Revista GGN

Assine

Gripen

Os Zelotes Tropicais e o Mistério dos Aviões Suecos, por Carlos Lungarzo

gripen_2.jpeg

Os Zelotes Tropicais e o Mistério dos Aviões Suecos

por Carlos A. Lungarzo

NOTA: Este artigo trata de maneira objetiva o “mistério” dos Gripen’s suecos, mas isso não significa justificar a compra e venda de material militar, qualquer que seja a honestidade dos envolvidos, os pretextos “defensivos” para a operação, e a situação, de paz ou de guerra, que vivam os países. Até os crimes mais aberrantes e massivos empalidecem comparados com a violência dos exércitos, sejam democráticos, fascistas ou comunistas.

Zelotes, uma introdução

Os Zelotes, do grego zelootées, equivalente ao hebraico kanahim, formavam uma seita hebraica dissidente do século I. Em grego clássico, significava admirador, seguidor, aquele que tem zelo por uma causa. Em hebraico passou a significar aquele que zela pela glória de Deus. No grego do Novo Testamento, especialmente em Atos dos Apóstolos e Gálatas, foi usada para indicar aquele que zelava pelo verdadeiro Deus.

Leia mais »

Média: 4.6 (13 votos)

Lula entrega à Justiça defesa contra acusações da Zelotes

Jornal GGN - A defesa de Lula e seu filho, Luis Claudio Lula da Silva, entregou, nesta quarta (8), resposta à acusação do Ministério Público Federal na operação Zelotes, onde o ex-presidente é acusado pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a denúncia, Lula teria recebido vantagens indevidas em dois momentos do governo Dilma: na compra dos caças Gripen e na aprovação da Medida Provisória 627/2013, que concede benefícios fiscais a montadoras do setor automobilístico.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

O caça com a bandeira brasileira

Leia mais »

Média: 4.4 (13 votos)

O país dos jatos e o país da Lava Jato, por Mauro Santayana

Enviado por Macuné

Da Rede Brasil Atual

O Brasil dos jatos e o Brasil da Lava Jato

Neste singular momento da vida nacional, o país está dividido, cada vez mais, em dois que parecem não compartilhar a mesma realidade ou o mesmo território
 
Para o Brasil da Lava Jato, do impeachment, da mídia seletiva e conservadora, o que defende a volta da ditadura, a tortura e a quebra do Estado de Direito, este é um país podre, quebrado, mergulhado até o talo na corrupção, política e economicamente inviável até não poder mais. Para o Brasil dos jatos Gripen, cuja transferência de tecnologia a presidenta Dilma Rousseff foi negociar em outubro na Suécia, o Brasil da Força Aérea, da Aeronáutica, do Exército, da engenharia, da indústria bélica, da indústria pesada, da indústria naval, da indústria de energia, do petróleo e do gás, do agronegócio, da mineração, este é o país que, mesmo com todos os seus problemas, depois de anos e anos de abandono e estagnação, pagou a dívida com o FMI; voltou a pavimentar e a duplicar rodovias; retomou obras ferroviárias e hidroviárias; retomou a produção de navios e passou a fabricar plataformas de petróleo, armas, satélites, sistemas eólicos, mergulhando, na última década, em dos maiores programas de desenvolvimento de sua história.
Leia mais »
Média: 4.6 (22 votos)

A indústria de defesa e o caso Gripen

Os testes do Gripen, Rafale e F18

O histórico do programa de caças brasileiros

A defesa nacional e a nova geopolítica mundial

Jornal GGN – A indústria brasileira de defesa passa por uma profunda reformulação. Depois de um período de investimentos nas décadas de 60, 70 e 80, quando o Brasil procurou desenvolver sua própria tecnologia militar, a base industrial de defesa foi esvaziada nos anos 90 e 2000. O fim da Guerra Fria acabou com a dinâmica produtiva e derrubou as exportações ao ponto de desmanchar a cadeia de valor.

Agora, com maior protagonismo internacional, o País ensaia uma retomada. As Forças Armadas, notadamente a Marinha e a Aeronáutica, têm projetos em andamento para absorver tecnologia estrangeira. Note-se o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear do Prosub e do caça supersônico Gripen NG.

A visão estratégica desses investimentos foi tema de discussão no 59º Fórum de Debates Brasilianas.org.

