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história

Roteiro: passeios alternativos para o carnaval

Jornal GGN – Com 463 anos, a cidade de São Paulo é dona de cenários históricos e de importantes construções arquitetônicas. Uma programação alternativa, durante os dias de carnaval, é visitar esses lugares cheios de memórias, como indicou o professor Antônio Soukef Júnior, do curso de Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário.

A conhecida “terra da garoa”, apesar de antiga, é considerada um centro de modernidade, onde antigos e novos estilos se cruzam. “Como a cidade foi construída e reconstruída diversas vezes a partir do final do século XIX, temos uma mistura de gêneros em diversos pontos, mostrando que, ao longo de sua história, predominou o ideal de que o novo é sempre melhor”, disse Antônio Soukef. 

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Academia brasileira perde Edgar De Decca e Mariza Corrêa

Intelectuais são autores de obras no campo da história da República, história contemporânea, gênero e relações raciais
 
Jornal GGN - No mesmo dia, 27 de dezembro, o país perdeu dois importantes acadêmicos: Edgar Salvadori de Decca e Mariza Corrêa, ambos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp.
 
Em nota oficial, a reitoria da instituição lamentou a perda fazendo um breve resumo da importância dos professores na produção de conhecimento. Salvadori de Decca é considerado um dos intelectuais mais importantes do país, desenvolvendo trabalhos em historiografia, história moderna e contemporânea e história do Brasil República. Ele é autor de "1930 - O Silêncio dos Vencidos", livro publicado em 1981 ressaltando o olhar do movimento sindical dos anos 30. De Decca sempre teve como proposta em seus trabalhos dar voz aos vencidos da história.
 
Já a professora Mariza Corrêa atuou por mais de 30 anos na Unicamp, desenvolvendo pesquisas na área de antropologia e feminismo. Ela foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, criado em 1993 e é autora de estudos pioneiros nas áreas de violência, família, gênero, relações raciais, interseccionalidades e intersexos.
 
Veja à seguir a nota da Unicamp 
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Milton Santos previa nova Constituição e luta social, já em 1998

 
Jornal GGN - "O sistema de ideologia, que é também o sistema de perversidade, escolhe os homens, os seus representantes e os suplentes. É uma escolha. Na campanha eleitoral, a gente vê claramente. Os titulares e os reservas aparecem, é a produção das figuras necessárias. Quer dizer, não há uma escolha nacional do líder nacional. Há uma escolha internacional, global, do líder nacional. Acho que esse é o jogo, e essa escolha é em grande parte feita entre pessoas que um dia foram insuspeitas".
 
A afirmação é do geógrafo e filósofo Milton Santos, em entrevista à Caros Amigos, em 1998, pouco antes de Fernando Henrique Cardoso ganhar as eleições com 53% dos votos válidos de Lula e Ciro Gomes. Naquela reportagem, Milton Santos adiantava que o processo político é muito mais mundial do que local, e que a globalização impõe o jogo político aos países menos desenvolvidos.
 
Em futuro não calculado, Milton Santos também acreditava em uma "globalização por baixo", integrando as minorias, com "outra realidade". Mas sabia que isso não ocorreria sem luta. Imaginou que, em uns anos mais, haveria uma nova Constituição "feita por cima", para depois ter outra "feita por baixo, porque essa por cima não vai funcionar".
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Estudo recupera a história dos direitos reprodutivos no Brasil

Por Marcio Ferrari

Na revista FAPESP

Um período de cerca de 35 anos separa as primeiras articulações de setores da sociedade brasileira em favor de políticas relacionadas à regulação da fecundidade e os dias de hoje, em que as reivindicações se efetivaram, pelo menos parcialmente, na forma de leis e serviços oferecidos pelas redes públicas de saúde. “Houve um avanço notável nessas quase quatro décadas”, diz a psicóloga Margareth Arilha, pesquisadora do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A primeira reivindicação atendida, segundo a antropóloga Andrea Moraes Alves, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi a criação, em 1983, do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (Paism).

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O Estado de Direito na África, por Makau Mutua

Jornal GGN - “Para a África, o estado de direito e os conceitos relacionados oferecem esperança e cautela num ambiente repleto de extrema complexidade e trauma histórico”, analisa o pesquisador queniano Makau Mutua.

Estudando a necessidade da eficiência de um Estado de Direito regendo o país, atrelado ao contexto histórico da África do Sul, Mutua lembra que o experimento do país com a democracia foi difícil, levando a conclusão de que o discurso da preservação dos direitos individuais precisa, antes, de uma profunda reestruturação da economia e da política e que, sem isso, o preço é pago pelas populações mais vulneráveis.

“Nem a lei e nem a linguagem dos direitos por si só podem transformar a sociedade. Mas é indiscutível o fato de que sociedade alguma poderá alcançar o desenvolvimento sustentável sem infundir em sua íntegra a cultura de justiça baseada nas normas fundamentais do Estado de Direito”, analisou.

