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indignação seletiva

Oração fúnebre para o Brasil, por Aldo Fornazieri

Oração fúnebre para o Brasil

por Aldo Fornazieri

No último dia dois de agosto de 2017 assistimos, paralisados, a morte moral do Brasil. Pela primeira vez na história, um presidente da República foi flagrado cometendo crimes e os falsos representantes do povo decidiram dar-lhe aval para que ele siga impune no exercício da mas alta magistratura do país sem que a tenha recebido da vontade do povo. Pelo contrário, deixaram-no no cargo contra a vontade da esmagadora maioria do povo. De lá para cá, o país sangra sem dignidade e o pavilhão auriverde tremula com as manchas cinzentas da vergonha.

A morte moral do Brasil não foi acompanhada pelo tinir de batalhas nas ruas e nas praças, por gritos de indignação, e pelo rufar de tambores da guerra. Com exceção de uma escaramuça aqui, outra acolá, o povo assistiu cabisbaixo a morte da dignidade nacional. O que se ouviu foram lamentos de desesperança de uma sociedade fraca que se afunda em sua fraqueza, de um povo desanimado, incapaz de qualquer ato de virilidade combativa.

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Por que a indignação contra a corrupção no Brasil é seletiva?,por Salah Khaled Jr.

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Foto: Beto Barata/PR

Do Justificando

 
por Salah H. Khaled Jr.

A indignação seletiva contra a corrupção é um fenômeno a ser estudado. O vapor levantado contra Dilma produziu níveis elevados de ultraje moral, enquanto os indícios contra Aécio e Temer não parecem produzir mais do que leves aborrecimentos, como se fossem práticas rotineiras e aceitáveis da vida política.

Na esteira de Jock Young, eu diria que o ressentimento das classes médias é um componente explicativo importante para a compreensão do fenômeno. Independentemente de eventuais críticas aos governos do PT (muitas delas acertadas) é inegável que neles houve atenção inédita aos estratos sociais mais vulneráveis, com ampliação massiva do programa bolsa família, ações afirmativas e muitas outras iniciativas de celebração da diversidade.

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Classe média foi enganada pela mídia que fez o "trabalho sujo" do golpe, diz Jessé Souza

Jornal GGN - O sociólogo e pesquisador Jessé Souza rebateu em sua página no Facebook um artigo publicado por Celso Rocha de Barros na Folha de S. Paulo nesta semana, questionando a teoria de que a classe média, na verdade, usou a Lava Jato de pretexto para apoiar o golpe quando, na verdade, o motivo velado que a levou às ruas das principais capitais do País foi o ódio contra classes mais desfavorecidas, alimentado paulatina e discretamente pela grande mídia.

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O culto da corrupção isolada, por Leandro Karnal

Enviado por Meire

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Por quem as panelas batem, por Antonio Prata

Enviado por Gilberto Cruvinel

Da Folha

Por quem as panelas batem

Antonio Prata

Temos toda a razão de bater panelas quando a presidente aparece na TV dizendo que a culpa por nossa pindaíba é da crise internacional. Mas por que não batemos panelas quando Eduardo Cunha, o líder dos “black blocs” brasileiros, vândalo que faz política com pedras, bombas e coquetéis molotov, vai em rede nacional dizer que trabalha “para o povo”, “sempre atento à governabilidade do país”?

Temos toda a razão de bater panelas contra a corrupção da Petrobras. Mas por que não batemos panelas contra o mensalão mineiro ou o cartel do metrô paulistano? Por que não batemos panelas contra a compra de votos para a reeleição do FHC? Por acaso pagar apoio na Câmara é mais grave do que pagar emenda na Constituição?

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