Revista GGN

Assine

literatura brasileira

No Prêmio Camões, Raduan Nassar discursa contra Temer e irrita Roberto Freire

 
Jornal GGN - Nesta sexta-feira (17), Raduan Nassar, considerado um dos maiores escritores brasileiros, recebeu o Prêmio Camões de 2016, aproveitando para discursar contra o governo de Michel Temer.
 
“Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil”, disse o escritor, acrescentando que “vivemos tempos sombrios, muito sombrios”. Ele também criticou Alexandre de Moraes, “figura exótica indicada agora para o Supremo Tribunal Federal” e a nomeação do ministro Moreira Franco, citado na Operação Lava Jato.
 
A fala do autor de Lavoura Arcaica irritou Roberto Freire, ministro da Cultura, que afirmou que Raduan é “um adversário político do Governo recebendo um prêmio do Governo ele considera ilegítimo”. 

Leia mais »

Média: 5 (7 votos)

Chico Buarque conquista prêmio literário na França

 
Jornal GGN - Na próxima segunda-feira (30), o cantor, compositor e escritor Chico Buarque receberá o prêmio de literatura Roger Caillois, em Paris, na França, pelo conjunto de sua obra, na categoria literatura latino-americana. 
 
No país europeu, seus livros são publicados pela editora Gallimard, sendo que o último deles, O Irmão Alemão, foi lançado em 2016. Leia mais »
Média: 5 (7 votos)

A vida e a obra de Conceição Evaristo

Jornal GGN – O jornal O Globo entrevistou a escritora mineira Conceição Evaristo, uma das principais referências da literatura brasileira. Ela falou sobre a vida que levou e como isso impactou na sua arte.

“A pobreza pode ser um lugar de aprendizagem, mas apenas quando você a vence. Se não, é o lugar da revolta, da impotência, da incompreensão. E aí você não faz nada. Hoje eu vejo que a pobreza foi o lugar fundamental da minha aprendizagem diante da vida”, afirmou. “Minha literatura não é pior nem melhor do que qualquer outra, só nasce de uma experiência diferente da qual eu me orgulho e que não quero camuflar”.

“Eu sempre tenho dito que a minha condição de mulher negra marca a minha escrita, de forma consciente inclusive. Faço opção por esses temas, por escrever dessa forma. Isso me marca como cidadã e me marca como escritora também”, disse.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

Luis Fernando Verissimo tem alta hospitalar, no Rio

Da Agência Brasil

O escritor Luis Fernando Verissimo, de 79 anos, teve alta hospitalar no início da tarde deste domingo (3), após ser submetido a implante de marcapasso. Verissimo estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, no Rio de Janeiro, desde o dia 25 de março, quando apresentou um quadro de infecção respiratória.

“O Hospital Pró-Cardíaco informa que o escritor Luis Fernando Veríssimo teve alta da instituição, no início da tarde de hoje [3], após passar por um implante de marcapasso definitivo bem-sucedido no dia 1° de abril”, informou a equipe médica. Leia mais »

Média: 5 (6 votos)

Verissimo tem arritmia controlada, mas segue internado no Rio

Jornal GGN - O escritor Luís Fernando Verissimo teve sua arritmia cardíaca controlada mas segue internado no Hospital Pró-Cardíaco, no bairro carioca de Botafogo, e ainda não tem previsão de alta. Verissimo, que tem 79 anos, foi internado na última sexta (25) para cuidar de um quadro de infecção respiratória. Agora, ele continua tratando de uma pneumonia.

Verissimo já foi internado em 2013, após apresentar sintomas de angina, e em 2012, devido a uma gripe, ambas as vezes em um hospital de Porto Alegre.

Do G1 Leia mais »

Média: 5 (6 votos)

Exposição conta história da escritora Carolina de Jesus

Da Agência Brasil

Caminhar pela trajetória da escritora, poetisa e sambista brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977) é a proposta da exposição Carolina em Nós, idealizada pelo Bloco Afro Ilú Obá de Min, que vai até o dia 31 de janeiro no Museu Afro Brasil, na capital paulista. No lado externo do museu, ao ar livre e gratuitamente, os visitantes passeiam por um corredor que traz fotografias, textos, músicas e histórias de uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Desde o ano passado, quando foi comemorado o centenário de nascimento da autora do livro O quarto de despejo: o diário de uma favelada, organizações e movimentos sociais, especialmente de cultura e de mulheres negras, fazem homenagens a Carolina.