Para o doutor Luiz Martins de Melo, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em políticas de inovação no complexo industrial da defesa, a nova abordagem definida pelo Plano Nacional de Defesa e pela Estratégia Nacional de Defesa, aprovados pelo Congresso Nacional em 2005 e 2008, respectivamente, é um marco histórico.

“[É] uma política externa que integra suas ações diplomáticas com suas políticas de defesa e de desenvolvimento econômico. E, ao mesmo tempo, introduz um conceito inovador na história democrática do país, o conceito de entorno estratégico, onde o Brasil se propõe irradiar, de forma preferencial, a sua influência e a sua liderança, incluindo a América do Sul, a África Subsaariana, a Antártida, e a bacia do Atlântico Sul”, elogiou.

Porém, ele enxerga alguns pontos de atenção na organização geopolítica mundial que devem ser desafios para o Brasil. Por exemplo, a transformação da China, do sudeste asiático e da Bacia do Pacífico no “espaço mais dinâmico da economia mundial”, a entrada econômica da China na América Latina e Caribe e a revalorização econômica do Caribe e da América Latina como campo fértil da competição entre Estados Unidos e China.

“Se o Brasil conseguir sustentar suas novas posições, terá que se defrontar com uma regra fundamental do sistema: todo país que se propõe ascender a uma nova posição de liderança regional ou global, em algum momento terá que questionar a hegemonia dos seus valores ideológicos e dos arranjos institucionais impostos previamente pelas potências”, acredita Martins de Melo.

Para ele, está claro que o Brasil precisa descobrir como projetar seu poder e sua liderança sem seguir o figurino tradicional das grandes potências. “Sem reivindicar nenhum tipo de destino manifesto, sem utilizar a violência bélica dos europeus e americanos e sem se propor a conquistar qualquer povo que seja, para converte-lo, civilizá-lo, ou comandar o seu destino”.

Leia mais »

Média: 4.7 (9 votos)

A tecnologia de defesa e o caso Gripen

Em toda nação industrializada, os dois maiores investimentos em inovação ocorrem nas áreas de saúde e de defesa. Por razões estratégicas, a área de defesa prioriza o controle tecnológico nacional. E essas duas visões marcaram a escolha do sueco Gripen como o avião de combate a ser desenvolvido no país.

A análise da Aeronáutica foi central para a escolha do avião – superando a maior tradição dos FX dos Estados Unidos e da francesa Dassault. E o ponto central para a escolha foi a ampla transferência de tecnologia prevista no acordo.

***

Ontem, no 59o Fórum de Debates Brasiliana, o Brigadeiro Paulo Roberto de Barros Chã, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) apresentou um amplo quadro dos acordos de transferência de tecnologia com a Saab-Scania, fabricante do Gripen.

Para toda compra pública no exterior acima de US$ 5 milhões, a Constituição exige acordos offset, ou seja a contrapartida a ser oferecida pelo vendedor.

Leia mais »

Média: 4.6 (17 votos)

A nova tecnologia do míssil brasileiro A-Darter

Enviado por Alfeu

Tecnologia de sensor cria sistema inovador para guiar míssil

Por Rui Sintra

Da Assessoria de Comunicação do IFSC

A empresa Opto Eletrônica , uma spin-offdo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, participou do desenvolvimento do novo míssil A-Darter, que foi testado acoplado ao avião de caça Gripen, da Força Aérea da África do Sul, no início deste ano. A fabricação do sistema — ou seeker — de quinta geração, é um projeto binacional entre o Brasil e a África do Sul que, além da Opto Eletrônica, envolve a Força Aérea Brasileira (FAB), as empresas nacionais Mectron, Avibras, e a estatal sul-africana Denel Dynamics.

A maior parte dos mísseis detecta a aeronave — ou alvo — através do calor da turbina, contudo, existem diversas táticas capazes de despistar esses mísseis, como, por exemplo, a liberação de bolas de fogo, chamadas de contramedidas. A fim de impedir esse tipo de situação, a Opto Eletrônica desenvolveu um inovador sistema de guiagem que, ao contrário dos demais modelos fabricados, detecta duas faixas de calor, captando a emissão de gazes da turbina do alvo, o que possibilita, por exemplo, que o míssil não caia nas armadilhas das citadas bolas de fogo, uma vez que essa estratégia não emite os mesmos gazes que saem da turbina do avião.

