, vamos tentar compreender por que Michel Temer e Aécio Neves foram pegos. Em primeiro lugar se trata de uma iniciativa do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, levando o protagonismo político a sair dos movimentos minúsculos da Lava Jato, com os seus coordenadores querendo encontrar escândalos a partir de miudezas retiradas das delações declaratórias. 
 
Com isso, Janot conseguiu fazer as investigações políticas passarem para um jogo mais pesado. Houve uma armação em cima de Temer e Aécio, obviamente, ou seja, Joesley foi convencido a armar esse grampo pelo Procurador-Geral da República. 
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Dilma diz que Globo quer sua prisão e promete não ficar calada: "Nem a tortura me amedrontou"

Foto: Divulgação/PR

Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff emitiu uma nota à imprensa denunciando o "jornalismo de guerra da Globo", que usou colunistas e reportagens para sugerir que as evidências juntadas à delação de Mônica Moura, esposa de João Santana, seriam suficientes para que Sergio Moro decretasse a prisão da petista.

O jornalista Merval Pereira, em artigo divulgado neste sábado (13), colocou a "honestidade" de Dilma em xeque e afirmou que as declarações de Mônica Moura bastam para a prisão. Na delação, a empresária diz que criou uma conta no Gmail para se comunicar com Dilma por rascunhas. Ela relata que a então presidente avisava ao casal dos passos da Lava Jato, tendo, inclusive, ligado para avisar do mandado de prisão.

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A euforia alemã (e da Globo!) ante o resultado das eleições na França, por J. Carlos de Assis

AFP/Denis Charlet

A euforia alemã (e da Globo!) ante o resultado das eleições na França

por J. Carlos de Assis

Em sua autobiografia parcial “Times of Upheavel”, o então Assessor de Segurança Nacional dos EUA Henry Kissinger, que acompanhava o presidente Richard Nixon numa visita à França no início dos anos 70, perguntou candidamente a De Gaulle como seria possível evitar o domínio da Europa pela Alemanha num eventual integração europeia. De Gaulle, sem se dignar olhar para Kissinger e fixando Nixon, disse secamente: “Par la guerre!”

Não será tão simples. A Alemanha praticamente escravizou a Europa  com a imposição de suas políticas neoliberais contracionistas através do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, que domina. O continente está mergulhado desde 2008 numa crise de recessão ou contração, impedido por Berlim de qualquer reação eficaz. O fracasso de Hollande foi justamente de não cumprir promessas de investimentos em campanha por bloqueio alemão.

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Nassif: Lava Jato afronta Supremo porque tem apoio da Globo

Foto: Reprodução/Youtube

Jornal GGN - A tentativa juvenil e frustrada da Lava Jato de influenciar o Supremo Tribunal Federal a decidir contra José Dirceu, e as críticas do procurador Deltan Dallagnol aos ministros após a derrota na Suprema Corte, formam mais um capítulo da "rebelião da primeira instância" que afeta a hierarquia do Judiciário, em favor de uma minoria antidemocrática. Rebelião, aliás, patrocinada pela Rede Globo. É o que avalia o jornalista Luis Nassif, diretor do GGN, em mais um vídeo de opinião, publicado nesta quarta (3).

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Lula promete regulamentação da mídia, se eleito presidente em 2018

 
Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse que "se tudo correr bem" e ele conseguir disputar o Palácio do Planalto em 2018, vai adotar como promessa de campanha a "regulamentação" da mídia, numa tentativa de democratizar os meios de comunicação. O petista denotou que a decisão ocorre após ele ter sido alvo preferencial da cobertura negativa e seletiva provocada pela operação Lava Jato.
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Por que a Globo tem obsessão por Lula atrás das grades

Para entendermos o que está sendo jogado é preciso dar mais de atenção aos ex-ministro Antônio Palocci 
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Colocar Lula atrás das grades é uma obsessão não só do juiz Sérgio, mas também – e prioritariamente – das Organizações Globo. A delação fajuta do empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, vem ocupando espaços preciosos nos principais telejornais do conglomerado da família Marinho. Entre os dias 19 e 22, o PT e o ex-presidente mereceram quase três horas na programação global.
 
O massacre não se limitou aos meios eletrônicos, o jornal O Globo, na edição de sábado (dia 22), cravou em um editorial de meia página que “Lula é o chefe” de uma organização criminosa.
 
