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história

Temer, um brasileiro ou o silêncio das ruas, por Pedro Augusto Pinho

Montagem com imagens WikiMidia

Temer, um brasileiro ou o silêncio das ruas

por Pedro Augusto Pinho

“Declaro que sempre tive no estado de solteira e por fragilidade humana tenho três filhos de pais incógnitos a saber: Vicente exposto em casa de Antônio Rangel; Luiz exposto em casa de Pedro Soares de Moura; Manoel que o criou com assento no batismo de exposto em casa de Simão de Oliveira os quais ditos meus filhos os constituo por meus legítimos herdeiros” (1793).

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“A memória da ditadura não é individual, pertence a todos nós”, diz historiadora

Por Lucas Marques

Na Revista Fórum

Jovens, como os que integram o Levante Popular da Juventude, têm se destacado na luta por memória, verdade e justiça no Brasil e em outros países da América Latina. Nos últimos anos, eles têm revisitado suas histórias vinculadas ao passado recente, com ênfase nos episódios relacionados às ditaduras civis-militares. Baseado nessa relação, Ana Paula Brito lança neste sábado (12), o livro Escrachos aos Torturadores da Ditadura, que busca mostrar as ações desse movimento “em prol da memória” e, principalmente, uma de suas expressões: os escrachos.

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O ovo da serpente, por Thiago Rodrigues Cardin

do Coletivo Transforma MP

O ovo da serpente

por Thiago Rodrigues Cardin

Já há algum tempo, pessoas sérias vêm alertando sobre os riscos de estarmos chocando no Brasil ovos de serpente – metáfora para o nascimento de práticas e ideais fascistas com potencial para causar grandes prejuízos à sociedade.

Apenas para ilustrar um exemplo, em junho de 2015, destacou o jornalista Luiz Fernando Vianna, em sua última coluna (“A serpente no deserto”) publicada no jornal Folha de São Paulo[i]:

“Já se escreveu nesta coluna sobre uma espécie de ‘economia do ódio’ que vem contribuindo para a subsistência da imprensa. O lixo despejado nas áreas destinadas aos comentários de leitores – e nas redes sociais, onde se compartilham os textos publicados em jornais e revistas – resulta em audiência para os sites de notícias e, logo, em receita publicitária.

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A história está sendo implacável com os golpistas, diz Dilma

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

da Revista Fórum

A história está sendo implacável com os golpistas, diz Dilma

Em  aula inaugural em universidade na Paraíba, ex-presidente aponta que motivos do golpe estão cada vez mais claros, entre eles a necessidade de estancar investigações na Lava Jato e botar o Brasil de novo no rumo das políticas neoliberais de Collor e FHC. Assista vídeo

Por Redação 

A ex-presidente Dilma Rousseff deu aula inaugural em universidade na Paraíba no último sábado e afirmou que, um ano depois, a história já está sendo implacável com os golpistas, como Michel Temer e Aécio Neves, que disseminaram o ódio e estão sendo vítimas dele e que o golpe está comprovado. “Aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se houve ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos. É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, concluiu.

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Dilma usa rede social para caçoar de Temer por risco de perder o cargo

Foto: Divulgação/PR

Jornal GGN - A presidente deposta Dilma Rousseff usou o Twitter nesta sexta-feira (7) para ironizar a situação de Michel Temer, que depois de assumir a presidência por força de um impeachment com base legal questionada no Supremo Tribunal Federal, corre o risco de ser afastado do cargo por denúncia de corrupção.

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Na ditadura, Lula foi julgado por discurso político a seringueiros

Jacó Bittar e Lula em audiência em Manaus em 1984 devido aos incidentes no Acre quatro anos antes
Jacó Bittar e Lula em audiência em Manaus em 1984 devido aos incidentes no Acre quatro anos antes - Foto: Arquivo
 
Jornal GGN - Em plena ditadura militar brasileira, no dia 9 de abril de 1981, Luiz Inácio Lula da Silva era intimado a participar de uma audiência de um julgamento no qual era acusado de "apologia à vingança", "incitamento à luta armada" e à "luta pela violência entre as classes sociais", em Manaus (AM).
 
Ao lado de nomes como Chico Mendes, seringueiro morto em 1988, Lula foi acusado por um discurso político, juntamente com José Francisco da Silva, então presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura no Acre, João Maia da Silva Filho (delegado da confederação em Brasileia), e Jacó Bittar, então secretário do PT e que hoje tem o filho Fernando Bittar figurando em acusações contra Lula relacionadas ao sítio de Atibaia.
 
