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Pós-Carnaval, o desespero da imprensa com as chances de Lula para 2018

 
Jornal GGN - Os jornais amanheceram no último dia de festejos de carnaval anunciando o que aguardam para os próximos acontecimentos do ano: a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não à toa ou coincidências, que a Folha de S. Paulo manchetou "Pelo prazo médio da Lava Jato, Lula pode ficar inelegível durante eleição", enquanto o Estado de S. Paulo dedicou editorial à pressão direta.
 
São desdobramentos de uma entrevista há quase uma semana do ex-ministro Gilberto Carvalho, afirmando o que todos já sabiam: "Lava Jato fará de tudo para condenar Lula", disse ao Valor. Sintetizava a expectativa do próprio ex-presidente e de todos seus aliados, de que a intenção dos investigadores e do juiz Sérgio Moro era condená-lo na primeira instância, deixando-o inelegível.
 
Entretanto, acrescentava Carvalho, em trecho ainda mais importante da entrevista: "Na primeira instância, podem condená-lo. Mas a repercussão e a nossa guerra será tanta que apostamos que na segunda instância possamos reverter [a condenação], e também nos tribunais superiores. Lula, ao fim e ao cabo, será candidato".
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Parece que Temer quer o Brasil socialmente retrógrado, diz coluna do NYT

"Deve ser motivo de preocupação que o senhor Temer possa realizar tantas reformas, considerando que a maioria delas vai contra a agenda da pessoa que - ao contrário dele - realmente ganhou a eleição presidencial mais recente"
 
 
Jornal GGN - "O fim do mundo já chegou para o Brasil", publicou colunista brasileira no New York Times, nesta quinta-feira (05). A referência é direta ao projeto de emenda que congela por 20 anos os gastos públicos, interferindo na saúde, educação e outros investimentos sociais. 
 
"O governo justificou a medida com base no fato de que o Brasil enfrenta graves deficiências orçamentárias. Mas as pessoas não estão aderindo à ideia. Uma pesquisa realizada no mês passado descobriu que apenas 24% da população apoia a emenda. Os brasileiros saíram às ruas para expressar sua desaprovação. Mas estavam, como sempre, diante de gases lacrimogêneo e tropas policiais montadas. Alunos do ensino médio ocuparam até 1.000 escolas em protesto, muitos no estado do Paraná, no sul do país", escreveu Vanessa Barbara para o jornal norte-americano.
 
Por outro lado, apesar das desaprovações, alertou Vanessa, o governo de Michel Temer não recua de suas medidas. 
 
"A emenda do 'fim do mundo' é apenas uma das muitas medidas neoliberais que estão sendo adotadas por Michel Temer, o presidente. Deve ser motivo de preocupação que o senhor Temer possa realizar tantas reformas, especialmente considerando que a maioria delas, incluindo o limite do orçamento, vai contra a agenda da pessoa que - ao contrário dele - realmente ganhou a eleição presidencial mais recente."
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Jornal implica Lula em denúncia, repercute e só corrige mais de 3h depois

 
Jornal GGN - Reportagem produzida pelo Estadão Conteúdo modifica a realidade ao afirmar que Bernardo, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, ao prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, em audiência nesta segunda-feira (28), teria mencionado que a pressão sofrida pelo pai era para livrar Luiz Inácio Lula da Silva das investigações da Lava Jato.
 
Bernardo prestou depoimento por videoconferência aos investigadores de Curitiba, para apurar se houve uma tentativa do ex-senador Delcídio do Amaral de obstruir a Justiça nas investigações. Neste contexto, o filho do ex-diretor afirmou que recebeu R$ 50 mil em nome de Delcídio, sob o pretexto de ajudar a família de Nestor, para "comprar o silêncio do pai", sem comprometer os investigados na Lava Jato, entre eles o ex-senador.
 
