Revista GGN

Assine

ipea

IPEA é usado para atacar Lula, por Jeferson Miola

IPEA é usado para atacar Lula

por Jeferson Miola

O IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, foi convertido pelos golpistas em um braço de propaganda ideológica para falsificar a história recente do Brasil, destruir o legado dos governos do PT e danificar a imagem do ex-presidente Lula.

Esta prática manipuladora da direção golpista do IPEA tem precedente. Em 2015, o presidente do Instituto, Ernesto Lozardo, censurou estudo técnico que identificava os prejuízos bilionários causados ao SUS com a PEC 241/55 que congelou os gastos sociais por 20 anos.

Agora o IPEA organizou o livro digital "Agricultura e indústria no Brasil – inovação e competitividade", de autoria dos economistas José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, pesquisador do IPEA; e Albert Fishlow, professor emérito da Universidade de Columbia, EUA, um "brasilianista" de direita que participou da elaboração do Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social no período do ditador Castelo Branco [1967].

Leia mais »

Média: 4.3 (11 votos)

Ipea afirma que mulher trabalha 5,4 anos a mais do que homem

mulher_trabalho_2.jpg
 
Jornal GGN - Simulação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a mulher trabalha 5,4 anos a mais do que o homem ao longo de 30 anos de vida laboral. A diferença é causada pelos trabalhos domésticos, e o cálculo usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, realizada em 2014.
 
O Ipea também ressalta que, no período de cerca 30 anos, as mulheres chegam a 22,4 anos de contribuição para a Previdência Social, em média. De acordo com a pesquisadora Joana Mostafá, as interrupções na contribuição são causadas pelo desemprego, trabalho informal, afastamento do mercado de trabalho para cuidar dos filhos, entre outros. 

Leia mais »

Média: 3.3 (3 votos)

O caos no Espírito Santo e o sistema de segregação dos indesejáveis

O caos no Espírito Santo e o sistema de segregação dos indesejáveis

por Marcos Correa

Especial para o GGN

A situação de aparente normalidade nas ruas da capital Vitória e outras cidades capixabas contrasta com uma cicatriz mais profunda que se forma no campo da segurança pública nacional. Enquanto a paralisação ilegal das atividades de policiais militares no Espírito Santo, apesar de sufocada pela pressão dos governos estadual e federal, chega ao 16º dia, a atuação das Forças Armadas e o risco de contágio para outros estados reforçam um cenário de ebulição que a crise nos presídios já expunha de modo escancarado desde os primeiros dias do ano.

Se, por um lado, a falta de interesse do governo no diálogo, o elevado poder de pressão das forças policiais e a ausência de um plano nacional efetivo de segurança pública podem ajudar na compreensão do que hoje ocorre nas cidades capixabas, por outro, a lógica da atuação das forças coercitivas estatais sobre uma massa de excluídos da sociedade em um cenário de paz armada desenha o permanente pano de fundo de um dos problemas crônicos brasileiros e evidencia a profundidade de uma crise que não é circunstancial.

Leia mais »
Média: 4.6 (9 votos)

Maioria dos trabalhadores não dispõe de sindicatos para lidar com reforma, aponta Ipea

Jornal GGN - De acordo com o pesquisador André Gambier Campos, do  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), “há milhares de sindicatos no Brasil, mas muitos deles com parcas condições de promover novas formas de regulação do trabalho". 

Estudo do instituto analisa o perfil do movimento sindical e questiona se eles estariam preparados para discutir uma regulação mais baseada em contratos. “80,4% dos sindicatos têm sua base em um município ou em um pequeno número de municípios. Portanto, a maioria dos sindicatos tem uma base local e restrita, o que é uma evidência de seus possíveis limites em representar e defender os trabalhadores", diz o pesquisador. 

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Brasil precisa se reinventar para a recuperação econômica, por José Celso Cardoso

 
Jornal GGN - Para o economista e pesquisador do IPEA, José Celso Pereira Cardoso Junior, há três caminhos para o Brasil na busca de seu desenvolvimento: ou se entrega a políticas antidemocráticas e a "moralização arcaica dos costumes", ou se mantém subalterno econômico, político e socialmente, ou "se reinventa como nação para escrever o seu próprio destino histórico".
 
No artigo "Apontamentos para uma reforma do Estado de natureza republicana, democrática e desenvolvimentista ainda no século XXI", o pesquisador mestre em Teoria Econômica e doutor em Desenvolvimento pela Unicamp mostra o cenário de deterioração profunda da economia e política nacional desde 2015 e como novos negócios podem encontrar espaço para se sustentar e reerguer a economia.
Média: 5 (1 voto)

Proposta de reforma do Ipea inclui conselho de empresários e venda de projetos

Michel Temer durante nomeação do novo presidente do Ipea, Ernesto Lozardo

Jornal GGN - Uma proposta apresentada há três semanas pretende realizar uma reestruturação no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre as mudanças, estão a criação de um conselho de administração com participação de empresários e também a possibilidade de vender projetos.

