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Junho 2013

É primavera no Brasil, por Francisco Teixeira

"Não podíamos imaginar que seria através de tribunais brasileiros que interesses estrangeiros declarariam guerra ao Brasil"

Guerras Híbridas

Por Francisco Teixeira*

Muitos brasileiros tinham esperança, ou ao menos expectativas, na atuação da Justiça. Mesmo sabendo que os tribunais brasileiros são lentos, formais e que se expressam num leguleio que poucos entendem – mesmo assim! – esses brasileiros tinham esperanças. Não podíamos crer, materializar, o dito antigo de que a Justiça no Brasil é feita – e com dureza! – apenas para ladrão de galinhas. “Para os amigos tudo, para os inimigos a Lei!”.  Nem muito menos podíamos imaginar que seria através de tribunais brasileiros que interesses estrangeiros declarariam guerra ao Brasil.

Uma guerra de novo tipo: uma guerra sem guerra, ou seja, uma guerra que usa meios não bélicos para destruir, solapar, aniquilar a capacidade do adversário. Assim, utilizando-se de modernos meios tecnológicos – mídias digitais, propaganda massiva, formação de quadros de elite em universidades estrangerias, sistemas de estágios e bolsas de estudos em centros de treinamentos, etc... arma-se uma elite para atuar a serviço, consciente ou inconscientemente, desse poder estrangeiro.
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O paradoxo da crise política e a ascensão autoritária, por Luis Fernando Vitagliano

Junho de 2013 fez emergir a crise da representação, o incômodo generalizado com as coalizões que fundamentaram a governabilidade na Nova República. O golpe não foi resposta positiva à crise política, e o caminho está aberto para uma solução autoritária ou totalitária

do Brasil Debate

O paradoxo da crise política e a ascensão autoritária

por Luis Fernando Vitagliano

Para aqueles que supõem que a crise política está próxima do seu fim, a resposta positiva é improvável. Pelo contrário, a crise política pode se agravar. Essa verdade desnuda demonstra que uma possível eleição de um aventureiro qualquer pode nos tirar da crise para algo pior. Porque saídas mágicas para a crise política como o afastamento de Dilma não nos livrou de nenhum dos problemas da república e nos acrescentou vários, agravando, ampliando e perpetuando o caos.

A saída da crise política não pode ser posta, principalmente pelo campo progressista, para além da política. Será uma saída política e pela política. Mas, para isso é preciso entender as origens e as causas desta encalacrada situação que começa em 2013.

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Crise não é só política, mas da forma de pensar o país, por Leandro A.

"Ninguém se deu conta de que os filhos do ENEM e do PROUNI foram lançados no mercado em retração, e o filho do pedreiro que fez engenharia está vendendo cachorro quente. Em algum momento teremos uma fermentação de tudo isto. Vivemos tempos Gramscianos"
 
Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja
 
Por Leandro A. 
 
 
Se analisarmos todos os "cambios" de governo pelo qual nosso país passou desde a abdicação de Dom Pedro I, sempre teremos um lado preparado para dar o bote em cima da fraqueza do outro. 
 
O fato novo desta crise é o exterminio dos dois blocos de divisão de poder e o cisma na sociedade brasileira. O pêndulo não tem impulso para se mover. Se assim não fosse, diante da gravidade da situação, teríamos uma frente ampla, com os políticos que restaram, os empresários de vanguarda e a sociedade civil. Mas assitimos ao contrário. O empresariado está contaminado por ranço antipestista, que confundem com qualquer proposta progressista ou outsider, a sociedade civil brasileira honra sua tradição de estar "deitada eternamente em berço esplendido". Apenas a grande ressalva que merece todo destaque: a classe artística. pelo visto a única que preservou o know how adquirido nos tempos de chumbo.
 
