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leandro karnal

Professor, há momentos em que precisamos escolher o lado certo da História, por Márcio Valley

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Por Marcio Valley
 
 
Caro Leandro Karnal,
 
Como seu (ainda) admirador, não poderia deixar de criticar, não somente o encontro com Moro, como as justificativas que você apresenta supostamente para “quem gosta de você”.
 
Em primeiro lugar, deixo claro que considero ser absolutamente um direito de qualquer pessoa tecer amizades com quem quer que seja, assim como expor as opiniões que possui. Claro que nossas amizades e nossas opiniões são capazes de provocar reflexos na opinião do outro e, na verdade, apreciamos as pessoas, e delas nos tornamos amigos, muito em função de nossas posturas frente à realidade, assim como em decorrência das pessoas que nos cercam. Somos como nos apresentamos. Para um Zé Ninguém, a repercussão dos posicionamentos será quase nenhuma e poucos se importarão sequer em criticar. Apenas passarão a manter uma distância segura. Para os que vivem o dilema da fama, para as figuras públicas, a conta é muito maior. Se a opinião de um famoso possui uma incrível densidade e poder de persuasão coletiva, por isso mesmo exigindo responsabilidade ética para sua emissão, que dizer da palavra de um intelectual?

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Viva a polarização, por Aldo Fornazieri

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por Aldo Fornazieri

VIVA A POLARIZAÇÃO

Pessoas das mais variadas posições políticas, dos mais diferentes calibres intelectuais e das mais diversas posições sociais têm lamentado uma suposta excessiva polarização que estaria ocorrendo no Brasil. Leandro Karnal, após publicar  a foto de seu famoso jantar com o juiz Moro e ver-se tolhido por críticas de muitos e ungido pelos elogios de outros, lamenta a polarização, mais uma vez. Na verdade. ou melhor dizendo, a verdade efetiva das coisas mostra que a crítica à polarização no Brasil, em todos os tempos, sempre esteve a serviço da dominação de elites predatórias e sempre se configurou como o exercício da hipocrisia nacional.

A outra face da crítica à polarização é a ideia paradigmática de que o povo brasileiro "é ordeiro e pacífico". As exigências de ordem e paz, de harmonia, nasceram no Brasil Colônia, atravessaram o Brasil Império e se instalaram no Brasil República. Em nome dessas ideias, dissidências foram massacradas, opositores foram exilados, críticos foram calados. Em nome dessas ideias, a violência explícita ou dissimulada das elites sempre procurou auferir a áurea de legitimidade, proclamando-se ação necessária para harmonizar os conflitos banindo da cena política e social os elementos "perturbadores", os "indesejáveis", os "subversivos", os "desordeiros", enfim, um rosário instrumental de adjetivações a serviço do mando violento e excludente.

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O caso Karnal-Moro, os intelectuais e as tentações midiáticas, por Luís Nassif

Não há veneno maior para o caráter, suborno maior de pessoas do que a perspectiva de se tornar celebridade, a pessoa que, levada por Mefistófeles, chega ao Olimpo da mídia de massa e imagina que se torna um semideus.

Ministros vetustos do Supremo ou juízes provincianos, intelectuais sólidos ou enganadores, jornalistas jovens ou veteranos, empresários, socialites, poucos escapam à   sedução da mass-mídia. E com as redes sociais e a facilidade extrema de difundir mensagens, a busca da fama instantânea se tornou doença universal.

Como esquecer o rosto do decano Celso de Mello, deslumbrado como uma jovem debutante ao ser filmado em um shopping por um fã sedenta de justiça? Ou o Procurador Geral da República posando para uma foto com um cartaz na mão e um sorriso bobo na boca? Ou o jovem procurador montando um power point com a mesma intenção da atriz de festival de cinema mostrando pernas e busto: atrás do fato inusitado capaz de disputar manchetes? Leia mais »

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Leandro Karnal e a Escola Sem Ideologia

Jornal GGN - Leandro Karnal fala, no Roda Viva, sobre a Escola Livre, ou Escola Sem Partido. Para ele não existe um só evento na história que não tenha uma opção política. Ele deu um bom exemplo: Maria Antonieta foi decapitada. Você, ao expor o fato ao aluno vai comentar o quê? "Ah, coitadinha!" ou vai explicar os fatos políticos por trás da Revolução Francesa? Karnal afirma que não existe escola sem ideologia. Entende ele que seria muito bom que um professor não impusesse apenas uma ideologia e abrisse caminho para o debate. Mas esta Escola Livre é uma crença de uma direita delirante, absurda e estúpida de que a escola forme a cabeça das pessoas e os jovens saiam líderes sindicais. Karnal afirma que os jovens têm sua própria opinião, não são massa de manobra e os pais e professores sabem que eles têm sua própria opinião. Ele gostaria de uma escola que suscitasse o debate.

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Os sete pecados capitais e as virtudes atuais, no café filosófico de Leandro Karnal

Sugestão de Zuraya

da CPFL na TV Cultura

O café filosófico e os 7 prazeres capitais

curadoria de Leandro Karnal

A série. Os 7 prazeres capitais - pecados e virtudes de hoje, veiculados em 2014, segundo semestre.

café filosófico cpfl na tv cultura apresenta a série “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, com curadoria do historiador leandro karnal. prazeres? talvez você os conheça como os 7 pecados capitais: orgulho, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria. você já pensou como isso tem se transformado? como ao longo do tempo, pecados e vícios foram sendo ressignificados?

confira os programas da série que já foram ao ar pela tv cultura:

orgulho nosso de cada dia

com leandro karnal

“o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.”

este pensamento de santo agostinho parece não ser mais levado em tanta consideração. pois, a vaidade parece estar cada vez mais em alta nesta sociedade, onde o individualismo e o “empreendedorismo” passaram a ser metas, valores, fortemente estimulados.  aquele que já foi visto como o maior e o primeiro dos pecados capitais por seus atributos maléficos – o orgulho – hoje virou  virtude. disfarçada e rebatizada de autoestima, a vaidade é  agora “amor próprio”. este programa abre a série do café filosófico que traz os “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, com a curadoria e apresentação do historiador leandro karnal.

orgulho nosso de cada dia, com leandro karnal (versão tv cultura) from instituto cpfl | cultura onvimeo.

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A inveja, a vaidade e a felicidade alheia

Por Odonir Oliveira

Uma sugestão do Professor Luiz Jacob

Café Filosófico, com Leandro Karnal sobre  "A inveja e a tristeza sobre a felicidade alheia"

Sobre o tema Mathias Aires em "Reflexão sobre a vaidade dos Homens ", escreveu: Leia mais »

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O ódio no Brasil, ou "o inferno são os outros", por Leandro Karnal

Enviada por Mailson

Uma palestra relativamente longa (1:56 h), mas que no final você fica desejando que não acabe. O professor Leandro Karnal fala dessa coisa grandiosa, ridícula, patética, iracunda, agressiva e mortal que é o ser humano. Nada escapa de suas observações. Conhece um pouco a ti mesmo e não te esqueça nunca: tu és, nós somos, animais bestiais.

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