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indústria nacional

Ataque à indústria de carnes é mais um capítulo do desmonte, por Pedro Celestino

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Do Clube de Engenharia

 
Por Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia

As exportações brasileiras provenientes do agronegócio (soja, açúcar, café, milho, cacau etc.) são realizadas por meio de empresas estrangeiras, tais como Bunge, Cargill e Dreyfus. São essas tradings que formam os preços. Elas compram as safras, muitas vezes, antes mesmo do plantio, travam os preços, e os manipulam nas Bolsas de Chicago, New York e Londres. Têm armazéns espalhados pelo país, e terminais nos nossos principais portos. Em resumo, nos grãos, o empresário brasileiro se resume à atividade agrícola e é refém desses grandes grupos.  Leia mais »
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Roberto Simonsen e a falta de lideranças intelectuais e políticas, por Moacir de Freitas Jr.

Por Moacir de Freitas Jr.

Comentário ao post "Pedro Passos ou a decadência dos industrialistas"

É vendo artigos como estes citados pelo Nassif, os "patos" da FIESP e outras barbaridades, que fica claro para todos nós a falta que fazem líderes capazes de formular visões sobre o país e seus destinos. Meu trabalho de doutorado foi sobre a obra e o pensamento de Roberto Simonsen, a maior liderança intelectual e política dos industrialistas brasileiros da primeira metade do século XX, fundador da CIESP, da CNI, do SESI, da Escola Livre de Sociologia e Política e de tantos outros empreeendimentos voltados para formulação e prática de ideias sobre como o Brasil deveria modernizar sua economia, ingressando no capitalismo industrial e se libertando da política de importação/exportação. Em muito por seu trabalho, tais ideias tornaram-se a força hegemônica na sociedade brasileira daqueles tempos.
 
Simonsen antecipou conceitos que a CEPAL desenvolveria a partir de seu Manifesto em 1949, especialmente os de subdesenvolvimento, substituição das importações e os efeitos nefastos da então divisão internacional do trabalho que relegava ao Brasil (e à América Latina) o papel de exportadores de matérias-prima, entre outros. Ainda, Simonsen tinha a percepção de que as condições de vida dos trabalhores impediam o desenvolvimento brasileiro, na medida em que a remuneração pelo trabalho era tão baixa que não conseguia fazer girar a roda da economia de mercado. Discordava dos que afirmavam que o Brasil era um país "rico" argumentando que países ricos produzem sua própria riqueza, coisa que não fazíamos. 

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Os interesses internacionais contra o setor de petróleo no Brasil, por Rodrigo Leão

Os interesses internacionais contra o setor de petróleo no Brasil

por Rodrigo Leão

A tese liberal de que há um suposto preconceito ou ranço ideológico entre todos os desenvolvimentistas contra a entrada do capital estrangeiro Brasil é uma falácia, o que ela esconde na verdade é a preocupação fundamental com a soberania nacional. Para além dos processos de privatização e abertura comercial, no caso do petróleo, a abertura do setor em 1997 permitiu que várias empresas globais pudessem explorar o mercado nacional, inclusive em setores mais dinâmicos como exploração e produção. Leia mais »

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Lava Jato está esfacelando indústria nacional, diz Pedro Celestino

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Jornal GGN - Engenheiro civil, especialista em transportes e ex-presidente do conselho da Infraero, Pedro Celestino diz que a Petrobras é alvo de um desmonte e deve ser defendida, devido à sua importância no desenvolvimento da indústria brasileira e, consequentemente, na geração de renda e emprego.
 
O presidente do Clube de Engenharia também disse, em entrevista para o Brasil de Fato, que a Operação Lava Jato está provocando o desmantelamento de empresas nacionais. Ele exemplifica a importância da Petrobras como âncora do desenvolvimento citando a Noruega e a Nigéria, que adotaram modelos distintos de exploração e produção de petróleo.
 
“Se a Petrobrás for destruída, as empresas estrangeiras vão se apoderar do nosso petróleo, sem compromisso de prestar qualquer contrapartida”, afirma.

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Investimento da indústria foi o menor desde 2010, aponta CNI

 
Jornal GGN - De acordo com dados divulgados hoje (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), um total de 67% das grandes indústrias instaladas no Brasil investiram em 2016, o índice mais baixo desde 2010. Entretanto, a perspectiva para este ano é de que mais empresas venham a investir.
 
A pesquisa Investimentos na Indústria também mostra que, entre as companhias que planejavam investir em 2016, 40% realizaram seus projetos conforme planejado, 41% realizaram parcialmente, 9% adiaram seus investimentos e 10% cancelaram ou suspenderam por tempo indeterminado.