Em assembleia do sindicato rural de Brasileia, no Acre, Lula falava a mais de 4 mil seringueiros sobre o momento delicado: uma semana antes, o presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Brasileia e presidente da Comissão Municipal do PT, Wilson Pinheiro de Souza, havia sido assassinado com tiros pelas costas, em crime que nunca foi esclarecido.
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Movimentos sociais sustentam que é a maior greve da história do Brasil #BrasilEmGreve

 
Jornal GGN - Antes mesmo de a #BrasilEmGreve atingir os trends topics mundiais do assunto mais comentado no mundo nas redes sociais e de o país aderir em massa à paralisação, contando com todos os segmentos e sindicatos de trabalhadores, os movimentos sociais já calculavam o 28 de abril como uma das maiores greves da história do Brasil.
 
Organizado por sindicatos e pela Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular, as ações foram aderidas por grande parte da população para mostrar a insatisfação com a Reforma Trabalhista e da Previdência do governo de Michel Temer.
 
De acordo com o coordenador da CMP, Raimundo Bonfim, em entrevista à Rede Brasil Atual ainda nesta quinta-feira (27), quando as mobilizações estavam ainda sendo discutidas pelas centrais, a dimensão do ato de hoje ocorre graças à coesão e unidade de amplos setores sociais e populares.
 
 
"Além do engajamento do movimento sindical, que tem a tarefa de parar a produção e circulação das riquezas e pessoas, é uma greve que vai ter muitas ações desenvolvidas por movimentos sociais e populares. Existe uma forte unidade dos movimentos popular e sindical, das centrais sindicais, das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo", afirmou.
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"Vagabundo" é quem distorce a história, não quem faz greve, diz Sakamoto

Foto: Marcelo Pinto/Fotos Públicas

Jornal GGN - Em meio a uma polarização nas redes sociais entre quem apoia a greve geral contra as reformas de Temer e contra quem é adeto da hashtag #euvoutrabalhar, Leonardo Sakamoto analisa, em artigo publicado no UOL, que não é correto chamar o grevista de "vagabundo" - como fez João Doria - pois a história prova que esta figura é a verdadeira responsável pelas conquistas de direitos sociais.

"O poder não está no silêncio das bocas fechadas que aceitam as coisas como elas são porque acreditam que nada pode mudar e que ficam felizes se ganharam uma TV do sindicato pelego no feriado. Mas dos braços parados que se negam a produzir riqueza sem que um diálogo aberto e franco com os empregadores seja estabelecido. Trabalhadores são fortes. Pena que se esquecem disso."

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Lições da Inconfidência, por Iurutaí Puertas


Tiradentes sendo preso no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução de pintura de Antônio Parreiras (1914)

Por Iurutaí Puertas

Hoje completam-se 225 anos da execução pública, por enforcamento – e posterior esquartejamento do corpo – do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Para a maioria dos brasileiros só mais um feriadão, com os engarrafamentos de praxe noticiados pelas Tvs, e a oportunidade de sair da rotina de trabalho/estudo alienados e alienantes. Cabe, contudo, lembrarmo-nos das razões que levaram esta data ao status de Feriado Nacional.

Proclamada a República em 1889, cedo perceberam seus ideólogos a necessidade de um herói nacional que, diferente de um Duque de Caxias, não fosse assim considerado pelos serviços prestados ao Império, mas que representasse a resistência dos brasileiros à monarquia e seus poderes absolutos; mais, que pudesse encarnar a luta pela liberdade e autonomia da nação brasileira. Iniciou-se, então, um longo trabalho de pesquisa histórico-documental que trouxe à luz os autos dos processos da chamada Conjuração Mineira, um movimento no qual juntaram-se a arraia-miúda e alguns representantes das classes dominantes da época para propor um projeto de país que nos livrasse da Coroa Portuguesa e seu processo de exploração colonial. Tal Conjuração teve entre seus membros, padres, pequenos e grandes proprietários de terras, poetas, comerciantes, bacharéis, alguns soldados e alferes,e foi descoberta graças à inconfidência de Joaquim Silvério dos Reis, a partir da qual realizaram-se as primeiras prisões.

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Sala de visitas: lidando com o fim da vida e a história da Bossa Nova

Edição aborda como aceitar a transição para o fim da vida, com a médica Ana Claudia Arantes, e ainda, as curiosidades da série “7 x Bossa Nova”


 
Jornal GGN - Nesta edição, Luis Nassif recebe Ana Claudia Quintana Arantes, médica do Albert Einstein, que se destacou nos últimos anos pela maneira como compreende e exerce a especialidade de lidar com pacientes na fase final da vida. 
 
Em seguida ele recebe o jornalista e produtor de televisão Rogério Brandão, que dirigiu, ao lado de Belisario Franca, a melhor série sobre Bossa Nova já produzida no país e no mundo, a "7 x Bossa Nova", lançada em 2005, e que contou a história do gênero musical da periferia até o centro, quando estoura na voz dos grandes ícones Tom, Vinícius e João Gilberto.
 
