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governança corporativa

Mediação para empresas familiares: um indicador de boa governança corporativa, por Caio E. de Aguirre

Mediação para empresas familiares: um indicador de boa governança corporativa

por Caio Eduardo de Aguirre

EMPRESAS FAMILIARES E OS CONFLITOS

Empresas familiares são aquelas cujo poder de controle está nas mãos de uma ou mais famílias. Representam, no Brasil, o expressivo percentual de 90% das empresas. Pelo mundo afora também são imensa maioria, com participação significativa no PIB mundial.

Aquelas que já passaram por processo de profissionalização são extremamente competitivas e até mais rentáveis do que as empresas não familiares. Todavia, a vida da maioria das empresas familiares não costuma ser longa. Estima-se que apenas 5% delas cheguem à terceira geração, sendo que 65% encerram suas atividades por conta de conflitos entre os sócios parentes. Esse último dado é extremamente relevante e faz do conflito um protagonista importante e merecedor de cuidados especiais.

O conflito entre sócios parentes costuma, na maioria das vezes, ser foco de atenção somente após sua eclosão, quando então será tratado da forma tradicional: ou solucionado, dentro do ambiente corporativo, por imposição do hierarquicamente superior ou submetido a processo judicial, se o caso.  

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O que combate a corrupção? Por Lucy P. Marcus

Jornal GGN - A corrupção é um flagelo global, e tão enraizado nos países que seu combate parece ser impossível - em janeiro, um relatório anual divulgado pela entidade pela Transparência Internacional observou que o problema "continua a ser uma praga em todo o mundo".

Um dos exemplos sinalizados em artigo elaborado por Lucy P. Marcus, fundadora da consultoria Marcus Venture Consulting, para o site Project Syndicate, está relacionado ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que advertiu a Ucrânia que seu resgate financeiro no valor de US$ 40 bilhões poderia ser cortado devido a temores de que funcionários corruptos roubem ou desperdicem os recursos. E, em sua recente visita ao México, o Papa Francisco pediu aos líderes do México - muitos dos quais envolvidos em escândalos de conflitos de interesse - o combate da corrupção endêmica.

"Mas a mudança é possível, como vimos no mundo da governança corporativa nos últimos anos", diz Lucy. "Nem mesmo uma década atrás, as empresas foram retiradas da "caixa preta" controlada por poucas pessoas cuja autoridade parecia intocável. Os acionistas ativistas que pensavam diferente foram considerados um incômodo - tantos sonhadores e benfeitores que nunca mudariam nada. A única coisa que sempre vai importar, segundo os "realistas", é o retorno do investimento, independentemente do custo para as pessoas, o planeta, ou economias".

Contudo, a visão mais "realista" mostrou-se errada. Desde o começo do ano, o investidor Warren Buffett e o CEO do banco JPMorgan Chase, Jamie Dimon, ter realizado reuniões com outros líderes empresariais para discutir possíveis melhorias na governança corporativa. Em 1º de fevereiro, Laurence Fink, presidente-executivo da empresa de investimento BlackRock, escreveu uma carta para algumas das maiores empresas do mundo em que ele emitiu um aviso severo contra a visão de curto prazo e exigiu que as empresas lay out planos estratégicos claros.

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Ellen Gracie ingressa no comitê de governança da Petrobras

Ex-ministra do STF integra comitê de governança, anuncia Petrobras

Da Agência Brasil

Por Isabela Vieira

A ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie Northfleet será um dos integrantes do Comitê Especial da Petrobras, anunciado na noite de ontem (23) para acompanhar investigações na estatal, de forma independente. O órgão terá três membros, sendo duas pessoas de fora da companhia, e ficará diretamente ligado ao Conselho de Administração.

Os nomes foram escolhidos pelos escritórios Trench, Rossi e Watanabe, Gibson e Dunn & Crutcher, responsáveis por investigações na Petrobras, que indicaram também o alemão Andreas Pohlmann para o comitê. O terceiro membro será o diretor de Governança, Risco e Conformidade, que está sendo recrutado no mercado. Leia mais »

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