Mas a ação que apura tentativa de obstruir a Justiça inclui, além de Delcídio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na banca de investigados. Por outro lado, além da falta de provas contra Lula nos autos, as testemunhas não mencionaram o ex-presidente nessa tentativa de "calar" o investigado da Petrobras, Nestor Cerveró.
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A não-notícia ou como jornal pode ver copo "meio cheio" e "meio vazio"

 
Jornal GGN - O grande trabalho de tabular índices de 2.945 prefeitos que se candidataram à reeleição não gerou os efeitos esperados para a Folha de S. Paulo. Nem para mais, nem para menos. Isso porque o resultado da longa análise foi de 47% de êxito para os já prefeitos que tentaram pela segunda vez o posto e 54% foram os que perderam a disputa.
 
O balanço equilibrado não geraria notícia, uma vez que não se pode ter uma das duas constatações extremas, seja a positiva ou a negativa para os candidatos às Prefeituras. Mas já com o trabalho feito e gasto, os repórteres optaram pelo posicionamento no jornal, e com o maior destaque possível em um diário, estampando a capa do impresso e do online. Qual foi o posicionamento? Os dois.
 
A manchete de capa do jornal paulista em sua versão online trouxe: "Nem metade dos prefeitos consegue se reeleger no país em meio à crise", com a linha-fina: "Mesmo com o controle da máquina pública, mandatários centralizaram insatisfação". Diante dessas palavras, o leitor espera que a pesquisa vá revelar uma minoria considerável de prefeitos que alcançaram o feito. 
 
Mas, usando os mesmos critérios das pesquisas de votos em campanhas eleitorais, o que houve foi um "empate técnico". Porque aproximadamente metade deles conseguiu e a outra metade não.
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"Saída de Dilma é o fim de um transformador período de 13 anos", diz NYT

 
Jornal GGN - Logo do resultado do impeachment nesta quarta-feira (31), o New York Times publicou seu editorial dedicado à política brasileira. No texto "A presidente brasileira deposta", o jornal norte-americano reproduziu trechos do discurso de Dilma Rousseff em que ela denunciava quem está por trás de sua queda, mencionou a possibilidade de golpe e fez cobranças à Michel Temer.
 
"A saída de Dilma marca o fim de um transformador período de 13 anos liderado pela esquerda, o Partido dos Trabalhadores, que usou receitas públicas geradas pelo boom de commodities para tirar milhões de pessoas da pobreza, mas perdeu apoio quando a economia entrou em recessão nos últimos anos", resumiu o artigo.
 
 
O diário americano destacou que os motivos que fizeram com que senadores votassem "esmagadoramente" pela acusação de Dilma, como o uso de fundos de banco estatal, foram "truques orçamentários semelhantes aos usados por alguns de seus antecessores".
 
Para NYT, o discurso de Dilma Rousseff foi "duro" e fez das palavras da ex-presidente a frase para concluir que "será uma vergonha ser a história a provar que ela está certa". Citou a caracterização dada por Dilma ao processo como "um golpe" de "adversários políticos que a viam como uma ameaça, porque ela não paralisou uma investigação de corrupção que envolvia dezenas de membros da classe dominante do país".  
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Acusação de que Instituto Lula foi punido por desvios é "caluniosa"

 
Jornal GGN - O Instituto Lula criticou a matéria divulgada pela Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (29), que afirma que a entidade foi punida pela Receita Federal "em milhões", em 2014, por "desvios de finalidade". 
 
O Instituto informou que nunca recebeu "qualquer notificação da Receita Federal sobre as apurações que este órgão faz sobre nossas contas e que foram respondidas regularmente em janeiro de 2016". Por isso, acredita que o jornal não teve acesso aos supostos relatórios confidenciais de posse exclusiva dos auditores da Receita.
 
"A matéria publicada, além de ser caluniosa, faz crer que seria embasada por supostas informações que teriam sido obtidas ilicitamente através de vazamentos seletivos que já se tornaram rotina no Brasil", publicou, em nota oficial.
 
Também questionaram ser estranho e que "não é por acaso" a reportagem ser publicada justamente no dia do discurso histórico da presidente afastada Dilma Rousseff, com a presença do ex-presidente Lula. A entidade também disponibilizou na nota oficial os cinco relatórios publicados em 2015 e 2016, com as atividades realizadas pelo Instituto desde a sua criação: 
 
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TV russa analisa "o golpe silencioso no Brasil"

Da Imprensa Internacional Denuncia o Golpe

Dr. Mark Weisbrot, do Centro de Pesquisa Econômica e Política e do Just Foreign Policy, em Washington, é um dos grandes críticos que acompanha com atenção e preocupação o que vem acontecendo no nosso país. Nesta entrevista ao canal russo RT, ele fala sobre o que está por trás do golpe de Estado no Brasil em termos geopolíticos.