O professor Jarbas Caiado Neto, professor do IFSC e um dos fundadores da Opto Eletrônica, explica que a tecnologia do sensor também permite que o seeker reconheça uma aeronave por meio de imagem, independente do ângulo em que esse alvo esteja. Além disso, outra vantagem do sensor é a sua capacidade de guiar o míssil em ângulo de até 90 graus — as curvas realizadas pelos mísseis comumente utilizados se limitam a 20 ou 30 graus. O desenvolvimento do A-Darter, segundo o professor, está quase finalizado. Com isso, em breve, o míssil deverá ser produzido e fornecido pelas empresas Mectron e Avibras.

Leia mais »

Média: 4.7 (11 votos)

A importância do Gripen para o desenvolvimento tecnológico

Jornal GGN - As negociações do Brasil com a Suécia estão avançando e a expectativa das autoridades dos dois países é que até o início de dezembro seja assinado o contrato de desenvolvimento conjunto do jato Gripen New Generation. O projeto marca uma nova fase para a indústria nacional de defesa, que busca absorver a tecnologia estrangeira e conquistar mais autonomia.

Três modelos de avião participaram da concorrência do projeto FX-2, que busca modernizar a frota de aeronaves militares supersônicas da Força Aérea Brasileira (FAB): o americano Boeing Super Hornet, o francês Dassault Rafale e o sueco SAAB Gripen NG. Os três foram aprovados nos testes realizados pelos pilotos brasileiros, que simularam as necessidades operacionais da FAB. O Gripen foi escolhido, entre outros motivos, pela possibilidade de desenvolvimento conjunto.

O assunto foi tema no 50º Fórum de Debates Brasilianas.org, que reuniu especialistas para discutir a decisão. Na opinião de Sami Youssef Hassuani, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), o projeto é extraordinário e representa um bom negócio para o Brasil, mas não garante que o País terá independência tecnológica. “O motor não vai ser feito aqui, a bomba de combustível não vai ser feita aqui. É um bom negócio? É. Mas não nos dá independência tecnológica”, disse.

O executivo tem um olhar crítico para o conceito de transferência de tecnologia. “Transferência de tecnologia não existe. Nenhum país transfere tecnologia. O know how é apenas uma transferência técnica. É reproduzir processos e produtos já definidos, sem a capacidade de inovar”, afirmou.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

Contrato para compra dos caças Gripen deve ser fechado em dezembro

Jornal GGN - Autoridades do Brasil e da Suécia reuniram-se para avançar nas negociações dos 36 caças Gripen New generation (NG), da empresa Saab, que irão integrar a Força Aérea Brasileira (FAB). A expectativa é que o contrato seja assinado no mês de dezembro deste ano.

O ministro Celso Amorim recebeu o vice-ministro de Defesa da Suécia, Carl von der Esch, em audiência nesta quarta-feira (03). Amorim disse que o país recebeu positivamente a notícia de que os caças haviam sido escolhidos para o Projeto FX-2. “Em breve, Brasil e Suécia serão mais que grandes amigos. Serão parceiros”, afirmou Amorim.
 
Segundo o brigadeiro José Augusto Crepaldi, chefe da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), tanto brasileiros como suecos têm atendido o cronograma de negociações com vistas à assinatura do contrato em dezembro próximo.

Tags

Média: 4.3 (6 votos)

Brasilianas.org discute hoje a estratégia nacional de defesa

Hoje, na TV Brasil, das 19h30 às 20h30, o programa Brasilianas.org recebe o Ministro da Defesa Celso Amorim, o diretor titular do Comitê de Defesa da Fiesp, Jairo Cândido, e o conselheiro da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Claudio Moreira. O debate, que será mediado por Luis Nassif, avaliará a importância da indústria da defesa e segurança do Brasil.

A estratégia nacional de defesa está baseada na Constituição Federal, com premissas de buscar sempre que possível soluções pacíficas e o fortalecimento da paz e segurança internacionais. Entretanto, o aumento da relevância social e econômica do Brasil no cenário mundial lhe obrigou a aumentar os investimentos no setor nos últimos anos. Segundo dados do Panorama sobre a indústria da defesa e segurança no Brasil, divulgado em 2013 pelo BNDES, de 2003 até 2012 as despesas com investimentos neste nicho aumentaram 568% em território nacional, passando de R$ 1,5 bilhão para R$ 10,1 bilhões.
 
