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Lula defende que Moro e força-tarefa da Lava Jato sejam investigados por relações com EUA

Lula voltou a dizer que espera receber um pedido de desculpas quando os procuradores da República reconhecerem que não há como provar as acusações contra ele

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse que o golpe na presidente Dilma Rousseff teve como finalidade quebrar empresas brasileiras e entregar as riquezas sob tutela da Petrobras a multinacionais, com ajuda do desgaste imposto ao antigo governo e ao PT pela Lava Jato.

Ele afirmou, nesta quarta (11), que as denúncias de que os Estados Unidos estão interferindo na política nacional e têm relações não transparentes com a força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga a estatal de petróleo deveriam ser investigadas pela bancada do PT no Congresso. Lula citou o juiz Sergio Moro, que vem impedindo que os elos entre a Lava Jato e agentes estadunidenses sejam abordados no julgamento do caso triplex.

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Decisão judicial mantém a velocidade nas Marginais, por Percival Maricato

Decisão judicial mantém a velocidade nas Marginais conforme adequada para o ex-prefeito Haddad

por Percival Maricato

Sinal dos tempos: em estranha decisão em resposta a estranha ação, decorrente de estranha conduta da OAB/SP, um juiz achou que a velocidade nas marginais de São Paulo determinada pelo prefeito Fernando Haddad devia ser mantida por ter reduzido o número de mortes (não significa que o novo prefeito não possa mudá-la).

A OAB, seccional de São Paulo, agiu de forma equivocada ao propor a ação, pois não lhe cabe ficar discutindo velocidade de vias públicas, em especial ante tanto o que fazer na defesa das prerrogativas dos advogados, jamais tão maltratadas e na de exigir melhor funcionamento do Judiciário. Nem se fale das instituições em frangalhos, para o qual ela tanto colaborou, ajudando a abrir a porteira, com o pedido de impeachment (o presidente da OAB  federal, que hoje tanto se queixa da situação de insegurança jurídica, disputou  intensamente os holofotes da mídia na época em que a Presidente da República eleita tentava fragilmente defender seu mandato. Deu-se ao trabalho de inventar novos motivos para o pedido extremo e foi solenemente ignorado; a mesma OAB que agira em sentido contrário, nos tempos de ditadura, defendendo a democracia).

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EUA decide a multa milionária que Odebrecht vai pagar

Foram as autoridades norte-americanas que vieram ao Brasil para decidir o valor a ser extraído da empresa brasileira aos EUA e à Suíça
 
 
Jornal GGN - A Odebrecht e a Braskem, maior petroquímica da América Latina e que pertence ao grupo, fecharam um acordo milionário com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que deve ser anunciado nesta quarta-feira (21), em Washington. 
 
As empresas, que mantém negócios nos EUA, acertaram pagar uma multa de aproximadamente R$ 700 milhões para suspender as ações judiciais que as autoridades norteamericanas interpuseram contra elas.
 
Também nesta quarta (21), está previsto a assinatura de um pacto com a Suíça, com o mesmo objetivo. No país europeu, a Odebrecht usou bancos para prática de lavagem de dinheiro usados em esquemas de corrupção.
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Militarização em protestos: infiltrados, lei antiterrorismo e inquérito black block

Por Monier

Imagem do perfil no Tinder de Wilian Botelho.

Comentário ao post "Xadrez da volta da comunidade de informações"

Discordo do marco temporal. A notícia é que o camarada aí estava atuando há 1 ano no setor de inteligência, hospedado em casa de general. Há 3 anos já estava envolvido com coisa parecida, e é militar há mais de 5 anos. Em qualquer caso, a preparação para esse estado bizarro de coisas começou ainda no governo Dilma, com ou sem o conhecimento de sua equipe, que teoricamente controlava do Exército à Abin. Leia-se por dolo ou culpa. E não podemos esquecer alguns fatos da História.

Dez anos atrás, quando o que a OAB dizia ainda me interessava, estive em um evento em SP que se falou sobre a pressão americana para fazer passar uma lei antiterrorismo. E naquele tempo de Brasil mais avançado o argumento óbvio era que essa paranóia americana não poderia entrar aqui, que lá eles sofreram um ataque traumático nas torres gêmeas enquanto este aqui é o país da diversidade e da alegria e do oba-oba, e que terrorismo é um conceito fluido demais para virar tipo penal em um estado culturamente mais plural como era o brasileiro da década passada.