Vale a pena ler, também, um texto fundamental dele que já traduzimos por aqui:

Diplomacia cifrada de Washington apoia tentativa de golpe no Brasil

Por Mark Weisbrot *
 
No HuffPost (EUA) - Versão original pode ser lida aqui
 
Tradução de Marina Lang
 
No dia seguinte à votação de impeachment na Câmara dos Deputados do Congresso do Brasil, um dos líderes da iniciativa, senador Aloysio Nunes, viajou a Washington D.C. Ele tinha reuniões agendadas com diversas autoridades, incluindo Thomas Shannon, do Departamento de Estado.
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NYT diz que Dilma é "um dos raros políticos sem acusação de corrupção"

 
Jornal GGN - Reportagem do New York Times desta quarta-feira (11) reafirma que a presidente Dilma Rousseff  "é raridade entre os principais políticos do Brasil porque não enfrenta acusações de se enriquecer ilegalmente". "Mas os temores estão crescendo com a perspectiva de um governo montada pelo Sr. Temer", disse ainda o jornal norte-americano.
 
 
Por Simon Romero
 
Do The New York Times
 
Depois de meses de tiradas, manobras secretas e recursos legais, o Senado brasileiro começou a debater nesta quarta-feira a possibilidade de acusar a presidente Dilma Rousseff, suspendendo-a de exercício e colocando-a em julgamento.
 
O debate, seguido por uma votação ainda nesta quarta-feira, é um divisor de águas na luta pelo poder que está consumindo o Brasil, um país que experimentou um trecho de rara estabilidade ao longo das últimas duas décadas, uma vez que fortaleceu a sua economia e alcançou maior destaque no cenário mundial.
 
Agora, esses ganhos estão se desfazendo. O Brasil está enfrentando sua pior crise econômica em décadas, enormes casos de corrupção em todo o espectro político e uma disputa amarga entre os seus líderes atormentada por escândalos - poucos meses antes que o mundo vai ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos deste ano.
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Brasil é apenas o 104º no ranking de liberdade de imprensa

Do Justificando

A falsa liberdade de imprensa facilita os golpes de todos os tipos

Por Mauro Donato

Segundo o mais recente ranking sobre liberdade de imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteira, o Brasil ocupa a 104ª posição. Caiu 5 posições (havia caído 9 em 2013 e agora desceu mais um pouco). Centésima quarta posição entre 180 países é uma colocação preocupante e vexatória. Determinantes para a queda foram o aumento da violência contra jornalistas, o registro de ameaças e a quantidade de mortos durante o ano passado. Total de sete jornalistas assassinados.

Como pode isso?

Para os leitores dos grandes jornais, telespectadores dos canais abertos de TV e ouvintes das grandes rádios, um ranking desses irá soar como peça de ficção. Claro, nada disso acontece com os jornalistas que trabalham para aquela meia dúzia de famílias detentoras de quase oitenta por cento da mídia. Estes estão alinhados e repetem em uníssono o que seus chefes querem que seja dito e escondem o que seus patrões desejam que seja escondido.

A perseguição é sobre os independentes, é inegável. Veja quantas dificuldades o DCM enfrentou ao publicar o documentário Helicoca. “É um ambiente de medo para os jornalistas, sobretudo os jornalistas independentes, blogueiros”, disse Emanuel Colombié, chefe do departamento de pesquisas da Repórteres Sem Fronteiras.