A mídia, não atrevo-me a comentar. Pois desde 2006 temos, abertamente, um partido político com assinantes e espectadores. Tornou-se uma besta fera, que provou do sangue e não consegue mais retomar o paradigma antigo.Banalizou-se o escandâ-lo a tal ponto, que vai demorar para que as redações deixem de pulsar pelo clima de denuncismo e policiamento, salvo se houver intervenção do fator imponderável e for imposta uma regulação efetiva.
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O embate entre Haddad e Dilma que levou ao fracasso do plano petista em SP

Neste artigo à Piauí, professor da USP explica em detalhes como sua intenção de ficar oito anos à frente da prefeitura de São Paulo foi naufragada pela colega de partido
 
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 

Eu já havia trabalhado com Dilma Rousseff por um ano, ao longo da transição do Ministério da Educação para Aloizio Mercadante. Conhecia seu estilo tanto como ministra-chefe da Casa Civil quanto como presidenta da República. E, ao contrário do que se diz dela, que é “democrática” no tratamento duro que dedica aos subordinados, eu diria até que sempre me tratou com consideração. Em dezembro de 2012, ainda antes de minha posse no Edifício Matarazzo, fui a Brasília para aquela que seria a nossa primeira audiência de trabalho após minha eleição como prefeito de São Paulo.

Em um contato rápido que havíamos tido na manhã seguinte ao segundo turno, eu já havia insinuado à presidenta que entendia que o governo federal deveria tratar São Paulo de maneira singular, em função de sua importância. Ela então me olhou com um sorriso irônico, como quem diz “Não me venha querer levar vantagem”. Pensando em retrospecto, creio que a relação de Dilma com São Paulo nunca se resolveu completamente.
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Nave Brasil em turbulência, por Nilto Tatto

Nave Brasil em turbulência

por Nilto Tatto

Parece que foi ontem. Em 2013 fomos surpreendidos com uma sequência de manifestações como há muito tempo não víamos. Em São Paulo, tendo à frente o Movimento Passe Livre, grandes mobilizações tomaram as ruas e praças contra o aumento das tarifas no transporte público. Rapidamente se estendeu por outras capitais e, pelo inusitado da época, ocupou generosos espaços nos meios de comunicação.

Estas manifestações que começaram com foco específico - não ao aumento da tarifa e transporte público de qualidade - rapidamente tomaram dimensão mais ampla, porém de maneira difusa, numa espécie de contra tudo e contra todos. Uma resposta à reação de boa parte dos governantes, que receberam os manifestantes com repressão, violência gratuita e prisões injustificadas. Em especial da parte do governo Alckmin, ficaram as marcas do autoritarismo e falta de diálogo, que resultaram em expressiva revolta na sociedade.

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Para Jessé Souza, golpe nasceu em junho de 2013

Cientista político e ex-presidente do IPEA lança livro sobre a radiografia do golpe que afastou Dilma do poder
 
 
Jornal GGN – A política é um jogo que, no Brasil, não se vale das regras legais para dar cada lance. A violência das batalhas nesse campo não poupa nem os preceitos Constitucionais, o que é extremante grave, pois o que esperar em uma sociedade em que a justiça só prevalece no papel? E foi analisando o jogo político, imbricado em todas as instâncias de poder, do legislativo ao judiciário, que o cientista político, professor titular da UnB e ex-presidente do IPEA, Jessé Souza escreveu sua mais recente obra “A radiografia do golpe: entenda e como e porque você foi enganado”.
 
Em entrevista que concedeu ao programa “Na sala de visitas com Luis Nassif”, Jessé defendeu que as raízes do golpe de 2016 nasceram de sementes plantadas em junho de 2013. Não que a manifestação iniciada por um grupo puramente de esquerda – Movimento Passe Livre – tivesse esse intuito, mas sim porque a força das ruas foi, posteriormente, manipulada e manejada pela grande imprensa em favor dos objetivos da elite brasileira. No livro, Jessé chega a avaliar as notícias dadas pelo Jornal Nacional, dia após dia, montando a narrativa de que a insatisfação popular era generalizada e baseada na corrupção estritamente Estatal. 
 