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Temer diz que não interfere, mas janta com senadores indecisos

Jornal GGN – Apesar de ter dito em entrevista para a GloboNews que não está se envolvendo no processo de impeachment no Senado, o presidente interino, Michel Temer, está recebendo senadores indecisos e pedindo votos para se manter no poder.

Na última terça-feira (21), Temer se encontrou com o senador Eduardo Braga, que se ausentou da primeira votação, em 11 de maio.

Depois, à noite, ele participou de um jantar na casa do senador Zezé Perrella, cujo filho acabou de ser nomeado para um cargo no Ministério do Esporte.

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Presidente de Associação de Delegados insufla rebelião da Polícia Federal

Jornal GGN – O Estadão entrevistou o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral. De acordo com ele, a maior preocupação no momento é de perda de autonomia. “Nosso receio agora é de que o mundo político interprete que errou ao apoiar a construção de uma Polícia Federal forte e que haja um retrocesso”, disse.

Para ele, uma eventual mudança de governo representa um risco, já que o diretor-geral pode ser demitido a qualquer momento e uma troca de chefia pode ter o objetivo de paralisar o órgão.

O delegado manda avisar: “Se houver qualquer tentativa de intimidação e interferência nós vamos resistir e chamar a população para o lado da Polícia Federal”.

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Da Primavera Árabe ao Brasil, como os EUA atuam na geopolítica

Entrevista: Luis Nassif e Patricia Faermann
 
 
Jornal GGN - Mais de cinco anos se passaram desde o início dos protestos no Oriente Médio, que ficaram conhecidos como Primavera Árabe. As revoltas foram desencadeadas contra presidentes que estavam entre 20 e 40 anos no poder. Mas as condições para os conflitos tinham motivações sociais: alto desemprego e economias estagnadas. Terreno ideal para o incentivo norte-americano, estrategista no investimento de milhões de dólares na disseminação de sua ideologia. 
 
Zine al-Abidine Ben Ali estava há mais de 20 anos no poder da Tunísia, Hosni Mubarak há 30 no Egito, Muammar Khadafi governou a Líbia por 42 anos, e Bashar al-Assad sucede o governo de 30 anos de seu pai na Síria, país que até hoje é palco de guerra civil, obrigando ao deslocamento de boa parte de sua população, agora na condição de refugiados pelo mundo. 
 
Mas não foi pelo meio bélico que os Estados Unidos defendeu seus interesses nos países orientais em 2011. A essa outra forma de "ataque", o estrategista militar norte-americano Thomas Barnett denominou antecipadamente "sistemas administradores", na apresentação da Technology, Entertainment, Design (TED) 2005, intitulada "The Pentagon’s New Map for War & Peace". O "ataque" é efetivado em países alvos de desestabilização econômica ou social, e ocorre por meios de comunicação, jornais, ONGs, redes sociais, ativistas, empresários, organizações.
 
Se condições similares são encontradas, atualmente, no Brasil, há quem defenda que não são coincidências. 
 
Para entender como a geopolítica dos Estados Unidos atua, o GGN conversou com o cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, autor de mais de 20 obras, entre elas "A Segunda Guerra Fria - Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos" (2013, Civilização Brasileira). Aos 80 anos, lança mais um livro em maio deste ano, "A Desordem Internacional".
 
"A crise hoje no Brasil é dimensionada de forma tão absurda como está ocorrendo porque os Estados Unidos não admitem a emergência de outra potência na América do Sul", afirmou. O pesquisador trouxe detalhes de como instituições norte-americana trabalham: "não é somente a CIA. (...) As ONGs, financiadas pelo dinheiro oficial e semi-oficial, como a USAID e a National Endowment for Democracy, atuam comprando jornalistas, treinando ativistas. O programa da Primavera Árabe foi elaborado, ainda, no tempo de George Bush", contou. E acredita que o mesmo está sendo feito no Brasil.
 
Acompanhe a seguir e nos vídeos alguns trechos da entrevista:
 

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Cardozo diz que não podia controlar a polícia e que Dilma nunca interferiu

 
Jornal GGN - "Não tenho o controle da polícia que alguns acham que eu deveria ter", disse José Eduardo Cardozo, que deixou o cargo e assumiu a Advocacia-Geral da União do governo Dilma Rousseff. Cardozo disse que houve militantes e parlamentares petistas que o "fizeram críticas e sugestões em relação a melhorar a atuação da Polícia Federal, evitar abusos e ilegalidades", mas negou que tenha vindo pressão do ex-presidente Lula. 
 