Roberto Okinaka, curador da exposição, explica que a proposta da montagem do Carolina em Nós foi fugir um pouco do estigma de Carolina como favelada. “Hoje, a gente tem que falar sobre a escritora e qual a contribuição que ela deixou para a cultura brasileira. É lógico que ela sofreu todas aquelas dificuldades, e nós temos todos esses problemas ainda. Esta exposição fala da mulher negra que não se calou”, disse, ao apresentar o projeto. O primeiro livro de Carolina, que reúne relatos do seu diário pessoal, foi traduzido para 13 idiomas. Além dessa obra, ela escreveu mais quatro livros e compôs peças de teatros e marchas carnavalescas.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Olavo Bilac e a tecnologia

Enviado por Free Walker

Crônica do poeta brasileiro Olavo Bilac publicada originalmente em 1904 no primeiro número da Revista Kósmos. 

[Extraída de Poesias, de Olavo Bilac, organização e prefácio de Ivan Teixeira, Editora Martins Fontes, São Paulo, 1997]

Mais de quatro séculos nos separam do tempo em que os impressores de Mogúncia e Strasburgo — espalhando pela Europa algumas folhas volantes, com as notícias da guerra entre gregos e turcos e das victórias do Sultão Mahotmet II — crearam o veículo rápido do pensamento humano, a que se deu depois este curto, mágico, prestigioso e expressivo nome: “jornal”. Aquelles boletins dos discípulos e continuadores de Guttemberg foram, de facto, o núcleo gerador d’esta immensa e dilatada imprensa de informação, que avassalla a terra, dirigindo todo o movimento commercial, político e artístico da humanidade, pondo ao seu próprio serviço, à medida que aparecem, todas as conquistas da civilização, aumentando e firmando de anno em anno o seu domínio — e chegando a ameaçar de morte a indústria do livro, como acabam de confessar a um redactor de La Revue todos os grandes editores da capital franceza.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Carta de Mário de Andrade vetada por herdeiro será disponibilizada ao público

Jornal GGN - A Fundação Casa de Rui Barbosa vai liberar o acesso à única carta de Mário de Andrade para Manuel Bandeira que ainda não tinha sido disponibilizada publicamente. Datada de 7 de abril de 1928, ela ficava separada das outras por determinação do então presidente da instituição, Plínio Doyle. Pesquisadores acreditam que, nela, Mário fale abertamente sobre sua homossexualidade.

A decisão da Fundação foi tomada após a Controladoria-Geral da União dar um prazo de dez dias para que a carta fosse disponibilizada, para atender ao pedido, via Lei de Acesso à Informação, feito por Marcelo Bortoloti, jornalista da revista Época. A instituição afirmou que a a divulgação poderia causar "problemas para o trabalho sério que vem sendo desenvolvido por instituições que tratam os arquivos privados".

Da Folha Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

Encontro em São Paulo tenta reinventar o gênero policial na literatura brasileira

Jornal GGN – Os novos autores brasileiros de literatura policial ainda estão presos à ideia de chocar os leitores com descrições clichês de “mundo cão”: favela, tráfico de drogas e menores abandonados. A opinião é do jornalista e escritor do gênero, Sérgio Pereira Couto, que organiza, há alguns anos, em São Paulo, o Clube de Leitura Policial com a finalidade de manter um fórum permanente sobre o tema e apresentar novos títulos estrangeiros e até mesmo séries de tevê sob o gênero.

Com dupla nacionalidade (brasileira e portuguesa), o autor de 47 anos e 42 títulos lançados – sendo oito de ficção e outros 34 de não-ficção – não acredita que haja, entre o grande público, uma visão preconceituosa em relação ao gênero policial, com exceção do “meio acadêmico, que ainda o considera um gênero B”. Mas ele afirma que a categoria, ao menos no Brasil, ainda precisa de incentivo e de uma mudança de paradigma.

Leia mais »

Média: 5 (3 votos)

Autor ateu redefine a morte em releitura da Bíblia

Jornal GGN - As injustiças mundanas, aquelas que terminam em morte, como o assassinato de um inocente, a fome de uma pessoa ou a doença de uma criança são questionadas no livro "A terra por onde caminho" (Editora Schoba) de Mário Bentes. Afinal, quem é a morte e como ela escolhe a quem levar? Existem parâmetros para continuar vivo?

Lançada na última sexta-feira (1), em evento na livraria Martins Fontes Paulista, a obra é composta por 40 contos, quase todos baseados em relatos bíblicos. Bentes, que já foi cristão e hoje é ateu, mescla o antagonismo dessas duas orientações para mostrar em suas histórias que se há forças opostas na morte, seja ela violenta ou branda, em velhos ou em jovens, ela não é boa nem má – mas somente um fato que deve acontecer. Apesar desse fator natural, o ceticismo do autor é reforçado por meio de um personagem religioso, Uriel, o anjo da morte.
Leia mais »

Sem votos

Os 10 maiores poemas brasileiros de todos os tempos

Sugestão do blog de Assis Ribeiro no Brasilianas.org Leia mais »

Sem votos

A construção do mito Mário Palmério

Autor apresenta algumas ideias gerais do livro: "A construção do mito Mário Palmério", publicado pela Editora da Unesp em 2012.