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Henfil

Chico Buarque, a Globo que faz a diferença e o fradinho do Henfil, por Luis Nassif

 
Existem o João e seu cunhado Francisco. João, de alcunha Gilberto, é sempre pule de dez; Francisco também Buarque, é uma seta certeira. Um ou outro já consagra a vida de qualquer foca. Basta uma frase, um bocejo, uma poesia do Tejo, um resmungo, um suspiro, qualquer coisa que se extraia de boca de um ou outro, é como a pepita rara bem no fundo da bateia, pouco importa a areia que sempre o editor coloca: quem entrevista o Chico, nunca mais será um foca.
 
Maranhão no fechamento, pensando na roda de sexta, ouve o Ascânio gritar: esqueçam os bacharéis, esqueçam os empresários, deixem Temer e seus sicários, data venia, e os infiéis, esqueçam a malta das ruas, as fontes indignadas, nem me fale em jogadores, em paspalhos ou atletas, parem as rotativas que quero ouvir os poetas chorando gotas de sangue, arrancando os cabelos, quero ouvi-los furibundos, maldizendo Deus e o mundo e a falta de futuro que aguarda seu presidente.

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Enquanto isso.. em 1980, por Henfil

por Henfil

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Mais de trinta anos depois...

Jornal GGN - Charge de Henfil dos anos 1980, mas ainda atual passados 36 anos.

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Passados 33 anos...

Jornal GGN - Charges de Henfil, durante Campanha pelas Diretas Já, movimento popular iniciado em 1983 que reivindicava a realização de eleições diretas para presidente do Brasil, e de críticas à ditadura do regime militar (1964-1985). Qualquer relação com a atualidade (não) é mera coincidência.

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Henfil Já!

Por Mara L. Baraúna

71 anos de nascimento e 27 de morte de Henfil

Henrique de Souza Filho (Ribeirão das Neves, MG, 5 de fevereiro de 1944 — Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 1988)

Inquieto e determinado desde criança, Henrique de Souza Filho, o cartunista Henfil, alugava bicicleta escondido dos pais, apesar dos perigos que corria, já que era hemofílico. Um simples tombo seria fatal. “No início do namoro com a minha mãe, não contou que era hemofílico, sentia dores nas articulações, mas escondia dela. Procurava viver uma vida praticamente normal. E conseguiu. Dizia que a hemofilia não iria impedi-lo de fazer o que amava”, relembra Ivan Cosenza de Souza, fundador do Instituto Henfil e único filho do cartunista.

Henfil cresceu na periferia de Belo Horizonte, onde fez os primeiros estudos, frequentou um curso supletivo noturno e um curso superior em sociologia na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, que abandonou após alguns meses. Foi embalador de queijos, contínuo em uma agência de publicidade e jornalista, até especializar-se, no início da década de 1960, em ilustração e produção de histórias em quadrinhos.

Na adolescência, Henrique frequentou o Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), fundado por seu irmão Herbert de Souza. A influência do irmão mais velho foi inegável. Pelas mãos dele participou ainda dos encontros promovidos pela Juventude Estudantil Católica (JEC). Esta vivência seria de oportunidade inestimável, afinal de contas foi em um periódico da JEC, o jornal Resmungo, que publicou seu primeiro cartum, aos 17 anos.

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Como Henfil driblou a ditadura

Sugerido por Mara L. Baraúna

Do Vermelho

Henfil, o cartunista que driblou a ditadura e enviou recados

Esta foi a forma que Henfil encontrou de contar para a cunhada, Gilse Conseza, presa e torturada durante a ditadura militar, que a filha dela, Juliana Conseza, estava bem. Tudo começa em 1970, quando a então militante da Ação Popular (AP), Gilse Conseza é presa pela ditadura militar e permanece reclusa na Penitenciária de Linhares em Juiz de Fora, Minas Gerais, por mais de dois anos. 

À esquerda do tio Henfil, Juliana, à direita a irmã mais nova, Gilda.

Na época a pequena Juliana tinha apenas quatro meses e foi acolhida pelos tios Gilda Conseza e Henrique de Souza Filho, o Henfil, com quem viveu durante todo o período em que a mãe e o pai estiveram presos.  Leia mais »

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Henfil, 70 anos

Sugerido por Gilberto

Do O Tempo

Com Henfil, HQ nunca foi tão brasileira

Genial cartunista, jornalista, quadrinista e ativista político mineiro faria 70 anos no próximo dia 5 de fevereiro

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Capa da edição número 7 da Revista Fradim mostra a irreverência do cartunista

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Carreira. Henfil ganhou fama nacionalmente quando começou a publicar no mitológico “O Pasquim” e no “Jornal do Brasil”

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A reedição das tirinhas do Fradim, de Henfil

Sugerido por Cláudio José

Da Carta Capital

Henfil entre os fortes

Reedição do Fradim mostra o artista a zombar do empobrecimento ditatorial

por Rosane Pavam

Antes de se tornar Henfil, o menino era alvo de gozação no “complexo hospitalar-favelado” de Santa Efigênia por ser hemofílico. O sadismo explícito e inocente contra a má saúde temperou sua infância, vivida nos anos 1940 naquela periferia de Belo Horizonte. Sabedor de que o riso poderia ser mau e o humor, um remédio, Henrique de Souza Filho deu o troco da verve a cada xingamento. Mais tarde, ele, um dos mais importantes artistas brasileiros, xingaria primeiro sem perguntar depois, ciente da urgência de viver e esquecer. Viver: usar a doença a seu favor, uma vez que ninguém revidaria o soco bem dado por um hemofílico, nem o castigaria se não fizesse lição. Esquecer: o catolicismo da mãe. Jamais falar palavrão, sob pena da malagueta na língua, jamais acompanhar com as mãos certos pensamentos, sob risco de água fria, muitas foram as ideias de dona Maria para disciplinar o menino aos olhos de seu deus. Eis uma das razões por que, homem feito, Henfil caberia entre os fortes.

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