Dalí em diante foram construídos os pilares para formular a imagem de Lula e do PT como símbolos da corrupção no seio do Estado, e do poder judiciário e, notadamente, Sérgio Moro, como símbolos da moralidade e salvação do país. 
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Três anos após junho de 2013, a militância política ganha cara nova

Jornal GGN - Feminismo, ocupação de escolas, luta por moradia e transporte público de qualidade. Desde junho de 2013, uma onda de novos movimentos sociais assola o país com demandas diferentes, mas universais. No centro da militância espontânea, a juventude, que deixa cada vez mais claro não aceitar a continuidade de vícios antigos da política brasileira, como a baixa representatividade e corrupção.

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Não estar em um dos lados não significa não ter posição, por Moysés Pinto Neto

"Não estar na polarização significa ampliar narrativas que têm sido reprimidas em nome da simplificação maniqueísta".

Jornal GGN – Vivemos um momento em que duas narrativas polarizam os debates políticos em todos os ambientes sociais, do ônibus à padaria, do trabalho às salas residenciais, obrigando cada um a tomar uma posição. 

Mas é preciso ter cuidado, como salientou bem no artigo a seguir o professor da Universidade Luterana do Brasil, Moysés Pinto Neto. Uma análise mais atenta e paciente dos acontecimentos atuais, e dos antecedentes deste cenário político, deve ser posta em prática. Por que a necessidade se deixar pender para um dos lados de uma luta ideológica pseudomaniqueísta? A urgência está em elevar a racionalidade do debate, contra o alto risco de se comprometer o justo julgamento. 
 
Por Moysés Pinto Neto, via Facebook*
 
Não estar em um dos lados não significa não ter posição – sou contrário ao impeachment por questões jurídicas e políticas. Significa simplesmente não subscrever as duas principais narrativas. De um lado, a narrativa oposicionista, que define o PT como uma quadrilha que se apropriou do Estado para se manter no poder, garantindo sua permanência por meio de fraudes eleitorais e manobras populistas. De outro, a narrativa governista, que define o que está ocorrendo como um golpe de Estado travado pelas forças conservadoras, com vistas a atingir o processo de inclusão social levado a cabo nos últimos 12 anos. O problema é que essas narrativas estão incompletas.
 
A oposição desenha o cenário de modo a transformar o PT em alvo principal e ignora, propositalmente, a dimensão estrutural e universal que está sendo revelada nos processos de investigação da Operação Lava Jato. A situação, por sua vez, prende-se a importantes questões formais, baseadas em instituições jurídicas, mas não enfrenta o mérito de que o estrutural não elimina a responsabilidade de quem se envolveu e aprofundou o processo, muitas vezes blindando de forma idolátrica o partido contra toda e qualquer crítica.
 
Há tempos vem se construindo uma crítica ao modelo baseado numa noção de progresso unidimensional, que mede o sucesso das políticas públicas por meio dos índices quantitativos de crescimento, se sustenta em alianças com latifundiários, oligopólios econômicos e no alinhamento político com o "Centrão". A corrupção não foi um acidente, mas parte de um programa que aceitou como fato consumado a existência desse complexo oligopolista para promover o crescimento nacional. Os movimentos sociais de 2013 entenderam perfeitamente esse mecanismo quando usaram o lema ‪#‎NAOVAITERCOPA‬.
 
Não estar na polarização significa ampliar narrativas que têm sido reprimidas em nome da simplificação maniqueísta.
 
