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Com imagem negativa criada por Dória, 99 e Uber recuaram de acordo

Dória fez confusão: anunciou as corridas gratuitas, sem acordo formal. Ambas empresas, por outro lado, tentaram driblam imagem negativa estendendo os descontos
 
 
Jornal GGN - A desistência da parceria criada pelo prefeito de São Paulo, João Dória, com as empresas Uber e 99 Taxis para fornecer transporte supostamente gratuito a servidores que quisessem trabalhar neste 28 de abril, dia de greve geral, ocorreu por uma grande confusão criada pelo próprio prefeito.
 
Ainda na tarde desta quinta-feira (27), Dória divulgou um vídeo no Facebook anunciando que os 136 funcionários públicos que precisassem se transportar para trabalhar na greve geral teriam um benefício dos aplicativos de graça. 
 
Em uma mensagem enviada aos próprios funcionários, destacava-se que as viagens seriam "inteiramente gratuitas, ou seja, as empresas doadoras não cobrarão nada da prefeitura ou dos servidores”. A medida provocou uma grande reação popular, com as acusações de que a Uber e a 99 Taxis estariam estimulando o boicote à Greve Geral, uma vez que dariam a alternativa de ida ao trabalho.
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Movimentos sociais sustentam que é a maior greve da história do Brasil #BrasilEmGreve

 
Jornal GGN - Antes mesmo de a #BrasilEmGreve atingir os trends topics mundiais do assunto mais comentado no mundo nas redes sociais e de o país aderir em massa à paralisação, contando com todos os segmentos e sindicatos de trabalhadores, os movimentos sociais já calculavam o 28 de abril como uma das maiores greves da história do Brasil.
 
Organizado por sindicatos e pela Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular, as ações foram aderidas por grande parte da população para mostrar a insatisfação com a Reforma Trabalhista e da Previdência do governo de Michel Temer.
 
De acordo com o coordenador da CMP, Raimundo Bonfim, em entrevista à Rede Brasil Atual ainda nesta quinta-feira (27), quando as mobilizações estavam ainda sendo discutidas pelas centrais, a dimensão do ato de hoje ocorre graças à coesão e unidade de amplos setores sociais e populares.
 
 
"Além do engajamento do movimento sindical, que tem a tarefa de parar a produção e circulação das riquezas e pessoas, é uma greve que vai ter muitas ações desenvolvidas por movimentos sociais e populares. Existe uma forte unidade dos movimentos popular e sindical, das centrais sindicais, das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo", afirmou.
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Greve, mídia e "pós-verdade", por Assis Ribeiro

Greve, mídia e "pós-verdade"

por Assis Ribeiro

A ampla paralisação dos setores trabalhistas e estudantis brasileiros no manhã do dia de hoje demonstra que nem sempre a pós-verdade formulada pelo sistema para nos convencer de que a realidade - como em uma Matrix - é outra diametralmente oposta daquela que nos apresenta pelos nossos sentidos.

A pós - verdade é aquela na qual o debate se enquadra  em apelos emocionais, desconectando-se dos detalhes da verdade pura, e pela reiterada afirmação de pontos de discussão nos quais as réplicas fáticas -os fatos- são ignoradas. São veiculações trazidas pelos meios tradicionais de comunicação para fazer com que as pessoas passem a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional, alimentando de informações aquilo que buscamos para satisfazer nossas crenças e desejos.

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Uber, 99 Taxis e Cabify estimulam ida ao trabalho em Greve Geral

Empresas darão o desconto para trajetos nesta sexta-feira e fecharam parcerias com prefeituras. Após críticas, a 99 Taxis informou que o benefício é "seja para ir ao trabalho ou às manifestações"
 
 
Jornal GGN - Após aplicativos de transporte Uber, 99 Taxis e Cabify oferecerem promoções e fecharem parcerias para descontos à população nesta sexta-feira (28), data em que ocorrem as paralisações da greve geral, incluindo o transporte público, as empresas justificaram os posicionamentos.
 
Dois dos aplicativos foram alvos de duras críticas após firmar uma parceria com a Prefeitura de São Paulo, por decisão tomada por João Dória, de que os funcionários públicos municipais que quisessem trabalhar no dia de manifestações, poderiam aceder aos veículos da Uber e da 99 Taxis, de forma gratuita.
 
A prefeitura notificou o estímulo e incentivo para os funcionários trabalharem, divulgando que aos servidores que demonstrassem interesse até às 14h30 desta quinta-feira (27), senhas seriam disponibilizadas por e-mail para obter o benefício do transporte junto a estas empresas nos horários de pico, entre 7h e 9h da manhã e 17h30 e 19h20 após o expediente.
 