Além disso, novos pesquisadores poderiam ser contratados sem concurso público, em regime temporário ou de acordo com as regras da CLT. A proposta também permite que funcionários assumam trabalhos fora do Ipea.

Para alguns especialistas, a reestruturação pode prejudicar a autonomia do instituto e trazer conflitos de interesse. Já o servidores temem cortes e perda de benefícios, já que o Ipea seria transformado em uma espécie de consultoria.

Leia mais »

Média: 3.5 (4 votos)

Sob censura, Ipea se transforma em propaganda do governo, por Sinara Gumieri

Jornal GGN - Na semana passada, a economista Fabíola Sulpino Vieira, autora de um artigo que falava em cortes bilionários na saúde com a aprovação da PEC 241, deixou o cargo de coordenadora de estudos de saúde do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Segundo Bernardo Mello Franco, da Folha de S. Paulo, ela saiu do posto após ser censurada pelo presidente do instituto, Ernesto Lozardo, que disse que o estudo causou constrangimento ao governo.

Lozardo também publicou nota questionando os argumentos do estudo. Para a advogada Sinara Gumieri, uma instituição que "assume uma posição e silencia dissidentes", como fez o Ipea, está mais próximo de um órgão de propaganda do governo do que de um instituto de pesquisa. Ela também afirma que, atrás de apoio para a PEC do teto de gastos, Temer não hesitou em gastar dinheiro para oferecer um jantar para mais de 200 parlamentares, onde afirmou que o governo "cortaria na carne" para garantir o ajuste fiscal.

Leia mais »

Média: 4.6 (9 votos)

Assistência social vai perder R$ 868 bilhões até 2036, por causa da PEC 241

Jornal GGN - Com a aprovação da PEC 241, que impõe um limite aos gastos públicos, reduzindo o orçamento de áreas como saúde e educação pelos próximos 20 anos, o Brasil pode perder R$ 868 bilhões que seriam destinados para projetos de assistência social. Esse valor representa um corte de mais da metade dos recursos que seriam investidos até 2036 para manter os serviços nos padrões atuais, caso a PEC não fosse aprovada.

Leia mais »

Média: 2.4 (5 votos)

Teto de gastos vai prejudicar saúde pública, diz Ipea

Jornal GGN - Através de nota técnica, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (Ipea) afirma que o regime fiscal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior, pelos próximos 20 anos, terá efeitos negativos sobre a saúde pública no Brasil.

A nota diz que o Novo Regime Fiscal tenta reverter uma trajetória de crescimento real do gasto público, “o que implica uma ruptura dos acordos políticos e sociais relacionados com essa dinâmica”. O estudo traz projeções sobre os possíveis cenários do orçamento para a saúde com a adoção do teto de gastos, e a conclusão é que a PEC terá impacto negativo sobre of inanciamento do direito à saúde no país.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

Desemprego afetou mais os idosos nos últimos dois anos, diz Ipea

 
Jornal GGN - De com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a maior variação da taxa do desemprego ocorreu entre os maiores de 59 anos, o equivalente a 132% entre o último trimestre de 2014 e o segundo trimestre de 2016. Entre os mais jovens, a redução chegou a 75,3% no período. 
 
O grupo dos idosos também apresenta a maior piora na comparação entre o primeiro e segundo trimestre deste ano, com variação de 44,4%, enquanto os mais jovens, na faixa entre 14 e 24, a varialão foi de 1,39%, no mesmo período.

Leia mais »

Média: 1 (1 voto)

Qualidade da escola como fator de redução da violência

Enviado por Teixeira Gomes 

Neste video, Daniel Cerqueira, pesquisador do IPEA , apresenta números a respeito da violência contra a juventude brasileira. Segundo ele, nos últimos dez anos, foram 290 mil jovens assasinados e mais de 2 milhões passaram pelo sistema prisional no Brasil. A cada 1% de jovens na escola nos municípios tem-se uma redução de 2% nos índices de violência.

Leia mais »

Estudo do Ipea mostra importância da escola na redução da violência

Jornal GGN - Divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo “Trajetórias Individuais, Criminalidade e o Papel da Educação” mostra a importãncia da educação na prevenção da violência e da criminalidade. O trabalho analisa a trajetória do indivíduo e aponta problemas que podem surgir na infância e gerar comportamentos que irão levar o jovem à deliquência.

“Não se pode pensar em resolver o problema do crime prendendo e botando mais armas na rua quando, na verdade, é preciso investir na criança para que ela não seja o bandido de amanhã”, diz Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, autor do estudo.