* * *
 
Esse lugar tem tido sua nomeação proibida. Antigamente, chamavam pejorativamente de "terceira via", agora chamam de "isento". Na realidade, se "terceira via" se confunde com o liberalismo envergonhado de Tony Blair e "isento" se confunde com "sem posição", não vejo como esses termos poderiam ser adequados. Trata-se da tentativa do "vórtice" bipolar de sugar tudo para seu interior, reduzindo todas as posições às suas referências.
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As cicatrizes de junho e ascensão do fascismo, por Gustavo Noronha

do Brasil Debate

As cicatrizes de junho e ascensão do fascismo

por Gustavo Noronha

É imprescindível que o governo federal compreenda a necessidade de sinalizar uma inflexão na política econômica e a ruptura com a agenda derrotada nas urnas. Só assim poderá livrar Dilma do cada vez mais inexorável caminho da deposição. E que não se engane a direita liberal, o que virá é o fascismo

Apesar de ninguém ter exatamente compreendido o processo político de junho de 2013, parece consensual entre muitos analistas marcar ali o início da crise política que hoje coloca o Brasil em um impasse. Naquele momento abriu-se uma janela para um aprofundamento da democracia e para um diálogo aberto com aqueles movimentos cujas pautas apontavam claramente para a esquerda – inicialmente passe livre, mas depois melhoria nos serviços públicos de saúde e educação.

Ainda que inicialmente o governo tenha tentado responder a estas demandas, a reação mais marcante foi a coordenação pelo governo federal por meio do Ministério da Justiça das ações de repressão. Opção muito bem recepcionada pelos governos estaduais, principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas não só.

Naquele momento também surgiram dois fenômenos incomuns à realidade brasileira. Apareceram pela primeira vez em manifestações no país grupos anarquistas adeptos da tática do Black Bloc. Sem entrar no mérito da tática, a utilização de máscaras torna mais fácil a infiltração por agentes provocadores como demonstraram alguns vídeos. E assustadoramente também começou a surgir certa postura fascista de agressões a militantes de partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais.

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Era por vinte centavos? Por Pablo Ortellado

Sugestão de Leo V

do El Pais

Dois anos depois: afinal, era por vinte centavos?

Por Pablo Ortellado

Prefácio para nova edição de 'Vinte Centavos: A Luta Contra Aumento' discute origens e consequências dos protestos de junho de 2013 e o papel da mídia na pauta dos atos

Manifestantes voltam às ruas em protesto em São Paulo, no último dia 9. / EFE

Escrevemos a narrativa que constitui o cerne deste livro durante o mês de julho de 2013, poucas semanas após o auge dos protestos de junho. Embora, à época, muitos tenham julgado que não teríamos “distanciamento histórico” para um balanço fundamentado, continuo achando, dois anos depois, que fizemos um bom trabalho e que muitas das informações e percepções que recuperamos e registramos, no calor dos acontecimentos, dificilmente seriam acessíveis muito tempo depois.

A nossa principal motivação para escrever o livro não era apenas analisar de uma perspectiva política a luta contra o aumento, mas intervir e disputar, desde o princípio, a historiografia sobre “as manifestações”.

Como mostramos, houve uma radical reorientação do discurso dos meios de comunicação de massa que, no meio do processo, buscaram ressignificar a luta contra o aumento, apoiando a ampliação da pauta das manifestações e operando uma separação entre manifestantes pacíficos, imbuídos de valores cívicos, e vândalos oportunistas com motivação política.

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Um paralelo entre as manifestações de 1960 e os movimentos atuais, por Assis Ribeiro

A procura do "novo"

Por Assis Ribeiro

As sociedades experimentam padrões de vida em deterioração, crescente insegurança social e pessoal e decadência dos serviços públicos enquanto as minorias abastadas prosperam cada vez mais.

As tentativas das populações em exercer influência nas decisões e no destino das suas cidades parecem não serem mais atendidas pela instituição do voto já que  mudanças de governos e parlamentos ocorridas pelo mundo em várias eleições não foram suficientes para que surgisse uma nova política que atendesse de forma mais ampla aos anseios dos governados.

A resposta subjetiva a estas condições tem sido as revoltas esporádicas que podem ganhar uma musculatura incontrolável pela fraqueza e lentidão das respostas dadas pelos governos. Em outras palavras, as condições objetivas não têm sido acompanhadas pelo crescimento das forças subjetivas capazes de transformar o Estado ou a sociedade.