A mesma prática foi adotada em Porto Alegre. O prefeito Nelson Marchezan anunciou na tarde desta quinta que também fechou uma parceria com a empresa de transporte particular Cabify, garantindo um desconto de R$ 15 aos servidores municipais nos trajetos de ida e volta ao trabalho. Da mesma forma, cada servidor receberia por e-mail e pelo sistema interno da Prefeitura um código exclusivo para ser usado nos deslocamentos.
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Greves, não importa a dimensão, justificam-se pelo simbolismo, por Janio de Freitas

Foto - Paulo Iannonie

Jornal GGN - Em tão pouco tempo, desde o golpe do impeachment, o país jamais viveu um desatino tão grande, um assalto tão violento a direitos de quase a totalidade da população e mesmo o ataque às potencialidades do próprio país. A afirmativa foi feita por Janio de Freitas, em sua coluna de hoje na Folha. O articulista aponta que, mesmo na Síria com guerra em grande parte de seu territória, as coisas melhoram. E isso não se tem aqui.

Janio aponta que o que é oferecido por Meirelles é um país manietado, aprisionado na desinteligência de um teto obrigatório de gastos que tem a imoralidade de cortar até gastos com educação e saúde. Daí, com este quadro, as greves e protestos, não importa o tamanho, se justificam de saída, já por seu valor simbólico de que pessoas se rebelem contra a espoliação de conquistas tão duramente conseguidas.

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Contra possibilidade de privatização, funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

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Foto: Fernando Frazão/ABr
 
Jornal GGN - A partir das 22h desta quinta-feira (26), os trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado contra demissões e a possibilidade de privatização da empresa. Além disso, o fechamento de agências e o desmonte da empresa, com redução do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, também entre os motivos para a paralisação. 
 
De acordo com Suzy Cristiny, secretária de Imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), está em curso um plano de desmonte da estatal, que prejudica a qualidade e a universalização dos serviços. “Faz parte de um projeto privado com interesse de entrar no mercado”, afirma Cristiny.

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Supremo proíbe paralisação de policiais alegando que o "Estado não faz greve"

Foto: ALESP
 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal estabeleceu, por sete votos a três, que servidores ligados à segurança pública não têm direito à paralisação. Isso porque os policiais (civis, militares, rodoviários e bombeiros) são um braço do Estado e o "Estado não faz greve".
 
O entendimento foi lido pelo ministro Alexandre de Moraes e seguido por Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Foram contrários os ministros Edson Fachin, que era o relator da ação, Rosa Weber e Marco Aurélio.
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Pezão corta salários de professores na semana em que R$ 300 mi são devolvidos ao RJ

Jornal GGN - Circula nas redes uma mensagem de professores da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) que pede ajuda para "esclarecer" a crise instaurada na instituição e que não encontra nenhuma saída no final do túnel em função do desinteresse do governo Pezão.

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Justiça pede prisão de militares envolvidos na greve do ES

Justiça Militar decretou detenção de quatro, entre eles o ex-deputado e militar Assumção, que fugiu após voz de prisão

Jornal GGN - A justiça Militar do Espírito Santo decretou a prisão de quatro militares, acusados de coordenar a motim e greve dos policiais militares no Estado, dentre eles o ex-deputado federal e militar da reserva chamado de capitão Assumção que conseguiu escapar após receber voz de prisão.

Dos outros militares que tiveram prisão decretada, apenas o tenente coronel Carlos Alberto Foresti foi detido, após se apresentar pessoalmente a uma unidade policial de Itaperuna, Rio de Janeiro, de onde foi encaminhado para o presídio da PM do Espírito Santo, em Vitória.

Em entrevista ao Estadão, o secretário de Controle e Transparência do ES, Eugênio Ricas afirmou também que o Estado enfrenta um quadro de "terrorismo digital". Segundo ele, 80% das mensagens nas notícias relacionadas à greve compartilhadas nas redes sociais teriam partido de pessoas que estão fora do Estado.

O governo também acusa os militares que coordenaram a greve de extremistas e aliados ao deputado federal, Jair Bolsonaro. Ontem, domingo (26) o político divulgou na sua página do Facebook que só se manifestaria da acusação se o assunto fosse gravado em vídeo e abordado ao vivo.
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Trabalhadores rurais entram em greve no Vale do São Francisco

Cerca de 100 mil cruzam os braços contra retirada de direitos e pedem a unificação do piso salarial 

 
Jornal GGN - Segundo informações do Brasil de Fato, cerca de 100 mil trabalhadores rurais da região do Vale do São Francisco, Sertão nordestino, entraram em greve, desde a última quinta-feira (16), para exigir um reajuste salarial de 10%, piso salarial unificado de R$ 987,00 e cesta básica.
 