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A eutanásia do investimento no Brasil, por Juliano Giassi Goularti

A política neoliberal dos anos 1990 matou a indústria tupiniquim. Aquelas que não faliram abriram seus capitais como forma de sobrevivência e as mais frágeis foram vendidas para multinacionais

do Brasil Debate

A eutanásia do investimento no Brasil

por Juliano Giassi Goularti

Quando John Maynard Keynes publicou a Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda (1936), teve como preocupação central o emprego, pois estava olhando para os estragos da crise de 1929 na economia norte-americana, que provocou de imediato 4,6 milhões de demissões (1929), 7,8 milhões (1931), 11,6 milhões (1932) e 16 milhões (1933).

Com o desenvolvimento do mercado financeiro nos anos 1920, a possibilidade de os homens de negócios fazerem fortuna fácil e ganhar dinheiro rápido com ações/ativos/títulos (líquidos/moeda) produzia uma expectativa de rendimento esperado superior aos investimentos fixos/físicos (máquinas/equipamentos). Utilizando uma das frases de impacto de Keynes, estavam assim os proprietários de riqueza preferindo a “Lua ao invés de Queijos Verdes”.

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Mudança de regras no acordo de leniência pode destravar mercado de infraestrutura

Jornal GGN – A medida provisória que altera as regras do acordo de leniência deve levar muitas empresas à Controladoria-Geral da União. A MP tem validade imediata e entre as vantagens está a isenção de multas para as empresas que fizerem os acordos e até a possibilidade de voltar a participar de licitações.

Isso pode destravar o mercado de infraestrutura. Mas ainda existe a preocupação de que pessoas físicas ligadas ao negócio sejam presas em decorrência da ‘delação’ das empresas. Isso será negociado com o Ministério Público, que passará a ser notificado no momento em que a empresa busca a CGU para firmar o acordo.

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Embraer vende 103 jatos em Paris

Enviado por Webster Franklin

Do Tijolaço

Embraer vende 103 jatos em Paris e vai vender aviões até…no Brasil. Não virou “Fenemê”…

Fernando Brito

A Embraer anunciou hoje seu resultado de vendas no Salão de Aviação de Bourget.

103 jatos, 50 contratos de compra e 53 opções de compra.

Para chineses e americanos, sobretudo, mercado no qual a empresa se tornou hegemônica nas frotas de aviação regional.

Negócios “firmes” de US$ 2,6 bilhões e, com os pré-contratos, o dobro do valor.

Hoje a empresa comunicou ainda o início da montagem das versões “E2″ de seus jatos comerciais.

Aviões mais modernos, mais econômicos em combustível – fator vital, hoje, com a política tarifária de low cost – e com alguns assentos a mais.

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Petrobras em crise e cadeia de fornecedores ameaçada

Jornal GGN – A Operação Lava Jato está impactando diretamente a indústria naval brasileira. Ao colocar a Petrobras no centro da investigação toda a cadeia de fornecedores foi atingida. O assunto foi tema de debate no 57º Fórum de Debates Brasilianas.org.

Para o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Sérgio Bacci, o governo brasileiro, o Congresso Nacional e a sociedade precisam buscar acordos de leniência para proteger a indústria. “Não dá para meia dúzia de malfeitores fazerem o que fizeram e toda a indústria nacional ser levada junto”, disse.

De acordo com Bacci, até junho de 2014, a indústria brasileira vivia um momento mágico, mas com a Operação Lava Jato tudo mudou. Ele acredita que ainda existe oportunidade, que a indústria nacional ainda está estruturada e que a indústria internacional ainda deseja entrar no mercado. Mas critica o fim dos incentivos do governo, a falta de apoio da Petrobras e a parada na participação do sistema financeiro.

Ainda assim, os escândalos de corrupção são apenas um dos problemas da estatal a atingir a cadeia de valor. O próprio cenário macroeconômico brasileiro representa um desafio a ser superado. A crise da economia e o preço de petróleo criam novas dificuldades em um cenário já bastante conturbado.

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A ameaça à engenharia nacional, por Ceci Juruá

Enviado por Webster Franklin

Carta Aberta em defesa da Engenharia nacional

Por Ceci Juruá

Da Carta Maior

Jornais falam da possibilidade de que seja facilitada, em futuro próximo, a abertura a grupos estrangeiros do mercado de engenharia e construção civil.

Diferentes jornais da imprensa brasileira vem informando sobre a  possibilidade de que seja facilitada, em futuro próximo, a abertura a grupos estrangeiros do mercado de engenharia e construção civil no Brasil.  Dificilmente poderíamos evitar mais esta decisão “perversa” e contrária aos interesses da Nação, caso prevaleça  a decisão de considerar inidôneas as empreiteiras citadas na operação Lava Jato.  A declaração de inidoneidade é medida que pode partir tanto do Executivo como de entidades anexas ao Poder Legislativo, caso do TCU-Tribunal de Contas da União.