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As eleições e o desencanto dos jovens, por Aldo Fornazieri

A campanha eleitoral de 2014 já é a mais desencantadora de todas as eleições do período da redemocratização. O primeiro desapontamento vem com a natureza da liderança das três candidaturas principais que polarizaram essas eleições. Dilma, Marina e Aécio são expressões da crise de lideranças que vive o país. Embora Dilma e Marina tenham histórias de luta respeitáveis, nenhuma delas construiu sua reputação política como líderes autenticamente populares, de dimensão nacional. Antes de ser presidente, Dilma viveu a experiência da luta clandestina e depois construiu sua carreira como gestora, que é algo bem diverso da liderança política. Marina teve uma história de vicissitudes e de sofrimentos antes de projetar sua carreira política no PT, chegando ao Senado e ao ministério do governo Lula e, finalmente, à candidata presidencial em 2010 e agora em 2014. Sua história, porém, não é similar à história de Lula, que construiu sua personalidade política como líder de massas, liderando a criação do novo sindicalismo, lutando pela redemocratização, construindo o maior partido político de massas da história do país e concorrendo a cinco eleições presidenciais. Ao líder político autêntico não basta ter apenas fama e reputação. É preciso que sua personalidade política seja construída no processo e em processo com o movimento social e/ou político de uma nação. Nem Dilma e nem Marina emergiram para a vida pública desta forma.

Já Aécio Neves galgou postos políticos, chegando à presidência da Câmara, ao governo de Minas Gerais e ao Senado, alternando seus papeis de primeiro-neto e de bon vivant. O seu famoso “choque de gestão” não transformou o Estado de Minas Gerais em algo substancialmente diferente do resto do Brasil e dos demais Estados brasileiros. Protegido por um cinturão de mídia subserviente no seu Estado, viu suas fragilidades expostas ao tornar-se candidato presidencial. Agora sequer consegue liderar a corrida presidencial no Estado onde foi governador por duas vezes, o que é um indicativo da fragilidade de sua liderança, mesmo regionalmente.

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Foi por retrocesso que lutaram em junho de 2013?, por Gilson Caroni Filho

Acabo de ler o programa econômico de Marina da Silva que, como todos sabem, foi escolhida pela "providência divina". Alguns pontos devem ser esclarecidos para os eleitores mais jovens.

1) Marina pretende dar autonomia para o BC. O que significa isso? Entregar o banco para o mercado financeiro. Não por acaso conta com o apoio de banqueiros em sua campanha.

2) No documento consta que políticas fiscais e monetárias serão instrumentos de controle de inflação de curto prazo. Como podemos ler este ponto? Arrocho salarial e aumento nas taxas de desemprego.

3) O programa ainda menciona a diminuição de normas para o setor produtivo. Os mais açodados podem pensar em menos carga tributária e burocracia para as empresas. Não, trata-se de reduzir encargos trabalhistas com a supressão de direitos que facilitem as demissões. Há muito que a burguesia patrimonialista pede o fim da multa rescisória de 40% a ser paga a todo trabalhador demitido sem justa causa. O capital agradece.

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Novos movimentos sociais tendem a se manter apartidários

 
A tendência dos novos movimentos sociais apartidários, que nasceram da desesperança com os meios tradicionais de representação política, é que continuem fora do sistema político, não se ligando a partido algum. Essa é a análise do filósofo e professor de políticas públicas da USP, Pablo Ortellado, que acompanha a atuação de coletivos que questionam os sistemas econômicos e políticos bem antes de junho de 2013.
 
Segundo Ortellado, os movimentos apartidários estão sendo gerados desde 1990, e não são ligados aos movimentos sociais dos anos 70 e 80 que originaram o Partido dos Trabalhadores (PT). Quando fundado, em 1980, o PT procurou renovar “de forma profunda” o conceito de participação política, “nasceu como uma espécie de federação dos movimentos sociais e tentou reverter a lógica pela qual partido e movimentos se ligavam. Esse experimento chegou ao limite hoje”, explicou o professor durante sua participação no programa de debates Brasilianas.org, na TV Brasil.

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