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Xadrez do tribunal para a Lava Jato

 
Peça 1 - o xadrez e as análises estratégicas
 
Adotei o nome Xadrez na série sobre o golpe por duas razões:
 
1. Analisar realidades complexas. 
 
Eventos dessa abrangência, que mexem com a vida e o futuro do país,  têm  inúmeros fatores de influência se entrelaçando, a crise econômica global, a política econômica interna, a geopolítica internacional, os interesses corporativos internos. 
 
O desafio consiste em identificar as grandes linhas de mudança globais, a maneira como se interrelacionam no Brasil, os personagens locais protagonistas desse jogo e a resultante final.
 
2. Estimar efeitos sobre o futuro.
 
Trata-se de um exercício complexo, que depende em parte de informação, e muito de intuição, de tentar identificar os desdobramentos de fatos atuais, de processos políticos, sociais e econômicos, as linhas que prevalecerão.
 
Os estrategistas se valem dessa metodologia para prevenir desastres, acertar rumos, minimizar custos e riscos, desenhar o futuro.
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Sobre o projeto de Destruição de Documentos do Senador Magno Malta, por Charlley Luz

Sobre o projeto de Destruição de Documentos do Senador Magno Malta

por Charlley Luz

O projeto de autoria do senador do ES Magno Malta, número 146 de 2007 está sob debate da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O projeto nº 146, de 2007 já havia transitado e havia sido arquivado. Quando havia tramitado, tinha um projeto substitutivo PL 26/2010  do deputado Indio da Costa que entregava a digitalização aos cartórios. Ambos haviam sido arquivados por vários problemas em suas proposições.

A situação é que o projeto voltou à pauta, sendo desarquivado e o relator do projeto Sen. José Maranhão fez um parecer pela aprovação, sem ter ouvido as partes que lidam diariamente com a legalidade e a autenticidade documental, como os arquivistas, as empresas de tecnologia ECM, juristas e especialistas que atuam na área digital. O projeto está para ir a votação (liberado para pauta), porém o projeto diz que um documento original pode ser destruído  desde que digitalizado nos termos da lei. Ocorre que a digitalização proposta nos termos da lei não garante e não é infalível em relação à garantia de segurança e autenticidade.

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Uma história que não pode ser escrita com palavras, por João Pedro Stédile

Por João Pedro Stédile

No Brasil de Fato

Perdemos Fidel. Ganhamos uma história de exemplos e de sabedoria.

A história de Fidel é indescritível, não podemos descrever apenas com palavras. Então gostaria apenas de dar um testemunho.

Ele usou toda sua sabedoria, conhecimentos, liderança e dedicação para construir, ao longo de 60 anos, um povo unido e organizado, que se transformou imbatível, enfrentando as forças econômicas e militares mais poderosas do século 20: o capital dos Estados Unidos.

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O mundo pós-2001 em três documentários

Enviado por Ninguém

Adam Curtis é um documentarista essencial para entendermos o mundo pós-2001.

The Power of Nightmares

Em 2004, lançou The Power of Nightmares (O Poder dos Pesadelos), sobre a ascensão do pensamento neoconservador nos EUA e do radicalismo islâmico no Oriente Médio e a Guerra ao Terror.


O Poder dos Pesadelos 1\3 - Esta frio la fora Baby por lucas84doc

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Em outubro, Arquivo Histórico promove série de encontros

Fotor: Cesar Ogata / SECOM

Jornal GGN – Em comemoração aos seus 109 anos de atividades, o Arquivo Histórico de São Paulo (AHSP) irá realizar um simpósio (reunião social), a partir dessa quinta-feira, dia 6. A série de encontros, que propõe uma reflexão sobre sua trajetória, a relação com a cidade e a comunidade acadêmica, se estende por todas quintas-feiras de outubro, com mesas-redondas, sempre das 14h às 18h, no Edifício Ramos de Azevedo, em São Paulo.

A programação estreia por meio do tema “Arquivo Histórico de São Paulo: memórias, práticas e perspectivas", com debate focado em pesquisa acadêmica. Como depositária da documentação histórica da cidade de São Paulo, a instituição é utilizada por pesquisadores de áreas como História e Sociologia. Com isso, foram convidados pesquisadores que encontraram no acervo municipal documentos que ajudaram no desenvolvimento de seus trabalhos. Leia mais »

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Sob lei contra coronelismo, Lava Jato não pode prender até 4 de outubro

 
Jornal GGN - A partir desta terça-feira (27), a Operação Lava Jato e autoridades policiais estão proibidas de cumprirem prisões ou detenções, exceto em casos de flagrante ou de sentença criminal. A regra criada em 1932 é uma determinação da Legislação Eleitoral, com o objetivo de evitar a influência dos coronéis da época, que tentavam intimidar o eleitorado.
 