Perversa e contrária aos interesses da Nação, ratifico, pois evidenciaria o  desconhecimento de alguns problemas que afligem, historicamente, a economia brasileira.  Além disso, atingiria unidades produtivas que representaram, em 2013, 2/3 da receita líquida das 28 maiores empresas  de engenharia e construção no País.   Atingiria igualmente o terceiro maior grupo econômico industrial e o terceiro maior grupo econômico prestador de serviços (respectivamente, Odebrecht e Camargo Corrêa), responsáveis por mais de 230 mil empregos em suas áreas de atuação, no ano de 2013. Leia mais »

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Indústria de pneus registra queda de produção

Jornal GGN - Em 2014, a produção de pneus no Brasil registrou uma queda de 0,2% na comparação com 2013. O levantamento da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) apurou uma fabricação de 68,78 milhões de unidades no ano.

O resultado é ainda pior porque estamos falando de um ano que contou com um novo fabricante. A Sumitomo/Dunlop está no mercado nacional desde o último trimestre de 2013 e esperava-se que em 2014 ela puxasse a produção pra cima.

Em 2010, por exemplo, a entrada da Continental elevou o volume fabricado em 24,4%. “Em 2014 ficamos estagnados na indústria nacional do setor, o que significa na verdade um retrocesso”, disse Alberto Mayer, presidente-executivo da ANIP. 

Segundo ele, o fim do ciclo de crescimento tem dois motivos principais: a queda de 17,6% nas vendas de pneus às montadoras – fruto também da queda de 15,3% na venda de veículos – e o alto patamar de importações, que chegou a 27,23 milhões de unidades, sendo 52,3% vindas da China.

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A Petrobrás sempre foi motivo de orgulho, por Emanuel Cancella

A Petrobrás sempre foi motivo de orgulho

Por Emanuel Cancella

O último saquinho de maldades da grande mídia contra a Petrobrás tenta assustar os acionistas. È um massacre diário com notícias do tipo: “.ações da Petrobras caem 4% ” ; “Processos judiciais contra a Petrobras nos EUA incluem acionistas brasileiros.”. E por aí vai.

No entanto, com menos destaque, os especialistas sugerem que os investidores mantenham os papéis da estatal. Quanto às ações na Justiça, não é novidade na relação entre as empresas e seus acionistas, ou seja, não existe nada de bombástico nisso, a não ser o tom escandaloso da mídia.

Estaria a Petrobrás mal financeiramente? A OPEP aumentou a oferta de petróleo e com isso o preço do barril no mercado internacional caiu para U$ 66. Mas, aos inimigos de plantão, é preciso informar que o petróleo continua a ser o  “ouro negro”. O site TN Petróleo, especializado no tema, publicava em 13 de agosto de 2014:

“...O campo de Lula, por exemplo, teve custo de extração de US$ 9 por barril de óleo equivalente (boe), menor do que a média do custo de extração da Petrobras como um todo, de US$ 14,76/ boe em 2013...” - Nenhum negócio dá essa margem de lucro: o custo de produção por barril por U$ 14,76 – ou menos - enquanto o preço de venda no mercado internacional foi de US$ 66. Mas essa informação substancial a mídia não divulga.

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Alto Custo Brasil encarece produção nacional

Jornal GGN - Estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) indica que, em 2013, o Custo Brasil fez com que as mercadorias produzidas aqui fossem 33,7% mais caras do que produtos importados de países parceiros como Alemanha, Argentina, Chile e França. Segundo o levantamento, descontados efeitos como a valorização cambial, o Custo Brasil encareceu em 23,4% os produtos produzidos pela indústria nacional.

Na comparação com os países desenvolvidos, os preços dos produtos manufaturados no Brasil ainda são 29,9% mais caros. Em relação aos países emergentes, essa diferença é ainda maior: 36,9%. A pesquisa apurou ainda que o custo do produto brasileiro é 32,3% superior ao de uma mercadoria da China. De acordo com o relatório, as alíquotas do imposto de importação são insuficientes para derrubar a desvantagem de competição da indústria de transformação brasileira. Leia mais »

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05º Seminário Brasilianas.org: saiba o que foi discutido

01º PAINEL: Petrobras e Abimaq discutem o futuro da indústria a partir do pré-sal.

Com a certeza de que o Brasil assume um novo patamar na indústria mundial de petróleo e gás, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio Martins Almeida, abriu o 05º Fórum de Debates Brasilianas.org, ontem, em São Paulo. Nesta edição, o seminário discutiu o pré-sal como propulsor da indústria nacional nos próximos anos e, para isso, contou também com as participações da Petrobras, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entre outros convidados. Leia mais »

05º Fórum de Debates Brasilianas.org

 

A enxurrada de investimentos impulsionados pelo pré-sal deve mobilizar a indústria naval, offshore e serviços no médio prazo. Mais do que a exploração em si, as diferentes cadeias de fornecedores são responsáveis por grande parte da geração de empregos. Mas para alcançar os resultados esperados, a indústria pede regras mais claras e anúncio das encomendas com antecedência, reivindicações que devem ser atendidas por uma política industrial. Tendo em vista o pré-sal e seus desdobramentos, o 05º Fórum de Debates Brasilianas.org reunirá, no próximo dia 08/11 em São Paulo, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e diversos representantes dos setores público e privado para o debate. Leia mais »