As tênues evidências apresentadas pelo delator Pinheiro foram apontadas como provas absolutas no jornalão dos Marinhos. São: o registro de que um carro do “Instituto Lula” teria se deslocado seis vezes, entre os anos de 2012 e 2014, ao Guarujá (cidade onde foi construído o tal tríplex) e a agenda pessoal do empreiteiro, na qual foram anotados encontros dele com o ex-presidente e seus familiares.
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Carta aberta do advogado Cristiano Zanin a Merval Pereira

"Avalio, Merval, que o senhor jamais conseguirá esconder um outro verdadeiro “segredo de polichinelo” — o mal que a Globo faz ao País e à democracia"
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Jornal GGN - O advogado de defesa do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, divulgou uma carta aberta ao jornalista do Jornal O Globo, Merval Pereira, rebatendo sua última coluna publicada na sexta-feira (21), denunciando a aliança entre a empresa de comunicação e os agentes públicos que integram a Lava Jato para inviabilizar a atuação política de Lula.
 
"As afirmações de Pinheiro, que é corréu na ação e por isso depôs sem o compromisso de dizer a verdade, foram, no entanto, suficientes para que sua coluna concluísse que “Lula é o verdadeiro dono do tríplex e do sítio de Atibaia”. E o senhor foi além: fez ataques diretos e levianos a mim e ao advogado Roberto Teixeira", destacou Zanin, arrematando em seguida que, muito provavelmente, o jornalista da Globo jamais se dispôs a assistir o vídeo da audiência que o ex-diretor da OAS deu à Lava Jato na última quinta-feira (20).
 
"Se tivesse assistido, saberia que Léo Pinheiro respondeu às minhas perguntas dizendo que Lula jamais teve as chaves ou usou o imóvel; jamais manteve qualquer pertence pessoal no local; jamais usou ou teve qualquer título da propriedade do apartamento. Ou seja, Pinheiro ao responder às minhas questões — independentemente da versão que havia combinado para ter sua delação premiada aceita — reconheceu que o ex-Presidente jamais praticou qualquer ato que pudesse indicar posse, uso ou gozo do apartamento, que são os atributos necessários para a configuração da propriedade segundo o artigo 1.228, do Código Civil", completou. 
 
A seguir, a carta na íntegra:
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O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato, por Jeferson Miola

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O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato
 
Por Jeferson Miola
 
É difícil aceitar a dolorosa realidade, mas o Brasil está, efetivamente, sob um regime ditatorial. O golpe de 2016 e o regime de exceção evoluíram para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF. Assim como na ditadura instalada com o golpe de 1964, a engrenagem desta ditadura também contou com a participação decisiva da Rede Globo.
 
O editorial do jornal O Globo deste 22 de abril, por ironia o dia que marca 517 anos da descoberta do Brasil pelos dominadores portugueses, revela a simbiose estratégica entre a Globo e a força-tarefa da Lava Jato. Ambos, a serviço de interesses estrangeiros, adotam idêntica linguagem, empregam os mesmos métodos, e partilham do mesmo ódio fascista aos seus inimigos.
 
No editorial “Cerco de depoimentos confirma Lula como o chefe”, o Globo conclui existir “estridente evidência de que Lula não poderia desconhecer aquilo tudo”. No dicionário do regime de exceção, “estridente evidência” é sinônimo de “não temos provas, mas temos muita convicção”.
 
A imputação da Globo – “Lula como o chefe” – é variante daquela acusação leviana, apresentada no power-point do fanático procurador Deltan Dallagnol: “Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção”.
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Que apurem a "sociedade privada" entre Globo e Odebrecht nos anos FHC, diz advogado

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Jornal GGN - O advogado Roberto Teixeira respondeu, em nota à imprensa, a reportagem de O Globo sobre elaboração de contratos fictícios com a empresa Odebrecht em torno do sítio de Atibaia. Segundo o defensor, o jornal mentiu para seus leitores, porque nem as delações sem provas de executivos da Odebrecht afirmam que existiu esse tipo de fraude.

Além disso, Teixeira disse que a Globo deveria explicar, por outro lado, que "sociedade privada" foi criada no governo FHC, em parceria com a Odebrecht para "quebrar o monopólio" do setor de telecomunicações em favor da emissora.

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