Por fim o apresentador do Sala de visitas recebe o Trio Choro Moderno, formado pelos irmãos Pedro (cavaco e violão tenor) e Paulo Ramos (violão de sete cordas) e o baterista Diego Pereira, que acabam de lançar o CD Bolo de Fubá, o primeiro álbum do grupo, com composições inéditas e com participação especial de Sizão Machado (contrabaixo), Vitor Alcântara (sax) e Guilherme Ribeiro (acordeom).  
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Professores de História denunciam censura e ações por Escola sem Partido

 
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Professores da Associação Nacional de História denunciaram a perseguição e coação sofridas por educadores de História ao longo dos últimos meses e atribui os fatos ao movimento Escola Sem Partido.
 
"Esse processo, certamente, é estimulado pelo movimento Escola Sem Partido que organiza eventos, produz conteúdo digital divulgado em seu sítio eletrônico etc. e patrocina ações legislativas que estimulam a coação, o constrangimento e a censura aos professores de História em todo o território nacional", publicou a ANPUH em nota oficial.
 
Segundo a Associação, já houve registros de casos de professores e educadores que sofreram e ainda passam por constrangimentos, intimidações e censuras. Dos mais recentes, três casos preocupam mais profundamente a entidade.
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Roteiro: passeios alternativos para o carnaval

Jornal GGN – Com 463 anos, a cidade de São Paulo é dona de cenários históricos e de importantes construções arquitetônicas. Uma programação alternativa, durante os dias de carnaval, é visitar esses lugares cheios de memórias, como indicou o professor Antônio Soukef Júnior, do curso de Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário.

A conhecida “terra da garoa”, apesar de antiga, é considerada um centro de modernidade, onde antigos e novos estilos se cruzam. “Como a cidade foi construída e reconstruída diversas vezes a partir do final do século XIX, temos uma mistura de gêneros em diversos pontos, mostrando que, ao longo de sua história, predominou o ideal de que o novo é sempre melhor”, disse Antônio Soukef. 

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Academia brasileira perde Edgar De Decca e Mariza Corrêa

Intelectuais são autores de obras no campo da história da República, história contemporânea, gênero e relações raciais
 
Jornal GGN - No mesmo dia, 27 de dezembro, o país perdeu dois importantes acadêmicos: Edgar Salvadori de Decca e Mariza Corrêa, ambos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp.
 
Em nota oficial, a reitoria da instituição lamentou a perda fazendo um breve resumo da importância dos professores na produção de conhecimento. Salvadori de Decca é considerado um dos intelectuais mais importantes do país, desenvolvendo trabalhos em historiografia, história moderna e contemporânea e história do Brasil República. Ele é autor de "1930 - O Silêncio dos Vencidos", livro publicado em 1981 ressaltando o olhar do movimento sindical dos anos 30. De Decca sempre teve como proposta em seus trabalhos dar voz aos vencidos da história.
 
Já a professora Mariza Corrêa atuou por mais de 30 anos na Unicamp, desenvolvendo pesquisas na área de antropologia e feminismo. Ela foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, criado em 1993 e é autora de estudos pioneiros nas áreas de violência, família, gênero, relações raciais, interseccionalidades e intersexos.
 
Veja à seguir a nota da Unicamp 
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Milton Santos previa nova Constituição e luta social, já em 1998

 
Jornal GGN - "O sistema de ideologia, que é também o sistema de perversidade, escolhe os homens, os seus representantes e os suplentes. É uma escolha. Na campanha eleitoral, a gente vê claramente. Os titulares e os reservas aparecem, é a produção das figuras necessárias. Quer dizer, não há uma escolha nacional do líder nacional. Há uma escolha internacional, global, do líder nacional. Acho que esse é o jogo, e essa escolha é em grande parte feita entre pessoas que um dia foram insuspeitas".
 
A afirmação é do geógrafo e filósofo Milton Santos, em entrevista à Caros Amigos, em 1998, pouco antes de Fernando Henrique Cardoso ganhar as eleições com 53% dos votos válidos de Lula e Ciro Gomes. Naquela reportagem, Milton Santos adiantava que o processo político é muito mais mundial do que local, e que a globalização impõe o jogo político aos países menos desenvolvidos.
 
Em futuro não calculado, Milton Santos também acreditava em uma "globalização por baixo", integrando as minorias, com "outra realidade". Mas sabia que isso não ocorreria sem luta. Imaginou que, em uns anos mais, haveria uma nova Constituição "feita por cima", para depois ter outra "feita por baixo, porque essa por cima não vai funcionar".
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Estudo recupera a história dos direitos reprodutivos no Brasil

Por Marcio Ferrari

Na revista FAPESP

Um período de cerca de 35 anos separa as primeiras articulações de setores da sociedade brasileira em favor de políticas relacionadas à regulação da fecundidade e os dias de hoje, em que as reivindicações se efetivaram, pelo menos parcialmente, na forma de leis e serviços oferecidos pelas redes públicas de saúde. “Houve um avanço notável nessas quase quatro décadas”, diz a psicóloga Margareth Arilha, pesquisadora do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A primeira reivindicação atendida, segundo a antropóloga Andrea Moraes Alves, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi a criação, em 1983, do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (Paism).

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