Cerqueira aponta para o fato de que 50% dos homicídios estão concentrados em 81 municípios e que, nestes, a violência é localizada em alguns bairros. Para ele, isso facilitaria a implementação de ações efetivas e localizadas.

O estudo também mostra uma correlação entre a violência e a qualidade das escolas.  No Rio de Janeiro, os 30 bairros mais violentos tem uma taxa de reprovação 9,5 vezes maior em relação aos 30 bairros menos violentos.  O mesmo acontece com a taxa de abandono, que é cerca de quatro a cinco vezes maior do que nos bairros com menos violência.

Leia mais »

Sem votos

Ipea aponta aumento de 0,38% nos investimentos no segundo trimestre

Jornal GGN - O segundo trimestre de 2016 teve um aumento de 0,38% nos investimentos no país em comparação com o trimestre anterior, de acordo com o Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O indicador funciona como uma prévia e, caso se a projeção se confirmar, será o primeiro crescimento desde o primeiro trimestre de 2014. “Avaliamos que este pode ser o primeiro trimestre de alta depois de nove trimestres em queda”, disse José Ronaldo de Souza Jr., coordenador do Grupo de Conjuntura do Ipea.

Para ele, isto poderá ser uma mudança importante, sinalizando uma melhora na confiança econômica. O especialista do Ipea destaca principalmente o aumento nos investimentos em máquias e equipamentos desde o começo de 2016. Comparando com o segundo trimestre do ano passado, o indicador mostra uma queda de 9,2% na Formação Bruta de Capital Fixo.

Leia mais »

Média: 1 (1 voto)

Funcionários do Ipea repudiam nomeação do novo presidente

Jornal GGN - Através de nota, a Associação dos Funcionários do Ipea repudiou a troca na presidência do instituto, que foi assumida por Ernesto Lozardo, no lugar de Manoel Pires. A Afipea diz que os servidores foram surpreendidos com o anúncio e lamenta o "fato da substituição de um servidor de carreira do Ipea". Para a associação, é "inaceitável" que uma instituição de pesquisa conhecida por sua excelência seja tratada com "tamanho descaso", afirmando que o afastamento de Manoel Pires representa um "profundo desrespeito" em relação à instituição. Funcionário de carreira do Ipea, Pires foi nomeado no último dia 16 de maio. Ele também foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda na gestão de Nelson Barbosa.

Novo presidente do Ipea, Ernesto Lozardo é economista e professor da Fundação Getúlio Vargas.  Ele foi secretário de Planejamento e Economia do Estado de São Paulo e ­presidente da Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (Prodesp) na primeira metadae dos anos 90, além de diretor da Caixa Seguros entre 1999 e 2002. Após tomar posse, Lozardo afirmou que o equilíbrio fiscal é fundamental para o crescimento econômico, e também falou sobre a necessidade de atrair investimentos estrangeiros.

Leia mais »

Média: 4.4 (7 votos)

Impeachment é um golpe comandado pela elite do dinheiro, por Jessé Souza

Jornal GGN - Em artigo publicado no caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, Jessé Souza, presidente do Ipea, afirma que o processo de impeachment da presidente Dilma ameaça a democracia, classificando-o como um golpe comandado pela elite "que nos domina sem ruptura importante desde nosso passado escravocrata".

Jessé afirma que, desde a década de 1930 e o governo de Getúlio Vargas, o país passa pela disputa entre dois projetos: de um lado, o sonho de um país pujante para a maioria, e, do outro, o de uma elite que pretende "saquear as riquezas do país para o bolso de meia dúzia". A partir daí, passando pelo regime militar e a redemocratização, o país vive em um movimento pendular entre estes dois projetos.

Para o presidente do Ipea, o golpe conta com a manipulação da "corrupção seletiva" pela imprensa, que o transforma um discurso ideal para "travestir os mais mequinhos interesses corporativos em suposto "bem comum"". Leia mais abaixo:

Da Folha

 
JESSÉ SOUZA

RESUMO Para o autor, decisão da Câmara a favor do processo de impeachment da presidente Dilma ameaça a democracia. Em texto que retoma ideias já expostas aqui e em seu livro mais recente, diz que esta crise, como outras, contou com a manipulação, mediada pela imprensa, da classe média pela "elite de dinheiro".

*

O golpe foi contra a democracia como princípio de organização da vida social. Esse foi um golpe comandado pela ínfima elite do dinheiro que nos domina sem ruptura importante desde nosso passado escravocrata.

O ponto de inflexão da história recente do Brasil contra a herança escravocrata foi a revolução comandada por contraelites subordinadas que se uniram em 1930.

A visão pessoal de Getúlio Vargas transformou o que poderia ter sido um mero conflito interno de elites em disputa em uma possibilidade de reinvenção nacional.

Leia mais »
Média: 4.5 (17 votos)