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Manual do perfeito midiota – 16, por Luciano Martins Costa

Praça dedicada a Simon Bolivar no coração dos Jardins, em São Paulo: seria o midiota um comunista bolivariano dissimulado? Foto: Luciano Martins Costa

Por Luciano Martins Costa

Da Revista Brasileiros

O que você e outros cidadãos não sabem, porque nunca vai aparecer no Jornal Nacional ou nas manchetes da Folha, do Estado e do Globo, é que uma parte do conselho da Federação das Indústrias no Estado de São Paulo está apreensiva com o perigoso protagonismo de seu presidente na presente crise política

O prezado midiota e a apreciada midiota devem estar estranhando a falta de manchetes nos últimos dias sobre as acusações do juiz Sergio Moro ao ex-presidente Lula da Silva.

Afora o delírio dos editores de Veja, segundo o qual o ex-presidente teria pedido asilo ao governo da Itália, que nenhum dos grandes jornais validou até esta sexta-feira (25/3), parece que a Operação Lava-Jato entrou em recesso.

Também murcharam as manifestações. Não fosse o lanchinho oferecido pela Fiesp a meia dúzia de “bocas-livres”, o assunto também teria desaparecido daquele trecho da Avenida Paulista.

Mas você, midiota de estirpe, certamente considera um horror de mau gosto esse negócio de se manifestar em troca de um sanduíche. Mesmo que o recheio seja, como dizem, um bife de filé mignon.

O que você e outros cidadãos não sabem, porque nunca vai aparecer no Jornal Nacional ou nas manchetes da Folha, do Estado e do Globo, é que uma parte do conselho da Federação das Indústrias no Estado de São Paulo está apreensiva com o perigoso protagonismo de seu presidente na presente crise política.

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Manual do perfeito midiota – 15, por Luciano Martins Costa

Por Luciano Martins Costa

Da Revista Brasileiros

Antes desse presidente que ela considera machista, houve outro que enxovalhou a honra da própria esposa, com casos extraconjugais que lhe custaram o tornaram refém do maior conglomerado de mídia do País – e nossa amiga socióloga certamente acha que esse é quase um ícone do feminismo

Esta é uma semana decisiva para as chances do Brasil finalmente se tornar um País moderno, como as democracias que se consolidaram no século passado.

Existe uma chance de alcançarmos esse estágio sem uma guerra ou sem conflitos sociais muito graves. Basta que as regras do jogo democrático sejam respeitadas.

E acredite, prezado midiota (não consigo perder o otimismo e a simpatia por essa figura tão patética da contemporaneidade), você pode jogar um papel muito importante nessa história.

Imagine, por exemplo, uma socióloga experiente, com anos de vivência em uma grande empresa de comunicação, que resolve assinar uma petição pública em favor do impeachment da presidente da República – por que ela nomeou ministro o ex-presidente que vem sendo ameaçado de prisão num processo arbitrário que os mais conceituados juristas do País consideram kafkiano.

A pessoa em questão decide que é a favor do impeachment por considerar que o ex-presidente é o maior machista que este País já teve. Ora, não foi esse suposto machista que escolheu e fez eleger a primeira mulher presidente da história do País?

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Teste: adivinhe se as manchetes são de 1964 ou de 2016

Jornal GGN - Um questionário interativo foi criado com manchetes e títulos de destaque do Correio da Manhã, em 1964, antes do golpe do regime militar que iniciou a ditadura no Brasil, e com trechos do tradicional O Estado de S. Paulo, no dia do ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff.
 
Misturados, o jogo produzido pelo PlayBuzz desafia o internauta a tentar diferenciar os editoriais do golpe de 64 e da crise política atual. Teste!
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Instituto critica notícia "maliciosa" sobre Lula como testemunha na Zelotes

 
Jornal GGN - O Instituto Lula classificou como "maliciosa" a notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido intimado a "prestar novo depoimento" nas investigações da Operação Zelotes, divulgada pela Folha de S. Paulo. A entidade explicou que Lula foi arrolado como testemunha, uma única vez, pelo réu Alexandre Paes dos Santos, juntamente com outras 10 testemunhas.
 
Além do ex-presidente, o ex-ministro Gilberto Carvalho também será ouvido pela Justiça Federal da Brasília como testemunha do lobista, que foi um dos presos na Operação Zelotes. A suspeita de investigadores é que Alexandre estaria envolvimento na venda de medidas provisórias que reduziram impostos para empresas do setor automotivo.
 