Esta é a primeira greve dos trabalhadores em 13 anos. A decisão foi tomada após seis reuniões com os sindicatos patronais que, segundo os trabalhadores, querem retirar conquistas de convenções coletivas anteriores como o fim dos 45 dias de estabilidade, sem demissões, e o fim do pagamento de horas extras. 
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Governo avança sobre o direito de greve dos servidores públicos

 
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Da Rede Brasil Atual
 
 
É preciso antes discutir a regulamentação da negociação coletiva, diz dirigente da CUT. "A greve acontece quando a negociação não funciona." Ela defende mobilização: "Nunca tivemos maioria no Congresso"
 
por Vitor Nuzzi
 
O governo Temer encaminhou nesta semana ao Congresso "sugestões" para um projeto sobre direito de greve no serviço público, um tema em discussão há anos, mas sem avanço no Parlamento. A secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, disse que antes de falar em regras sobre greve é preciso regulamentar a negociação coletiva no setor. "Queremos discutir isso primeiro", afirma, lembrando que o direito à negociação está prevista na Constituição brasileira e na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). "Nós não temos ainda a regulamentação. Entendemos que a greve acontece quando a negociação não funciona", argumenta, lembrando que muitas paralisações ocorrem justamente para garantir a abertura de negociações.
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Por que a mídia faz silêncio sobre a greve histórica que está parando Florianópolis, por Joaquim de Carvalho

do Diário do Centro do Mundo

Por que a mídia faz silêncio sobre a greve histórica que está parando Florianópolis

por Joaquim de Carvalho

Os servidores públicos municipais de Florianópolis estão em greve desde o dia 16 de janeiro. É a maior paralisação da categoria e, como mostram as imagens do último ato dos funcionários, realizado na segunda-feira, a adesão é cada vez maior.

Basta comparar as imagens desse ato com o do início da paralisação para constatar que, apesar das pressões que as lideranças dos funcionários estão sofrendo, inclusive de prisão, o número de manifestantes aumentou muito.

“Nenhum direito a menos” é o grito de guerra dos servidores em greve. A origem da paralisação está num conjunto de medidas enviadas pela prefeitura que acabam com o plano de carreira dos funcionários, aprovado em 2014, e cortam outros direitos dos servidores.

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Termina sem acordo reunião entre comando da PM e mulheres de policiais no Rio

Rio de Janeiro - Comando da PM convoca mulheres de policiais para reunião no quartel general (Foto Vladimir Platonow/Agência Brasil)

da Agência Brasil

Termina sem acordo reunião entre comando da PM e mulheres de policiais no Rio

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

Terminou sem acordo reunião entre o comando da Polícia Militar do Rio e mulheres de policiais, na tarde de ontem (11), no quartel-general da corporação. O encontro contou com a participação do Ministério Público (MP) e reuniu cerca de 40 pessoas, incluindo esposas de policiais que bloqueiam, desde ontem (10) a porta de diversos batalhões no estado, impedindo a saída de viaturas e de efetivo para a rua.

Na saída da reunião, que durou cerca de três horas, algumas mulheres falaram com a imprensa sobre o que foi tratado e disseram que não houve acordo sobre elas deixarem os batalhões. “Não houve negociação. Eles não podem resolver os nossos problemas. Precisamos de medidas urgentes, de uma pauta que funcione para os nossos policiais, porque eles estão sofrendo todos os dias. O nosso movimento não vai parar”, disse Cristiane, esposa de um policial. Ela não forneceu o sobrenome.

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Greve: de direito fundamental para expectativa, por Rodrigo Barbosa

 
Jornal GGN - Ao determinar que o poder público deve punir com a suspensão de pagamentos a servidores que iniciarem greves ou manifestações, em outubro do último ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) contribui para o "desmonte das garantias e liberdades individuais".
 
A manifestação é de Rodrigo Camargo Barbosa, advogado e assessor jurídico de entidades sindicais, secretário-geral da Comissão Especial de Diversidade Sexual da OAB-DF e membro da Comissão de Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB.
 
"Inimaginável, do ponto de vista jurídico, que o exercício de um direito constitucional autoaplicável deva impor um ônus processual ao trabalhador ao determinar a prova de conduta ilícita do poder público", entende Barbosa. Para ele, "esvaziar uma liberdade individual torna a própria Constituição esvaziada". 
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Para entender o movimento da PM de Minas Gerais, por Robson Sávio

Por Robson Sávio

Para entender o movimento da PM de Minas Gerais

Do Jornalistas Livres

Causou espanto e certa preocupação o movimento de policiais, principalmente militares, nos últimos dias, ocupando ruas e ameaçando uma greve. A maior manifestação da categoria ocorreu em Belo Horizonte, na última segunda-feira (20/12), levando cerca de 10 mil policiais às ruas da capital mineira. Em assembleia, os policiais decidiram pelo aquartelamento (da PM e Bombeiros) caso o Projeto de Lei Complementar (PLP 257), que trata da renegociação das dívidas dos Estados não fosse alterado na Câmara Federal.

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