Apesar de sofrer mudanças de 1932 para o que é atualmente, o Código Eleitoral da época trouxe importantes avanços político-sociais, logo após a revolução de 1930. O objetivo das modificações inseridas por iniciativa do então ministro da Justiça, Maurício Cardoso, com o decreto 21.076, eram regulamentar as eleições e evitar abusos, compras e influências de votos.
 
Entre os avanços do Código de 1932 estão a introdução do voto feminino, do voto secreto e do sistema de representação proporcional, realizado em dois turnos simultâneos. Também trouxe referências para a criação de partidos políticos, ainda que permitindo a candidatura avulsa. Entretanto, ainda excluía dos eleitores os analfabetos, que não ainda não tinham direito de votar.
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A HISTORIA DE MINHA PATRIA PARTE 1

A HISTÓRIA DA MINHA PÁTRIA

Marcelo Sanches

Quando Pedro Cabral aqui chegou

Caindo do norte sideral, a mando de seu mapa astral

Viu todos nus, índios tupis, viu pau-brasil

Viu ,bundas, peitos, guaranis  e um colo gentil

Mas disse: “não não foi atoa que eu viajei

Eu vou vender toda essa terra para os reis”

 

Quando Dom João aqui chegou

Deixou sua honra em Portugal ,trocou-a por um reino e se deu mal

Vendeu o ouro, a prata e o chão

Antecipando a especulação, dizendo:

“não não foi atoa que eu viajei

Eu vou vender toda essa terra para os demais  reis”.

 

Quando o velho Getúlio aqui chegou

Desceu de um disco voador com ares de um redentor

Dizendo “Macunaímas não podem pensar demais,

Eu vou traçar seus planos, só eu sou capaz...

Não, não foi a toa que eu viajei

Eu vou vender toda essa terra para os reis”.

 

Quando a “dita cuja” endureceu

Chegou clamando, “Deus mandou!” e a plebe, santa, comungou

Viu peitos, bundas, pintos, sangue, paus de arara Leia mais »

Como julgador, Collor hoje critica defesa também usada no seu passado

 
Jornal GGN - Agora na posição de julgador do impeachment, após 24 anos, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTC-AL) relembra a carta de renúncia, apresentada tardiamente como forma de tentar evitar a punição e o próprio processo de impeachment. Passada mais de duas décadas, Collor usa o relato do seu próprio impeachment, único feito no Brasil e que, por isso, a seu ver serviria de jurisprudência das medidas tomadas pelos senadores para a condução do processo.
 
Na forma de tentar criticar a tentativa de aliados de Dilma Rousseff de separar o julgamento da inelegibilidade da presidente com o julgamento do impeachment em si, Collor relembrou que a carta renúncia apresentada naquela sessão de 1992 não apenas não foi aceita, como também ele foi penalizado com a inabilitação dos direitos políticos por oito anos.
 
"Naquele momento em que a carta renúncia foi apresentada, a sessão deveria, pela Constituição, ser imediatamente cancelada, porque o objeto da reunião do Senado Federal para julgar o presidente da República havia perdido seu objeto", afirmou, mostrando a sua estratégia no passado. 
 
"A decisão foi de suspender a sessão para dar posse ao então vice-presidente da República, e depois da posse do vice-presidente, voltaria este tribunal que já tinha perdido seu objeto a se reunir."
 
E manifestou: "Isso aconteceu para cassar o mandato inabilitação dos direitos políticos do então presidente", criticando que a medida tomada pelos parlamentares 24 anos atrás "foi considerado uma violência, uma atitude absolutamente fora dos parâmetros mais abrangentes com que se queira interpretar a letra da Constituição."
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O PT e a autocrítica

Eis a tão querida “autocrítica”

Por Hydra

Um dos maiores componentes da crítica é a possibilidade de usarmos uma referência externa para analisarmos supostos erros. Aliás, esse é um elemento crucial, desde que haja legitimidade dessa referência externa, que se constrói por processos que escapam a esse texto rápido, mas que têm em Bordieu, por exemplo, boa explicação. Leia mais »

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História reserva lugar na lata de lixo para senadores golpistas, diz Boulos

Jornal GGN - Nesta quinta (25), dia em que começa no Senado a sessão final do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff, Guilherme Boulos, líder do MST escreveu um artigo lembrando que a democracia brasileira está quase que acostumada a levar golpes e mergulhar em períodos sombrios. Tudo arquitetato a partir da parcialidade da imprensa, de interesses dos empresários e com o apoio indispensável de uma classe política "covarde".

"O Congresso brasileiro, portanto, tem a tradição de apoiar golpes. Os pretextos foram mudando de nome com o tempo: em 54 era o 'mar de lama' ou a rua Tonelero; em 64 era o risco da 'república sindicalista'; hoje se chama 'pedalada fiscal'. Ninguém acredita muito neles, no fundo todos sabem que as razões são de outra ordem, mas afinal é da natureza dos golpes que não se assumam como tal", escreveu Boulos.

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