"Maliciosamente, a notícia divulgada no portal UOL omite que Lula foi meramente arrolado entre as 11 testemunhas de defesa de um dos réus da ação penal, informação que já havia sido divulgada pela própria Folha em 4 de janeiro", afirma, em nota oficial, o Instituto Lula.
 
A entidade acredita que a reportagem errou ao confundir um esclarecimento prestado por Lula ao delegado Marlon Cajado, também no âmbito da Zelotes, mas na condição de informante, "e não de testemunha, como erra mais uma vez a Folha, pois Lula não é parte na Operação Zelotes", explica.
 
 
Naquela ocasião, Lula afirmou que não conhece e que nunca teve relações com o lobista Alexandre Paes dos Santos e que os advogados do ex-presidente examinam a intimação recebida nesta quarta (20), porque "a lei determina que uma testemunha tem de ser ouvida na cidade em que reside - no caso de Lula, São Bernardo do Campo", disse o Instituto.
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Jornal altera 400% custo do petróleo do pré-sal

Enviado por Webster Franklin

8dolares

Do Tijolaço

O Globo errou “só” em 400% o custo do petróleo do “patrimônio inútil” do pré-sal

Por 

O que este blog vem afirmando aqui, há duas semanas, desde que O Globo fez um estúpido editorial dizendo que os preços do petróleo tornavam o pré-sal um “patrimônio inútil” foi confirmado oficialmente pela Petrobras que o jornal usar argumentos que contém um erro de “apenas” 400% no custo de extração de óleo em nossas principais jazidas pretrolíficas.

O Globo diz, para justificar o fato de que, com o petróleo sendo cotado a US$ 37 o barril não seria econômico produzir no pré-sal a custos estimados entre US$ 40 e US$ 57. Aqui, com base nos dados então disponíveis, mostrou-se que o custo de extração no pré-sal era, na verdade de US$ 9 dólares o barril.

E ontem, fica-se sabendo que nem isso mais é, por conta de novas tecnologias, redução dos preços em dólar de alguns insumos da indústria petroleira – que têm preço mundial e, portanto, acabam incorporando as perdas do preço do petróleo – e sobretudo, como havia sido apontado aqui, pelo conhecimento geológico que acelera o caro processo de perfuração de centenas de poços (de extração e de injeção).

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Com histórico de homenagens, Moro recusa a que seria entregue por Cunha

A negativa à Câmara difere de todas as posturas que o magistrado já tomou em prêmios diversos: dois de O Globo, de Sindicato, e outro que também homenageia o Papa
 
Sergio Moro, em celebração do prêmio Faz Diferença, de O Globo, ao lado do diretor Ascânio Seleme
 
Jornal GGN - Depois de somar homenagens de "Personalidade do Ano" do jornal O Globo, do "Faz Diferença" do mesmo grupo, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná e receber o título de cidadania benemérita, ao lado do Papa, pela Assembleia Legislativa do Estado, a medalha que seria entregue pelas mãos do deputado investigado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi negada pelo juiz.
 
Na resposta encaminhada à Câmara dos Deputados, Moro agradece o prêmio, mas diz que "como há parlamentares federais denunciados" na Lava Jato, não se sente "confortável" em receber a Medalha do Mérito Legislativo.
 
A indicação de quem seria o homenageado pela Casa foi feita pelo PPS, no dia 17 de agosto. Na mesma semana, Cunha foi denunciado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, com base nas investigações comandadas por Moro, de que o peemedebista recebeu, pelo menos, US$ 5 milhões do esquema de corrupção da Petrobras.
 
“O juiz Sérgio Moro dá esperança para milhões de brasileiros que não aguentam mais a corrupção entranhada nas estruturas de governo. (...) Exerce a Justiça de verdade. Aquela onde ninguém, por mais poderoso que seja, está acima da lei”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), justificando o prêmio. 
 
Todos os anos, a entrega da medalha é feita pelo presidente da Câmara. A homenagem ocorreria no próximo dia 18.
 
A negativa à Câmara difere de todas as posturas que o magistrado tem tomado, desde que as investigações da Operação Lava Jato ganharam destaque nos jornais, levantando o nome do juiz para homenagens diversas. 
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