Para encaminhar suas perguntas que poderão ser selecionadas ao vivo, clique aqui.
 
Os gastos com investimentos referem-se à aquisição de recursos necessários ao aparelhamento das Forças Armadas como aviões, helicópteros, navios, embarcações, carros de combate, instalações de grande porte, armamentos pesados e suas munições. O relatório também destaca a importância do setor bélico para o desenvolvimento de tecnologias de ponta, lembrando que grande parte dos inventos nesta área tem aplicação dual, ou seja, tanto militar como civil, a exemplo da criação da internet, do telefone celular e do GPS.
Média: 4.3 (6 votos)

Brasilianas.org, na TV Brasil, fala da indústria da defesa

Programa contará com a participação do Ministro Celso Amorim
 
Em nova edição do programa Brasilianas.org, o apresentador Luis Nassif recebe o Ministro da Defesa Celso Amorim e o diretor do Departamento da Indústria da Defesa da Federação das Indústrias de São Paulo (Comdefesa-Fiesp) Jairo Cândido. A proposta do debate é discutir a política tecnológica a partir da compra dos caças Gripen, além de fazer um balanço da estratégia nacional de defesa e do papel dos institutos militares.
 
Além do acordo com a SAAB-Scania para a compra e troca de tecnologia dos caças suecos Gripen, nos últimos anos o governo estabeleceu novas políticas para consolidar o setor, como o Inova Defesa, para o financiamento de pesquisas. 
 
O aumento da importância relativa do Brasil diante do mundo, na última década, conduziram o país a uma posição mais protagonista regionalmente com consequências sobre o papel da Defesa Nacional. Mas esse tipo de industria funciona a partir de uma lógica diferente de outros setores, que respondem ao sistema de oferta e demanda. Um panorama sobre a indústria da defesa, divulgado pelo BNDES em 2013, destaca que as indústrias de defesa e segurança, "ainda que incluam empresas com produtos exclusivos, é assim caracterizado pelo fato de os principais clientes serem as Forças Armadas e de Segurança". Em outras palavras, são as encomendas públicas que impulsionam o setor.  
 
Não perca esse debate, na próxima segunda-feira (25/08), em novo horário, das 19h30 às 20h30, na TV Brasil!
Média: 5 (5 votos)

Piloto da FAB testa caça sueco Gripen

Caças Gripen, que serão comprados pelo Brasil, estão em operação na África do Sul desde a Copa de 2010 (Foto: Frans Dely/South African Air Force)

Caças Gripen sobrevoam estádio Soccer City,  em Joanesburgo

Jornal - O major Renato Leal Leite foi o primeiro piloto da Força Aérea Brasileira a pilotar o caça Gripen após o modelo sueco ser anunciado como o novo avião de combate brasileiro, em dezembro do ano passado. O voo de teste aconteceu na base de Makhado, na África do Sul, em junho. O país africano utiliza o caça desde 2010. Leite elogiou o Gripen, que ganhou a concorrência entre o F-18, da norte-americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault. "Tive a sensação de estar em um dos caças mais modernos, talvez o mais moderno, do mundo. A certeza de que foi a melhor escolha para o Brasil, sem dúvida". O contrato será assinado até o fim do ano e prevê transferência de tecnologia para a indústria nacional. Serão adquiridos 36 aviões ao custo de US$ 4,5 bilhões. O governo negocia com a Suécia a cessão de 4 a 6 aviões para a vigilância aérea durante as Olimpíadas de 2016.

Do G1

 
Major é 1º piloto da FAB a voar caça sueco após Dilma anunciar decisão. Governo assina até dezembro compra de 36 Gripen por US$ 4,5 bilhões.
 
Tahiane Stochero
 
Sentado na cabine de comando do novo caça comprado pelo Brasil, o Gripen, da empresa sueca Saab, e que só deve chegar ao Brasil oficialmente em 2018, o major da Aeronáutica Renato Leal Leite mira o alvo. Voando a 6 mil metros de altitude e a 1.000 km/h, ele muda a direção da aeronave, sem saber o que encontrará pela frente.

Leia mais »

Média: 4.8 (9 votos)