Também admitiu que a presidente Dilma "nunca, em momento algum, me dirigiu qualquer orientação para que tentasse obstar, criar dificuldades ou embaraços em qualquer investigação".
 
As declarações foram concedidas em entrevista à Folha de S. Paulo:
 

Folha - O senhor ensaia há meses sair do Ministério da Justiça. Por que agora?
José Eduardo Cardozo - Sou o ministro mais longevo do período democrático. O tipo de atribuição que o Ministério da Justiça tem implica em uma série de desgaste, seja pessoal ou político, que recomenda que tenhamos renovação de ministros. Quando falei com a presidente Dilma, fiz ponderações sobre isso e acho que existe uma fadiga de material numa permanência tão alongada. Era a hora certa da substituição.

No seu caso foi desgaste pessoal ou político?
Os dois. O ministro da Justiça é acusado, especialmente em períodos de investigação da Polícia Federal, por investigar aliados –e aí não tenho o controle da polícia que alguns acham que eu deveria ter.

Quando os investigados são adversários, sou acusado de perseguição. Vivi as duas situações, que mostram o nível de tensão e desgaste político que um ministro da Justiça sofre no Brasil.

Está cedendo à pressão do ex-presidente Lula e do PT, que dizem que o senhor "não controla a Polícia Federal"?
Desconheço pressão do ex-presidente Lula. Estive com ele várias vezes e ele nunca fez nenhuma pressão direta a mim. Claro que li na imprensa muitas coisas, recebi críticas de setores do meu partido, mas acho que são críticas normais.

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As razões do Dia Mundial contra a Monsanto

Enviado por Mara L. Baraúna

do Outras Palavras

As razões do Dia Mundial contra a Monsanto

Dezenas de países preparam, em 23/5, protesto contra transnacional que, além de atentar contra ambiente e agricultores, envolveu-se com submundo da política e dos exércitos privados

por Luã Braga de Oliveira 

Você sabia que existe um Dia Mundial Contra a Monsanto? Muitos não conhecem a empresa pelo nome, ou talvez tenham apenas ouvido falar dela, sem saber ao certo seu setor ou posicionamento. Entretanto, quase todo mundo faz uso contínuo de alimentos a base dos organismos geneticamente modificados (OGMs) produzidos e vendidos pela corporação.

O fato é que este ano a Marcha Mundial Contra a Monsanto ocorrerá no dia 23 de Maio e levará milhares de pessoas as ruas, por todo o mundo, para protestar contra a atuação e práticas da corporação. Mas por que existe um dia mundial dedicado exclusivamente à denúncia deste gigante da agroquímica? O que de tão nefasto representa esta empresa? Vamos tentar relembrar os principais fatos da trajetória da Monsanto que a fizeram se considerada pela revista Fortune como “possivelmente a corporação mais temida da América”. Prejuízos aos pequenos agricultores, possíveis danos à saúde e meio ambiente, formação de lobby, manipulação de pesquisas científicas e até a contratação de mercenários são algumas das polêmicas nas quais a empresa se envolveu ao longo de seus 103 anos de existência.

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Sensus e Veritá falam sobre pesquisas de intenção de voto

Jornal GGN – Terminadas as eleições, responsáveis pelos institutos Sensus e Veritá – cujas pesquisas apontavam liderança de Aécio Neves – dizem que já havia uma tendência de queda do candidato. Além disso, o sócio do Veritá, Leonard de Assis, disse que o instituto chegou a fazer uma pesquisa que mostrava a liderança de Dilma, mas que ela não foi divulgada por pressão externa.

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Argentina pede ao governo dos EUA que interfira na questão da dívida

 
Jornal GGN - A Argentina solicitou nesta segunda-feira (11) que o governo norte-americano intervenha no processo judicial sobre o default da dívida do país. Leia mais »
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Políticas públicas e o experimentalismo judicial, por Oscar Vilhena

Oscar Vilhena Vieira, para a Folha de S.Paulo

Devem os juízes interferir na condução de políticas públicas levadas a cabo pelo Poder Executivo? Se a resposta for positiva, qual a melhor forma de fazê-lo? Em dezembro de 2013 a Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, numa decisão retumbante, determinou que o município de São Paulo deveria criar, até 2016, nada menos que 150 mil novas vagas em creches e em pré-escolas, para crianças de zero a cinco anos de idade. Reformou, assim, decisão de primeira instância que acolhia o argumento da prefeitura de que o Judiciário deveria ficar calado quando o tema forem as políticas públicas. Leia mais »

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